Cidades

ISOLAMENTO SOCIAL

Ministério Público pede para Dourados rever flexibilização do comércio

Promotores querem ser atendidos em até 48 horas

Continue lendo...

Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a Prefeitura de Dourados que revogue o decreto municipal publicado em 6 de abril e que flexibilizou as medidas de prevenção do contágio do novo coronavírus (Covid-19). O pedido é para que o Executivo atenda a orientação em 48 horas.

A justificativa do MPMS é que a atual situação é emergencial em razão da pandemia do vírus. Os promotores alegam que o decreto não apresenta base ou fundamento técnico. Para estes promotores a elaboração do documento sequer teve consulta do Comitê de Enfrentamento da Crise, instituído pelo próprio município de Dourados. Nesse sentido, a relevância de tais consultas, do Núcleo de Emergência Assistencial da Secretaria Municipal dispõe sobre recomendações das medidas em saúde para enfrentamento da emergência pública de importância nacional decorrente da Covid-19.

A preocupação dos promotores é com o aumento de casos da Covid-19 na região. “A pandemia é grave, pois até 07/04/20 já foram registrados mais de 14 mil casos confirmados no Brasil e quase 700 óbitos, sendo no Mato Grosso do Sul com 80 casos confirmados e 2 óbitos”; “[...] Em conformidade com o posicionamento a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Sociedade Brasileira de Virologia, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Sociedade Brasileira de Infectologia, do ponto de vista científico epidemiológico, o distanciamento social é fundamental para conter a disseminação do novo coronavírus na região de Dourados, sobretudo, pois segundo a Vigilância Epidemiológica, atingimos a fase de transmissão local”.

Os promotores de Justiça lembram que estão atentos a situação econômica do País, e não fechou os olhos aos empresários e as dificuldades enfrentadas pelo setor. Pelo contrário, o que se busca é garantir o bem-estar coletivo, mediante a adoção de providências que lhes garanta segurança jurídica futura, além de resguardar a saúde dos próprios, seus colaboradores e clientes, de modo que a situação calamitosa cesse com a maior brevidade possível, garantindo-se a volta à normalidade e, quando de possível realização de suas atividades neste atual cenário, o façam atendendo critérios de segurança sanitária.

O MPMS considerou também o teor do requerimento formulado por 41 entidades sindicais, associações da sociedade civil e outros, requerendo providências ministeriais no que toca a análise das medidas adotadas pelas autoridades locais visando resguardar a saúde coletiva município.

Na Recomendação Conjunta os promotores também consideraram a realidade de Dourados em relação a quantidade de leitos, frente a numerosa população, e a demanda vinda de toda região; o primeiro óbito registrado, oriundo de Batayporã; e a falta de testes para aferir com precisão quantos são os casos existentes no município.

Na segunda-feira já está agendada uma reunião entre os promotores de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior (10ª PJ), Luiz Gustavo Camacho Terçariol (17ª PJ), Ricardo Rotunno (16ª PJ) com a administração municipal para discutirem a Recomendação.

acréscimo

TJMS prevê 200 novas vagas para estagiário de nível superior

Com o acréscimo, o Tribunal pretende chegar a 1.000 acadêmicos a partir de novembro de 2026

22/10/2026 11h30

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) vai criar 200 novas vagas para estagiário de nível superior, conforme publicado no Diário da Justiça nesta quinta-feira (22).

O custo mensal adicional será de R$ 266.580,00. O percentual acumulado corresponde a 25% do valor atualizado do contrato.

Com acréscimo no número de estagiários, o Tribunal pretende chegar a 1.000 acadêmicos a partir de novembro de 2026.

As vagas abrangem as áreas administrativa, técnica e operacional e pode contemplar os cursos de Direito, Administração, Tecnologia da Informação e outras graduações.

Além de ampliar o número de vagas, o TJMS vai prorrogar o prazo de vigência do contrato por 12 meses, com início em 02/04/2027 e término em 01/04/2028.

Universidade Patativa do Assaré (UPA) é a responsável por intermediar a relação entre estudantes x órgãos públicos. Neste caso, a UPA encaminha estagiários ao TJMS.

Conforme apurado pela reportagem, o salário de um estagiário no TJMS gira em torno de R$ 1.300,00 (bolsa + auxílio transporte).

Segundo o Diário da Justiça, sem a aplicação da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), o valor da Taxa de Administração Unitária permanece R$ 28,30, sendo garantido o reajuste estabelecido na Cláusula Quinta do Contrato, quando da celebração do próximo Apostilamento ou Termo Aditivo, após disponibilizado o índice do mês de janeiro de 2027, com efeitos financeiros a partir de 17/01/2027.

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande

sistema prisional

MS tem 599 mulheres presas trabalhando, aponta Agepen

Levantamento mostra que 50,89% das 1.177 mulheres em custódia exercem atividades remuneradas ou não nas unidades femininas do Estado

22/10/2026 11h00

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual Foto: Divulgação/Agepen

Continue Lendo...

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a Agepen, revelou em uma pesquisa liberada em agosto de 2026, que Mato Grosso do Sul possui 1.177 mulheres em custódia. O levantamento aponta que 50,89% estão exercendo atividades de trabalhos dentro das penitenciárias, equivalente a 599 custodiadas.  

As vagas incluem atividades remuneradas e não remuneradas, nas unidades femininas dos regimes semiaberto e fechado. De acordo com a Agepen, o intuito das atividades é desenvolver habilidades profissionais, estimular a autonomia e preparar as presas para retornar à sociedade. 

Entre as atividades disponibilizadas pela Agepen estão oficinas industriais, produção de alimentos, artesanato e serviços diversos, a Agência mantém convênio com empresas e órgãos públicos e fecham parcerias para parte das vagas de trabalho. 

O levantamento ainda aponta que dentro do estado, considerando homens e mulheres, Mato Grosso do Sul tem 36,46% da população prisional trabalhando. 

O trabalho prisional é previsto na Lei de Execução Penal (LEP) e tem finalidade educativa e produtiva. Além de qualificar, as atividades podem ampliar as chances de inserção no mercado após o cumprimento da pena e favorecer a reintegração social.

Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) fez uma visita técnica a unidades da Agepen para conhecer projetos de trabalho e ressocialização. A agenda reuniu representantes dos sistemas prisionais de São Paulo e do Paraná.

A comitiva passou pelo Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, pelo Instituto Penal de Campo Grande e pelo Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Também foram discutidos aspectos técnicos e sanitários necessários para implantar oficinas de absorventes em outros estados.

Além das atividades voltadas para o trabalho e contribuição dentro e fora da unidade prisional, as presas ainda contam com projetos voltados para a higiene e dignidade pessoal. 

No Irmã Irma Zorzi, maior unidade feminina do estado, a oficina do Projeto Dignidade Menstrual tem seis mulheres presas. Juntas, elas produzem cerca de 6,4 mil unidades de fraldas e absorventes por mês. O projeto é desenvolvido em parceria entre a Senappen e a Agepen e os absorventes produzidos abastecem as unidades penais femininas de Mato Grosso do Sul.

Além das oficinas de absorventes, a Agepen mantém frentes de trabalho em malharia, marcenaria, serralheria, panificação e fabricação de artefatos de concreto.

No Instituto Penal de Campo Grande, a comitiva conheceu projetos de musicoterapia, com orquestra e coral, e um salão de beleza voltado à população LGBTQIA+. 

No Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, viu a Horta da Esperança, que fornece hortaliças para a própria unidade e doa a escolas públicas e instituições sociais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).