Cidades

DIÁRIO OFICIAL

Ministério Público recomenda reparos no Presídio de Trânsito da Capital

Inspeção constatou irregularidades higiênico-sanitárias na unidade penal

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul fez uma série de recomendações à Agência Estadual de Administração do Sistema Penintenciário (Agepen), para que adotem providências quantos às condições higiênico-sanitárias do Presídio de Trânsito (Ptran), em Campo Grande.

De acordo com a redomendação, que consta no Diário Oficial do órgão, em janeiro deste ano, foi realizada uma visita ao presídio para averiguar as condições gerais, incluindo as relacionadas à iluminação, à ventilação, à temperatura, ao saneamento, à nutrição, à água potável, à acessibilidade a ambientes ao ar livre e ao exercício físico, à higiene pessoal, aos cuidados médicos e ao espaço pessoal adequado, que devem ser aplicadas a todos os presos.

Relatório de inspeção, de 24 de janeiro de 2022, apontou algumas irregularidades no cumprimento da legislação.

Desta forma, o Ministério Público recomenda que a Agepen adote providências quanto às condições higiênico-sanitárias e adequação a legislação sanitária vigente.

Entre as ações recomendadas estão:

Nos pavilhões

  • providenciar reparos e manutenções estruturais, correção de infiltrações e renovação de pintura;
  • providenciar reparos de sistema elétrico de modo a embutir a fiação, a fim de eliminar a exposição do sistema elétrico;
  • providenciar reposição de pisos/azulejos faltantes e troca de danificados;
  • implantar cronograma de higiene dos equipamentos de ventilação.

No setor de saúde

  • providenciar lixeiras acionadas por pedal, ou seja, que não exijam contato manual;
  • providenciar a instalação do recipiente de descarte perfurocortantes em suporte próprio, sem que tenha contato direto com a bancada/mesa ou piso, a uma altura que facilite a visualização da abertura superior do mesmo, a fim de verificar quando alcançou seu limite de segurança;
  • manter frascos de medicamentos abertos em local adequado e com devida identificação (data de abertura evalidade pós abertura vide indicação do fabricante);
  • manter medicamentos armazenados em condições adequadas de temperatura, umidade e luminosidade (vide indicação do fabricante), sendo que o soro fisiológico deve ser armazenado sob refrigeração após aberto e descarte após 24 horas;
  • todo recipiente (sprays, almotolias, conta-gotas, potes) contendo produto químico manipulado ou fracionado deve ser identificado de forma legível, por etiqueta com nome do produto, concentração, data de envase e validade, sendo que toda substância fracionada, armazenada fora da embalagem original deverá ser utilizada em até sete dias, devendo ser descartada após esse período;
  • a almotolia deverá ser higienizada antes do envase da solução;
  • deve ser elaborada na sala odontológica uma rotina de verificação de controle de qualidade do processo de esterilização por autoclave, realizado periodicamente por meio de Indicador Biológico ou Integrador Químico Tipo V.

No setor de preparo e manipulação de alimentos

  • providenciar comprovante de treinamento dos internos com base no Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação;
  • providenciar sabonete líquido e antisséptico ou sabonete líquido e produto antisséptico (álcool 70%), sempre em suportes em pleno funcionamento;
  • providenciar papel toalha em suporte próprio, ou outro sistema higiênico e seguro de secagem das mãos (não utilizar toalha de tecido);
  • providenciar lixeiras com tampa acionada por pedal, ou seja, que não exige o contato manual, providas de saco plástico;
  • providenciar assento com tampa ao vaso sanitário;
  • providenciar ralo com sistema de abertura e fechamento (ralo escamoteável);
  • providenciar renovação de pintura;
  • providenciar reparos de sistema elétrico de modo a embutir a fiação, a fim de eliminar a exposição elétrica;
  • manter instalações limpas e em condições de conservação e manutenção que se fizerem necessárias;

Quanto ao corredor externo, próximo à cozinha

  • manter instalações limpas e em condições de conservação, manutenção e segurança que se fizerem necessárias;
  • providenciar a remoção de materiais inservíveis.

A Agepen tem o prazo de 15 dias para responder, por escrito, sobre o atendimento ou não da recomendação, informando as providências implementadas ou que pretendem implementar, com cronograma de atividades, em caso positivo.

DINHEIRO DO PETRÓLEO

Atvos oficializa aporte bilionário para produzir etanol de milho em MS

Empresa é controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez pertence aos governantes de Abu Dhabi

14/05/2026 09h53

Usina de Nova Alvorada do Sul já produz etanol de cana, biometano e agora também produzirá etanol a partir de milho

Usina de Nova Alvorada do Sul já produz etanol de cana, biometano e agora também produzirá etanol a partir de milho

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Com três usinas que produzem etanol a partir da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, a empresa Atvos, controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez é controlado pelo governo de Abu Dhabi, vai investir pelo menos R$ 1 bilhão na produção de etanol a partir de milho no Estado.

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (14), o valor de referência do investimento na usina de Nova Alvorada do Sul será de R$ 669 milhões, mas o investimento total será maior. Em com base neste valor, a compensação ambiental que terá de ser destinada ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) será de  R$ 2,81 milhões, já que a legislação prevê repasse de 0,421% a título de compensação.

A licença concedida pela Governo do Estado é para a produção de até 800 mil metros cúbicos de etanol por ano, mas a previsão inicial da empresa é produzir bem menos, 273 mil metros cúblicos, ou 273 milhões de litros. Isso equivale ao volume transportado em cerca de 5,5 mil carretas.

Além de Nova Alvorada, a Atvos controla uma usina em Rio Brilhante e outra em Costa Rica, além de outras cinco em São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Esta, porém, será a primeira que produzirá etanol a partir de milho. 

Em Mato Grosso do Sul já existem usinas de etanol de milho em Dourados, Maracaju e em Sidrolândia. Uma quarta está em fase de instalação no município de Jaraguari, onde devem ser investidos em torno de R$ 300 milhões. 

Conforme anúncio feito na terça-feira (12) pelo comando da Atvos, o investimento em Nova Alvorada fará integração entre as operações de cana e milho, permitindo à empresa alcançar produção contínua ao longo de todo o ano, com melhor aproveitamento de ativos e ganho de competitividade. Normalmente, as usinas de cana para a produção entre novembro e abril.

De acordo com o anúncio da empresa, a nova usina terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, o que equivale a cerca de 13 mil bi-trens. Alé de produzir 273 milhões de litros etanol, vai gera 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.

A empresa destaca ainda que "o projeto também está inserido em um modelo sustentável de multiuso da terra, que combina a produção de energia e alimentos em um mesmo sistema produtivo, aliado a uma lógica de economia circular, em que subprodutos são reaproveitados, como o uso do bagaço da cana-de-açúcar, para geração de energia que abastece a produção de etanol de milho".

A previsão é de que o empreendimento entre em operação em 2028 e gere cerca de 2.000 empregos durante a fase das obras, contribuindo para a dinamização da economia local e o desenvolvimento regional. A usina está instalada próximo à BR-267, entre as cidades de Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis, contribuindo para a segurança energética do Brasil e para uma oferta mais robusta de energia renovável para o mundo”, afirma Bruno Serapião, CEO da Atvos. 

“Com uma base operacional e financeira sólida, também ganhamos previsibilidade para avançar nessa agenda mesmo em cenários globais mais desafiadores”, complementa. A atvos comprou as três usinas que pertenciam à Odebrecht e estavam em recuperação judicial 

A empresa também afirma que o investimento “reforça a relevância do Mato Grosso do Sul como polo estratégico para a transição energética, em um ambiente de incentivo do governo estadual à atração de novos projetos voltados ao desenvolvimento do setor de bioenergia”.

Em setembro do ano passado o governador Eduardo Riedel chegou a informar que a empresa investiria em torno de R$ 2 bilhões no Estado para produzir etanol de milho nas unidades de Nova Alvorada do Sul e Costa Rica. Porém, no anúncio feito na última terça-feira a empresa não mencionou os possíveis investimentos na usina da região norte do Estado. 

DINHEIRO DO PETRÓLEO

A Mubadala é um dos maiores fundos de investimentos soberanos do mundo, pertencente ao governo de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), com cerca de US$ 380 bilhões em ativos espalhados por praticamente todos os continentes. Fundado em 2002, o fundo tem como objetivo diversificar a economia de Abu Dhabi, gerando retornos financeiros sustentáveis através de investimentos globais. 

 

MORADIA

Famílias com renda de até R$ 8,1 mil poderão participar de programas habitacionais

Agehab amplia faixa de renda e reajuste de subsídios, previsão para Campo Grande é de 4,3 mil unidades para distribuição

14/05/2026 09h32

Arquivo / Saul Schramm / Secom/MS

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A Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab) ampliou o acesso de famílias ao programa habitacional. Com autalização dos limites de renda e reajuste de valor dos subsídios, mais pessoas poderão financiar uma moradia própria neste ano.

Em parceria com os municípios e Governo Federal, um dos fatores que impacta nesse maior alcante é a ampliação da faixa de renda. A nova regulamentação a incluir famílias com renda entre R$ 1,5 mil e R$ 8,1 mil nas modalidades de Crédito Associativo e Lote Urbanizado.

Segundo a diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez, a atualização se adequou a realidade econômica e garante que trabalhadores que antes ficavam fora dos critérios do programa, tenham a oportunidade de acesso à moradia com a mudança.

"Muitas vezes, pequenos aumentos na renda acabavam impedindo o acesso aos programas habitacionais. Com essa atualização, conseguimos ampliar esse atendimento e alcançar pessoas que realmente precisam desse apoio”.

Outra atualização determinante no acesso de famílias à programas habitacionais foi o reajuste de subsídios estaduais. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, o benefício pode chegar a R$ 32 mil para famílias com renda de até R$ 3,2 mil.

Em municípios menores e em cidades que tem impacto por grandes empreendimentos, os subdídios podem alcançar R$ 25 mil.

Em relação a construção em si das moradias, há uma nova regra que exige acabamento interno nas unidades habitacionais que serão entregues as famílias, contratadas a partir da atualização da portaria. As moradias terão que ter piso cerâmico, porcelanato ou laminado nas áreas internas.

Maria do Carmo ressalta que a exigência é para conforto e qualidade dos futuros moradores, e que a habitação vai além da entrega de paredes e telhado. "Estamos falando de dignidade, acolhimento e qualidade de vida. Quando entregamos uma casa com melhor acabamento, também entregamos mais tranquilidade para as famílias iniciarem uma nova etapa de suas vidas".

Por fim, as alterações ainda reorganizam a distribuição das cotas habitacionais no Estado. A previsão de atendimento aponta que Campo Grande lidera, com 4,3 mil unidades previstas para distribuição. Logo atrás, vem Dourados, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e outros municípios contemplados por programas estaduais.

As novas regras entrarão em vigor a partir da publicação da portaria, incluindo novos contratos, solicitações de subsídio e futuras seleções habitacionais, sem aplicação retroativa.

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