Cidades

PENITENCIÁRIA FEDERAL

Ministério reafirma construção de nova muralha em presídio da Capital, mas sem prazo

Medidas foram anunciadas após fuga de presos em Mossoró, em fevereiro

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A desmobilização da Força Nacional na busca por dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) não irá impactar nas medidas de segurança anunciadas para os demais presídios federais, entre eles o de Campo Grande, em razão da fuga. A atuação da força termina nesta sexta-feira (29) e os fugitivos ainda não foram recapturados.

Especificamente para o presídio de Campo Grande, o secretário nacional de Políticas Penais (Senappen), André Garcia, reafirmou que está garantida a construção de uma nova muralha e novas câmeras de videomonitoramento, no entanto, não deu prazos para o início das obras e instalações.

A afirmação foi feita em entrevista a Rádio CBN, nessa quinta-feira (28).

“A construção das muralhas nós iniciamos em Porto Velho (RO), em Mossoró será neste semestre, as outras que restam, Catanduvas e Campo Grande também terão construção de outra muralha”, disse.

O secretário disse ainda que já foram adquiridas câmeras de monitoramento, que serão distribuídas entre as cinco penitenciárias federais do País.

“Desde o primeiro dia [da fuga] todas as medidas foram adotadas para que a gente pudesse entender o que estava acontecendo. Fizemos um diagnóstico também na questão estrutural, não só em Mossoró, mas em todas as unidades, com reforço onde deveria ser feito esse reforço, revitalização do parque de câmeras e sistemas de videomonitoramento, fizemos aquisição de 10 mil câmeras que vão para o sistrema penitenciário federal e também vamos ceder para alguns estados", explicou.

Medidas de segurança

A determinação de uma série de medidas de intensificação das rotinas de segurança foi formalizada no dia 20 de fevereiro pelo Ministério da Justiça e válida para os cinco presídios federais do País, com objetivo de aumentar a segurança após a fuga de dois detentos da penitenciária de Mossoró, ocorrida no dia 13 de fevereiro.

Além de Campo Grande, as penitenciárias federais estão localizadas em Mossoró (RN), Catanduvas (PR), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).

Conforme o Ministério da Justiça, dentre as medidas a serem adotadas estão revistas diárias em todas as celas, pátios e parlatórios.

O documento também indica melhorias nas estruturas de iluminação no interior das celas e instalação de refletores, lâmpadas e luminárias em locais de baixa luminosidade e em outros pontos estratégicos.

O ofício lista ainda a qualificação do sistema de videomonitoramento nas Unidades Penais Federais, e o mapeamento de grades nos espaços verticais destinados a dutos, tubulações e sistemas de ventilação e elétrico, nos locais sem laje.

Além das medidas estruturais, é solicitado o reforço do efetivo de policiais penais nas cinco sedes e rondas externas para complementar os serviços de vigilância. Se necessário, as missões previamente definidas dos servidores lotados nas unidades serão suspensas.

A adoção das medidas mitigadoras contempla inspeções prediais in loco das estruturas de segurança contra incêndios, instalações hidráulicas e sanitárias, elétricas de baixa e média tensão, sistema de ventilação e refrigeração e estação de tratamento de esgoto, com posterior realização de laudo técnico.

Fuga em Mossoró

Em Mossoró, detentos abriram um buraco no local em que estava instalada a luminária.

Os dois fugitivos são Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos. Também conhecidos como "Tatu" ou "Deisinho". A fuga foi no feriado de Carnaval. 

É a primeira vez que detentos conseguem escapar de um presídio de segurança máxima do País.

Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, elencou uma série de falhas nos protocolos de segurança na unidade. Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, o presídio passava por uma obra de manutenção.

Os presos teriam tido acesso às ferramentas utilizadas na reforma. Lewandowski afirmou que havia operários dentro da penitenciária federal e ferramentas poderiam estar ao alcance dos detentos. Os equipamentos "não estavam acondicionados e trancados", disse o ministro.

Defeitos na construção do presídio também foram apontados. A saída pelo teto teria sido possível porque a construção é de alvenaria e não de concreto.

Os detentos se depararam com um tapume de metal na área da reforma. Para fugir, eles ultrapassaram a estrutura. Na sequência, utilizaram um alicate capaz de cortar arame para cortar as grades.

Câmeras e luzes não estavam funcionando adequadamente, disse ministro. Lewandowski disse ainda que a fuga "custou pouco" pelo fato de os presos terem utilizado as ferramentas que estavam no local.

Cerca de um mês e meio após a fuga, os fugitivos ainda não foram localizados.

Educação

MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

Cidades-sede e 174 regiões vizinhas devem alinhar calendários

10/09/2026 21h00

Divulgação

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O Ministério da Educação (MEC) regulamentou como as redes de ensino público e privado de todo o país devem organizar as férias escolares do meio do ano de 2027, período em que ocorre a Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. No total, 64 partidas serão disputadas de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano, por 32 seleções.

É a primeira edição do torneio em um país da América do Sul, nas seguintes unidades da Federação:

  • Minas Gerais;
  • Ceará;
  • Rio Grande do Sul;
  • Pernambuco;
  • Rio de Janeiro;
  • Bahia;
  • São Paulo;
  • Distrito Federal.

As regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local. 

Primeiramente, a competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta.

Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio.

Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo. O parecer detalha que estas devem considerar as realidades locais, conforme necessidades educacionais, socioeconômicas e até climáticas. 

Segurança jurídica

As orientações sobre os calendários escolares de 2027 estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo MEC nessa terça-feira (8).

O objetivo do parecer é dar segurança jurídica e uniformidade de orientação aos sistemas de ensino de todo o país, no período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Feminina.

Na prática, as orientações permitem que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.

Respeito à LDB

O documento deixa claro que a adaptação do calendário escolar 2027 não afasta a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária escolar mínima anual exigida, conforme determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O parecer esclarece ainda que as orientações se aplicam, inclusive, aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.

Alerta de Temporal

Previsão indica novo temporal em Campo Grande, que pode ser mais forte que o de hoje

Previsão aponta possibilidade de novo temporal nesta sexta-feira (11), com chance de ser mais intenso; Capital registrou 3.095 raios em apenas 36 minutos nesta quinta.

10/09/2026 20h17

Temporal com rajadas de quase 84 km/h provocou estragos em Campo Grande nesta quinta-feira (10); previsão indica possibilidade de novo episódio de chuva forte nesta sexta-feira (11).

Temporal com rajadas de quase 84 km/h provocou estragos em Campo Grande nesta quinta-feira (10); previsão indica possibilidade de novo episódio de chuva forte nesta sexta-feira (11). Foto: Reprodução.

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Depois de enfrentar um temporal com rajadas de vento de quase 84 km/h no fim da tarde desta quinta-feira (10), Campo Grande tem previsão de novas tempestades para esta sexta-feira (11). Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, as condições previstas indicam a possibilidade de um episódio ainda mais agressivo que o registrado nesta quinta.

A avaliação, porém, é uma previsão meteorológica e não significa que um novo temporal ocorrerá necessariamente, nem que terá intensidade superior ao desta quinta-feira. A evolução das condições atmosféricas ao longo das próximas horas determinará a formação e a intensidade das tempestades.

O alerta foi feito por Natálio enquanto o meteorologista ainda estava nas ruas de Campo Grande acompanhando, ao lado da Defesa Civil, os estragos provocados pela tempestade.

"Ainda estamos nas ruas com a Defesa Civil, mas aviso: amanhã tem previsão, sim, provavelmente mais agressivo que hoje", afirmou.

A declaração acende um novo sinal de atenção poucas horas depois de uma tempestade de curta duração provocar estragos em diferentes regiões da Capital.

A chuva começou por volta das 17h30 e durou entre 20 e 30 minutos, mas veio acompanhada de intensa atividade elétrica e fortes rajadas de vento. Segundo Natálio, 3.095 raios foram registrados em Campo Grande em apenas 36 minutos.

As rajadas chegaram a quase 84 km/h, velocidade suficiente para derrubar estruturas e provocar danos pela cidade.

Na região da Rua Antônio Corrêa, esquina com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, um muro não resistiu à força do temporal e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado.

Também houve registro de estragos na região da Esplanada Ferroviária e em outros pontos de Campo Grande.

Previsão mantém atenção para sexta-feira

A principal preocupação agora se volta para esta sexta-feira. Conforme Natálio Abrahão, a previsão indica condições para um novo temporal, com possibilidade de que o episódio seja mais agressivo do que o registrado nesta quinta.

A avaliação não significa que necessariamente haverá rajadas superiores aos quase 84 km/h registrados nesta quinta-feira. Trata-se de uma projeção baseada nas condições atmosféricas previstas, que podem mudar ao longo das próximas horas.

A previsão meteorológica para Campo Grande também mantém condições para tempestades nesta sexta-feira, com possibilidade de chuva forte, rajadas de vento e descargas elétricas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém Campo Grande sob aviso de tempestade, com possibilidade de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulados de até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h e eventual queda de granizo.

O aviso aponta ainda baixo risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, danos em plantações e alagamentos.

Temporal deixou mais de 3 mil raios

A intensidade do fenômeno desta quinta-feira pode ser dimensionada pela quantidade de descargas elétricas registrada em um intervalo curto.

De acordo com Natálio Abrahão, foram 3.095 raios em apenas 36 minutos sobre Campo Grande. Além disso, as rajadas de vento chegaram a quase 84 km/h.

Mesmo com duração entre 20 e 30 minutos, a combinação de chuva intensa, vento e elevada atividade elétrica foi suficiente para causar danos em diferentes regiões da cidade.

Enquanto equipes ainda percorriam as ruas para avaliar as consequências da tempestade desta quinta-feira, a previsão de novas instabilidades já colocava Campo Grande novamente em atenção para as próximas horas.

Diante da possibilidade de novas tempestades, a orientação é evitar permanecer debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacionar veículos próximos a árvores de grande porte, torres de transmissão ou placas de propaganda.

Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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