Cidades

RECEPTAÇÃO

Morador é preso em casa
que servia para desmanche
de motos

Fato ocorreu ontem, Avenida Evelina Selingardi, no Parque Lageado, na Capital

LAURA HOLSBACK

19/11/2015 - 06h44
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Rapaz, de 26 anos, foi preso ontem (18), na casa onde morava, na Avenida Evelina Selingardi, no Parque Lageado, região sul de Campo Grande, com uma uma moto, modelo YBR, com registro de roubo, a qual alegou ter comprado. No entanto, policiais encontraram vestígios de que o local servia como ponto de desmanche.

De acordo com informações da Polícia Militar, a casa foi descoberta depois de denúncia anônima. Por lá, havia a moto, sem rodas. Questionado, o morador disse que o veículo havia sido comprado por R$ 1 mil e que tinha pago a entrada de R$ 500, para um desconhecido.

Em revistas pelo imóvel, foram encontrados alicates de pressão e chave de boca. Ferramentas que, geralmente, são usadas para desmanchar motos roubadas ou furtadas para revender as peças no mercado paralelo.

O rapaz foi encaminhado à delegacia plantonista da Vila Piratininga e responderá por receptação.

 

 

Crescimento

De filhas para mãe: empreendedorismo multiplica renda e empodera família no interior de MS

Família de Bataguassu registra crescimento de até 400% no faturamento e celebra um Dia das Mães

09/05/2026 16h00

Foto: Divulgação

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O roteiro tradicional ensina que as mães guiam os passos das filhas para o mundo. Mas em Bataguassu, no interior do Estado, o amor inverteu a ordem natural das coisas para salvar uma família. Após uma cirurgia na coluna que a impediu de continuar trabalhando como doméstica, Gizelda Fatima Marques viu a tristeza tomar conta da sua rotina.

Diante desta situação, suas filhas, a cabeleireira Esther Dariene e a consultora de beleza Jaqueline Marques, lhe estenderam a mão por meio do projeto Costura Sustentável. Ali, entre linhas e retalhos, além de reencontrar a alegria, Gizelda se descobriu empreendedora.

Hoje, as três formam um verdadeiro ecossistema de negócios familiares, impulsionado pelas iniciativas de capacitação da MS Florestal e projetos do Programa Bracell Social. Enquanto Gizelda atua no Projeto Costura Sustentável, as filhas integram o projeto Dona Della, que estimula o empreendedorismo feminino. O resultado dessa união vai muito além do afeto: é matemático e visível no avanço financeiro e estrutural da família.

Jaqueline, de 44 anos, encontrou no empreendedorismo uma tábua de salvação após enfrentar o maior luto de sua vida: a perda de seu filho de 19 anos em 2023. Atendendo ao último pedido do jovem, que desejava ver a mãe se cuidando, ingressou no setor de beleza, onde, por meio do projeto Dona Della, o impacto foi imediato.

O faturamento mensal de Jaqueline teve um avanço superior a 400%, o que contribuiu para a conquista de um espaço climatizado próprio, onde treina sua própria equipe de vendas e concilia o trabalho com os cuidados de seu filho caçula, que é autista e possui TDAH.

Esther, que atua como cabeleireira, também transformou sua realidade. Com o networking e o incentivo do projeto, dobrou sua carteira de clientes e prepara a inauguração de um novo salão de beleza, focado em um conceito moderno de atendimento na cidade.

Coordenadora de Responsabilidade Social da MS Florestal, Michelle Oliveira, destaca que os números alcançados pela família refletem o verdadeiro objetivo das iniciativas na região.

“Quando investimos na capacitação de mulheres, o impacto não fica restrito a um único negócio; ele reflete para toda a família e para a comunidade local. O caso da dona Gizelda e de suas filhas materializa o propósito da companhia no Mato Grosso do Sul: fornecer ferramentas reais para que o empreendedorismo seja um motor de conexão, dignidade e desenvolvimento socioeconômico. É a prova de que o conhecimento aliado à oportunidade transforma realidades”, afirma.

A rotina da casa da família Marques mudou. As conversas triviais do dia a dia deram espaço a debates sobre vendas, estratégias de negócios e criatividade. O apoio é mútuo, a ponto de Jaqueline atuar como maquiadora oficial das mulheres do Costura Sustentável para a produção do catálogo de vendas do grupo da mãe.

"Trouxe propósito, união e devolveu a alegria da nossa mãe, e isso transformou toda a nossa família", reflete Esther. "Na verdade, fomos nós que apresentamos o projeto para ela. A ideia inicial era apenas ocupar a mente, trazer uma distração emocional. Hoje, a costura faz parte da identidade dela e gera renda. Foi uma transformação muito bonita de acompanhar".

Para Jaqueline, a palavra que define a mãe é força. "Crescemos vendo o quanto ela sempre lutou por nós, nunca desistiu e sempre acreditou que dias melhores viriam. Hoje, olhamos para trás e vemos o quanto crescemos juntas. Conseguimos sonhar em conjunto, traçar metas financeiras e objetivos de vida. Tornamo-nos mais seguras, mais preparadas e ainda mais unidas", relata.

Para a matriarca Gizelda, o Dia das Mães de 2026 coroa uma jornada de reinvenção. "A Costura Sustentável me ensinou que nada é 'fim', tudo pode se transformar. E esse projeto veio como uma nova linha na minha história, reforçando que nunca é tarde para aprender, evoluir e sonhar maior", comemora.

Missão cumprida

Sobre ver as filhas trilhando o caminho dos negócios, o sentimento é de missão cumprida. "Hoje, além de mãe e filhas, somos parceiras de jornada. A gente troca ideias, incentiva uma à outra e celebra cada conquista juntas. É um Dia das Mães com ainda mais união, respeito e admiração. A gente ensina muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. Ver que elas estão trilhando o próprio caminho me enche de orgulho e me mostra que plantei boas sementes", finaliza dona Gizelda.

De modo geral, os projetos revelam na prática, como investimento social estruturado gera impacto mensurável: renda ampliada, novos negócios, autonomia financeira e fortalecimento comunitário. É a prova de que, quando mulheres têm acesso a capacitação e oportunidade, o desenvolvimento acontece, seja dentro de casa, no bairro e na economia local. 

Saiba*

MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta.

 

Bracell Social é um programa de investimento social, alinhado às diretrizes do Grupo RGE, norteado por 3 pilares (3E’s – Educação, Empoderamento e Bem-estar). Realiza projetos que contribuem com o desenvolvimento das comunidades locais, conectando a inclusão social e a sustentabilidade, de modo que as pessoas possam desenvolver suas capacidades individuais e ter acesso a oportunidades para uma vida melhor.

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BATISTA E FEFFER

Preço da celulose e minério despenca e ricaços perdem bilhões em MS

Na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, preço dos minérios exportados caiu 60%. Cotação da celulose encolheu 16%.

09/05/2026 13h00

Nos 4 primeiros meses do ano foram produzidas 890 mil toneladas de celulose na fábrica da Suzano de Ribas, ativada em julho de 2024

Nos 4 primeiros meses do ano foram produzidas 890 mil toneladas de celulose na fábrica da Suzano de Ribas, ativada em julho de 2024

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O plantio de novas florestas de eucaliptos e a construção de uma nova fábrica de celulose seguem a todo vapor em Mato Grosso do Sul. Da mesma forma estão os investimentos na extração e exportação de minério de ferro. Os dois setores estão nas mãos das famílias Feffer e Batista, duas das famílias que aparecem entre as quatro mais ricas do País. E, apesar do boom nos dois setores, os detentores dos negócios deixaram de faturar bilhões nos últimos meses. 

Isso ocorre porque os preços da celulose e dos minérios estão em queda livre no mercado externo, o que acende um alerta em dois dos mais importantes setores da economia de Mato Grosso do Sul. A cotação do minério de ferro despencou 60% e a da celulose, quase 16% na comparação entre o primeiro quadrimestre do ano passado com igual período de 2026.

Por conta da retração, no primeiro quadrimestre deste ano os dois grupos econômicos que controlam as três fábricas de celulose no Estado deixaram de faturar em torno de R$ 900 milhões. A família Feffer é dona da Suzando e a Batista, da Eldorado.

Nos primeiros quatro meses deste ano o volume exportado chegou a 2,21 milhões de toneladas, igualando as vendas externas de 2025. O faturamento, porém, caiu de US$ 1,124 bilhão para US$ 941 milhões. Isso significa quase US$ 183 milhões, ou R$ 900 milhões, a menos por um volume igual. 

Os dados, que fazem parte da Carta de Conjuntura das Vendas Externas, elaborados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,  revelam que o preço médio da tonelada nos quatro primeiros meses do ano passado foi de 506 dólares. No primeiro quadrimesre deste ano, as empresas Suzano e Eldorado faturaram apenas 426 dólares por tonelada. 

A retração de preços não é fenômeno recente. Já são pelo menos 18 meses de recuos contínuos. No consolidado de 2025, as duas indústrias de Três Lagoas e a de Ribas do Rio Parde deixaram de faturar R$ 4,5 bilhões se os preços forem comparados com os do ano anterior.

Em 2025, o volume exportado cresceu 48% , mas o faturamento em dólar cresceu apenas 17%, passando de U$ 2,633 bilhões para U$ 3,111 bilhões. Isso significa que, em média, o valor da tonelada caiu de 572,39 dólares para 451,34 dólares. 

Em novembro do ano passado, o comando da Suzano, maior produtora de celulose do mundo, alertou que o setor da celulose estava correndo risco de colapso global, uma vez que os preços estavam insustentáveis. 

A explicação para a queda, segundo a empresa, era o aumento seguido da oferta e a queda no consumo, principalmente da China. Diante disso, a saída seria reduzir a produção. Esta retração, porém, não está ocorrendo nas indústrias de Mato Grosso do Sul, que ainda operam no azul. 

MINÉRIOS

No caso da exportação de minérios, a situação é bem mais crítica. Nos primeiros quatro meses do ano passado, também com base dos números da Carta de Conjuntura, o faturamento por tonelada foi de US$ 50,00. Agora, este valor médio despencou 60% e está em apenas US$ 20,00. 

No primeiro quadrimestre de 2025 foram exportadas 1.947.258 toneladas de minério de ferro, principalmente com as vendas feitas pela empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista atuante nas morrarias de Corumbá. Estas vendas garantiram faturamento de US$ 97,4 milhões. 

Neste ano, o volume das exportações aumentou em quase 58%, chegando a 3.019.431 de toneladas, mesmo com o baixo nível do Rio Paraguai nos primeiros dois meses do ano. O faturamento, porém, foi despencou mais de 35%, ficando em US$ 62,8 milhões.

ABASTADOS

Conforme dados da revista Forbes, a família Batista, dona da Eldorado Celulose e da mineradora  LHG Minig, acumula fortuna de R$ 50 bilhões e é a terceira mais rica do Brasil. Logo depois dela aparece a família Feffer, dona da Suzano, à qual é atribuído um patrimônio da ordem de R$ 19 bilhões.

Em primeiro e segundo lugar neste ranking dos super ricos estão, respectivamente, a família Moreira Sales, dona do banco Itaú, e a família Marinho, dona da rede Globo.

Família Moreira Salles (R$ 128 bilhões)
Família Marinho (R$ 51 bilhões)
Família Batista (R$ 50 bilhões)
Família Feffer (R$ 19 bilhões)
Família Setubal (R$ 9,95 bilhões)

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