Cidades

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Mesmo com segurança reforçada, moradores criticam carnaval de rua

Apesar da ampliação da cobertura policial, quem reside no entorno da Esplanada Ferroviária reclama de falta de iluminação e restrição no acesso às próprias casas

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O tradicional carnaval de rua na Esplanada Ferroviária, em Campo Grande, que retorna após a pandemia de Covid-19, contará com reforço policial de 150 agentes.

No entanto, apesar da ampliação do efetivo militar para os dias de folia, os quais já se intensificam a partir de hoje, moradores que vivem próximo à região reclamam que o número de agentes é insuficiente para garantir a segurança nos dias de evento.

A equipe de reportagem do Correio do Estado esteve presente, na tarde desta quinta-feira (16), na Esplanada Ferroviária para conversar com moradores do entorno do Armazém Cultural e da Feira Central sobre a organização do carnaval de rua com a presença dos blocos.

Mesmo acostumados com o barulho e o movimento intenso de pessoas na Esplanada durante o Carnaval, moradores da região, os quais não quiseram se identificar, reclamam que falta organização e estrutura para receber os foliões e os shows no local.

“Aqui vira uma bomba de tanta gente, que sempre vai além da Esplanada Ferroviária, chegando a 50 mil pessoas. Na rua onde ficam as pessoas, o asfalto é irregular e tem poste sem iluminação. Apenas um dia antes do evento, eles [prefeitura] trazem refletores para melhorar”, disse morador do centro da Capital. 

A equipe de reportagem testemunhou no período vespertino que não havia nenhuma estrutura sendo montada para o Carnaval, apenas fiscais da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estavam presentes para delimitar o acesso de veículos, cercando o espaço com cones.

No local, fomos informados por um funcionário da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) de que eles estavam repassando algumas instruções do evento aos moradores da região e que até a manhã desta sexta-feira três palcos serão montados na Esplanada para a realização de shows.

Conforme apurou o Correio do Estado, o maior incômodo dos moradores nos dias de folia é em relação ao estacionamento. Por conta dos shows nos locais, os moradores não podem transitar com os carros até as suas casas. 

“Não dá para deixar o carro próximo da Esplanada à noite, já houve diversos casos de as pessoas quebrarem os vidros e roubarem nossos os veículos que ficam aqui. Temos que deixar os carros longe de casa e no dia seguinte ir andando buscá-los”, declarou um morador. 

De acordo com o organizador da prefeitura, neste ano, os moradores receberão um adesivo para colocarem em seus carros, o qual dará acesso às intermediações do Armazém Cultural, onde os veículos podem ser estacionados nos dias do Carnaval.

Os moradores também relataram à equipe de reportagem que o espaço pós-festa fica imundo de sujeira e com cheiro de urina, porque os banheiros químicos disponibilizados no dia do Carnaval na Esplanada são insuficientes para as milhares de pessoas presentes.

Segundo a Prefeitura de Campo Grande, são esperados pelo menos 60 mil foliões nas ruas de Campo Grande durante as festividades do Carnaval.

Somente os blocos mais conhecidos de Campo Grande, como Cordão da Valu e Capivara Blasé, a expectativa é de reunir mais de 20 mil pessoas. 

COMÉRCIO

O primeiro Carnaval sem restrições em virtude da pandemia, em Campo Grande, segundo a gerente do Bazar São Gonçalo, Rosane Aguni Metello, animou os foliões, que estão comprando acessórios e fantasias para os dias festivos.

Trabalhando com venda de produtos para o Carnaval há mais de 30 anos, Rosane acredita que sua loja especializada em fantasias para a época, localizada no centro da cidade, está recebendo cerca de 500 clientes por dia nesta semana.

“Como neste ano não vai ter restrição nenhuma, acredito que o movimento na loja aumentou 20% em comparação com o ano passado, estávamos esperando esse movimento desde a semana passada, melhorou no sábado e desde então vem crescendo”, disse.

A loja já estava montando o estoque dos produtos carnavalescos desde novembro do ano passado, para receber os clientes neste mês.

“Os produtos mais procurados são acessórios para os jovens, e também vendemos bastante fantasias para as crianças na loja”, acrescentou.

Saiba: A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciará, nesta sexta-feira (17), a Operação Carnaval 2023 nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul, que segue até quarta-feira (22).

A Operação Carnaval visa concentrar esforços interinstitucionais para reduzir a violência por meio dos acidentes de trânsito. Em Mato Grosso do Sul, 500 PRFs estarão distribuídos em 9 delegacias e 23 unidades operacionais da PRF reforçam a fiscalização nos 4.078 quilômetros de rodovias federais.

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SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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