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Mato Grosso do Sul completa dois anos de vacinação contra a Covid-19

No período, foram aplicadas 6 milhões de doses; 78,77% da população do estado recebeu as duas doses iniciais

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Neste mês, completaram-se dois anos desde que o primeiro avião da Força Aérea Brasileira pousou em Mato Grosso do Sul para trazer as primeiras doses de vacina contra a Covid-19 para o estado.

Na ocasião, foram entregues 158 mil doses da vacina Coronavac, que seria destinada a imunizar idosos com mais de 60 anos que moravam em instituições de casas de repouso e asilos e trabalhadores de saúde que estavam na linha de frente da Covid-19 e das comunidades indígenas - grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde.

Em dois anos de vacinação, foram aplicadas 6.002.680 doses em todo o estado, segundo o painel Vacinômetro da Covid-19, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.

Em 2021, foram aplicadas 4.667.038 doses. No fim do ano, 79,56% da população estimada do estado já havia recebido a primeira dose (D1) ou dose única (DU) da vacina, e 70,1% já estavam com as duas doses iniciais (D1 e D2). Além das duas primeiras doses iniciais, 654.405 pessoas já haviam recebido a primeira dose de reforço (R1), e uma já havia a segunda dose de reforço (R2).

No ano de 2022, foram 1.330.165 doses aplicadas. Um acréscimo de 9,29% de vacinados com a primeira dose (ou dose única), e de 7,93% na quantidade de vacinados com a 2º dose. No período, 538.201 pessoas receberam a primeira dose de reforço, e 297.067 a R2. 

Em janeiro do ano passado, a Saúde deu início à vacinação infantil, com público de 5 a 11 anos (com comorbidades). Até o momento, apenas 59,73% deste público, estimado em 301 mil crianças, recebeu a dose inicial, e 29,52% a segunda dose.

Em julho do mesmo ano, foi aberta a vacinação para crianças de 3 a 4 anos (com comorbidades). No dia 12 de novembro de 2022, bebês de 6 meses a 2 anos (com comorbidades) puderam receber a primeira dose da vacina.

Em todo o estado, 315,5 mil pessoas ainda não se vacinaram com nenhuma dose de vacinas contra a Covid-19. Além disso, 12,6% das pessoas que tomaram a primeira dose (2.265.615) não foram se vacinar com a 2º dose do plano vacinal.

No momento, o principal desafio da Secretaria de Saúde é conscientizar a população para que completem o esquema vacinal e imunizem, principalmente, as crianças.

Relembre

O dia 18 de janeiro de 2021 ficou consagrado como um marco histórico para a imunização estadual. À época do ato simbólico gravado na memória de milhares de sul-mato-grossenses, cada passo da vacina era registrado: desde a chegada na Base Aérea de Campo Grande; o transporte escoltado pelas ruas da Capital; até a chegada à sede da Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica.

Quatro doses foram separadas e enviadas até ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para iniciar a campanha de imunização. Na ocasião, quatro sul-mato-grossenses pertencentes à primeira fase da campanha foram vacinados.

Dois deles eram profissionais da saúde: o médico Márcio Estevão Midom, de 45 anos, e a auxiliar de enfermagem Sandra Maria de Lima, de 52 anos, ambos do Hospital Regional. 

Também foram vacinadas a indígena Domingas da Silva, de 92 anos, da aldeia Tereré, em Sidrolândia, e a dona Maria Bezerra de Carvalho, de 85 anos, residente no Asilo São João Bosco, no bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Sandra foi a quarta pessoa a ser vacinada em MS.

"Fiquei surpresa e muito grata", relatou Sandra Maria de Lima ao contar sua experiência no ato simbólico. A auxiliar de enfermagem explicou que foi chamada para fazer a aplicação da vacina nas três pessoas que foram chamadas inicialmente.

"Eu estava ali apenas para fazer a aplicação, não estava previsto que eu fosse a quarta pessoa a ser vacinada. Logo que iniciamos a aplicação, eles perceberam que estava sobrando uma quarta dose. 

“Na hora eles conversaram e me convidaram para tomar a vacina. Nesta hora, fiquei muito faceira, feliz, mas ao mesmo tempo levei um susto, pois não esperava que também fosse tomar o imunizante".

Sandra ainda ressaltou que desde então não deixou de completar o esquema vacinal.

"É como eu costumo falar: a vacina salva vidas. Eu mesmo peguei por duas vezes a covid-19, mas os sintomas foram bem leves, que se assemelhavam a uma gripe. Eu recomendo a todos, acreditem na vacina, é só olhar os números de como estávamos e como estamos agora".

Aos 92 anos, a indígena Domingas da Silva, da aldeia Tereré, contou com orgulho que foi a primeira idosa a tomar a vacina no Estado.

Primeira "vovózinha" a receber o imunizante é da aldeia Tereré.

"Eu, a Vovó Domingas, fui a primeira vovozinha a tomar a vacina da covid-19. Graças a Deus, eu me sinto muito bem! Peço a para todos tomarem a vacina porque é muito bom para a nossa saúde. A Vovó está bem e não precisa de nada e vocês têm que tomar a vacina e não precisa ter medo".

A coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, foi a responsável por levar as doses até o HRMS, escoltada por policiais. Ela relembra como ocorreu a distribuição.

"Nós tínhamos um plano de logística e assim que recebemos as vacinas, logo de imediato fizemos a entrega aos municípios. Houve uma parceria com as forças de segurança que nos ajudaram a levar os imunizantes até os municípios. Devido à escassez dos imunizantes e alta procura, poderiam haver saques, e por isto as participações das forças de segurança foram extremamente importantes", destacou.


"O resultado foi muito importante porque meses depois ficamos por semanas a frente dos outros estados na liderança da vacinação, e isto foi muito gratificante", completou.

Ana Paula ainda reforçou que a campanha de imunização continua no Estado.

"Nós estamos aguardando novas diretrizes do Ministério da Saúde, principalmente, quanto a vacina bivalente, que vem como reforço e em específico para a população de 60 anos e mais. O Estado já empregou mais de 6 milhões de vacinas e pedimos para que a população faça a adesão, especificamente para as doses de reforço".

A fim de evitar novas contaminações, a SES recomenda o uso de máscaras em locais fechados e aglomerados, façam o teste em casos de suspeitas e tomem as vacinas.

 

Sintomas da Covid-19

É possível que o cidadão esteja infectado com o vírus da Covid-19 caso apresente os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Perda do olfato
  • Perda do paladar
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito

Transmissão

O meio de transmissão da Covid-19 se dá por inalação ou contato com gotículas de saliva, secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Portanto, a transmissão pode ocorrer por meio de:

  • Tosse
  • Espirro
  • Catarro
  • Apertos de mão
  • Contato pessoal próximo
  • Contato com objetos contaminados

Prevenção

Existem inúmeras formas de se prevenir o contágio e proliferação da Covid-19. Confira:

  • Vacinação contra Covid-19
  • Uso de máscara
  • Uso de álcool gel
  • Lavagem das mãos com água e sabão
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Não compartilhar objetos pessoais
  • Ventilar ambientes
  • Evitar aglomerações e espaços fechados
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Financiamento

UCDB receberá R$ 13,5 milhões para pesquisar sobre feridas

Pesquisa financiada pela FINEP e pela FUNDECT vai estudar peptídeos capazes de auxiliar na formação de novos tecidos e na cicatrização

23/10/2026 10h15

Universidade Católica Dom Bosco

Universidade Católica Dom Bosco Foto: Reprodução

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O Governo do Estado por meio do Diário Oficial, publicado na manhã desta sexta-feira (23), um Extrato de Convênio onde a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), irá receber investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Apoio e de Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT).  Os recursos serão destinados para o projeto “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”

O convênio foi assinado em 24 de março de 2026 e terá prazo de até 36 meses para execução física e financeira. Além do valor previsto pela FINEP, o projeto contará com R$ 3,38 milhões da FUNDECT, totalizando até aproximadamente R$ 13,54 milhões em recursos.

O projeto foi intitulado “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”. A proposta é desenvolver uma tecnologia capaz de auxiliar na recuperação de tecidos lesionados, especialmente em situações nas quais a cicatrização ocorre de forma lenta ou inadequada.

Feridas crônicas podem estar relacionadas a doenças como diabetes, problemas de circulação, infecções, queimaduras, traumas e lesões provocadas por pressão. Nesses casos, o processo de recuperação pode se prolongar e aumentar o risco de complicações.

A tecnologia poderá reunir a seleção dos peptídeos, a formulação do material utilizado na ferida e um sistema capaz de liberar as substâncias de maneira controlada.

Peptídeos são pequenas sequências formadas por aminoácidos, componentes básicos das proteínas. Algumas dessas moléculas podem desempenhar funções importantes no organismo e, por isso, são estudadas para aplicações médicas e biotecnológicas.

Esses peptídeos são importantes para o tratamento de feridas, pois possuem uma capacidade de estimular a manipulação e a migração de células, favorece a produção de colágeno, controla inflamações e auxilia na defesa contra microrganismos.

A pesquisa deverá investigar quais peptídeos apresentam potencial terapêutico, como eles podem ser aplicados na região lesionada e de que maneira podem contribuir para a formação de novos tecidos.

O financiamento dá início a uma etapa de pesquisa que pode incluir testes laboratoriais, desenvolvimento de protótipos, avaliação de segurança e estudos sobre a eficácia da tecnologia.

impasse

TCE vê falhas e barra compra de diesel para usina de asfalto

Licitação para compra de cerca de 500 mil litros está sendo feita pelo consórcio de municípios presidido pela prefeita Adriane Lopes, de Campo Grande

23/10/2026 09h50

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande arquivo

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Decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) publicada no diário oficial da instituição desta sexta-feira (23) manteve suspenso o pregão eletrônico que previa desembolso de até R$ 3.696.300,00 para compra de diesel pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de MS, presidido pela prefeita de Campo Grande, Adriene Lopes (PP).

A licitação, que permite a compra de mais de 500 mil litros, ou cerca de 10 carretas bi-trem carregadas com diesel, entrou na mira do Tribunal de Contas de forma rotineira, como ocorre com uma infinidade de licitações. Neste pente-fino rotineiro, os técnicos constataram supostas irregularidades e o pregão foi suspenso no final de julho.

O Consórcio, que pretende utilizar o combustível na usina de asfalto onde é produzida boa parte do material utilizado para os serviços de recapeamento e tapa-buracos de Campo Grande, fez algumas alterações no edital, mas mesmo assim os conselheiros do TCE mantiveram o veto ao andamento do certame.

Por unanimidade, os conselheiros entenderam que é “insuficiente a memória de cálculo desacompanhada dos documentos de suporte e das informações adicionais sobre os critérios utilizados para a definição dos quantitativos estimados, o que fragiliza a comprovação de que estes refletem a real necessidade da Administração”.

Na publicação desta sexta-feira, o TCE também destacou que “a alteração do critério de julgamento definido na fase de planejamento, sem apresentar motivação, compromete a coerência entre os atos da fase preparatória e o dever de planejamento previsto” na legislação.

Outra irregularidade é que não existe a previsão para que até 25% do volume pudesse ser fornecido por microempresas e empresas de pequeno porte, já que o produto em questão (diesel) pode ter o fornecimento fracionado facilmente. Isso, segundo o TCE, é uma “irregularidade insanável, por interferir diretamente na disputa competitiva e no universo de licitantes, não podendo ser corrigida sem alteração do edital e reabertura da fase externa, o que impõe a anulação do certame”.

O caso foi relatado pelo conselheiro Iran Coelho das Neves, mas teve o voto favorável dos demais conselheiros. O julgamento foi concluído ainda em 24 de setembro, mas somente agora, um mês depois, foi publicada a decisão no diário oficial. 

Além de Campo Grande, fazem parte do Consórcio Central MS os municípios de Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti, Terenos e Jaraguari. E a aquisição da usina de asfalto foi um dos primeiros investimentos da entidade, que diz ter uma economia da ordem de 30% no custo da massa asfáltica na compração com o preço pago a empresas privadas. 

A usina tem capacidade para produzir 120 toneladas de massa asfáltica por hora e há um mês o consórcio firmou contrato de R$ 46 milhões com a prefeitura de Campo Grande para colocar nas ruas cinco equipes que estão atuando nos serviços de tapa-buracos.

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