Veículo foi engolido aos poucos após asfalto ceder na Vila Margarida; proprietário afirma que pavimentação havia sido refeita horas antes e aguarda providências para retirar o automóvel
Um motorista passou por momentos de tensão na noite desta quinta-feira (15), depois que o asfalto cedeu e seu carro afundou em uma cratera na Vila Margarida, em Campo Grande. O incidente ocorreu por volta das 19h20, quando o comerciante Antônio José da Silva estacionava em frente a um mercado da região. Apesar do susto, ele conseguiu sair do veículo antes que o buraco aumentasse.
Em entrevista ao Correio do Estado, o proprietário contou que havia chegado ao estabelecimento e aguardava a saída de outro automóvel para ocupar uma vaga, quando percebeu que o chão começou a ceder sob seu Volkswagen Virtus.
“Eu senti que o solo cedeu. Desci para ver o que era e vi que estava sendo tomado pela água por baixo”, relatou.
Ao perceber a situação, Antônio procurou ajuda de pessoas que estavam próximas para tentar empurrar o carro para trás. No entanto, a abertura no asfalto aumentou rapidamente, impossibilitando a retirada do veículo.
Segundo ele, o automóvel levou cerca de meia hora para afundar completamente. Durante esse período,a parte dianteira ficou sustentada pelo para-choque, que acabou cedendo.
“O para-choque ficou preso ali na frente, mas embaixo era um buraco só, não tinha mais o que fazer”, explicou.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local ainda durante a noite. Conforme o motorista, os militares amarraram o veículo para evitar novos deslocamentos, mas a retirada dependia de um guincho.
Antônio afirmou que tentou conseguir o serviço, porém enfrentou dificuldades devido às condições do tempo.
Um dos pontos questionados pelo motorista é a realização de serviços de pavimentação no trecho poucas horas antes do incidente.
De acordo com Antônio, comerciantes da região relataram que o asfalto havia sido refeito na manhã de quinta-feira, enquanto chovia. Ele também contou que, durante a tarde, um trabalhador esteve no local para realizar mediações da pavimentação.
“Chegou um rapaz de moto e disse que o superior dele pediu que viesse fazer a medição do asfalto que tinha sido feito”, afirmou.
O motorista disse que chegou a retirar seu veículo do local a pedido do trabalhador, mas retornou ao comércio no início da noite, quando ocorreu o afundamento.
Embora tenha mencionado a existência de intervenções relacionadas à rede de gás na região, Antônio afirmou não saber qual empresa executou a pavimentação nem quem deverá responder pelos danos.
Até o momento das entrevistas, não havia confirmação sobre a causa do rompimento do asfalto ou eventual relação com os serviços realizados anteriormente.
Além dos danos ao veículo, Antônio enfrenta a incerteza sobre quem será responsável pelos custos da retirada e dos reparos. O motorista afirmou que não possui seguro e ainda não conseguiu calcular o prejuízo.
“É triste, né? Porque quem vai arcar com esses prejuízos? Ainda vou esperar para ver o que pode ser feito”, desabafou.
Segundo ele, representantes da MSgás já haviam sido informados sobre a ocorrência e deveriam realizar uma avaliação no local. O proprietário também mencionou a necessidade de verificar a situação da tubulação de água, já que havia vazamento na cratera.
Apesar da presença de pessoas que foram observar a situação, Antônio afirmou que ainda aguardava uma solução concreta.
“Eu estou aguardando aparecer alguém responsável pelo local”, disse.
O motorista pretende buscar esclarecimentos sobre a responsabilidade pelo ocorrido antes de decidir quais medidas adotará para solicitar o ressarcimento dos prejuízos.