Cidades

CONCURSO PÚBLICO

Mais de mil candidatos farão concurso para promotor do MPMS neste domingo

Prova preambular ocorrerá neste domingo (17), às 8h, exclusivamente na UCDB, em Campo Grande

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Dados divulgados pelo Diário Oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (DOMPMS) apontam que 1.364 candidatos farão as provas do Concurso Público para o cargo de Promotor de Justiça substituto do MPMS, neste domingo (17), em Campo Grande.

O número é 32% menor em relação ao mesmo certame realizado em 2025, quando 2.003 candidatos fizeram as provas.

O período de inscrições foi de 1° de abril a 3 de maio. O gabarito preliminar será divulgado em 19 de maio. As datas das demais provas/atividades serão divulgadas posteriormente.

São 5 vagas para ampla concorrência, 1 vaga para PcD e 2 vagas para negros. A convocação para as vagas informadas será feita de acordo com a necessidade e a conveniência do MPMS, dentro do prazo de validade do concurso, que é de dois anos.

O salário é de R$ 33.988,99. O certame será aplicado pela Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec).As fases do concurso são:

  • prova preambular
  • provas escritas
  • avaliação psicotécnica
  • investigação social sigilosa
  • provas orais
  • prova de títulos
  • exame de sanidade física e mental

PROVA PREAMBULAR

A prova preambular ocorrerá neste domingo (17), às 8h, exclusivamente na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), localizada na avenida Tamandaré, em Campo Grande.

O portão será aberto às 7h e fechado às 8h (horário de Mato Grosso do Sul). O candidato deverá comparecer com antecedência mínima de uma hora no local de provas, ou seja, às 7h, portando caneta esferográfica transparente, de tinta azul ou preta, e documento original com foto.

A prova é de caráter eliminatório, terá duração de cinco horas e contém 100 questões objetivas de múltipla escolha.

O MPMS divulgou, no DOMPMS, o ensalamento dos candidatos da prova preambular. Confira aqui.

Não haverá segunda chamada para a Prova Preambular. O candidato poderá entregar seu cartão-resposta e deixar definitivamente o local somente após decorridas duas horas de prova.

REQUISITOS

De acordo com o edital, os requisitos para participar do concurso são:

  • ser brasileiro
  • ter concluído o curso de bacharelado em Direito
  • estar quite com o serviço militar e com as obrigações eleitorais
  • estar em gozo dos direitos políticos
  • ter idoneidade moral atestada por 2 membros do Ministério Público, sem prejuízo das investigações a cargo da Comissão de Concurso
  • não registrar antecedentes criminais e cíveis incompatíveis com o exercício da função
  • contar com, no mínimo, três anos de efetivo exercício de atividade jurídica
  • gozar de boa saúde, física e mental
  • entre outros

O edital completo pode ser conferido neste site, entre as páginas 29 e 59. O conteúdo das provas pode ser acessado neste site, entre as páginas 51 e 59.

Diário oficial

Após exoneração, Agesul ganha novo diretor-presidente

Gil Márcio Franco é o mais novo diretor-presidente interino da Agesul

14/05/2026 11h00

Foto: Chico Ribeiro/Governo de MS

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Gil Márcio Franco é o mais novo diretor-presidente interino da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).

A nomeação ocorre após a exoneração do ex diretor-presidente Rudi Fiorese, que foi preso na terça-feira (13), durante a “Operação Buraco Sem Fim”, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) - Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Ele é investigado por suposto desvio milionário e fraude em contratos de manutenção viária e tapa-buracos, em Campo Grande, nos mandatos dos prefeitos Marquinhos Trad e Adriane Lopes, entre 2018 e 2025.

A nomeação do novo diretor foi publicada na manhã desta quinta-feira (14) em Diário Oficial (DOE-MS). Veja:

OPERAÇÃO BURACO SIM FIM

Sete pessoas foram presas durante a "Operação Buraco Sem Fim" do GECOC/MPMS, em 12 de maio, em Campo Grande.

Entre elas, está o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep 2017-2023) de Campo Grande e ex diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese e seu braço direito, engenheiro que atuava com cargo comissionado de assessor executivo da Sisep, Mehdi Talayeh.

Também foram presos os servidores da prefeitura Edivaldo Aquino Pereira, Fernando de Souza Oliveira e Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula.

Os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial, e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa também foram presos.

Eles são investigados por suposto desvio milionário e fraude em contratos de manutenção viária e tapa-buracos, em Campo Grande, nos mandatos dos prefeitos Marquinhos Trad e Adriane Lopes, entre 2018 e 2025.

De acordo com o MPMS, a ação visa desarticular um esquema de desvio de dinheiro público que estava sendo realizado em contratos de infraestrutura em Campo Grande.

Ao todo, 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Capital.

Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, altos valores em dinheiro vivo foram encontrados, sendo R$ 233 mil na casa de Rudi Fiorese e R$ 186 mil na residência de outro servidor, totalizando R$ 429 mil.

INFRAESTRUTURA

MP cobra solução definitiva para alagamentos na Rachid Neder após série de danos

Inquérito civil exige cronograma de obras de macrodrenagem em trecho crítico da Capital

14/05/2026 10h30

Chuva intensa registrada em janeiro arrancou parte do asfalto da Avenida Rachid Neder e voltou a expor fragilidade da drenagem na região do Córrego Segredo

Chuva intensa registrada em janeiro arrancou parte do asfalto da Avenida Rachid Neder e voltou a expor fragilidade da drenagem na região do Córrego Segredo Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para cobrar da Prefeitura de Campo Grande medidas definitivas contra os constantes alagamentos registrados no cruzamento das avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel, uma das regiões mais críticas da Capital durante períodos de chuva intensa.

A investigação é conduzida pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e foi aberta após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do órgão sobre os transtornos recorrentes enfrentados por motoristas e moradores da região. Segundo o MPMS, os episódios têm provocado prejuízos materiais, riscos à segurança e impactos diretos na mobilidade urbana.

Conforme o procedimento, o Município terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos atualizados, relatórios de vistoria e, principalmente, um cronograma concreto para execução de obras estruturais capazes de reduzir os alagamentos.

Dados técnicos apontam que o problema está ligado à insuficiência do atual sistema de drenagem diante da expansão urbana da bacia do Córrego Segredo. O MPMS destaca que medidas adotadas atualmente, como limpeza de bocas de lobo e manutenções periódicas, são consideradas paliativas e insuficientes para resolver o problema de forma definitiva.

Somente entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, ao menos três dezenas de intervenções operacionais precisaram ser realizadas no trecho para conter riscos e interditar o tráfego durante temporais.

O ponto voltou a chamar atenção no início deste ano, após uma forte chuva atingir Campo Grande no dia 6 de janeiro. Na ocasião, quase 30 milímetros de chuva foram registrados em apenas uma hora, provocando enxurradas, abertura de crateras e destruição parcial do asfalto na Avenida Rachid Neder, entre as ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa.

A força da água arrancou placas de asfalto e obrigou a interdição do trecho, que permaneceu fechado por vários dias para reparos emergenciais. Motoristas enfrentaram congestionamentos e desvios improvisados em uma das principais ligações da região central da cidade.

Apesar da recorrência dos episódios, a solução definitiva segue sem previsão de execução. Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, o projeto de macrodrenagem para conter os alagamentos na região da rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel existe desde 2018 e prevê a implantação de galerias pluviais, bacias de amortecimento e estruturas de contenção nas margens do Córrego Segredo.

Inicialmente estimada em R$ 120 milhões, a obra hoje tem custo calculado em aproximadamente R$ 200 milhões e ainda depende de viabilização financeira para sair do papel.

No inquérito, o MPMS ressalta que a gestão adequada do sistema de drenagem urbana é obrigação constitucional do Município e afirma que poderá adotar medidas judiciais caso as omissões persistam.

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