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Monitoramento da BR-163 agora é feito a até 1,4 mil km de distância

Desde dezembro, as 477 câmeras da rodovia de MS são acompanhadas na sede nacional da Motiva, em Jundiaí, cidade a 60 km da capital paulista

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Quando ocorre um acidente na BR-163 próximo de Sonora, no extremo norte de Mato Grosso do Sul, a responsabilidade para acionar a equipe de socorro e a decisão de interditar ou não o tráfego da rodovia é tomada a cerca de 1,4 mil quilômetros de distância, no Centro de Controle de Operações (CCO) instalado na sede nacional da Motiva, em Judiaí (SP). 

Até dezembro do ano passado, as 477 câmeras instaladas ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul eram monitoradas na sede da Motiva Pantanal, às margens do anel viário de Campo Grande, na região das Moreninhas, uma distância que já chegava a 470 quilômetros de distância da divisa com o Paraná.

Mas, numa ação da concessionária para otimizar as atividades e tentar agilizar os atendimentos, o monitoramento das 3.356 câmeras espalhadas ao longo dos 5 mil quilômetros das 13 concessionarias da Motiva passou a ser feito em uma única sala, onde 30 pessoas trabalham 24 horas por dia todos os dias do ano.

Esta espécie de centro nervoso da maior operadora de rodovias do país é comandado por Elisandra de Paula Pinheiro, uma mulher de 1,5 metro pretendia ser bombeira, como seu pai, por falta de altura nem mesmo chegou a fazer concurso, como ela mesma faz questão destacar nesta sexta-feira (25) durante visita de profissionais de imprensa que durante a semana participaram a Jornada Valor de Jornalismo em Concessões e Infraestrutura, promovida pelo jornal Valor Econômico, na cidade de São Paulo. 

Primeira mulher a comandar o setor na concessionária, ela começou na atividade há mais de duas décadas como cobradora em uma praça de pedágio em Limeira (SP) e foi mudando de função até chegar ao comando da equipe que muitas vezes tem segundos para tomar decisões que podem salvar vidas. 

Elisandra deixa claro que é impossível ficar vigiando em tempo real as 877 câmeras da BR-163 e muito menos as 3,3 mil instaladas em todas as 13 rodovias vigiadas daquela sala. 

Porém, mais da metade destes equipamentos (1.471) são dotados com Detecção Automática de Incidentes. E, quando ocorre alguma anormalidade na rodovia, como um carro ou caminhão parado no acostamento, um animal solto na pista ou um acidente, estas “câmeras inteligentes” emitem um sinal e imediatamente algum dos operadores aproxima a imagem e aciona as equipes que estão em alguma das 17 bases de atendimento espalhadas ao longo da BR-163. 

Em média, estas câmeras estão instaladas a cada 1,7 quilômetro. Mas, parte delas têm capacidade de fazer zoom e ver com perfeição algo que está ocorrendo a cinco quilômetros de distância. E é exatamente isso que os operadores que estão em Jundiaí fazem quando algo atípico é detectado em Sonora, Campo Grande, Mundo Novo ou em qualquer região de Mato Grosso do Sul. 

Em todas as 17 bases de atendimento existe uma viatura de socorro. Cinco delas podem ser chamadas de UTI móvel e contam com enfermeiro e médico socorristas. As demais, tem somente com três socorristas, sendo um deles enfermeiro. 

E, em caso de acidente, normalmente a decisão sobre acionar uma ambulância com ou sem médico cabe aos operadores que estão nesta sala que é comandado pela mulher de 1,5 metro. E não é só isso, quanto mais ágil for esta pessoa que trabalha no CCO, mais rapidamente chega o socorro para socorrer as vítimas e maior a probabilidade de que vidas sejam salvas. 

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Em média, a cada 50 quilômetros está posicionada uma ambulância de socorro e se a pessoa que está em Jundiaí entender a gravidade da situação, precisa acionar duas ou mais equipes de socorro. E para garantir a segurança destes socorristas, suspende temporariamente o tráfego na rodovia. Esta decisão é tomada, geralmente, antes mesmo da chegada da Polícia Rodoviária Federal, que normalmente demora bem mais tempo para chegar aos locais dos acidentes. 

A primeira equipe de socorro chega, em média, 15 minutos depois de ser acionada, segundo Fernando Antero do Carmo, chefe das 147 ambulâncias de resgate espalhadas pelo país e que atua como socorrista em rodovias faz 28 anos. 

Chegar rapidamente ao local e prestar os primeiros socorros com agilidade é fundamental para salvar vidas. E esta agilidade, além da atenção daqueles que monitoram as câmeras, depende de equipamentos modernos para fazer o resgate. As viaturas de socorro, já contabilizando os equipamentos, chegam a custar R$ 1,5 milhão, de acordo com Fernando. 

Somente um desencarcerador de última geração, que consegue erguer até 25 toneladas, custa R$ 200 mil, explica Fernando. E, de acordo com ele, até os médicos e enfermeiros recebem capacitação para operar este e qualquer outro tipo de equipamento para retirar vítimas das ferragens. 

Se o atendimento é feito com agilidade, pacientes em parada cardíaca, por exemplo, acabam sendo reanimados. Somente no ano passado, exemplifica Fernando, foram reanimadas 38 pessoas que estavam em parada cardíaca em todas as rodovias sob responsabilidade da Motiva.

Destas, 16 voltaram para casa após dias de internação. As demais não tiveram a mesma sorte, mas 80% delas acabaram doando órgãos e salvando a vida de outras pessoas, revela Fernando ao defender a importância do trabalho dos socorristas e dos operadores que em alguns casos estão a 1,4 mil quilômetros de distância e que nunca haviam ouvido falar de Sonora, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Jaraguai, Nova Alvorada do Sul, Itaquiraí, Eldorado ou das outras cidades cortadas pela BR-163.

Mas, depois que começaram a Trabalhar no CCO na distante Jundiaí, com certeza adquiriram familiaridade com estes nomes, pois cabe a eles a tarefa de entrar em contato com os hospitais destas cidades para solicitar prioridade no atendimento de vítimas que muitas vezes vão chegar em estado grave alguns minutos depois de terem feito o aviso aos hospitais.

No de Centro de Controle de Operações de Jundiaí (SP) trabalham 30 pessoas durante 24 horas por dia de olho nas câmeras

NÚMEROS

E estes procedimentos fazem parte da rotina  destes atendentes, composta principalmente por mulheres ainda jovens, quase todas com menos de 35 anos. Do começo do ano até 20 de agosto, por exemplo, foram 497 acidentes na rodovia, sendo 130 ocorrências graves, segundo dados da PRF. Isso equivale a uma média de 2,1 acidentes diários. 

Do total de casos, 130 foram considerados graves e 38 pessoas morreram no local do acidente. Mas, o número relativo aos óbitos disparou nas últimas semanas. Somente em três ocorrências que ocorreram entre os dias 16 de agosto e 18 de setembro, 13 pessoas perderam a vida. 

Três destas vítimas chegaram a ser levadas para atendimento médico pelos socorristas acionados a partir do CCO de Jundiaí, mas por conta da gravidade dos ferimentos, não sobreviveram. Dez, porém, já voltaram ou estão prestes a voltar para casa. 

CAMPO GRANDE

Obra para fechar cratera em ciclovia começará em outubro, diz secretário

André Brandão explicou que a obra é rápida e ficará pronta em semanas

26/09/2026 11h15

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de largura

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de largura Paulo Ribas / Arquivo

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Será fechada em breve a cratera que se abriu, mais uma vez, na ciclovia da avenida Wilson Paes de Barros, bairro Santa Emília, em Campo Grande.

Ao Correio do Estado, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, revelou que os serviços de reparo começarão em outubro.

“A nossa previsão é de que no mês de outubro, agora, nós consigamos entrar com a intervenção efetiva para poder fazer a recuperação do local”, afirmou.

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de larguraAndré Brandão, secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos. Foto: Marcelo Victor

Ele ainda explicou que a obra é rápida e o que demora é para começar, por conta do monitoramento do lençol freático.

“Não vai demorar. Ali é um reparo, ali é rápido. A maior demora mesmo é para iniciar, porque eu preciso que o lençol freático recue para que a gente possa acessar a rede de drenagem com segurança, aí a partir daí a gente faça a recuperação. A partir do momento que a gente conseguir acessar ali, é questão de semanas que a gente consegue fazer e recuperar a via”, explicou.

Além do mais, detalhou o porquê as crateras se abriram duas vezes. “Nós temos ali duas situações de afundamento. Ali houve uma movimentação da rede de drenagem daquele local e aí ocasionou um afundamento da ciclovia. Nós estamos com monitoramento ali já há alguns meses, mas o lençol freático ali naquela região é muito raso e ele está acima da rede de drenagem”, detalhou.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, máquinas da empresa Equipe Engenharia já estão no local para começar os reparos.

Com isso, a expectativa é que ciclistas trafeguem normalmente na ciclovia, sem precisar desviar e acessar a avenida, a partir de novembro de 2026.

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de larguraCiclistas precisam desviar de cratera. Foto: Paulo Ribas/arquivo

DE NOVO

Esta é a segunda vez que a cratera reabre no local. Em abril de 2025, o asfalto cedeu, abriu-se um buraco gigantesco e a ciclovia teve que ser interditada.

Meses depois, foi fechada e reparada pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, em junho de 2026, a cratera reabriu de novo, dessa vez, com aproximadamente três metros de profundidade e quatro metros de largura. Além disso, são duas crateras que se abriram, uma próximo a outra.

Agora, o local está interditado novamente e ciclistas precisam desviar da ciclovia para não cair no buraco.

VAREJO

Com matriz em Campo Grande, Grupo Pereira compra 21 lojas do Carrefour

Dona das bandeiras Comper e Fort Atacadista e com forte presença em Mato Grosso do Sul, companhia amplia operação nacional com aquisição estimada em R$ 360 milhões

26/09/2026 11h00

Grupo Pereira, dono das redes Comper e Fort Atacadista e com matriz em Campo Grande, fechou acordo para adquirir 21 unidades do Carrefour Bairro em São Paulo e no Distrito Federal

Grupo Pereira, dono das redes Comper e Fort Atacadista e com matriz em Campo Grande, fechou acordo para adquirir 21 unidades do Carrefour Bairro em São Paulo e no Distrito Federal Divulgação

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O Grupo Pereira, que mantém sua matriz em Campo Grande e é dono das redes Comper e Fort Atacadista, fechou acordo para comprar 21 lojas do Carrefour Bairro, em uma operação estimada pelo mercado em R$ 360 milhões. A aquisição amplia a presença nacional de uma companhia que tem Mato Grosso do Sul como um dos principais mercados de sua operação.

As unidades negociadas estão fora de Mato Grosso do Sul: 15 ficam no Estado de São Paulo e seis no Distrito Federal. O valor da transação não foi oficialmente divulgado pelas empresas e a conclusão do negócio ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Pereira ocupa a sétima posição entre as maiores redes supermercadistas do País e registrou faturamento de R$ 17,5 bilhões.

A companhia reúne atualmente 194 unidades de negócio, sendo 117 voltadas ao varejo alimentar, e emprega aproximadamente 24 mil trabalhadores.

Apesar de ter sido fundado em Itajaí, em Santa Catarina, em 1962, o Grupo Pereira estabeleceu em Campo Grande a sua matriz. A sede fica na Rua Brilhante, na Vila Bandeirante.

Mato Grosso do Sul também se tornou um dos principais mercados da companhia. Conforme o balanço ambiental e social de 2025 do próprio grupo, o Estado contava com 10 unidades do Fort Atacadista e 11 supermercados Comper.

A estrutura em MS inclui ainda sete unidades da Farmácia SempreFort, três restaurantes, operações da Pera Turismo, Perlog, posto de combustível e da Broker Pantanal Distribuição.

A presença do grupo também avançou para o interior sul-mato-grossense nos últimos anos. Em 2022, a companhia iniciou uma nova fase de expansão das marcas Comper e Fort Atacadista para cidades do interior de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, movimento classificado pela própria empresa como parte de sua estratégia de crescimento regional.

Em São Paulo, as 15 lojas adquiridas representarão a estreia da bandeira Comper no varejo supermercadista paulista. O grupo já está presente no Estado com Fort Atacadista, Atacado Bate Forte e Farmácia SempreFort.

No Distrito Federal, onde já opera unidades do Fort Atacadista e do Comper, a aquisição vai reforçar principalmente a presença da rede de supermercados. Após a incorporação dos novos pontos, a companhia prevê chegar a dez lojas Comper no DF, incluindo unidades em regiões como Asa Sul, Asa Norte e Lago Sul.

A expansão ocorre enquanto o Carrefour segue caminho diferente e reduz sua exposição ao formato de supermercados tradicionais.

A companhia francesa informou que a venda faz parte da revisão de seu portfólio no Brasil e da estratégia de concentrar recursos nos formatos considerados prioritários, principalmente Atacadão, hipermercados Carrefour e Sam’s Club. No segmento de proximidade, a empresa continuará com a bandeira Carrefour Express.

Até a conclusão da operação e a autorização dos órgãos competentes, as 21 unidades negociadas continuarão funcionando normalmente sob a atual operação.

De SC a Campo Grande

A história do Grupo Pereira começou em 1962, em Itajaí (SC), mas Mato Grosso do Sul ganhou importância na expansão da companhia. A chegada a Campo Grande ocorreu inicialmente por meio da operação atacadista, e a Capital posteriormente passou a abrigar a matriz do grupo.

Hoje, o endereço institucional da companhia está na Rua Brilhante, nº 1.988, em Campo Grande, enquanto a empresa também mantém escritório em São Paulo.

A aquisição das lojas do Carrefour ocorre em meio a uma sequência de movimentos de expansão. Em 2025, o grupo assumiu operações dos Supermercados Schmit, em Santa Catarina, e, neste ano, incorporou a rede Comercial Celeiro, também catarinense.

Com a nova negociação, a empresa controladora de marcas conhecidas dos consumidores sul-mato-grossenses amplia sua presença justamente em dois dos maiores mercados consumidores do País: São Paulo e Distrito Federal.

**Com informações da CNN**

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