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Minha Casa Minha Vida abre cadastro para 82 apartamentos em Campo Grande

Edital da Agehab prevê seleção para o Condomínio Sustentável Manoel de Barros, no Bairro Centro-Oeste; inscrições ou atualização cadastral vão até 26 de junho

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A Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab/MS) abriu edital de convocação para inscrição ou atualização cadastral de famílias interessadas em participar da seleção de 82 apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida, em Campo Grande.

As unidades fazem parte do Condomínio Sustentável Manoel de Barros, localizado na Avenida dos Cafezais, esquina com a Rua Lorenzo Torres Cintas, no Bairro Centro-Oeste.

O edital foi publicado no Diário Oficial Eletrônico desta segunda-feira (1º) e estabelece que os interessados devem realizar o cadastro até o dia 26 de junho de 2026. O procedimento poderá ser feito pela internet, no site da Agehab, ou presencialmente em unidades do Fácil.

Para participar da seleção, o candidato deve ter renda bruta familiar mensal de até R$ 3.200, estar inscrito ou com os dados atualizados no Cadastro Único do Governo Federal nos últimos 24 meses e atender aos critérios do Programa Minha Casa Minha Vida.

Também é necessário comprovar situação de déficit habitacional, como moradia precária, coabitação familiar, adensamento excessivo, aluguel social provisório, situação de rua ou comprometimento de mais de 30% da renda com aluguel.

O edital também impede a participação de pessoas que já tenham sido beneficiadas por outro programa habitacional, salvo exceções previstas em lei, ou que sejam proprietárias de imóvel residencial.

A seleção seguirá critérios de hierarquização definidos pela Agehab. Terão prioridade famílias chefiadas por mulheres, pessoas negras, famílias com idosos, crianças ou adolescentes, pessoas com deficiência, integrantes de povos indígenas e quilombolas, vítimas de violência doméstica, pessoas com câncer ou doença rara crônica e degenerativa, além de famílias em situação de rua ou que vivem em áreas de risco.

Após a inscrição, a Agehab fará a análise da documentação e publicará a lista hierarquizada dos candidatos selecionados e suplentes. Em seguida, a Caixa Econômica Federal realizará o enquadramento das famílias, verificando se os dados cadastrais e financeiros estão compatíveis com as regras do programa.

Caso o candidato seja considerado compatível, será convocado para apresentar a documentação exigida. Já quem for classificado como incompatível poderá regularizar a situação, quando possível, no prazo de 60 dias após a divulgação do resultado.

Passo a passo para fazer a inscrição

A Agehab orienta que os interessados em participar da seleção dos 82 apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida realizem a inscrição ou a atualização cadastral até o dia 26 de junho de 2026, por meio do site da agência ou presencialmente em uma das unidades do Fácil em Campo Grande.

Para concorrer, é necessário estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses, além de apresentar documentos pessoais, comprovantes de renda e residência, entre outros documentos exigidos pelo edital.

Após o encerramento das inscrições, a Agehab divulgará a lista hierarquizada dos candidatos e, posteriormente, os selecionados serão convocados para apresentação da documentação.

A etapa final será conduzida pela Caixa Econômica Federal, responsável por verificar se as famílias atendem aos critérios de enquadramento do Programa Minha Casa Minha Vida.

Confira os endereços para realizar a inscrição

As inscrições também podem ser feitas presencialmente nas unidades do Fácil Aero Rancho (Av. Marechal Deodoro, nº 2.606), Fácil General Osório (Rua Santo Ângelo, nº 51) e Fácil Guaicurus (Av. Gury Marques, nº 5.111), em Campo Grande.

justiça federal

Advogado que forjou documentos para fraudar benefícios do INSS é condenado

Investigação começou após detecção de elevado número de pedidos de aposentadoria rural Agência da Previdência Social em Naviraí

02/06/2026 18h00

TRF3 manteve condenação de advogado que fraudou o INSS

TRF3 manteve condenação de advogado que fraudou o INSS

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A Justiça Federal condenou um advogado, identifaco pelas iniciais C.V, a quatro anos e meio de prisão, em regime fechado, pelo crime de estelionato majorado contra o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INSS). 

De acordo com o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), o advogado atuava em sindicato de trabalhadores rurais em Naviraí e participou da obtenção fraudulenta de benefício previdenciário em favor de uma segurada.

O advogado foi alvo da Operação Lavoro, deflagrada pela Polícia Federal em 2013, que desarticulou uma quadrilha especializada em fraudar benefícios previdenciários do INSS e realizar empréstimos consignados fraudulentos.

Conforme o processo, a investigação teve início após a Agência de Previdência Social (APS) de Campo Grande detectar um elevado número de pedidos de aposentadoria rural por idade deferidos pela APS de Naviraí, o que despertou suspeitas por se tratar de desvio padrão.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público narrou que uma mulher, na época com 56 anos, procurou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juti, onde o advogado atendia uma vez por semana, em busca de orientação para obter aposentadoria, em 2012.

A mulher afirmou que trabalhou em atividade rural durante toda a vida, mas não tinha documentos suficientes para provar o exercício da atividade, o que impedia a concessão da aposentadoria por idade rural. Ela, inclusive, já havia feiro outro requerimento, sem sucesso.

Apesar disso, o advogado aceitou atuar na causa, ciente da possibilidade de suprir a falta dos requisitos legais através de fraudes, fixando seus honorários em R$ 5,5 mil, cobrados após o deferimento do beneficio e pagos por meio de empréstimo consignado no valor de R$5.973,73.

Um trabalhador do sindicato, auxiliando o advogado, deu entrada no requerimento de aposentadoria por exercício de atividade rural, por meio do Sistema de Agendamento Eletrônico (SAE) do INSS.

Para instruir o requerimento de aposentadoria, o presidente do sindicato, a pedido do advogado, emitiu documentos falsos, sendo a Declaração de Exercício de Atividade Rural, que atestava que a mulher exerceu atividade de 1989 a 2012,  e Ficha de Inscrição e Controle do STR de Juti, na qual consta como data de admissão o dia 30/11/1992, com número de matrícula que pertencia a outra trabalhadora.

A mulher foi aposentada e o pagamento indevido do benefício previdenciário perdurou de 25 de julho de 2012 a 31 de outubro de 2013, quando foi suspenso em razão de processo de apuração de irregularidade/revisão de ato concessório realizado pelo INSS.

O valor total indevidamente pago foi de RS 8.458,65.

Sentença

A 1ª Vara Federal de Naviraí condenou o homem por estelionato e ao pagamento de reparação de danos.

Conforme a sentença, a materialidade e autoria do crime foram comprovadas por documentos, depoimentos e elementos colhidos na Operação Lavoro.

Segundo a decisão, a atuação do advogado foi dolosa, reiterada e articulada, pois utilizou a estrutura sindical para forjar documentos e induzir o INSS em erro. 

Em primeira instância, ele foi condenado a cinco anos e quatro meses de reclusão e ao pagamento de 36 dias-multa, no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época do fato delitivo.

O advogado recorreu ao TRF3 sustentando a nulidade da sentença por ausência de fundamentação adequada,  a insuficiência de provas para a condenação, a ilicitude das interceptações telefônicas e violação ao direito de privacidade, inexistência de dolo específico para a configuração do estelionato, aplicação desproporcional da pena, e revisão da devolução de valores ao INSS.

No recurso, desembargadores afirmam que a prova colhida nos autos não deixa dúvidas quanto a responsabilidade do advogado pelo crimea, além de citar o fato de que ele responde a outros processos por

Assim, a 11ª Turma do Tribunal manteve a condenação, mas redimensionou a pena para quatro anos, seis meses e 13 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e 44 dias-multa. 

Debate

Transporte coletivo acumula mais de 15 mil autuações e audiência expõe pressão sobre Consórcio

Encontro foi marcado por críticas de usuários, especialistas e vereadores, que cobraram providências da Prefeitura

02/06/2026 17h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A crise do transporte coletivo de Campo Grande voltou ao centro do debate público nesta terça-feira (2), audiência promovida pela Prefeitura para apresentar os resultados da análise do contrato do Consórcio Guaicurus.

Dados apresentados pela comissão instituída pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) apontam que o sistema registrou 12.279 autuações por descumprimento de horários e outras 3.444 por omissão de viagens, quando o início, o fim ou todo o percurso programado deixou de ser registrado pelos sistemas de monitoramento.

Os números revelam mais de 15 mil autuações aplicadas ao sistema entre 2021 e 2025, encontro foi marcado por críticas de usuários, especialistas e vereadores, que cobraram providências do Executivo Municipal.

Os dados são da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) com base em documentos e processos de fiscalização que englobam a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo.

Durante a audiência, as críticas foram direcionadas à qualidade e fiscalização do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.

"Eu sou professor aposentado, tenho 80 anos. (...) não é só o Consórcio Guaicurus que tem falhado, o órgão público de fiscalização do transporte coletivo tem falhado", afirmou o professor aposentado Odilio Cavalcanti.

Já o professor, cientista e ex-conselheiro municipal de Desenvolvimento Urbano, Lazaro da Silva, avaliou que uma nova licitação dificilmente atrairia interessados diante da situação financeira do sistema.

"Empresa para assumir uma operação nesse porte é a mesma coisa que carregar água na peneira. Ninguém vai querer essa bomba. Que administração é essa, gente? Então, se não tem dinheiro para tapar os buracos, vai ter para administrar? Gente, não podemos brincar com a cara dos usuários, da população. Vocês foram eleitos para nos representar com dignidade e trabalhar", declarou.

Lazaro também defendeu a criação de novas fontes de financiamento para o transporte coletivo. Entre as sugestões apresentadas está a cobrança de uma taxa adicional sobre combustíveis, com o objetivo de subsidiar o sistema e garantir sua sustentabilidade financeira.

Segundo ele, a queda no número de passageiros e a baixa remuneração das empresas operadoras estão entre os principais fatores que agravam a crise.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) destacou que a Câmara Municipal já realizou debates e levantamentos sobre o tema, mas reforçou que a decisão sobre o futuro do sistema cabe ao Executivo.

"Nós achamos que todo aquele trabalho que a Câmara fez (CPI) foi muito valioso. Era muito importante que o Executivo cuidasse de analisar aquelas questões trazidas. Nós estamos numa crise que se arrasta, mas quem tem a caneta para a decisão dessa situação é o Executivo Municipal, que é quem costumeiramente detém a responsabilidade pelo serviço do transporte público urbano", afirmou.

Junior Coringa (MDB) também fez críticas à atuação do consórcio e à qualidade do serviço oferecido à população.

"Essa empresa que hoje perdeu a metade dos seus clientes 'eles' se chamam de usuários, mas eu chamo de clientes, porque eles pagam a passagem na roleta. Se fossem clientes, poderia ter certeza absoluta que nós teríamos um transporte coletivo de qualidade. Os empresários, juntamente com toda a sua diretoria, brincam com a população campo-grandense", disse.

A audiência integra a fase final dos estudos conduzidos pela Prefeitura sobre o contrato de concessão do transporte coletivo. O relatório deve ser entregue à prefeitura na próxima semana e deverá subsidiar futuras decisões sobre a continuidade, revisão ou eventual reformulação do modelo adotado na Capital.

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