Cidades

PANDEMIA

Mato Grosso do Sul recebe mais 10,2 mil doses de vacina contra Covid-19

Carga será guardada na Secretaria de Saúde à espera de um quantitativo maior para distribuição

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Mato Grosso do Sul recebeu na noite desta segunda-feira (25) mais um lote com 10,2 mil doses da vacina Coronavac, contra a Covid-19. A carga estava prevista para chegar apenas no meio da semana, mas foi antecipada.

Como o quantitativo é pequeno para o Estado, o secretário Estadual de Saúde informou que essas doses serão armazenadas na Secretaria de Estado de Saúde (SES) no aguardo de novas remessas serem feitas.

“É um quantitativo muito pequeno, então não compensa nós mobilizarmos um aparato tão grande para vacinar 5 mil pessoas. Vamos deixar guardado enquanto os municípios vacinam com as doses que já foram entregues”, disse Resende.

O secretário afirmou que ainda não há previsão para outras remessas serem entregues do imunizante, mas que espera novidades nos próximos dias por parte do governo federal, que é o responsável pela distribuição das vacinas.

Este é o terceiro lote de vacinas a chegar em Mato Grosso do Sul. O primeiro chegou no dia 18 de janeiro, também de doses da Coronavac, e o segundo pousou no aeroporto de Campo Grande no último domingo.

Apesar de as aplicações já terem começado há uma semana, o secretário lembra que apenas cerca de 20% dos imunizantes foi utilizado.

Quando o Estado receber a quarta remessa, Resende avalia que aí sim será possível iniciar a vacinação no grupo de idosos, mas ainda não há definição sobre acima de qual idade será priorizado, se acima de 85 anos ou 90 anos.

Atualmente a vacinação é feita apenas em profissionais da saúde que atuam na linha de frente para o combate da pandemia, em idosos institucionalizados (em asilos ou internados) e na população indígena moradora de aldeias.

BOLETIM

Dados do boletim epidemiológico desta segunda-feira no Estado trouxe 7 mortes e 252 casos novos da doença. 

O secretário alertou que esse número baixo pode ser reflexo do fim de semana, quando as equipes de saúde que trabalham na alimentação desses dados estão reduzidas.

Este mês já soma 441 mortes em decorrência do novo coronavírus, segundo dados atualizados da SES. 

Desde o início da pandemia no Estado, em março do ano passado, 2.819 sul-mato-grossenses morreram vítimas da Covid-19, e, até o momento, 156.711 foram infectadas. 

ISOLAMENTO

Atualmente, o Mato Grosso do Sul tem 10.192 pessoas em isolamento domiciliar. Ainda se tratando de casos ativos - aqueles com o vírus ativo no organismo - as internações somam 514 pacientes.

Desse quantitativo, 263 ocupam leitos clínicos (172 públicos e 91 privados) e 251 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) (183 públicos e 68 privados). Ao todo, 143.186 pacientes já se recuperaram da doença. 

Alerta

Chikungunya: Ministério da Saúde cria força-tarefa após 7 mortes e 1,7 mil casos em MS

Dourados é considera epicentro da arbovirose; outras duas mortes estão sob investigação

06/04/2026 18h30

Brasil já registra 15 óbitos por chikungunya em todo o território nacional neste ano, com Mato Grosso do Sul já respondendo por sete dessas mortes até antes do fim de março. 

Brasil já registra 15 óbitos por chikungunya em todo o território nacional neste ano, com Mato Grosso do Sul já respondendo por sete dessas mortes até antes do fim de março.  Divulgação

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Com cinco mortes e 1,7 mil casos confirmados, Dourados é epicentro de casos de chikungunya em todo o país, e conta com uma força-tarefa por parte do Ministério da Saúde para frear o ritmo alarmante de casos da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Nesta segunda-feira (6), outras duas mortes entraram para a lista de investigação. O Estado concentra sete das 15 mortes por chicungunya em todo o país. 

Entre os óbitos em investigação, as vítimas são um adolescente de 12 anos e um indígena de 55 anos. Ambos morreram no dia 3 de abril e têm a doença como principal suspeita da causa.

O município conta com cinco mortes em decorrência da arbovirose, ao passo que outras duas pessoas morreram em Bonito e Jardim respectivamente. 

Apoio federal

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão no município para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos, neste momento centrados nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde pretende instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya.  Ao todo, 300 unidades foram enviadas ao Estado, 160 já instaladas em Dourados. 

Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do estado. 

Visita ministerial 

Recém empossado, o sul-mato-grossense Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas, classificou como crítico o cenário de emergência em Dourados. 

Durante visita à cidade nesta sexta-feira (3), o ministro afirmou que o enfrentamento da crise não será pautado pela busca de culpados.

"Quando se trata de saúde, vidas humanas, a responsabilidade é até global, né? Então nós não estamos aqui para dizer: 'ah, a responsabilidade era do município, ou do governo do estado, ou do governo federal'. Nós estamos aqui para reconhecer essa situação crítica, portanto nós não temos uma posição negacionista, e vamos enfrentar."

Diante do avanço da doença, o governo federal anunciou uma série de medidas para conter a proliferação do mosquito, interromper a transmissão e reforçar o atendimento à população.

Entre as ações, enviou cerca de R$ 3,1 milhões ao município. Do total, R$ 1,3 milhão será destinado a ações de socorro e assistência humanitária, R$ 974,1 mil vão financiar limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação adequada do lixo e R$ 855,3 mil serão usados em ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya.

Saiba*

Empossado no último dia 31, Eloy Terena nasceu em Aquidauna, interior do estado. Ele ocupa cargo deixado por Sônia Guajajara, que disputará uma vaga na Câmara Federal por São Paulo. 

Em investigação

Epicentro da doença em MS, Dourados investiga mais duas mortes por chikungunya

Os dois óbitos em investigação são de indígenas que morreram no dia 3 de abril

06/04/2026 17h30

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Dourados, município localizado a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, é considerado, atualmente, o epicentro de casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul.

Até o momento, foram registrados cinco óbitos pela doença e, nesta segunda-feira (6), outras duas mortes entraram para a lista de investigação. 

As vítimas são um adolescente de 12 anos e um indígena de 55 anos. Ambos morreram no dia 3 de abril e têm a doença como principal suspeita da causa. 

Em todo o Estado, são sete registros de óbitos confirmados pelo agravamento da chikungunya, sendo cinco em Dourados, um em Bonito e um em Jardim. 

Somente em Dourados, dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que a cidade já soma 2.733 casos prováveis da doença. 

Desses, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 seguem em investigação, o que totaliza 3.671 notificações.

A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 914 casos, o equivalente a 69,6% do total de confirmações no Estado. Todas as cinco mortes da cidade e as duas em investigação, são de indígenas.  

Apoio federal

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão em Dourados para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde vai, ainda, instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya. 

Já foram enviadas ao Estado 300 unidades e 160 foram instaladas em Dourados até agora. 

Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do estado. 

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