Cidades

CRIME

Mato Grosso do Sul registra mais de 2 mil casos de 'stalking'

Em todo o Brasil, a cada 100 mil mulheres, 87 são vítimas de perseguição

Continue lendo...

Considerado crime desde 2021, o ‘stalking’, isto é, perseguição, já fez mais de 2 mil vítimas em Mato Grosso do Sul. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 mostraram que os registros do crime em 2023 e em 2024 no Estado somaram mais de 2 mil ocorrências, sendo 1.223 em 2023 e 779 em 2024. 

Mesmo com a aparente redução, especialistas sugerem que a queda pode estar relacionada à subnotificação, já que muitas vítimas ainda sentem medo em denunciar ou até mesmo desconhecem a prática de perseguição como crime. Além disso, o crime de stalking também está integrado ao contexto de violência doméstica quando praticado por companheiro ou ex-companheiro. 

No Brasil, segundo o Anuário, os registros de stalking disparou, saindo de 80.017 em 2023 para 95.025 em 2025. Isso significa que a cada 100 mil mulheres, 87,2 foram vítimas do crime. 

A prática é caracterizada por vigilância constante, envio repetitivo de mensagens, ameaças e tentativas obsessivas de contato. Como consequência, a vítima passa a viver com sentimento de medo, alerta, além de causar mudanças no modo de vida nas vítimas, que passam a ter medo de sair de casa sozinhas e precisar mudar de rotas e trajetos.

A psicóloga Aletânia Ramires atua na Sala Lilás da Delegacia de Polícia Civil no município de Sidrolândia e explica que, na maioria das vezes, o stalker (quem pratica o stalking) costuma ser alguém ligado afetivamente a relações anteriores, especialmente quando um dos lados não aceita o fim. 

Para ela, o comportamento de vigilância e monitoramento não deve ser romantizado. 

“É comum que algumas pessoas confundam insistência ou vigilância constante com demonstração de amor ou cuidado. Mas é importante deixar claro que stalking não é prova de amor. É uma forma de violência que causa medo, constrangimento e afeta profundamente a vida da vítima”, alertou. 

“Muitas mulheres passam a mudar hábitos, evitar determinados lugares e até alterar trajetos diários por medo de encontrar o agressor. Isso gera ansiedade, sensação permanente de vigilância e abala profundamente a saúde emocional”.

Para a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Angélica Fontanari, o aumento dos casos no Brasil está relacionado à maior conscientização das mulheres sobre esse tipo de violência. 

“Nos últimos anos, o crime de perseguição tem apresentado crescimento, impulsionado pela maior conscientização das mulheres sobre essa forma de violência e pela identificação das vítimas, o que contribui para o aumento das denúncias”, comentou. 

Em Campo Grande, mulheres vítimas do crime podem procurar a Casa da Mulher Brasileira, onde recebem atendimento psicossocial, orientação jurídica e apoio policial especializado, além de ser direcionada ao Ministério Público e à Defensoria Pública, priorizando a proteção e acompanhamento. 

Além disso, a Capital também conta com o botão de emergência  no aplicativo Proteja Mais Mulher, desenvolvido pela Secretaria Executiva da Mulher. Ao ser acionado, o aplicativo grava automaticamente cinco segundos de áudio do ambiente e envia o pedido de socorro à plataforma de monitoramento da Guarda Municipal. 

Através de geolocalização, a vítima é localizada e uma equipe é enviada para o atendimento. O tempo de resposta do sistema é de menos de cinco minutos, permitindo uma intervenção rápida das equipes em situações de risco. 

Crime

O crime de perseguição passou a integrar o Código Penal brasileiro em 2021. Segundo a legislação, é considerado crime perseguir alguém de forma reiterada, através de qualquer meio, causando medo, constrangimento ou perturbação. A pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. 

Além da legislação federal, em Mato Grosso do Sul, a Lei Estadual 5.202/2018, é uma norma específica voltada à conscientização e enfrentamento desse tipo de violência, instituindo ações de divulgação e prevenção ao stalking a fim de orientar a população e incentivar a denúncia. 
 

sem explicação

Revendas ampliam boicote ao consumidor e elevam preço da gasolina

No dia 10 de outubro foi anunciada redução de 26 centavos nos impostos federais, mas o preço da gasolina no Estado subiu desde então

21/10/2026 11h10

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49 Marcelo Victor

Continue Lendo...

No dia 9 de outubro o Governo Federal anunciou a ampliação da desoneração de tributos federais sobre a gasolina e previu redução da ordem de 26 centavos no preço ao consumidor. Em Mato Grosso do Sul, porém, o preço médio aumentou em um centavo e em Campo Grande, a redução foi de apenas um centavo, conforme mostra pesquisa publicada pela Angência Nacional do Petróleo (ANP) nesta terça-feira (20).

A medida anunciada pela União no começo do mês têm validade por 30 dias e a previsão é de que seja renovada. A redução tributária sobre a gasolina passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis.

Naquela dada, o porta-voz dos proprietários de postos de combustíveis de Campo Grande, Edson Lazaroto, previu que os preços começariam a cair logo em seguida. “Deve ocorrer a partir da semana que vem. Haverá queda somente no preço da gasolina. Etanol e diesel permanecem normal”, afirmou ele em mensagem enviada ao Correio do Estado no dia 10.

Até agora, porém, as distribuidoras e proprietários de postos não repassaram esta diferença e estão literalmente embolsando esta diferença. Conforme a pesquisa da ANP feita em 60 postos, no dia 10 de outubro o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,42. Na pesquisa divulgada nesta terça-feira (20), o valor médio havia subido para R$ 6,43.

Fazendo o recorte somente nos 23 postos de Campo Grande onde foi feito o levantamento, a situação é parecida. No começo do mês o preço estava em R$ 6,28. Agora, recuou um centavo, para R$ 6,27.

Levando em consideração que em Mato Grosso do Sul são vendidos uma média de dois milhões de litros de gasolina por dia, o setor de distribuição e revenda está embolsando algo em torno de R$ 520 mil todos os dias, já que não está repassando ao consumidor a isenção fiscal concedida para aliviar o bolso daqueles que abastecem seus veículos.

E este boicote aos consumidores, que não ocorre somente em Mato Grosso do Sul, está longe de ser um fato isolado. No começo de setembro a Petrobras anunciou redução de 19 centavos no litro da gasolina. Na época, o sindicato dos proprietários de postos de Campo Grande previu redução de 12 centavos nas bombas. 

Em vez disso, porém, o preço subiu. Naquela data, segundo a mesma pesquisa da ANP, o preço médio nas bombas de Campo Grande era de R$ 6,25. Na prática, porém, está dois centavos acima disso, apesar das duas reduções anunciadas pela Petrobras e pelo Governo Federal, que juntas somam 38 centavos.

E no restante do Estado a situação é idêntica, evidenciando que existe movimento coordenado e sincronizado para impedir a redução do preço nas bombas. No começo de setembro o preço médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,40. Agora, apesar da redução de 38 centavos, está em R$ 6,43.

Levando em consideração que o setor não repassou a redução de 38 centavos e e ainda elevou os preços em três, a diferença a maior na margem de lucro é de 41 centavos por litro. Multiplicando este valor pelo volume vendido diariamente em Mato Grosso do Sul, as distribuidoras e donos de postos elevaram seus lucros em R$ 820 mil por dia somente em Mato Grosso do Sul. 

GUERRA NO IRÃ

A disparada no preço mundial do petróleo ocorreu depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro. Naquela dada, conforme a ANP, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,89.

E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos evitar que o reajuste chegasse aos consumidores. 

Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia aumentado. Depois disso, os preços internacionais recuaram, mas o preço da gasolina ao consumidor segue bem acima daquele patamar. 

Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em terceiro lugar, ficando atrás de cidades como Vitória e Porto Alegre.

Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pela redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 


 
 

PRISÕES

Dupla é presa ao tentar recuperar cabelo humano avaliado em R$ 22 mil

Ao todo, 60 kg de cabelo humano foram furtados, com prejuízo estimado de R$ 440 mil, mas apenas 3 kg foram recuperados

21/10/2026 11h00

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero Divulgação: Polícia Civil

Continue Lendo...

Dois homens foram presos ao apresentaram uma nota fiscal eletrônica falsa e tentarem a restituição de uma carga de cabelos humanos, apreendida como objeto do crime de descaminho e avaliada em R$ 22 mil. Durante a checagem do documento fiscal, os policiais verificaram que era falso, motivo pelo qual ambos os indivíduos receberam voz de prisão em flagrante.

A carga de mechas de cabelo humano foi objeto de um crime de roubo ocorrido no dia 11 de outubro, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, fronteira com o município de Ponta Porã. O prejuízo estimado foi de em  R$ 440 mil. 

Na oportunidade do roubo, foram subtraídos aproximadamente 60kg de cabelo humano, dos quais foram recuperados pouco mais de 3kg do produto, avaliados em R$ 22 mil, na última segunda-feira (19), em Campo Grande. 

A carga foi apreendida em posse de um homem de nacionalidade paraguaia, apontado como sendo um dos suspeitos do crime cometido em território estrangeiro.

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO) e a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) foram as responsáveis pela ação de recuperação dos produtos.

 

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).