Cidades

FAVELA HOMEX

Moradores entram com ação para regularizar situação com Energisa

Há denúncias de religamento dos ‘gatos’ no local durante a madrugada

ALÍRIA ARISTIDES

12/07/2019 - 15h38
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Após operação promovida pela concessionária de energia elétrica, a Energisa, em parceria com a Polícia Militar, visando o corte de ‘gatos’ na favela do Homex e moradores afetados bloquearam trecho da BR-163, ação foi realizada na manhã de hoje (12) para organizar ação civil pública para regularização no fornecimento de energia elétrica. Há denúncias de religamento das ligações clandestinas no local durante a madrugada. 

Equipe da Defensoria Pública esteve no ponto de bloqueio ontem e, após diálogo, convenceu os manifestantes a liberarem o fluxo de veículos, além da propor coleta de material que possam dar subsídio para entrada da ação. O desligamento das ligações clandestinas ocorreu no bairro Centro Oeste .

O defensor público e coordenador do Núcleo de Defesa do Consumido, rHomero Medeiros, afirmou que a ação realizada na manhã de hoje é continuação dos trabalhos iniciados ontem. “Estamos vendo a população, a quantidade de idosos, deficientes, pessoas que dependem do uso da energia elétrica para sobreviver, como pessoas que usam insulina, pessoas que tomam medicação de alto custo que guardam na geladeira e que estão perdendo, inalações diárias”. 

Atendendo desde 8h30 a ação contou com colaboração dos moradores. Líderes da comunidade responsáveis pela organização da paralisação na BR-163 participam da coleta de materiais em parceria com a Defensoria Pública e afirmam que mais de 2000 casas e barracos estão sem luz. Um dos representantes, Leodomar Rodrigues (40), atualmente desempregado, relata que foram surpreendidos com a operação de desligamento de energia: “Vieram aqui e cortaram a luz sem avisar, sem deixar a gente tomar precaução de tirar as crianças e quem precisa de remédio”. 

Para o mestre de obras Wilson Vasques (46), residente do local há mais de 2 anos, o diálogo entre partes é importante: “Estamos reunidos aqui para reivindicar a energia dentro da nossa comunidade. Gostaríamos de sentar com representantes da Energisa para achar um meio termo até que regularize a energia na nossa comunidade”. Wilson relata ainda outros problemas da favela, como falta de água e saneamento básico.  

Atendendo os ocupantes da área do Homex no processo de reintegração de posse que se estende desde 2017, a defensora pública Claudia Bossay Assumpção Fassa, membro do Núcleo de Defesa do Consumidor, enfatiza a necessidade de tratar situações como a atual de forma humanitária: “A ação de hoje é extremamente importante porque a energia elétrica é um bem essencial. Aqui tem pessoas doentes, crianças que precisam de atenção do poder público. O que temos de mais importante para fazer agora é tentarmos reverter a situação”. 

 

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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