Cidades

JUSTIÇA

Moradores movem ações judiciais contra mau cheiro causado pelo frigorífico JBS, em Campo Grande

Petições, 25 numa semana, cobram da empresa até R$ 75 mil de indenização por danos morais e ambientais

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Ao menos 25 ações judiciais foram movidas da semana passada para cá contra o frigorífico JBS, situado na região da Vila Nova Campo Grande. Moradores denunciam o mau cheiro produzido pela empresa e, agora, pedem indenização por danos morais e ambientais, perdas e danos. Nas petições, os moradores aos arredores da empresa cobram até R$ 75 mil pela reparação.

Queixas contra o frigorífico ocorrem há tempos, pelo mesmo motivo, contudo, os casos aumentaram desde o início deste ano.

Numa das ações, defendidas pelo escritório de advocacia Silva & Biava, é dito que:

“… a empresa opera atividade potencialmente poluidora que gera incômodo e aflição nos moradores da região, produzindo fumaça (poluição atmosférica) e exalando odores (cheiros) potencialmente danosos aos moradores da região do Bairro Nova Campo Grande, o que acarreta no recolhimento dos moradores ao interior de suas residências, fechando portas e janelas, não podendo sequer receber visitas e/ou utilizar o bem imóvel para o seu lazer, pois o cheiro e a fumaça lançados na atmosfera são insuportáveis, e pior, causadores de diversos sintomas”.

Outra questão citada nos recursos judiciais sustenta que o mau cheiro, além de incomodar os moradores tem provocado desvalorização dos dos imóveis da região.

Noutro trecho da petição, é citado que: “em atenção ao que determina o artigo 334, § 4º, I, do Código de Processo Civil, manifesta-se desde já sobre o desinteresse na realização de audiência de conciliação, eis que a prática na lide envolvendo a Requerida demonstra que esta não apresenta quaisquer propostas em audiências conciliatórias, restando sempre infrutíferas. Isto porque, antes da devida instrução processual, a Requerida não exterioriza interesse no encerramento da demanda através de acordo, motivo pelo qual requer desde já a dispensa do ato”.

A reportagem pediu um manifesto da JBS, contudo, até o fechamento deste material, a empresa não tinha respondido. Assim que isso acontecer, o texto será atualizado.

 

 

 

ALIANÇA II

Operação em MS investiga envolvimento de policiais em contrabando

Nesta 2ª fase, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em municípios do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo

23/06/2026 11h15

Cinco policiais militares foram presos por envolvimento no esquema de contrabando, na região Noroeste do Paraná

Cinco policiais militares foram presos por envolvimento no esquema de contrabando, na região Noroeste do Paraná Divulgação: Polícia Federal

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 A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a segunda fase da Operação Aliança, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática dos crimes de contrabando, de descaminho e lavagem de capitais.

A primeira fase da operação, deflagrada no início de 2026, prendeu cinco policiais militares por envolvimento no esquema de contrabando na região Noroeste do Paraná.

As investigações apontam que o grupo atuava na incorporação irregular de mercadorias pela fronteira brasileira, contando com a ajuda de agentes públicos, além de uma rede de freteiros e de motoristas responsáveis pelo transporte das cargas contrabandeadas.

Nesta segunda fase, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em municípios do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens dos investigados, expedidas pela Justiça Federal em Guaíra.

Até o momento, foram realizados dois flagrantes de contrabando e descaminho e de posse ilegal de arma de fogo, nas cidades de Umuarama (PR) e de São Paulo (SP).

A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.

INTERIOR

MS amplia valor para retomar obra em trevo de acesso à usina Vale do Ivinhema

Projeto de 2022 deveria ser entregue em março de 2024 e agora recebe o 5° aditivo em contrato que salta para R$22 milhões

23/06/2026 11h01

obras de implantação e pavimentação acontecem na rodovia estadual MS-141, com obra de arte especial no trecho que compreende a extensão de 1,20 km no entroncamento com a MS-276/BR-376

obras de implantação e pavimentação acontecem na rodovia estadual MS-141, com obra de arte especial no trecho que compreende a extensão de 1,20 km no entroncamento com a MS-276/BR-376 Reprodução/AnaurelinoRamos/ValeDoIvinhemaAgora

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Fruto de licitação aberta em 24 de outubro de 2022, as obras do trevo de acesso à Usina Adecoagro (também conhecida popularmente como 'Vale do Ivinhema', no entroncamento das rodovias MS-141 e 276) ainda não foram concluídas, motivo pelo qual o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul publicou hoje (23) em Diário Oficial mais uma ampliação no valor do contrato para tentar retomar os serviços paralisados. 

Conforme o extrato publicado nesta terça-feira (23), essa ampliação trata-se já do quinto termo aditivo ao contrato firmado entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a Prudenstaca Sociedade de Engenharia e Construções Ltda., que encontra-se com recuperação judicial, com processo principal que tramita na 5ª Vara Cível da Comarca de Presidente Prudente (SP).

Quanto aos valores, ao todo foram acrescidos exatos R$3.078.331,31 ao contrato, um aumento de 16% que fez o acordo saltar de R$19.029.415,77 para atuais R$22.107.747,08. 

Se comparado com o montante original voltado para execução de obra de implantação e pavimentação do trevo de acesso à usina Vale do Ivinhema, exatamente R$14.229.434,42 há cerca de três anos, esses aditivos já representam um aumento percentual que ultrapassa a casa de 55%. 

Retomada da obra

Mais especificamente, essas obras de implantação e pavimentação acontecem na rodovia estadual MS-141, com obra de arte especial no trecho que compreende a extensão de 1,20 km no entroncamento com a MS-276/BR-376, na divisa entre Ivinhema e Novo Horizonte do Sul.

Cabe esclarecer que esse termo "obras de artes especiais", identificado pela sigla OAE, é usado para classificar estruturas complexas que podem ser desde pontes, viadutos, túneis e até passarelas. 

Com o emprego de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul), essa obra deveria ser concluída dentro de um prazo inicial de 360 dias, com o contrato assinado em março de 2023. 

Sendo que a entrega deveria acontecer até março de 2024, até o dia 26 do terceiro mês de 2025 o trecho de obras consistia apenas em escavações feitas em frente à usina. 

Nesse mesmo período, até março de 2025, o contrato já havia saltado dos 14 milhões de reais inicialmente para R$15.135.737,56 e posteriormente para exatos R$17.695.276,25 através do terceiro termo aditivo. 

Essas mudanças e acréscimos de valores aconteceram, segundo justificativa, graças à necessidade de reprogramar a planilha de obras, que passou por alteração de quantidades. 

Ainda em 2024 os vereadores de Ivinhema encaminharam uma solicitação ao então secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Hélio Peluffo Filho, para que as obras da rotatória com viaduto em frente à usina Adecoagro fossem retomadas. 

 

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