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EDUCAÇÃO

MEC corta 512 vagas de medicina de universidades mal avaliadas no Enade

MEC corta 512 vagas de medicina de universidades mal avaliadas no Enade

FOLHA ONLINE

26/11/2010 - 06h42
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O MEC (Ministério da Educação) determinou o corte de 512 vagas anuais de cursos de medicina em 11 instituições de ensino superior particulares, sendo uma delas com dois campi. Duas universidades federais também foram alertadas para problemas no curso e terão 90 dias para apurar responsabilidades sobre o caso.

As decisões, publicadas no "Diário Oficial" da União desta quinta-feira, representam a última etapa de um processo de avaliação pelo qual passaram 20 instituições que tiraram notas 1 e 2 no Enade (exame que avalia os universitários, com notas de 1 a 5) de 2007.

Desde então, as instituições foram acompanhadas por uma comissão instituída pelo ministério e firmaram termos em que se comprometiam a resolver os problemas constatados. Ainda durante o curso dos processos, uma instituição teve o vestibular suspenso e outras tiveram reduções no número de vagas do vestibular, mas de forma cautelar.

As decisões publicadas hoje tornam permanentes algumas dessas punições cautelares, instituem punições para quem ainda não tinha sido punido ou arquiva o processo por entender que o problema foi sanado.

Todas as instituições podem recorrer ao CNE (Conselho Nacional de Educação), já que as instâncias internas no ministério já foram cumpridas. As punições valem para o próximo vestibular e até que as instituições tenham uma avaliação satisfatória na "renovação de seu ato autorizativo", prevista para o ano que vem.

Em Investigação

Acolhida em unidade infantil, Ayla só volta para a família após decisão judicial

Menina que teria sido sequestrada dias após o nascimento na Capital e resgatada no Paraguai está com o Conselho Tutelar

11/08/2026 07h45

Ayla foi sequestrada na semana passada e levada ao Paraguai

Ayla foi sequestrada na semana passada e levada ao Paraguai Foto: Reprodução

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A pequena Ayla Emanuelly Pereira de Souza completa hoje 29 dias de vida, mas já passou por muita coisa. Encontrada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, após supostamente ter sido sequestrada em Campo Grande, ela estava em uma unidade de acolhimento infantil de Ponta Porã até o fim da tarde de ontem e só deverá retornar à família caso haja uma decisão judicial devolvendo o bebê à mãe.

O caso foi registrado na quinta-feira, quando a mãe, uma adolescente de 17 anos, contou que foi atraída por uma mulher para uma casa com a promessa de um emprego, onde teria sido ameaçada e mantida como refém ao lado da irmã de 13 anos, enquanto a mulher e um homem sequestraram o bebê.

Ayla foi encontrada na madrugada de domingo em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, em ação conjunta dos agentes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), membros da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras) e a polícia paraguaia.

Ela estava em uma casa no Bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan, com o casal Suzilaine da Graça Costa e Alex Melo de Abreu, que no momento de sua prisão apresentou identidade falsa com o nome de Weliton Aparecido Lopes. 

O homem possuía mandado de prisão e uma pena de 19 anos a cumprir por homicídio cometido no estado do Amazonas. Já a mulher foi reconhecida pela família da mãe do bebê como a pessoa que teria oferecido um emprego para a adolescente.

Após a criança ser encontrada, ela foi entregue para o Conselho Tutelar de Ponta Porã, que a destinou a uma unidade de acolhimento infantil, onde ela seguia até a tarde de ontem.

Segundo a conselheira Loisa Higa, que atua no Conselho Tutelar do Anhanduizinho, em Campo Grande, até ontem eles não haviam sido informados se o bebê seria trazido para a Capital e nem quando isso aconteceria.

Porém, por se tratar de um caso policial e que envolveu o acolhimento em unidade infantil, caso ela venha para Campo Grande deverá novamente ser acolhida em um local como esse.

“Quando acontecem casos como esse, a transferência é feita de acolhimento para acolhimento. Só podemos entregar para a família caso haja uma decisão judicial que determine isso”, explicou a conselheira.

De acordo com Loise Higa, apenas ontem o Conselho Tutelar da Capital foi notificado sobre o caso e, após isso, realizou uma visita para a família.

“Fizemos hoje [ontem] uma visita ao domicílio da criança e já passamos para a saúde o pedido de acompanhamento psicológico os outros menores do local”, contou.

ACOMPANHAMENTO

Segundo a conselheira, a família da pequena Ayla já era acompanhada pelo Conselho Tutelar do Anhanduizinho muito antes da gravidez da criança. 

No local, que seria uma espécie de vila, com várias casas, todas da mesma família, moram cerca de cinco menores de idade e que eram acompanhados pelos conselheiros por “algumas fragilidades”, como citou Higa.

A família contou que somente ontem a pequena Ayla foi registrada em cartório, a dois dias de completar um mês de vida.

“Eles disseram que a demora ocorreu porque aguardavam disponibilidade do genitor, para ele comparecer junto com a mãe no cartório”, contou a conselheira ao Correio do Estado.

INVESTIGAÇÃO

O caso é investigado pela DEPCA de Campo Grande. Ontem, a titular da delegacia, Anne Karine Trevisan, esteve em Ponta Porã para ouvir o casal que estava com a criança.

A Polícia Civil não quis dar detalhes sobre a investigação até o fechamento desta edição.

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Falta de atenção dos condutores é a principal causa de acidentes em Campo Grande

Neste ano, mais de 2,6 mil colisões com vítimas ocorreram na Capital, que resultaram em 40 pessoas mortas, a maior parte delas eram motociclistas

11/08/2026 07h40

Primeira-tenente do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito, Carla Coutinho, durante entrevista

Primeira-tenente do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito, Carla Coutinho, durante entrevista Foto: Gerson Oliveira

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Com quase oito mil acidentes em 220 dias deste ano, a primeira-tenente Carla Coutinho, do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), responsabiliza a falta de atenção dos condutores como a principal causa de ocorrências nas vias de Campo Grande, com grande parte sendo também ocasionada por motociclistas.

Segundo dados da Agência Municipal de Trânsito (Agetran) e do BPMTran, entre os dias 1º de janeiro e 8 deste mês, 7.723 acidentes ocorreram na Capital este ano. Mesmo que represente uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 7.934 sinistros, o número ainda preocupa as autoridades.

Para a primeira-tenente Carla Coutinho, o principal fator para que este número não sofra uma significativa queda é a falta de atenção dos condutores, que muitas vezes está associada ao uso do celular ao volante.

De acordo com estudos, desviar o olhar por apenas dois ou três segundos é suficiente para colidir ou atropelar alguém

Além disso, a infração é considerada leve pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e gera multa no valor de R$ 88,38 e a adição de três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em seguida, aparece o desrespeito às normas de circulação, como avançar o sinal vermelho, não respeitar a placa de pare e falhas comportamentais cotidianas no tráfego urbano.

Ainda conforme os dados deste ano, 2.603 acidentes em Campo Grande tiveram vítimas, com 40 mortes registradas. Em comparação o mesmo período de 2025, houve uma leve queda em ambas as estatísticas, com 2.725 acidentes com feridos e 44 óbitos.

Ainda de acordo com a primeira-tenente, os acidentes com mortes têm relação direta com as atitudes dos motoristas nas ruas, destacando o excesso de velocidade, a desobediência à sinalização, a falta de atenção e a falta de distância entre os veículos. Chama atenção a quantidade de motociclistas envolvidos, pelo menos 27 este ano.

“Hoje, o mais vulnerável, pelo menos no quesito morte de trânsito, é o motociclista. Eles não são vistos, são um ponto cego dos veículos. Não tem nada que os proteja na moto, não tem nenhum tipo de metal, nada. Em uma colisão, eles vão ser atingidos diretamente no corpo, então, eu acho que falta consciência também por parte desses motociclistas”, disse.

“Isso pode estar associado ao aumento de números de entregadores. Se você observar, repare como eles conduzem as suas motocicletas. Raramente eu, como cidadã, vejo um certinho, andando no local da via que ele tem que estar andando realmente, parando no semáforo. Por exemplo, no semáforo de três tempos, que demora bastante, a gente fica esperando. Raramente, ele [motociclista] fica parado esperando”, complementou Carla.

Quanto às vias mais perigosas da cidade, a primeira-tenente disse que os trechos que recebem um alto fluxo de veículos diariamente acabam tendo mais ocorrências de acidente, como a Avenida Afonso Pena (294), a Avenida Mato Grosso (195), a Avenida Duque de Caxias (184) e a Avenida Presidente Ernesto Geisel (146).

“A gente tem que entender que a questão do número de acidentes está muito relacionada à quantidade de tráfego, de fluxo veicular que essa via recebe. Então, nunca você vai ver uma avenida ou rua pequena com número grande, se ela quase não recebe veículo. Quanto mais veículo, mais chances de ter acidente e, consequentemente, mais acidentes têm”, explicou.

Primeira-tenente do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito, Carla Coutinho, durante entrevistaAcidentes envolvendo motociclistas são maioria na Capital - Foto: Felipe Machado / Correio do Estado

PERFIL

Em maio, matéria veiculada pelo Correio do Estado revelou que motoqueiros de 20 a 39 anos são as principais vítimas de acidentes nas ruas de Campo Grande, concentrando mais da metade das ocorrências fatais.

Campo Grande concentrava 4.976 acidentes até o dia 20 de maio, quando a matéria foi publicada, dos quais 1.652 sinistros de trânsito tiveram feridos e 25 acidentes foram fatais. Dessas vítimas, 16 eram motociclistas, 4 eram pedestres, 3 eram condutores de automóveis e 2 eram ciclistas.

Na divisão por faixa etária dos óbitos, a maior incidência estava nos adultos jovens de 20 a 29 anos, com oito ocorrências, seguidos pelos jovens de 30 a 39 anos, com cinco mortos. As outras mortes estão divididas nas faixas de 40 a 49 anos (4), 50 a 59 anos (3) e idosos (4).

Além disso, 8 a cada 10 vítimas de acidentes fatais no trânsito campo-grandense são homens.
 

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