Cidades

FISCALIZAÇÃO

Médico é preso com medicamentos irregulares após voltar do Paraguai

Ortopedista foi abordado na BR-163, e levava ampolas sem registro no país escondidas na caminhonete

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Um médico ortopedista foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao transportar medicamentos irregulares na BR-163, em Coxim, no norte de Mato Grosso do Sul. A abordagem ocorreu durante uma fiscalização de rotina na rodovia.

O profissional conduzia uma caminhonete Dodge Ram e estava acompanhado por outros dois homens e um adolescente. Durante a abordagem, ele afirmou aos policiais que retornava do Paraguai e que transportava apenas produtos para uso pessoal e profissional, como bebidas, roupas de cama e equipamentos eletrônicos.

No entanto, durante vistoria minuciosa no veículo, os agentes localizaram diversas ampolas de medicamentos com finalidade emagrecedora sem autorização para comercialização no Brasil. Os produtos estavam escondidos em diferentes compartimentos da caminhonete, o que levantou suspeita de tentativa de ocultação.

Segundo a legislação vigente, a importação e comercialização de medicamentos sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são proibidas e podem configurar crime sanitário.

Diante da situação, o médico recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Polícia Federal, em Campo Grande. Após análise, a autoridade policial estipulou fiança no valor de R$ 8.150, que foi paga ainda no mesmo dia, permitindo que ele responda ao processo em liberdade.

O nome do ortopedista não foi divulgado pelas autoridades. Também não foram informadas a quantidade exata de medicamentos apreendidos nem o valor estimado da carga.

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MATO GROSSO DO SUL

Pioneiro no Centro-Oeste, Hospital Regional têm tecnologia para 'diagnóstico relâmpago'

HR no Mato Grosso do Sul conta com técnica avançada para agilizar em menos de 24 horas a identificação de fungos e bactérias que costumava levar até cinco dias

28/04/2026 11h01

No tratamento de infecções graves, identificação de bactérias e fungos poderia levar até cinco dias, intervalo para esse diagnóstico microbiano que é reduzido agora para menos de 24 horas. 

No tratamento de infecções graves, identificação de bactérias e fungos poderia levar até cinco dias, intervalo para esse diagnóstico microbiano que é reduzido agora para menos de 24 horas.  Reprodução/Divulgação/HRMS

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Pioneiro na região, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) agora é o primeiro e único do Centro-Oeste a possuir em seu laboratório de análises clínicas um tecnologia que promete revolucionar o tempo de espera e fornecer um "diagnóstico relâmpago". 

Batizada de MALDI-TOF, do termo em inglês Matriz-Assisted Laser Desorption/Ionization Time-of-Flight - ou "Espectrometria de massa por tempo de voo com ionização/dessorção a laser assistida por matriz" em tradução livre -, a técnica consiste na identificação de microrganismos de forma muito mais agilizada.

Isso porque, no tratamento de infecções graves, essa identificação de bactérias e fungos poderia levar até cinco dias, intervalo de tempo para esse diagnóstico microbiano que é reduzido agora para uma prazo de menos de 24 horas. 

Atendendo aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o HRMS passa a ser o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia que promete revolucionar o tratamento de infecções graves.

Entenda

Com alta velocidade e precisão, no cotidiano prático dos corredores do Hospital Regional isso pode representar um início de tratamento adequado mais rápido, o que por sua vez pode resultar até mesmo em uma alta antes do previsto. 

Como bem esclarece a gerente e responsável técnica do laboratório, a bióloga Eliane Borges de Almeida, a dita inovação está justamente na velocidade dessa nova técnica a ser adotada. 

"Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência", cita. 

Justamente esse ponto de identificar mais rápido o agente causador de infecção, a prescrição e administração do antibiótico exato pode começar logo no início do tratamento, o que por sua vez evita o uso de uma série medicamentos de amplo espectro que acabam sendo desnecessários. 

Por sua vez, essa melhor aplicação ajuda a combater a resistência bacteriana, com os reflexos indo para além de cada um dos pacientes, como bem frisa a diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini.

Para ela, todo o sistema tende a ser impactado com o paciente recebendo o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, resultando obviamente em uma recuperação mais rápida e segura. 

"Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica", complementa ela. 

Em outras palavras, com um menor tempo de internação em cada caso, mais pacientes devem ser atendidos e a fila do próprio Sistema Único de Saúde (SUS) tende a ser otimizada em Mato Grosso do Sul a partir da implementação desta tecnologia que já está em uso. 
**(Com assessoria)

 

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força-tarefa

Órgãos ambientais e pesquisadores iniciam operação de captura de onça

Onça-pintada foi vista circulando pela área urbana de Corumbá e matou dois animais domésticos

28/04/2026 10h45

Onça foi vista na área urbana de Corumbá

Onça foi vista na área urbana de Corumbá Foto: Reprodução

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Uma força-tarefa integrada por biólogos, veterinários, forças policiais e organizações ambientais colocou em ação um plano para captura da onça-pintada que foi vista circulando pela região do Mirante da Capivara, no bairro Dom Bosco, em Corumbá, na madrugada do último dia 23.

O felino predou dois animais domésticos – uma cadela, de nome Ana, e uma galinha –, invadiu o quintal de uma residência e levou pânico aos moradores.

A presença de onça na área urbana da Capital do Pantanal tem se tornado uma rotina nos últimos anos – seja pela seca severa ou cheia no bioma e a facilidade de predar animais domésticos.

Corumbá é o maior município pantaneiro (cerca de 90% do seu território, de 64 mil km²), tendo o Rio Paraguai como divisor entre a concentração urbana e o ambiente selvagem. O animal atravessa o rio e encontra um ambiente propicio com alimentos.

A região urbana de maior atração ao felino situa-se entre o rio e os bairros da Cervejaria, Generoso e Dom Bosco, onde há mata fechada e circulação de animais domésticos soltos, muitos dos quais foram mortos nesse mesmo período do ano passado, além da concentração de lixo e pouca iluminação. Muitos moradores ocupam áreas invadidas nas encostas e agora contam com iluminação pública e foram orientados a descartar o lixo corretamente.

Captura: processo lento

Com o registro da presença da onça-pintada no dia 23, a Polícia Militar Ambiental (Pma) e o Prevfogo (unidade do Ibama que mantem uma base na cidade) passaram a monitorar a região, durante 24 horas, e a confirmação da circulação do animal ocorre apenas por relatos dos moradores.

O grupo técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário informou que as ocorrências de onça no perímetro urbano vêm sendo acompanhadas desde o ano passado.

O grupo é formado por instituições como o Ibama, CENAP/ICMBio, PMA, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Defesa Civil de Corumbá, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Jaguarte e pesquisadores.

Um dos integrantes como autônomo e especialista em felinos, o veterinário Diego Viana explica que a captura do animal depende de condições específicas, como o eventual confinamento em estruturas ou sua entrada em armadilhas adequadas.

“Portanto, trata-se de um processo que exige tempo, monitoramento contínuo e condições favoráveis para garantir a segurança de todos os envolvidos e o bem-estar do animal”, disse. 

“Nesse contexto, a colaboração da população é fundamental”, completa, apelando para os moradores mantenham seus animais domésticos protegidos, especialmente no período noturno, e comuniquem imediatamente as autoridades em caso de avistamentos.

A força-tarefa para captura do felino ganhou esta semana o reforço de seis médicos veterinários e três biólogos e está sendo feita uma varredura diária pela região de maior incidência da presença de onça.

Mas o sucesso da operação, segundo Diego Viana, “não depende exclusivamente da captura do animal, mas também do engajamento da população na adoção de medidas preventivas que reduzam a atratividade do ambiente”.

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