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ESPÍRITO SANTO

Meu filho tem que pagar pelo que fez, diz pai de jovem que matou ex

Meu filho tem que pagar pelo que fez, diz pai de jovem que matou ex

G1

20/03/2014 - 12h30
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O pai do jovem Christian Cunha, que confessou a morte da ex-namorada Bárbara Richardelle, diz estar indignado e faz questão “de que seja feita justiça”. Segundo o microempresário Carlos Azevedo de 45 anos, se depender dele, o filho “vai pagar pelo que fez”. Na web, ele fez um desabafo e disse que está decepcionado e perdido.

Christian confessou ter matado Bárbara dentro do canteiro de uma obra em Vila Velha e o corpo foi abandonado às margens da Rodovia Darly Santos, na madrugada de terça-feira (18), cinco horas depois do assassinato. De acordo com as investigações da polícia, a jovem foi até o ex-namorado. Os dois já discutiam, há algumas semanas, após a jovem descobrir que fotos sensuais dela vazaram na internet. A vítima foi encontrada com sinais de estrangulamento, com o olho roxo e uma lesão na cabeça.

Carlos declarou, em entrevista ao jornal A Gazeta, que o casal tinha um namoro normal. Os dois moravam na mesma rua e o rapaz sempre teve um temperamento amável. “A família toda está arrasada. Minha mãe está passando mal. Meu irmão, que é advogado, não teve condições de lidar com o caso. Todos que o conhecem sabem o quanto seria improvável pensar que uma coisa dessas iria acontecer”, contou.

O microempresário não tem ideia do que Christian esconde quando diz que Bárbara sabia demais. “Não sei, fiquei surpreso. O que teria acontecido de tão grave se era um menino que vivia trabalhando comigo. Perguntei: ‘Meu filho, por que você fez isso?’ Ele respondeu que não pensou na hora. Então, eu perguntei se ele não tinha pensado em mim, na família, nele... E perguntei: ‘Você achou que iria ficar tudo bem?’”, questionou.

Na madrugada de terça-feira (18), Carlos voltava de São Paulo quando Christian ligou informando que Bárbara havia desaparecido e que estava sendo procurada pela família. Ele aconselhou o filho a ir até a casa da ex-namorada para dar apoio à família dela. Mas, ao chegar de viagem, soube que a vendedora estava morta. “Nessa hora, fiquei sem chão. Eu a conhecia... Então, comentei com o meu filho e ele disse que já sabia, que tinha visto no Facebook”, lembra.

Ao levar o filho para a Delegacia de Homicídios e Proteção às Mulheres (DHPM), Carlos não imaginava que o rapaz era culpado. “Cheguei confiante de que ele daria algum esclarecimento. Ao receber a notícia, perdi o chão, mas, agora, só quero que ele seja respeitado como ser humano. Queria conseguir fazer com que a sociedade enxergasse que não estou achando certo o que meu filho fez. Estou sendo pai. Pedi a proteção de Deus para ele, e que ele não faça uma besteira contra si mesmo”, comentou.

Apesar de reprovar a atitude do filho, o pai quer visitá-lo no presídio e diz que vai apoiá-lo. “Sou a única pessoa que o Christian tem e ele não pode ser abandonado. A mãe dele e eu nos separamos pouco tempo depois que ele nasceu. Fiz minha parte, fui um pai de verdade”, salientou, observando que o filho, que fazia curso para pilotar aviões, jogou o futuro fora.

Chance
O microempresário quer a oportunidade de conversar com a mãe de Bárbara, Selma dos Santos Costa, 48, para expressar o quanto está triste e envergonhado pelo que aconteceu. “Não tenho palavras. Diria que estou envergonhado, triste. Que fugiu da minha competência evitar isso. Cabe a mim olhar nos olhos dela e mostrar o quanto estou triste, decepcionado, arruinado. Não sei calcular a minha reação se o que aconteceu com ela ocorresse comigo.”, complementou.

Rede social
No Facebook, Carlos fez um desabafo e disse que está decepcionado e perdido. “Minha vida acabou. Não encontro palavras para expressar minha indignação mas afirmo que estou me empenhando para que a justiça seja feita na forma exata da legalidade. Tenho vergonha do que aconteceu. Tenho muita tristeza por conta de tudo isso. Barbara ficará para sempre em minha memoria”, diz em um trecho do depoimento.

Prisão
O jovem Christian Cunha se apresentou na Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), nesta terça-feira, e confessou o assassinato da ex. Em depoimento, contou que ele e Bárbara namoraram durante 1 ano e 3 meses, mas o relacionamento terminou um pouco antes do carnaval por causa do vazamento das fotos.

Os pais da vítima acompanharam o depoimento do jovem e se mostraram inconsoláveis com o desfecho do desaparecimento da filha. Segundo a polícia, antes de ser preso, Christian manteve contato com a família de Bárbara durante toda a noite e madrugada, dizendo que não sabia nada sobre o paradeiro da jovem. A polícia informou que familiares da vítima afirmaram que o rapaz demonstrou preocupação ao ser questionado sobre o desaparecimento.

Crime
Nesta segunda-feira (17), Christian pediu para que Bárbara passasse em uma obra na Praia da Costa, em Vila Velha, sob responsabilidade da empresa do seu pai, por volta das 17h. No local, os dois discutiram mais uma vez, e a garota foi embora. No entanto, de acordo com o rapaz, a ex-namorada retornou ao local por volta das 19h, mas outra discussão aconteceu. Nervosa, a jovem disse que não queria continuar a conversa, e citou que "o atual namorado iria buscá-la". A família da moça diz desconhecer um novo namorado de Bárbara.

Transtornado com a informação, Christian disse ter surpreendido Bárbara, que tinha lhe dado as costas, e a esganou. Ela desmaiou, e ele acreditou que a ex-namorada estava morta. Ele então arrastou o corpo da garota para dentro da obra, e permaneceu ao lado dele até as 22h.
Christian relatou à polícia que, em um determinado momento, saiu da obra para comprar churrasquinho e guaraná. Segundo o delegado, Christian disse que se alimentou ao lado do corpo da ex-namorada e, ao perceber que Bárbara se mexeu, pegou uma cavadeira de obra e a golpeou na cabeça.    

disputa

Um ano após 100% de reprovação, MPMS aprova três por vaga

No concurso do ano passado, nenhum concorrente havia sido aprovado na bateria de cinco provas escritas. Agora, a relação dos aprovados tem 23 nomes e são apenas 8 vagas

24/10/2026 09h27

Abertura do resultado das provas escritas aconteceu durante sessão pública na última quinta-feira

Abertura do resultado das provas escritas aconteceu durante sessão pública na última quinta-feira

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Pouco mais de um ano depois de reprovar todos os concorrentes na prova escrita do trigésimo concurso para promotor substituto do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, os examinadores foram mais flexíveis desta vez e aprovaram três candidatos por vaga oferecida na edição de 2026 do concurso da instituição, conforme resultado preliminar publicado no diário oficial de segunda-feira (26) e que já está disponível neste sábado (24).

No total, 23 candidatos foram aprovados. Porém, este número ainda pode sofrer alterações, uma vez que os reprovados podem recorrer, entre os dias 26 e 30 de outubro. No ano passado, quando todos havia sido reprovados na divulgação do resultado preliminar, nove candidatos conseguiram melhorar suas notas e todos acabaram sendo aprovados e já estão trabalhando na instituição. Naquele ano haviam sido oferecidas dez vagas.

Na atual edição, a trigésima primeira, o número de vagas caiu para oito. Uma é reservada a pessoa com de deficiência e duas, para negros. Somente um candidato que disputava a vaga destinada a PCD segue na disputa. Mas, mesmo que não estivesse disputando vaga especial o candidato estaria na lista dos aprovados, já que obteve média superior a seis. Dentre os demais aprovados, a publicação não especifica quais ou quantos seguem no páreo para as vagas destinados a negros.

No começo da disputa houve 1.364 inscrições, uma redução de 32% na comparação com as 2003 participações do concurso do ano anterior. Uma das possíveis explicações para a queda no interesse é a determinação do STF que limitou o pagamento de supersalários a juízes e promotores.

Conforme esta determinação, promotor nenhum pode receber acima de R$ 71,2 mil mensais em Mato Grosso do sul, já incluídos os chamados penduricalhos. Antes disso, em média, a categoria recebia R$ 150 mil mensais, mesmo valor médio dos magistrados estaduais.

Conforme o edital, o salário inicial daqueles que forem chamados para assumir o cargo será de R$ 33.988,99. Após os descontos, o rendimento líquido cai para R$ 25,5 mil. Mas, ele já passa a ter direito a R$ 3,4 mil relativos à chamada Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira e outros R$ 11,9 mil de gratificação por acúmulo de função.

Alguns deles, conforme o site da transparência do Ministério Público, ainda recebem R$ 6,8 mil a título de remuneração eventual. Ou seja, praticamente todos eles obtém salário líquido da ordem de R$ 45 mil mensais já no início da carreira.

As chamas provas preambulares do concurso foram realizadas no dia 17 de maio e somente 214 dos 1,3 mil inscritos conseguiram passar para as fases seguintes.

Agora, os 23 que seguem na disputa precisam fazer uma nova inscrição, de 26 de outubro a 10 de novembro, e passar por avaliação psicotécnica; investigação social sigilosa; provas orais; prova de títulos; e exame de sanidade física e mental, o que ainda pode alterar a sequência da classificação e garantir uma possível convocação, já que o número de aprovados é superior à quantidade de vagas. 

Na classificação atual, o primeiro colocado é João Victor de Jesus Leite, que atua como delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, na região de Brumadinho. Em segundo lugar nesta relação aparece Melina Mie Moreira Suga, que atua como servidora concursada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Mato Grosso do Sul.

Para serem aprovados, a média das cinco provas necessariamente previsava estar acima de seis. Porém, se o candidato recebeu nota inferior a cinco em alguma das provas, automaticamente era eliminado, como foi o caso de três dos concorrentes. E são justamente estes que têm maior chance de reverter a classificação e entrar para a lista dos aprovados. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A divulgação das notas ocorreu durante a sessão pública no auditório Doutor Nereu Aristides Marques, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande, na última quinta-feira (22)

Na abertura dos trabalhos, o Procurador-Geral de Justiça e presidente da Comissão de Concurso, Romão Avila Milhan Junior, agradeceu aos examinadores, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) e a todos os profissionais envolvidos na organização do certame, destacando o trabalho realizado para a realização da etapa de identificação das provas.

O Procurador-Geral também explicou os procedimentos adotados durante a sessão. Conforme previsto, a identificação seguiu a ordem dos grupos de provas. Inicialmente, a Comissão de Concurso verificou a inviolabilidade dos lacres dos malotes.

Na sequência, os volumes foram abertos para a identificação das provas. O procedimento foi conduzido pela comissão, com acompanhamento da assessoria de cerimonial da instituição, enquanto os envolvidos realizaram a leitura dos códigos e dos nomes dos candidatos.

Acidente Fatal

Motociclista morre após bater em caçamba e árvore em MS

Mulher de 38 anos perdeu o controle da motocicleta ao passar por um quebra-molas; vítima chegou a ser socorrida, mas morreu durante a madrugada no Hospital da Vida

24/10/2026 09h10

Letícia da Silva Machuca, de 38 anos, morreu após sofrer um acidente de motocicleta na noite de sexta-feira (23), em Dourados.

Letícia da Silva Machuca, de 38 anos, morreu após sofrer um acidente de motocicleta na noite de sexta-feira (23), em Dourados. Foto: Reprodução Dourados Agora.

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Uma mulher de 38 anos morreu na madrugada deste sábado (24), após sofrer um grave acidente de motocicleta em Dourados. A vítima, identificada como Letícia da Silva Machuca, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (23) por volta das 23h, nas proximidades da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). Conforme as informações, Letícia conduzia uma motocicleta quando perdeu o controle da direção ao passar por um quebra-molas.

Na sequência, a motociclista acabou atingindo uma caçamba utilizada para o depósito de entulhos e, posteriormente, colidiu contra uma árvore. Com o impacto, a mulher sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e prestou os primeiros socorros à vítima, que foi encaminhada ao Hospital da Vida, unidade de referência no atendimento de urgência e emergência em Dourados.

Apesar dos esforços da equipe médica, a motociclista não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada durante a madrugada deste sábado.

As circunstâncias que levaram à perda de controle da motocicleta e à sequência de colisões deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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