Cidades

Baixa

Com fim dos penduricalhos, busca por concurso do MPMS cai 32%

Com lista divulgada nesta quinta-feira, concurso traz 1.364 pessoas aptas, enquanto o certame anterior contou com 2003 inscrições

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Um comparativo entre os últimos dois concursos traz uma queda de 32% no número de inscrições aprovadas em certames para promotor substituto do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, queda que acontece em paralelo com o fim dos "penduricalhos" destinados aos magistrados de todo o país. 

Divulgado nesta quinta-feira (6), o número de inscrições deferidas no XXXI Concurso Público traz 1.364 pessoas aptas, enquanto o certame anterior, realizado em 2025, contou com 2003 inscrições. 

Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu regras rígidas para limitar verbas indenizatórias e gratificações de para juízes e integrantes do Ministério Público.

A decisão restringe esses pagamentos extras a um total de 70% do teto constitucional (sendo até 35% em indenizações e 35% em adicionais por tempo de serviço), visando conter salários que superam o limite  constituconal de R$ 46.366,19.

Desvalorização 

Em simultâneo a decisão do STF, o desembargador Ary Raghiant Neto de deixar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), ação que reacendeu o debate sobre a valorização da magistratura no país em um momento em que o próprio tribunal registrava pagamentos mensais que ultrapassavam, com folga, o teto constitucional.

O magistrado anunciou que deixaria o cargo após três anos e três meses na Corte, enquanto dados do portal da transparência mostravam salários brutos de até R$ 230 mil em fevereiro a desembargadores. 

Na ocasião, a saída foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário da Justiça e assinada pelo presidente do tribunal, desembargador Dorival Renato Pavan.

Raghiant afirmou que a decisão foi tomada após uma reflexão pessoal e profissional.“Foi uma decisão difícil, mas bem pensada”, declarou.

Embora tenha destacado o bom acolhimento recebido no tribunal, o desembargador explicou que a decisão foi motivada por razões familiares e profissionais, além do desejo de retomar a advocacia, carreira que exerceu por mais de 30 anos, com atuação reconhecida nas áreas tributária e eleitoral. Para ele, no entanto, sua decisão também revela um cenário mais amplo que merece atenção.

“Gostaria que essa decisão servisse como alerta para a classe política e para a sociedade. É preciso olhar com mais atenção para a magistratura, para que outros magistrados não se sintam desmotivados a permanecer na carreira”, afirmou.

Recursos

Para os candidatos que tiveram a inscrição indeferida ou que desejam contestar a sua situação nas listas de reserva de vagas, o prazo para interposição de recursos começa às 08h desta sexta-feira (7) e segue até às 23h59 do dia 11. O resultado deve ser divulgado no próximo dia 13.

Todo o procedimento deve ser realizado exclusivamente de forma digital, por meio da "Área do Candidato", no portal da Fundação Fapec. A organização alerta que não será permitida a inclusão de documentos complementares neste momento, e que recursos enviados por correio ou e-mail serão sumariamente descartados.

Depois da homologação definitiva das inscrições, começam as provas.  No dia 17 de maio, os candidatos enfrentarão a primeira etapa do concurso: a prova preambular (objetiva).

O gabarito preliminar será divulgado no dia 19 de maio. Do dia 20 até o dia 24, correrá o prazo para recursos. Os locais de prova serão comunicados em edital próprio, a ser publicado em breve.

Para as próximas fases, também haverá publicação específica informando datas e locais. O processo seletivo tem sete fases:  prova preambular, provas escritas, avaliação psicotécnica, investigação social, provas orais, prova de títulos e exame de sanidade física e mental. São 8 vagas ofertadas.

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Diário oficial

Após exoneração, Agesul ganha novo diretor-presidente

Gil Márcio Franco é o mais novo diretor-presidente interino da Agesul

14/05/2026 11h00

Foto: Chico Ribeiro/Governo de MS

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Gil Márcio Franco é o mais novo diretor-presidente interino da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).

A nomeação ocorre após a exoneração do ex diretor-presidente Rudi Fiorese, que foi preso na terça-feira (13), durante a “Operação Buraco Sem Fim”, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) - Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Ele é investigado por suposto desvio milionário e fraude em contratos de manutenção viária e tapa-buracos, em Campo Grande, nos mandatos dos prefeitos Marquinhos Trad e Adriane Lopes, entre 2018 e 2025.

A nomeação do novo diretor foi publicada na manhã desta quinta-feira (14) em Diário Oficial (DOE-MS). Veja:

OPERAÇÃO BURACO SIM FIM

Sete pessoas foram presas durante a "Operação Buraco Sem Fim" do GECOC/MPMS, em 12 de maio, em Campo Grande.

Entre elas, está o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep 2017-2023) de Campo Grande e ex diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese e seu braço direito, engenheiro que atuava com cargo comissionado de assessor executivo da Sisep, Mehdi Talayeh.

Também foram presos os servidores da prefeitura Edivaldo Aquino Pereira, Fernando de Souza Oliveira e Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula.

Os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial, e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa também foram presos.

Eles são investigados por suposto desvio milionário e fraude em contratos de manutenção viária e tapa-buracos, em Campo Grande, nos mandatos dos prefeitos Marquinhos Trad e Adriane Lopes, entre 2018 e 2025.

De acordo com o MPMS, a ação visa desarticular um esquema de desvio de dinheiro público que estava sendo realizado em contratos de infraestrutura em Campo Grande.

Ao todo, 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Capital.

Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, altos valores em dinheiro vivo foram encontrados, sendo R$ 233 mil na casa de Rudi Fiorese e R$ 186 mil na residência de outro servidor, totalizando R$ 429 mil.

INFRAESTRUTURA

MP cobra solução definitiva para alagamentos na Rachid Neder após série de danos

Inquérito civil exige cronograma de obras de macrodrenagem em trecho crítico da Capital

14/05/2026 10h30

Chuva intensa registrada em janeiro arrancou parte do asfalto da Avenida Rachid Neder e voltou a expor fragilidade da drenagem na região do Córrego Segredo

Chuva intensa registrada em janeiro arrancou parte do asfalto da Avenida Rachid Neder e voltou a expor fragilidade da drenagem na região do Córrego Segredo Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para cobrar da Prefeitura de Campo Grande medidas definitivas contra os constantes alagamentos registrados no cruzamento das avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel, uma das regiões mais críticas da Capital durante períodos de chuva intensa.

A investigação é conduzida pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e foi aberta após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do órgão sobre os transtornos recorrentes enfrentados por motoristas e moradores da região. Segundo o MPMS, os episódios têm provocado prejuízos materiais, riscos à segurança e impactos diretos na mobilidade urbana.

Conforme o procedimento, o Município terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos atualizados, relatórios de vistoria e, principalmente, um cronograma concreto para execução de obras estruturais capazes de reduzir os alagamentos.

Dados técnicos apontam que o problema está ligado à insuficiência do atual sistema de drenagem diante da expansão urbana da bacia do Córrego Segredo. O MPMS destaca que medidas adotadas atualmente, como limpeza de bocas de lobo e manutenções periódicas, são consideradas paliativas e insuficientes para resolver o problema de forma definitiva.

Somente entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, ao menos três dezenas de intervenções operacionais precisaram ser realizadas no trecho para conter riscos e interditar o tráfego durante temporais.

O ponto voltou a chamar atenção no início deste ano, após uma forte chuva atingir Campo Grande no dia 6 de janeiro. Na ocasião, quase 30 milímetros de chuva foram registrados em apenas uma hora, provocando enxurradas, abertura de crateras e destruição parcial do asfalto na Avenida Rachid Neder, entre as ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa.

A força da água arrancou placas de asfalto e obrigou a interdição do trecho, que permaneceu fechado por vários dias para reparos emergenciais. Motoristas enfrentaram congestionamentos e desvios improvisados em uma das principais ligações da região central da cidade.

Apesar da recorrência dos episódios, a solução definitiva segue sem previsão de execução. Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, o projeto de macrodrenagem para conter os alagamentos na região da rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel existe desde 2018 e prevê a implantação de galerias pluviais, bacias de amortecimento e estruturas de contenção nas margens do Córrego Segredo.

Inicialmente estimada em R$ 120 milhões, a obra hoje tem custo calculado em aproximadamente R$ 200 milhões e ainda depende de viabilização financeira para sair do papel.

No inquérito, o MPMS ressalta que a gestão adequada do sistema de drenagem urbana é obrigação constitucional do Município e afirma que poderá adotar medidas judiciais caso as omissões persistam.

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