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Morador de Ponta Porã viraliza após picotar havaianas com "facão do Bolsonaro"

Homem cortou vários pares de chinelo após propaganda da marca com atriz Fernanda Torres

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Um morador de Ponta Porã, cidade situada na fronteira com o Paraguai viralizou nas redes sociais após cortar vários pares de chinelos da marca Havaianas com um facão que traz a inscrição "Bolsonaro 22". A gravação circula em meio à polêmica envolvendo uma recente campanha publicitária da marca junto à atriz Fernanda Torres, fato que motivou críticas de políticos ligados à direita.

Nas imagens, o homem, identificado como "Funcho", aparece golpeando os chinelos enfileirados com o facão. Enquanto a ação é registrada, outro homem narra a cena e faz comentários de cunho político. "Aqui em Ponta Porã é raiz, Mato Grosso do Sul. Aqui não tem essa história de Havaianas, não", diz. Em seguida, completa: "Aqui é Bolsonaro, entendeu? Não tem essas palhaçadas não, não existe. Aqui é homem, tem posição, não se vende por qualquer trocado".

Após destruir os chinelos, o autor da ação comemora e provoca: "Vê se vocês usam isso daqui ainda".

A repercussão do vídeo ocorre em meio a uma polêmica nacional envolvendo a Havaianas, após a atriz internacional estrelar uma nova campanha da marca. O comercial gerou reações negativas de parlamentares de todo o país, que interpretaram a peça como uma crítica indireta ao bolsonarismo.

Entre eles, o deputado federal sul-mato-grossense Rodolfo Nogueira (PL), conhecido como "Gordinho do Bolsonaro", chegou a pedir boicote à marca. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar descartou seus chinelos no lixo e afirmou que não voltaria a consumir o produto.

"Passei a minha vida inteira usando chinelo Havaianas, mas infelizmente, como eu não vou poder virar 2026 com o pé direito, aqui em casa vai pro lixo. Havaianas aqui na minha casa não entra mais", disse. Ele ainda afirmou que passaria a virada do ano ouvindo Zezé Di Camargo.

Na propaganda que motivou a reação, Fernanda Torres utiliza um jogo de palavras com a expressão popular "começar o ano com o pé direito". No vídeo, a atriz diz:

"Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar: sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés. Havaianas, todo mundo usa, todo mundo ama."

A campanha também foi criticada por outros nomes da direita, como Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), que enxergaram na mensagem uma indireta política. Em publicação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que acreditava que a marca era um "símbolo nacional" e disse ter se enganado, antes de classificar a atriz como "declaradamente de esquerda".

A publicação do deputado reúne mais de 160 mil curtidas e cerca de 15 mil comentários. Por sua vez, o vídeo do ponta-poranense agradou bolsonaristas, mas causou deboche em meio à ala esquerdista. 

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SEGURANÇA PÚBLICA

Crimes de pistolagem tem salto em julho e somam oito vítimas na Capital

Último caso ocorreu no fim da tarde de ontem, no Bairro Los Angeles, quando um homem foi executado com seis tiros

24/07/2026 08h00

Homem de 40 anos foi executado com seis tiros na tarde de ontem, no Bairro Los Angeles, em Campo Grande; caso é investigado

Homem de 40 anos foi executado com seis tiros na tarde de ontem, no Bairro Los Angeles, em Campo Grande; caso é investigado Divulgação

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Depois de um novo caso esta semana, Campo Grande chegou a, pelo menos, oito vítimas executadas com indícios de pistolagem somente neste mês, segundo levantamento feito pelo Correio do Estado. Os casos geralmente são motivados por rixas no mundo do tráfico de drogas ou dívidas.

O crime mais recente ocorreu no fim da tarde de ontem, no Bairro Los Angeles. Leandro Martinez Ortiz, de 40 anos, foi morto com seis tiros enquanto estava em frente de casa.

Segundo a polícia, dois homens em uma moto chegaram ao local e atiraram contra a vítima, que estava sentada e de costas para os autores. Até o fechamento desta matéria não havia sido divulgada a motivação do crime.

A morte anterior havia acontecido na quarta-feira, quando o empresário Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, foi executado na calçada em frente ao imóvel que ele estaria reformando, onde esperava um eletricista no momento do crime.

Enquanto aguardava o prestador de serviço, dois homens em uma motocicleta chegaram atirando contra a vítima, que ainda correu para dentro do imóvel, mas foi atingido e morreu no quintal da casa.

Com essa morte, a Capital chegou a sete vítimas por execução a tiros. A maioria desses crimes está ligada a disputas de facções criminosas ou a dívidas. Tanto que, neste caso mais recente, a suspeita inicial da equipe de policiais é de que a vítima atuava como agiota e o valor de R$ 600 mil seria a motivação do crime.

De acordo com o portal de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram registradas 82 vítimas de homicídio doloso (quando há a intenção deliberada de matar ou quando o autor assume o risco de produzir o resultado fatal) em Campo Grande este ano, sendo 13 somente neste mês.

A pena para os autores de homicídio é de 6 anos a 20 anos, podendo ser aumentada ou diminuída a depender da motivação do crime, da idade dos condenados, da dinâmica do assassinato, conforme consta no Artigo nº 121 do Código Penal Brasileiro.

CASOS

O primeiro assassinato a pistolagem registrado neste mês na Capital aconteceu no dia 8, na Rua Barbacena, esquina com a Rua Indianápolis, no Bairro Jardim Noroeste.

Na ocasião, Lucas Barreto Pericena, de 31 anos, caminhava em direção a uma praça quando foi surpreendido por dois homens. Um deles disparou duas vezes contra a vítima, atingindo-a na cabeça.

Ainda com sinais vitais quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, Lucas foi encaminhado à Santa Casa, mas teve sua morte cerebral declarada horas depois.

Cerca de duas semanas depois do caso, Leonardo Ribeiro de Carvalho, de 19 anos, apontado como suspeito de envolvimento na morte de Lucas, foi preso.

No dia 14 de julho, os corpos dos jovens Lucas Lima de Oliveira e Tiago Salles Pereira foram encontrados em uma estrada vicinal que liga a BR-262 à MS-040, próximo a Campo Grande.

Ambos estavam com marcas de tiros e a uma distância de 10 metros um do outro. O caso continua em investigação pela Polícia Civil.

No dia 17, Felipe Pereira dos Santos, de 20 anos, morreu após ser executado por dois homens que estavam em uma moto, no Parque do Lageado. A vítima chegou a receber atendimento no Centro Regional de Saúde (CRS) do Aero Rancho, mas morreu ainda na unidade de saúde. Os suspeitos ainda não foram identificados.

Três dias depois, André Oliveira dos Santos, de 16 anos, morreu após ser alvejado por 12 tiros dentro da própria residência, no Bairro Vila Nhanhá, em Campo Grande. A vítima estava deitada no sofá da sala, quando o autor invadiu o imóvel, efetuou vários disparos e fugiu rapidamente do local.

Durante as diligências, os policiais receberam a informação de que o adolescente assassinado teria se envolvido em uma discussão, dias antes do homicídio. O motivo do desentendimento não foi esclarecido, mas esse fato passou a integrar a linha de investigação conduzida pelos policiais.

Na noite de domingo, Maurilho Murer Chaves, de 36 anos, foi assassinado a tiros no estacionamento de uma pizzaria na Rua Paraíba, no Bairro Jardim dos Estados.

A suspeita é de que a ação foi motivada por um possível acerto de contas, já que ele era apontado como um dos líderes do tráfico de drogas na região da Vila Nhanhá, acumulando seis passagens anteriores à sua morte.

*SAIBA

Para se ter uma ideia, nos municípios considerados na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul pela Sejusp, 44 ao todo, foram registrados 126 assassinatos neste ano, dos 285 contabilizados em todo o Estado até quarta-feira.

Encerramento

Prouni: prazo para comprovar informações de inscrição termina na sexta

Documentação está descrita no edital do processo seletivo

23/07/2026 22h00

Foto: José Cruz / Agência Brasil

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Termina nesta sexta-feira (24) o prazo para que os candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 entreguem a documentação que comprove as informações prestadas no ato da inscrição na instituição privada de ensino superior para a qual foram pré-selecionados

Os candidatos podem conferir diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni se estão na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 15.

Documentação

A documentação comprobatória está descrita no edital do processo seletivo.

A entrega da documentação poderá ser feita presencialmente na respectiva faculdade privada ou encaminhada por meio virtual/eletrônico, conforme determinado pela instituição.

No momento em que receber os documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega da documentação ao recebê-la do candidato.

A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares. 

Bolsas de estudo

O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integraisem 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.

Do total de bolsas ofertadas,219.725 são integrais e 251.579parciais.

Ações afirmativas

O programa reserva vagasa candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.

Para pessoas com deficiência,foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência,as demais 247.059 bolsas de estudo.

Segunda chamada
Os candidatos que não foram convocados na primeira chamada do Prouni poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.

Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital. 

Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade da instituição privada, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.

Cronograma

  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada: de 15 a 24 de julho;
  • resultado da segunda chamada:5 de agosto; 
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada:5 a 14 de agosto;
  • lista de espera:26 e 27 de agosto; 
  • resultado da lista de espera:1º de setembro;
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera:1º a 14 de setembro.

Prouni

O Programa UniversidadeparaTodos tem comopúblico-alvo o estudantebrasileirosem diploma de curso superior.

Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos. 

A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.

Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.

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