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Mau tempo pode ter causado acidente aéreo que matou piloto e cientista alemã

Henrique Martin e Lydia Möcklinghoff estavam indo para o Pantanal, mas neblina forte atrapalhou visibilidade depois da decolagem

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O piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram na manhã desta sexta-feira em um acidente aéreo, poucos minutos depois de saírem do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. A polícia trabalha com a possibilidade de que a intensa neblina na região no momento da decolagem possa ter causado a queda da aeronave.

No local, o proprietário da pista privada Aero Rural, Eder Corrêa, confirmou que ouviu o primeiro indicativo de possível queda de aeronave por volta das 6h30min desta sexta-feira.

“Escutei um barulho. No nosso conhecimento, percebemos que parecia aeronave que retornaria à nossa base ou a algum outro local, e aí depois uma explosão, com a queda e tudo. Saí correndo, tentei de qualquer forma sair para ver se tinha alguma fumaça, para tentar ajudar em alguma coisa, e nada, não tinha fumaça nem fogo”, afirmou.

Em suas redes sociais, Henrique sempre postava sobre a profissão Em suas redes sociais, Henrique sempre postava sobre a profissão - Foto: Reprodução Instagram

Os funcionários do aeroporto ouviram o barulho da queda e acionaram os bombeiros, que levaram cerca de 90 minutos para localizar os destroços. Seis equipes, com 22 militares e drones, foram mobilizadas. 

Como a neblina estava muito densa, os drones tiveram pouca utilidade. Por conta disso, um helicóptero foi acionado e, após cinco minutos de voo, foi possível visualizar o local da queda. Os ocupantes, porém, tiveram morte instantânea.

A aeronave era da empresa Amapil, que tem é voltada para atividades de táxi-aéreo, prestando inclusive o serviço de unidade de terapia intensiva (UTI) aérea e tem sua frota uma série de aviões bimotores.

No site da empresa, há uma descrição da aeronave que caiu: “Bimotor, aeronave que combina eficiência e conforto de maneira excepcional. Sua versatilidade permite decolagens e pousos em pistas de diferentes superfícies, incluindo asfalto, grama ou terra, tornando-a ideal para acesso a locais remotos”.

Conforme registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave Seneca EMB-810D, de prefixo PT-WYQ, foi fabricada em 1983, sendo transferida para a Amapil em 21 de agosto de 2024. Com capacidade para decolar com o peso máximo de 2.155 quilos, o avião tem capacidade para até seis passageiros. 

A suspeita preliminar do delegado Sam Suzumura, responsável pelo Núcleo de Operações Aéreas (NOA) do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), é de que o acidente pode ter sido provocado por “desorientação espacial”, em consequência da densa neblina que encobria o céu de Campo Grande. 

“A hipótese é uma desorientação espacial. Inclusive, na hora que as buscas começaram pelo Corpo de Bombeiros, estava muita cerração. Então, é possível que no momento do início do voo estivesse uma condição pior ainda. As condições climáticas podem ter provocado uma desorientação espacial no piloto, é possível”, pontuou.

A conclusão, porém, ainda depende da análise de uma série de equipamentos, que será realizada por técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira.

“A gente precisa seguir os levantamentos. Serão analisadas as partes mecânicas da aeronave, só que, para isso, a gente precisa do Seripa [Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], a Aeronáutica precisa estar acompanhando, então, vai ser somente em um segundo momento para termos uma certeza da causa do acidente”, afirmou.

Horas depois do acidente, a empresa de táxi-aéreo emitiu uma nota prestando solidariedade às famílias do piloto Henrique Martin e da pesquisadora Lydia Möcklinghoff. 

A empresa também afirmou que opera há mais de 52 anos na aviação civil e que sempre conduziu as operações com “absoluto compromisso com a segurança, a manutenção de suas aeronaves e o rigor técnico exigido pela atividade”.

ALEMÃ

Lydia Möcklinghoff escreveu um livro sobre sua pesquisa no Pantanal Lydia Möcklinghoff escreveu um livro sobre sua pesquisa no Pantanal - Foto: Reprodução Instagram 

Lydia Möcklinghoff tinha 45 anos e era zoóloga e jornalista científica. Ela já comandou podcasts, escreveu livros e aparecia como figura frequente em programas de rádio e televisão. Atualmente, era estudante de PhD no Museu de Pesquisa Alexander Koenig, na Alemanha.

Apresentadora e produtora do podcast Tierisch!,do canal alemão Weltwach, Lydia já foi o rosto de programa similar desenvolvido pela revista GEO.

Escritora freelancer, a aventureira e especialista em biodiversidade e conservação de espécies estaria indo ao Pantanal. 

Como mostram os stories gravados no dia anterior ao acidente, Lydia teria deixado a cidade do Rio de Janeiro ainda no fim da tarde de quinta-feira. 

Escritora dos livros “Ich Glaub mein Puma Pfeift” (“Acho que Minha Puma Está Assobiando”, em português) e “Die Supernasen” (“Os Supernarizes”, em português), ela dedicou parte de seus estudos ao monitoramento de tamanduás-bandeira e demais mamíferos do Pantanal.

SEM NOVIDADE

De acordo com o Painel Sipaer, vinculado à Anac, Mato Grosso do Sul teve 247 acidentes aéreos nos últimos 10 anos, sendo 83 acidentes, 42 incidentes graves e 122 incidentes. Contando com o desta sexta-feira, são 19 acidentes fatais que vitimaram 30 pessoas neste período.

O último caso que ganhou repercussão ocorreu em setembro do ano passado e vitimou o arquiteto e urbanista chinês Kongjian Yu, de 62 anos, conhecido no mundo todo por seu trabalho ligado às mudanças climáticas. A aeronave Cessna 175, prefixo PT-BAN, fabricada em 1958, tinha histórico de irregularidades.

Além de Kongjian Yu, também morreram o documentarista Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, o diretor de fotografia Rubens Crispim Júnior e o piloto Marcelo Pereira de Barros. (Colaborou Neri Kaspary)

* Saiba 

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os corpos das vítimas foram levados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde serão realizados exames para determinar as causas das mortes.

CAMPO GRANDE

Polícia aponta homicídio em caso de homem carbonizado no córrego Anhanduí

A perícia científica verificou que havia marcas de sangue próximo ao corpo da vítima, indicando que pode ter ocorrido um arrastamento do corpo

04/07/2026 10h30

Corpo de homem foi encontrado às margens do córrego Anhanduizinho, na avenida Ernesto Geisel

Corpo de homem foi encontrado às margens do córrego Anhanduizinho, na avenida Ernesto Geisel Marcelo Victor / Correio do Estado

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O corpo de um homem, conhecido como "Baixinho", de 40 anos, foi achado carbonizado, nesta sexta-feira (3), em meio a um barraco queimado, montado às margens do córrego Anhandui, no bairro Jardim Jacy, em Campo Grande. 

O local dos fatos fica às margens do córrego na Avenida Presidente Ernesto Geisel, onde diversas pessoas sem residência fixa e usuários de drogas costumam construir seus barracos e fixar moradia no local.

 Debaixo das molas, do que a Polícia Civil acredita tratar-se de um colchão, estava o corpo carbonizado do homem, até o momento sem identificação.

A perícia científica e a equipe de engenharia ambiental verificaram que havia marcas de sangue próximo ao corpo da vítima, indicando que pode ter ocorrido um arrastamento do corpo. Além disso,  há indícios de que o homem pode ter sido colocado por debaixo do colchão, antes de ser queimado.

Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento que o barraco fica totalmente destruído por um incêndio, que se alastrou em um raio com cerca de 5 metros de diâmetro.

Uma amiga de Baixinho compareceu no local e disse que ele residia no barraco ao lado e que, na quinta-feira (2), por volta das 16h, viu o homem com vida pela última vez. A mulher informou que, por volta das 20h, notou um incêndio no local e deslocou-se para outra área, pois é usuária de drogas.

Ela permaneceu longe de seu "barraco" até esta sexta-feira (3) e quando retornou, por volta das 7h, viu o barraco de Baixinho totalmente destruído, pedindo para que populares acionassem equipes do Corpo de Bombeiros.

A testemunha e alguns comerciantes próximos ao local dos fatos afirmaram que a vítima era usuária de drogas, não sendo relatado qualquer tipo de desavença com outras pessoas.

A equipe da perícia recolheu amostras de sangue no local dos fatos, não sendo possível informar naquele momento se o corpo da vítima apresentava outras marcas de violência além da carbonização. Exames mais detalhados serão realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). Também será realizado o exame necropapilar para identificação. 

Equipes da Polícia Militar, Civil e por do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC-CEPOL), como homicídio qualificado com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso.

TRÁFICO

De Ponta Porã à Capital: seis são presos com 528 kg de droga

Além das drogas, três antenas de starlink de internet também foram apreendidas

04/07/2026 08h45

Foto: Divulgação Policia Militar

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Na tarde desta sexta-feira (3), a Polícia Militar realizou a Operação Protetor, onde prendeu seis pessoas, envolvidas no crime de tráfico de drogas. Os suspeitos foram detidos no bairro Vila Santa Eugênio, em Campo Grande, após retornarem de Ponta Porã. Os suspeitos foram identificados como Paulo, Janaina, Denis, Tiago, Carolina e Jeferson.

Durante uma abordagem em Ponta Porã, Denis, Tiago, Carolina e Jeferson foram abordados em um veículo Volkswagen Golf. Na ocasião, foram revistados e não carregavam nada de ilícito. Porém, apresentaram contradições na entrevista.

Na sequência, também foi abordado o veículo Honda Civic, ocupado pelo casal Paulo e Janaina, onde ambos também apresentaram contradições durante a entrevista.

Em checagem, feita através de câmeras de segurança pelas rodovias, ficou evidenciado que os dois veículos estavam viajando juntos, tanto na ida quanto na volta de Ponta Porã. 

Em determinado momento do retorno do município, passou a rodar pelas rodovias um carro do modelo Corsa, suspeito de ser utilizado para o transporte das drogas e os outros veículos na função de batedores.

Com as informações apuradas, as autoridades intensificaram o patrulhamento para abordar os veículos envolvidos. Na sexta-feira (3), localizaram o Corsa estacionado na via pública, em frente a um imóvel na Rua 23 de Outubro. No local,  Denis e Jeferson saiam da casa para abastecer o veículo. Na sequência, saiu do local o Golf, conduzido por Tiago. 

Em meio a abordagem, os policiais visualizaram dentro do veículo dezenas de tabletes e fardos de maconha. Na varanda do imóvel, estavam Paulo, Janaina e Caroline. Um Honda Civic também foi apreendido. A droga localizada no Corsa totalizava 527 kg. Além disso, três antenas de starlink de internet foram apreendidas. Na residência de Paulo e Janaina havia um tablete de maconha com 1,2 kg.

Todos os envolvidos foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de drogas

Particapação dos membros

Denis era monitorado por tornozeleira eletrônica e admitiu que foi ele quem trouxe o veiculo de Ponta Porã já carregado com as drogas, sua missão era chegar em Campo Grande. Ele alega que não sabia o destino da substância após a entrega.

Jeferson, que é morador de Água Clara, admitiu que era ele quem conduziria o veículo até Três Lagoas, chegando lá entregaria o entorpecente e ganharia sua comissão.

Tiago e a esposa Carolina, que também são de Água Clara, relataram a mesma versão e admitiram as suas participações desde Ponta Porã. Além disso, eles iriam até Três Lagoas na função de batedor, onde também ganhariam suas comissões.

O casal Paulo e Janaina agiram na função de batedor na região de fronteira e deram suporte para que Tiago, Carolina e Jeferson pernoitassem na residência do casal.

Já sobre Denis, assim que chegou a Capital, escondeu o Corsa e retornou para a casa dos demais conduzidos.  

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