Cidades

Violência contra mulher

Ministra defende mais patrulhamento e menos 'botão do pânico' para frear violência contra a mulher

Além do fato, comentou a ampliação da Casa da Mulher Brasileira no Estado, desta vez em Dourados

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Em visita ao Mato Grosso do Sul ,a Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves (foto), falou sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, e destacou a importância de políticas públicas para o monitoramento do tema.

Entre os destaques apontados por Cida Gonçalves estão as aquisições de mais viaturas voltadas ao combate à violência contra à mulher, denominadas de “Patrulhas Maria da Penha”, já instituídas no país. 

"É importante ressaltar que a Patrulha Maria da Penha terão um papel estratégico enfrentamento à violência contra as mulheres, o de prevenir os feminicídios”, destacou. 

De acordo com a Ministra, quando o juiz emprega a medida contra o agressor, a patrulha terá a função de acompanhar a mulher em risco para que se sinta mais protegida. 

“Ela (mulher) chama a viatura e portanto nós prevenimos o feminicídio. É nessa perspectiva que nós estamos trabalhando com a patrulha Maria da Penha. Nós também vamos fortalecer o programa das unidades móveis de atendimento às mulheres do campo e da floresta nas regiões norte do país”, frisou Cida Gonçalves. 

Sobre o monitoramento eletrônico de potenciais agressores, Cida Gonçalves destacou que enquanto titular do Ministério das Mulheres, cabe o diálogo junto ao Ministério da Justiça.

“O meu papel é conversar, discutir, negociar para que o Ministério da Justiça. No caso do Ministério das Mulheres não cabe a nós comprar a viatura, nem tornozeleira, isso é responsabilidade do Ministério da Justiça. É por isso que a gente chama de ação transmissão.  

Questionada sobre a instituição de um “botão do pânico”, a ministra destacou que a ação não se mostra integralmente segura neste momento. “Não sou adepta do botão do pânico. Acho que o ‘botão Pânico’  deixa a responsabilidade pra mulher apertar o botão. Quando ela vê o agressor já tá muito próximo”, destacou. 

Cida Gonçalves destacou a  importância de um monitoramento eletrônico integrado junto a outros sistemas de monitoramento a fim otimizar as ações de feminicídio no páís.  “A produção eletrônica é a perícia que acompanha e coloca os dispositivos em cima, né? Caso a pessoa esteja se aproximando, a polícia vai avisar e vai encaminhar a viatura para prender o agressor”, disse. 

Do mesmo modo, frisou a intenção do Governo Federal em ampliar a defesa das mulheres, entre medidas protetivas, a aquisição de mais uma Casa da Mulher Brasileira, desta vez em Dourados. O debate acerca da compra do espaço perdura desde fevereiro do ano passado, período no qual o Governo Federal mirou a implantação do segundo estabelecimento do tipo em MS. 

A Ministra destacou a retomada do Programa Mulher ‘Viver’ Sem Violência, instituído originalmente em 2013, com o objetivo de integrar e ampliar os serviços públicos existentes voltados às mulheres em situação de violência, mediante a articulação dos atendimentos especializados no âmbito da saúde, da justiça, e segurança pública. 

Por fim, falou sobre a tipificação do crime de feminicídio e o quanto a questão sobre a ausência de padrões sobre os diversos casos em todo o país.

“Temos muitos estados que não tipificam o feminicídio. Se nós temos um estado que tipifica (MS), que registra e  que coloca, ele vai estar sempre a frente.  Nós precisamos que o protocolo seja implantado em todo o país, aí sim nós vamos saber qual estado que está no ranking de violência”, pontuou. 

* Saiba

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) define que a violência doméstica contra a mulher é crime e aponta as formas de evitar, enfrentar e punir a agressão. Também indica a responsabilidade que cada órgão público tem para ajudar a mulher que está sofrendo a violência.

A legislação versa sobre Penha, mulhe que ficou paraplégica após diversas agressões do marido.

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caso lívia

Após morte de garota em MS, Discord entra na mira de agência

Menina de 13 anos cometeu suicídio em Naviraí no dia 22 de julho e a morte foi transmitida pela internet

08/08/2026 19h00

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho, na cidade de Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

serviço público

Apesar do tarifaço, Energisa informa queda significativa no lucro

Contas de energia subiram 12,1% em 22 de abril e mesmo assim a concessionária reportou em seu balanço uma retração de 66% no lucro do segundo trimestre do ano

08/08/2026 16h32

No 1º semestre de 2025 a concessionária teve lucro líquido de R$ 259 milhões, ante R$ 152 milhões em igual período de 2026

No 1º semestre de 2025 a concessionária teve lucro líquido de R$ 259 milhões, ante R$ 152 milhões em igual período de 2026

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Apesar do aumento 12,1% nas tarifas a partir do dia 22 de abril, a Energisa de Mato Grosso do Sul informou queda de 41% no lucro do primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado. Uma das principais explicações é o aumento nos gastos com o pagamento de juros, conforme balanço disponibilizado nesta sexta-feira (7).

A concessionária, que distribui energia para os moradores de 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, disse ter obtido lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro semestre do ano passado, ante R$ 152,4 milhões nos primeiros seis meses deste ano.

O aumento da tarifa entrou em vigor am 22 de abril, duas semanas depois da data inicialmente prevista. E foi justamente depois disso que foi registrada a maior queda no lucro, da ordem de 66%. No segundo trimestre do ano passado (abril, maio e junho), o lucro líquido oficial foi de R$ 108 milhões. Agora, no mesmo período, de R$ 36 milhões. 

Mas, se for considerado apenas o chamado lucro líquido ajustado recorrente, que é op ganho final da empresa, já livre de eventos extraordinários e que é utilizado para para mostrar aos donos e investidores o lucro real e contínuo do negócio, a que da foi ainda maior, de 57%. Ele recuou de R$ 194 milhões para R$ 83 milhões entre um semestre e outro. 

E, de acordo com os dados oficiais, as chamadas despesas financeiras (principalmente pagamento de juros) saltaram de R$ 319 milhões para R$ 439 milhões. Essa diferença a maior de R$ 121 milhões é superior à queda no lucro, que nominalmente foi de R$ 107 milhões.

Estes gastos com juros são muito mais do que uma mera questão contábil.  O custo de captação de recursos das concessionárias de serviços públicos (como energia elétrica) impactam diretamente a tarifa paga pelos consumidores e essa foi uma das explicações para o aumento superior a 12% aplicado em abril.

Se for computada a receita operacional bruta deste ano, ela apresentou crescimento de 6,3%, passando R$ 3,274 bilhões para R$ 3,482 bilhões. O índice é inferior ao do reajuste tarifário, mas supera o crescimento da venda de energia, que teve um acréscimo de 3%, passando de 3.189 gigabites para 3.292.

E por conta desta ligeira alta no volume de energia vendido pela concessionária, a arrecadação de ICMS, o principal imposto dos cofres estaduais, também teve pequeno acréscimo, de 1,3%, ficando abaixo do índice da inflação. Nos primeiros seis meses do ano passado foram recolhidos R$ 411,6 milhões, ante R$ R$ 417 milhões. 

Renovação do contrato

O serviço de distribuição de energia foi privatizado em Mato Grosso do Sul em dezembro de 1997. Porém, a Energisa chegou somente em 2014, depois de incorporar a Rede Energia. Desde então, segundo a empresa, foram destinados R$ 5,4 bilhões à modernização e expansão da rede, à construção de subestações e à melhoria do fornecimento.  

No dia 8 de maio, quando da assinatura da ampliação do contrato de concessão até dezembro de 2057, a direção da empresa prometeu investir R$ 4,4 bilhões nos próximos cinco anos. O valor representa um aumento de cerca de 20% na média anual na comparação com os anos anteriores. 

Do total de investimentos previstos para os próximos cinco anos, R$ 2,2 bilhões devem ser destinados à expansão das redes, viabilizando 125 mil novas ligações para que mais famílias e novos empreendimentos tenham acesso ao serviço de energia elétrica. Outros R$ 2 bilhões serão investidos em obras de melhoria e modernização das redes, propiciando maior qualidade, eficiência e segurança para todos os clientes. 

Em 2025, a Energisa teve lucro líquido de R$ 407 milhões, conforme o balanço da concessionária. No ano anterior este montante havia sido de R$ 603,7 milhões. Uma  das explicações para este recuo foi a queda no consumo, o que foi resultado da expansão dos sistemas de energia solar e da queda  nas temperaturas, explicou a empresa. 
 

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