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EPICENTRO

Médico da linha de frente morre de Covid-19 em Dourados

Ele é o primeiro médico morto pela doença em Mato Grosso do Sul
01/07/2020 09:06 - Da Redação


 

O médico Miguel Yoneda, 74 anos, plantonista no Hospital da Vida, morreu nesta madrugada em Dourados vítima da Covid-19. Apesar da idade, Yoneda abriu mão do isolamento para estar na linha de frente à pandemia. Amigos relataram nas redes sociais o amor do profissional pela atuação clínica.

O médico, que residia em Ponta Porã, estava internado no Hospital Universitário de Dourados com quadro grave da infecção provocada pelo novo coronavírus. Ele é o primeiro médico morto pela doença em Mato Grosso do Sul.  

Integrante do grupo de risco, o profissional era conhecido pela alegria como encarava os plantões na unidade mais tumultuada da região da Grande Dourados. No Hospital da Vida, ele atendia pacientes do pronto-socorro. Mesmo podendo ficar em casa, preferiu encarar a pandemia. Ele integrava o grupo de seis médicos infectados na cidade. O óbito foi registrado às 3h. 

Nas redes sociais, pessoas que o conheciam lamentaram a perda e destacaram o amor do profissional pela atuação médica. “Acordei com a notícia que eu temia receber. Perdemos Dr. Miguel Yoneda. Quem o conheceu sabe exatamente o que sinto nesse momento. Médico que amava o que fazia. Era o médico que amava o pronto socorro”, disse uma internauta.

OUTRA VÍTIMA

Além de Yoneda, Lourdes Fernandes Soares, de 70 anos, também morreu pela Covid-19 em Dourados. O óbito ocorreu na noite de ontem (30/6). Ela estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Vida desde o último dia 22.

Dourados é o epicentro da Covid-19 em Mato Grosso do Sul. As duas mortes devem ser acrescidas ao boletim epidemiológico desta quarta-feira (1°), levando a cidade a marca das 25 mortes pela Covid-19.  

Até ontem eram 1.536 casos confirmados na maior cidade do interior do Estado. 

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.