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DENGUE

"Melhor estratégia", vacinação nas escolas atinge metade do previsto

Secretária de Saúde diz que pais tem "prontamente assinado" autorizações, mas escolas apresentam índices que atingem 52% do público estudantil

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Mato Grosso do Sul, após o recebimento das 73.344 doses de imunizantes contra a dengue tem adotado medidas que buscam ampliar a cobertura vacinal, que vão desde aumentar a faixa etária do público alvo até levar as aplicações para dentro das escolas, o que ainda assim atingiu apenas cerca de metade dos estudantes previstos. 

Cirurgiã, a médica Rosana Leite de Melo assumiu a Secretaria Municipal de Saúde em fevereiro deste ano e na manhã desta terça-feira (05) esteve no lançamento da campanha "Meu Bairro Limpo: todos em ação contra a dengue", onde inclusive vacinou ao lado da prefeita Adriane Lopes algumas crianças na Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Carvalho Corrêa, localizada no Jardim Colibri. 

Conforme a secretária, até dezembro as ações de agentes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), e demais apoiadores, acontecem priorizando locais que apresentam maior incidência de dengue. 

"E aí é uma ação conjunta, não só das limpezas, visitas pelos nossos agentes de combate à endemia. As pessoas que têm objetos que possam ser descartados, eles vão depositar em 2 locais que nós já escolhemos, juntamente com a Sisep, e daqui a 10 dias. Tudo isso vai ser recolhido, podendo ser recolhido antes dependendo da quantidade", comenta. 

Ainda, ela lembra que a dengue deixou de ser um problema restrito aos territórios do Centro-Oeste brasileiro, atingindo níveis preocupantes em todo o País. 

"Tanto são os problemas que a gente está vendo em Brasília, em São Paulo... porque o combate à dengue não compete apenas a Secretaria de saúde, ela envolve a Sisep, a Semadur, Planurb, a Secretaria de educação… porque 75% dos criadores do mosquito estão em nossa casa", pontua.

Vacinação local

Rosana cita que mesmo a ampliação da faixa etária subiu apenas três idades, já que o quantitativo de vacinas, disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, "é pequeno", segundo a secretária. 

Dados do último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta terça-feira (05), indicam que das 73.344 doses recebidas por Mato Grosso do Sul, foram aplicadas 13.276, aproximadamente 18% do total. 

Segundo a secretária municipal de saúde (Sesau), até a sexta-feira (1º de março), a vacinação do público de 10 a 11 anos indicavam cobertura em torno de 15% do total, acima da média nacional que girava em 10 porcento. 

"Nós hoje já vacinamos 5300 crianças. Tivemos uma procura não falo baixa porque foi até expressiva. 
Você imagina de aproximadamente 24 a 25 mil crianças, de 10 a 11 anos, até sexta-feira (1º de março) conseguimos vacinar 3,8 mil", disse Rosana na manhã desta terça. 

Além disso, após ampliar a faixa etária da aplicação do imunizante a partir de sábado (02), a secretária destaca que durante o fim de semana cerca de 1,5 mil crianças foram vacinadas. 

Entretanto, dados das unidades escolares que vacinaram ainda na sexta-feira (1º) mostram que pouco mais de 50% do público previsto buscou a vacinação contra a dengue, ou seja, metade dos pais que poderiam liberar a imunização de seus filhos definitivamente autorizaram as vacinações. 

Exemplo da escola Valdete Rosa, onde apenas 117 crianças, dos 276 alunos possíveis, se vacinaram na última sexta-feira (1º de março), cerca de 42,3% do público alvo da unidade. 

Além dessa, o colégio Coronel Sebastião Lima foi outro exemplo de cobertura aquém do previsto, já que 79 dos 150 alunos possíveis (o que corresponde a 52,6%) tomaram a vacina na unidade. 

"Quando a gente oferta na escola, os pais prontamente autorizam e dificilmente um que não tenha autorizado, a gente fez esse levantamento. Então a gente vai progredir nessa vacinação nos colégios, em locais onde há maior incidência", argumentou a secretária durante agenda. 

Rosana complementa dizendo que o cenário da dengue local ainda é "confortável", diante do que passam outros centros como Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, porém, é necessário insistir na comunicação e mostrar que a dengue "está aí". 

"Pessoalmente eu acredito que tem muita informação, inclusive tem até algumas fake news, e a população ela tá começando a ficar meio ressabiada, não tá acreditando. Nós tivemos um aumento de internação na semana passada e se parar para comparar igual ao ano passado, essa fase até abril é que aumenta o número de casos", conclui. 

 

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fenômeno

Eclipse parcial da Lua será visto em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira

Ponto máximo será às 00h31, no horário local, já na madrugada da sexta-feira, e poderá ser observado a olho nu

26/08/2026 18h00

Eclipse será visto a olho nu

Eclipse será visto a olho nu Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado

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Um eclipse parcial da Lua poderá ser visto na noite desta quinta-feira (27) e madrugada de sexta-feira (28) em Mato Grosso do Sul e todo o território brasileiro, a olho nu.

O fenômeno deve começar por volta das 22h30, no horário local, com o ponto máximo duas horas depois, às 00h30.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Oliveira do Nascimento, disse que é necessário ter paciência para observar o eclipse, pois ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua.

Por volta do horário previstom de 22h30, é quando a lua começa a entrar na umbra e será possível perceber a diferença.

Ela acrescentou que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua.

“É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou à Agência Brasil.

Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. 

“Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”.

Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, o eclipse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. 

“No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou.

De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”.

A astrônoma explicou ainda que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. 

“Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra. A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra. Todos os corpos que não são pontuais, recebendo uma fonte de iluminação, têm duas sombras. Uma mais clara, que a gente chama de penumbra, e uma mais escura, que é a umbra”, disse à Agência Brasil.

Transmissão

O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail [email protected].

* Com Agência Brasil

Descumpriu normas

Após morte em MS, AGU pede indenização de R$ 500 milhões ao Discord

Menina de 13 anos teve a morte transmitida ao vivo na plataforma em Naviraí, incentivada por grupo extremista que agia online

26/08/2026 17h30

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Após a morte da adolescente Lívia, de 13 anos, em Naviraí, no dia 22 de julho, que foi incentivada e obrigada a tirar a própria vida com transmissão ao vivo no Discord, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra a plataforma, pedindo indenização de R$ 500 milhões por descumprimento de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Marco Civil da Internet.

Além da multa, também é requerida a aplicação de medidas cautelares para forçar a empresa a se adequar às leis do Brasil.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (26) pelo ministro da Pasta, Jorge Messias, em entrevista coletiva.

A rede social já estava impedida de realizar transmissões ao vivo no País há duas semanas, após a morte da sul-mato-grossense.

O ato de sanção partiu da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que investiga o caso.

O ministro afirmou que a ausência da rede de proteção tem levado a situações de ordem criminal envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e animais.

“Nós não podemos tolerar que verdadeiras cracolândias digitais sejam criadas em um ambiente virtual brasileiro. E esta ação representa que a tolerância do Estado brasileiro é zero para esse tipo de prática. Todas as empresas que queiram participar do ambiente digital brasileiro são bem-vindas, mas devem cumprir integralmente a legislação brasileira.”

Na ação, a AGU requer que a Justiça obrigue o Discord a aprimorar os instrumentos de supervisão e controle parental, de controle de idade dos usuários, de detecção e remoção de conteúdos nocivos e de comunicação às autoridades.

Em caso de descumprimento, é solicitada aplicação de multa de R$ 500 mil por dia.

Segundo Messias, a ação civil pública foi protocolada devido ao fracasso das negociações junto à empresa.

“Tentamos, por duas semanas, construir um termo de ajustamento de conduta. A empresa, no primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas, infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Portanto, não nos restou outra saída que não a apresentação, o ingresso de uma ação civil pública.”

Caso Lívia

Encontrada morta na manhã de 22 de julho, em Naviraí,  Lívia foi incitada a automutilação e suicídio por grupos extremistas.

No dia 4 de agosto, a Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP).

A polícia descobriu que adolescentes e um jovem de 18 anos faziam parte de grupo que utilizava diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. 

Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica, que em casos extremos culminavam na indução ao suicídio.

“Nós podemos falar que existem escravos virtuais. Isso acontece principalmente com as meninas. Então, dentro dessa organização criminosa, eles têm aquelas pessoas que vão captando vítimas, fazem uma engenharia social. Os adolescentes, eles deixam, muitas vezes, suas redes sociais abertas, então, eles começam a procurar pela família, onde estudam e, diante de todas aquelas informações, se passam por outra pessoa”, explicou a delegada Anne Karine Sanches Trevizan Duarte.

No dia da morte de Lívia, o grupo teria ficado cerca de duas horas pressionando a jovem até que ela decidisse cometer o suicídio, que teria sido um “castigo” por não ter cumprido uma tarefa passada pelos administradores do que eles chamavam de “panela”.

A jovem teria que fazer o que eles chamam de “luz”, que seria matar o próprio gato. Com a recusa dela de machucar o animal, os administradores e também expectadores, segundo a delegada, teriam pressionado a jovem a cometer suicídio.

“É como se eles estivessem jogando um videogame, tem que passar de fase. Então, assim, é uma frieza muito grande, é uma violência muito grande, é desconsiderar a vida humana de forma absurda. Eles têm satisfação com esse resultado. Várias pessoas assistindo e incentivando que praticassem a automutilação, em outros casos, a morte mesmo em si”, contou a delegada.

Anne Trevisan ainda afirmou que outros suicídios também são investigados por ligação com esses grupos, mas não quis detalhar o estado onde eles teriam acontecido.

Ainda conforme a delegada, o adolescente infrator de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” que a adolescentes que morreu em Naviraí devia seguir para se suicidar.

* Com Estadão Conteúdo

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