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Mensalidade escolar na Capital vai de R$ 360 a R$ 3,5 mil

Pesquisa feita pelo Procon-MS entre 25 de novembro a 6 de dezembro mostra variação de até 457,31%

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Pesquisa realizada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, sobre a abertura as matrículas nas escolas particulares de Campo Grande para o próximo ano letivo, mostra que as mensalidades de instituições particulares na Capital variam de R$ 360 a R$ 3,5 mil, a depender no ano, do período da aula e da escola.  

O valor menor é referente aos períodos da manhã e da tarde da 1ª a 5ª série do ensino fundamental no Colégio Vida e Luz. 

Já o maior custo pela mensalidade é referente ao 3º ano do ensino médio, em horário integral, no Colégio Bionatus.

A pesquisa foi realizada de 25 de novembro a 6 de dezembro, quando foram verificados valores das mensalidades em 67 estabelecimentos de ensino, nos quais 48 itens fizeram parte da avaliação.  

A diferença percentual mais acentuada levando em consideração a mesma série e período de ensino foi constatada em relação ao 9º ano do ensino fundamental. 

Nesse caso, a variação atinge o índice de 457,31% uma vez que no Centro Educacional Creusa Veiga, localizado na Avenida Dr. Gunter Hans, bairro São Jorge da Lagoa, são cobrados R$ 400,00 ao mês enquanto no Colégio Nota 10, unidades I, II e III, na Rua das Garças, o mesmo item é oferecido por R$ 2.229,22.

 Ambos são para estudar no período matutino.

Já em relação a menor variação, que foi de 29,50%, ela está relacionada aos 1º e 2º anos do ensino médio. 

Na Fundação Lowtons de Educação e Cultura – Escola Raul Sans de Matos (Rua 13 de Maio, Vila Santa Dorotheia) o valor cobrado é de R$ 1.105,00 e no Colégio Nova Geração (na Rua Albert Sabin, bairro Taveirópolis) a mensalidade está fixada em R$ 1.430,95.

Percentualmente, as maiores variações estão no ensino fundamental. Conforme a pesquisa, quatro séries apresentam variação de 441,67%, sendo elas 1ª, 2ª, 3ª e 4ª série no período vespertino.

 Isso por no Colégio Vida e Luz é cobrado R$ 360,00 de mensalidade, enquanto na Escola Mont Geant o valor pelas mesmas séries e horário é de R$ 1.950,00.

Outra variação na casa dos 400% está na 2ª, 3ª, 4ª e 5ª série de manhã e na 5ª série à tarde. 

A diferença é de 417,47%. No Colégio Vida e Luz é cobrado R$ 360,00, o mesmo valor do período vespertino, enquanto no Colégio Nota 10 Internacional – Unidade Máxima o valor por aluno menção é de R$ 1.862,90.

A pesquisa também levam em conta as escolas que ministram aulas em período intermediário.

Em termos comparativos, não houve variação nos períodos intermediários do 1º, 2º e 3º anos do ensino ano do ensino médio, porque apenas uma escola apresentava esse horário como opção.

Ainda de acordo com o Procon-MS, algumas escolas ministram aulas em período integral apenas duas ou três vezes por semana, no seu contraturno, não sendo integral nos outros dias. 

Em outros casos não o contraturno é opcional o que não obriga o aluno a se fazer presente na escola, a não ser que apresente alguma necessidade, como é o caso de aula de reforço.

AUMENTO

A pesquisa também faz comparativo com o valor das mensalidades praticados este ano e no próximo período letivo.

 De acordo com o Procon-MS, dos 45 estabelecimentos de ensino considerados no comparativo anual, 37 promoveram aumento e 8 apresentaram decréscimo. 

O comparativo anual das mensalidades escolares baseia-se nos mesmos períodos (integral, matutino e vespertino) e séries (fundamental I, II e ensino médio) de um ano para outro.

O levantamento também mostra a variação da média entre as mensalidades de 2020 e 2021, com esses dados é possível perceber que a maior variação ficou por conta das séries 6ª, 7ª e 8ª, onde a diferença foi de 24,09%. Em 2020 a média era de R$ 1.015,00, já este ano foi de R$ 1.337,12.

Por causa das grandes diferenças, o Procon-MS alerta que “vale a pena os pais ou responsáveis pesquisarem preços antes de matricularem seus filhos”.

VARIAÇÃO

A pesquisa de preço realizada pelo Procon-MS mostrou que a maior variação de preço das mensalidades de escolas particulares em Campo Grande está relacionada ao 9º ano do ensino fundamental, onde no Centro Educacional Creusa Veiga são cobrados R$ 400,00 ao mês, enquanto no Colégio Nota 10, o mesmo item é oferecido por R$ 2.229,22.

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Força-tarefa

TJMS inicia mutirão para conciliar 375 processos judiciais bancários nesta semana

Do total de processos incluídos no mutirão, 167 são relacionados ao Bradesco, 139 ao Santander, 49 ao Agibank e 20 ao Banco do Brasil

19/10/2026 18h15

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) realizou nesta segunda-feira (19) a abertura do "mutirão bancário", iniciativa busca ampliar as possibilidades de acordo entre consumidores e instituições financeiras em 375 processos judiciais. 

Do total de processos incluídos no mutirão, 167 são relacionados ao Bradesco, 139 ao Santander, 49 ao Agibank e 20 ao Banco do Brasil.

As audiências ocorrem de forma híbrida (presencial e por videoconferência) até sexta-feira (23) e serão conduzidas por conciliadoras e mediadoras que integram a equipe de trabalho do Nupemec.

A ação parte de uma cooperação técnica firmada pelo Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (Fonamec) com instituições bancárias e integra uma mobilização para a realização de ações semelhantes nos tribunais brasileiros, iniciativa que também ocorre em outros estados, como Goiás.

Mesmo diante da complexidade de algumas demandas bancárias, a expectativa é promover o diálogo entre as partes e construir soluções consensuais.

O mutirão ocorre alinhado aos objetivos da gestão do coordenador-geral do Nupemec, desembargador José Ale Ahmad Netto, de ampliar a resolução consensual de conflitos no Poder Judiciário estadual, cuja iniciativa conta com o apoio do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Dorival Renato Pavan.

Eleições 2026

MP aciona TSE para que eleitor seja avisado por WhatsApp sobre mudança em locais de votação

Dados atualizados no domingo, 18, registram alteração de endereço de 1.397 seções em todo o País

19/10/2026 18h09

TSE

TSE Foto: Arquivo

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O Ministério Público Eleitoral sugeriu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 19, que notifique eleitores por WhatsApp ou SMS sobre as mudanças nos locais de votação do segundo turno, marcado para domingo, 25.

O órgão também propõe a instalação de avisos nos prédios que deixaram de receber eleitores e a presença de equipes para orientar a população no dia da votação.

As medidas foram sugeridas em ofício enviado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O documento recomenda a adoção de um protocolo nacional para ampliar a divulgação das alterações, em razão do prazo curto até a votação.

Mais de 402 mil eleitores afetados

Dados do TSE atualizados no domingo, 18, registram alteração de endereço de 1.397 seções eleitorais em todo o País, o que afeta 402.599 eleitores.

Em atualização anterior, no mesmo dia, o número era de 2.033 seções, com cerca de 592 mil eleitores. De acordo com a corte, as mudanças foram feitas pelas zonas eleitorais por danos causados por chuvas, reformas não concluídas, problemas de acessibilidade e falhas no fornecimento de energia elétrica.

O ofício sugere que o TSE consolide, o mais rápido possível, a lista oficial das seções efetivamente transferidas e notifique os eleitores por canais oficiais, como o aplicativo e-Título.

O envio de mensagens por WhatsApp ou SMS é recomendado caso seja tecnicamente viável. O documento propõe ainda que o TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) destaquem, na página inicial de seus sites, links para consulta dos endereços atualizados.

No domingo, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu ao TSE providências para ampliar a divulgação das mudanças e facilitar o deslocamento dos eleitores. A campanha citou a abstenção de 21,08% no primeiro turno e afirmou que a comunicação insuficiente sobre os novos endereços poderia dificultar o comparecimento às urnas.

TRE X TSE

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) divulgaram nota conjunta sobre o tema, dirigida ao presidente do TSE. No documento, o Colégio de Presidentes dos TREs afirma que cabe aos TREs alterar os locais de votação, apenas quando absolutamente necessário, e que o TSE não tem ingerência sobre essas mudanças.

Segundo a nota, os motivos são situações climáticas extremas, problemas de infraestrutura nos prédios e questões de segurança pública. Os dados são enviados pelos cartórios eleitorais pelo sistema Elo e divulgados pelo TSE.

Os tribunais informam que, em 2022, 5.822 locais de votação foram alterados em todo o País. Neste ano, mesmo com o fenômeno Super El Niño, os dados disponíveis até agora indicam redução expressiva em relação a esse total. A diretriz dos TREs é não alterar o local de votação entre os turnos sempre que possível.

A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o local de votação no aplicativo e-Título ou na opção “onde votar” do Autoatendimento Eleitoral, nos portais do TSE e dos TREs. As seções com alteração também podem ser consultadas na página de estatísticas eleitorais do TSE. Os 27 TREs devem divulgar, até o dia do segundo turno, os locais eventualmente modificados por todos os meios disponíveis.

O TSE informou que as transferências são decididas pelas zonas eleitorais, conforme as condições de cada município, e que a mudança de prédio não significa redução de seções nem prejuízo aos eleitores.
 

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