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NACIONAL

Médicos acusados de retirar órgãos de pacientes ainda vivos são condenados a 17 anos de prisão

Médicos acusados de retirar órgãos de pacientes ainda vivos são condenados a 17 anos de prisão

AGÊNCIA BRASIL

21/10/2011 - 07h25
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A Justiça decidiu ontem (20) à noite pela condenação a 17 anos e seis meses de prisão dos médicos Rui Noronha Sacramento, Mariano Fiore Júnior e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas. Os três foram denunciados por retirar órgãos de pacientes que ainda apresentavam sinais vitais, na década de 1980, no interior de São Paulo.

As informações são do Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão foi proferida depois de mais de 40 horas de julgamento, no Fórum de Taubaté, no Vale do Paraíba. Sacramento, Fiore Júnior e Torrecillas terão de cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Mas os réus podem recorrer da decisão em liberdade.

O quarto denunciado por envolvimento no caso, o médico Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morreu no ano passado. O julgamento dos médicos foi presidido pelo juiz Marco Antonio Montemor e o Conselho de Sentença (o júri) foi formado por quatro mulheres e três homens. A acusação é feita pelo promotor de Justiça Mário Augusto Friggi de Carvalho.

O processo julgou a ação envolvendo as mortes dos pacientes José Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobbo e José Faria Carneiro. De acordo com a denúncia, as quatro vítimas ainda apresentavam sinais vitais quando tiveram seus rins retirados pelos acusados para um suposto tráfico de órgãos.

O processo, com 54 volumes e 10.607 páginas, é de 1986. Na época, ficou conhecido como Caso Kalume, em referência ao médico Roosevelt de Sá Kalume que denunciou as suspeitas de irregularidades.

Porém, em 1986, os réus foram absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM) e continuaram exercendo a profissão. Em denúncia apresentada à época, o Ministério Público Estadual (MPE) informou que os laudos médicos atestando as mortes de quatro pacientes eram falsos.

Chuvas

Pernambuco confirma sexta morte relacionada a temporais

No estado da Paraíba, duas mortes foram registradas

03/05/2026 12h00

Pelo menos 27 cidades estão em situação de emergência

Pelo menos 27 cidades estão em situação de emergência Prefeitura de Timbauba

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Subiu para seis o número de mortos em Pernambuco por causa das fortes chuvas que atingem o estado. Nesta tarde (02), o Corpo de Bombeiros Militar informou ter encontrado o corpo de um homem de 34 anos desaparecido desde a noite de sexta-feira (1º).Pelo menos 27 cidades estão em situação de emergênciaPelo menos 27 cidades estão em situação de emergência

A vítima foi localizada no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Mais cedo, a Defesa Civil do estado havia confirmado a quinta morte no Recife, no bairro Dois Unidos.

O novo balanço das ocorrências aponta um total de 1.605 pessoas desabrigadas e 1.089 desalojadas em todo o estado.

Áreas mais afetadas

Os municípios afetados com maior gravidade em Pernambuco incluem:

  • Goiana, com 510 desabrigados e 994 desalojados;
  • Recife, com 671 desabrigados;
  • Olinda, com 170 desabrigados;
  • Jaboatão dos Guararapes, com 127 desabrigados;
  • Timbaúba com 42 desabrigados e 52 desalojados;
  • Igarassu com 27 desabrigados e 21 desalojados;
  • Paulista 32 desabrigados e 11 desalojados;
  • Camaragibe 5 desabrigados e 11 desalojados;
  • Limoeiro 9 desabrigados; e
  • Glória do Goitá 12 desabrigados.

Situação de emergência

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra decretou na tarde deste sábado (2) situação de emergência em Pernambuco e a medida será publicada em edição extra do Diário Oficial do estado.

Em entrevista coletiva, a governadora destacou que a decretação da situação de emergência vai acelerar ações e obras do Estado nos municípios atingidos e permitir buscar investimentos necessários do governo federal para reconstruir o que foi destruído pelas chuvas.

A medida foi adotada após reuniões no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), no Recife, com representantes da Defesa Civil Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), representantes das defesas civis municipais e demais órgãos estaduais envolvidos. Também foi realizada reunião online com os prefeitos dos municípios atingidos para alinhar estratégias e definir as próximas ações.

Ajuda humanitária

Ao todo, 29 abrigos foram ativados para acolhimento da população atingida.

Paralelamente, o Governo do Estado intensificou a distribuição de ajuda humanitária para as cidades atingidas. Em Goiana, foram entregues 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene.

Paraíba

Na Paraíba, também atingida pelos temporárias das últimas 48 horas, os impactos concentram-se principalmente nos municípios de Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Patos, São José dos Ramos, Sousa, Cajazeiras, Pilar e Cabedelo.

De acordo com informações preliminares da Defesa Civil estadual, há registro de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos.

Um comitê de crise foi instalado pelo governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, com os órgãos paraibanos envolvidos para tomar as providências necessárias nos municípios afetados pelas chuvas intensas.

Recursos

A Defesa Civil Nacional informou neste sábado que vem orientando os municípios afetados pelas chuvas em Pernambuco sobre como acessar recursos federais.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), estados e municípios que tiverem o reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos para ações de defesa civil.

Os pedidos devem ser feitos pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados em portarias a serem publicadas no Diário Oficial da União, liberando os valores correspondentes.

Corumbá

PM apreende 64 quilos de "skunk' com jovens mulas do tráfico

Os jovens eram estrangeiros e foram presos pelo crime de tráfico internacional

03/05/2026 11h30

Divulgação Polícia Militar

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Em três operações realizadas no sábado (2), a Polícia Militar apreendeu 64,57 quilos de “skunk” (a supermaconha), em Corumbá, sendo transportados por jovens estrangeiros contratados como “mulas” do tráfico internacional de drogas, todos presos em flagrante.

As apreensões ocorreram na rodoviária da cidade e também na rodovia BR-262. A polícia não informou a nacionalidade dos traficantes.

Pelas circunstâncias das ocorrências, havia um esquema pronto para a passagem da grande quantidade de entorpecentes pela fronteira com a Bolívia com destino aos centros consumidores.

Apesar da primeira tentativa frustrada, com a apreensão de 21 quilos da substância, na madrugada de sábado, mais dois carregamentos foram deflagrados na tentativa de burlar a fiscalização.

A primeira apreensão ocorreu na rodoviária intermunicipal após a abordagem a uma mulher e um homem, de 18 e 22 anos, por policiais da Rádio Patrulha e Trânsito.

Eles estavam embarcando em ônibus com destino a Campo Grande com 16 tabletes (17,5 quilos) de skunk e 4,2 quilos de cocaína. O suspeito de 18 anos tentou fugir do cerco policial, mas foi capturado ainda no recinto.

Na sequência, com informações sobre novas ações do tráfico, policiais militares prenderam uma jovem de 21 anos que já estava embarcada na poltrona 21 de um ônibus que sairia às 10h30 para a Capital.

Com ela, uma grande mala trancada com cadeado armazenava 17,67 quilos da potente droga.

A operação foi concluída na noite de sábado, com a prisão de mais três passageiros de ônibus que faz a linha Corumbá-Campo Grande, durante barreira no posto de fiscalização aduaneira denominado Lampião Aceso, na BR-262, entrada da cidade.

As “mulas”, de 18 e 22 anos, transportavam 29,4 quilos de “skunk” e aproximadamente 100 gramas de cocaína.

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