Cidades

Violência

Motorista é morto após colisão em frente a conveniência em Campo Grande

Motorista de 40 anos foi morto com tiro no rosto após colisão em frente a conveniência na Avenida dos Cafezais; suspeito fugiu e teve carro depredado por testemunhas

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Uma colisão de trânsito registrada na madrugada deste domingo (14) terminou em homicídio e causou revolta entre frequentadores de uma conveniência no Bairro Macaúbas, localizado entre os bairros Centro-Oeste e Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, foi morto com um tiro no rosto após bater o carro que conduzia na traseira de outro veículo que estava estacionado na Avenida dos Cafezais.

O crime aconteceu em frente à Conveniência Cafezais, conhecida popularmente como "Bar da Morte", estabelecimento que ganhou notoriedade por já ter sido cenário de outros homicídios.

Após o disparo, o autor fugiu do local, enquanto testemunhas, indignadas com a violência do caso, depredaram o veículo deixado por ele na cena do crime.

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, Renato estava no local acompanhado da esposa, Cintia Souza da Silva, de 38 anos. O casal consumia bebidas no estabelecimento quando decidiu deixar a conveniência.

Ao dar partida em um GM Celta, Renato acabou colidindo na traseira de um Ford Versailles que estava estacionado logo à frente. As circunstâncias exatas da batida ainda serão apuradas pelas autoridades.

Segundo relatos de testemunhas, após o impacto, o proprietário do Versailles, identificado como Claudio Barros de Araujo, de 40 anos, desceu do veículo e caminhou até a porta do motorista do Celta. Em seguida, teria sacado uma arma de fogo e efetuado um disparo à queima-roupa.

O tiro atingiu a região do olho esquerdo de Renato. Mesmo ferido, ele ainda tentou sair do automóvel, mas caiu no chão poucos metros depois. Equipes de socorro foram acionadas, porém a vítima não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar constatou o óbito ainda no local.

Após o disparo, o suspeito fugiu antes da chegada das forças de segurança. O Ford Versailles utilizado por ele permaneceu na cena do crime.

Revolta após o crime

A execução provocou indignação entre frequentadores da conveniência e moradores que presenciaram a cena. Revoltadas com a violência e com a aparente banalidade da motivação, diversas pessoas passaram a depredar o veículo deixado pelo suspeito.

Pedras foram arremessadas contra o automóvel, que teve vidros quebrados e sofreu diversos danos antes da chegada das autoridades.

Veículo do suspeito abandonado após o homicídio

Testemunhas relataram que a reação foi motivada pela brutalidade do assassinato, ocorrido logo após uma colisão de pequena proporção.


Carro do suspeito com danos provocados por populares

 

Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram toda a sequência dos acontecimentos e deverão auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Suspeito é procurado

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia. O caso foi registrado como homicídio e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Os investigadores analisam imagens de monitoramento e realizam diligências para localizar Claudio Barros de Araujo, apontado como autor do disparo. Até a publicação desta reportagem, ele não havia sido localizado.

A motivação do homicídio ainda será esclarecida durante a investigação. As primeiras informações apontam que a discussão teve início logo após a colisão entre os veículos, mas as circunstâncias que levaram ao disparo fatal ainda serão apuradas pelas autoridades.

tragédia em SP

Prefeitura de Limeira diz que vai processar governo federal após a morte de jovem em rope jump

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada de uma altura de 40 metros sem corda e o momento foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o salto

14/06/2026 12h30

A jovem de 21 anos foi arremessada sem corda

A jovem de 21 anos foi arremessada sem corda Reprodução

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A prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, afirmou que vai processar o governo federal por omissão pela morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, neste sábado, 13. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada de uma altura de 40 metros sem corda. O momento foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o salto. Três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual - quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco.

Em nota, a gestão municipal diz que vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências de órgãos federais desde o início de 2025. Por meio da Câmara Municipal, o município afirma que encaminhou ofícios cobrando medidas de segurança.

No comunicado, a prefeitura diz que a tragédia "torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão". A prefeitura afirma que garantiu apoio à Polícia Civil no curso das investigações e se solidarizou com os familiares e amigos da vítima.

"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o governo federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", afirmou o prefeito Murilo Félix (Podemos).

Ao Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamentou "a morte trágica de uma jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto".

A secretaria afirmou que a ponte "pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares" e que "a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026".

O órgão ainda afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. O que se sabe sobre o caso

Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, sendo que três permaneceram detidas. A defesa dos presos afirma que eles têm experiência na atividade e que foi a primeira fatalidade em anos de atuação, segundo o Globo.

A corda não foi amarrada em Maria Eduarda. Em vídeos gravados por quem acompanhava o salto e publicados nas redes sociais, é possível ver três homens carregando a jovem. Depois que ela é erguida, um deles permanece atrás, observando, enquanto outros dois continuam por uma estrutura metálica. A corda estava enrolada no chão, atrás deles. Quando Maria Eduarda é arremessada, as pessoas que aguardavam o salto percebem a falta do equipamento e se desesperam.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou parada cardiorrespiratória e óbito no local.

A jovem publicou uma sequência de stories na manhã deste sábado, 13, nos quais mostrou pulseiras de identificação e o local da atividade.

Os instrutores que aparecem nas imagens usam camisas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. As contas no Instagram de ambas não estão mais disponíveis. Juntas, tinham cerca de 100 mil seguidores.

Os saltos, inclusive com crianças, eram registrados e compartilhados nas redes sociais. Em dezembro de 2025, o salto com a Entre Cordas custava R$ 130.

O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antônio de Campos, afirmou ao Estadão que "foi um erro grotesco" e que os instrutores "esqueceram metade da operação". Segundo ele, que conhece e opera comercialmente no local do salto, o protocolo tradicionalmente seguido é de conduzir a pessoa andando pela plataforma para que ela mesma pule.

O rope jumping é um esporte parecido com o bungee jumping. A principal diferença é onde o equipamento é preso - e, consequentemente, o movimento do corpo ao saltar. No bungee jump, a corda presa aos pés produz um "efeito iôiô". Já no rope jump, a pessoa é presa com cordas pela cintura e pelo peitoral, ficando "sentada" durante o salto.

Uma ciclista morreu ao cair da mesma ponte em abril de 2024. Em agosto do ano seguinte, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente no local.

Investimentos

Governo entrega R$ 72,9 milhões em obras em Porto Murtinho e foca na Rota Bioceânica

Ainda foram anunciados novos investimentos no município, que será corredor logístico de transporte de mercadorias a mercados internacionais

14/06/2026 11h30

Entrega de obras e anúncio de novos investimentos ocorreram em meio a celebração de 114 anos de Porto Murtinho

Entrega de obras e anúncio de novos investimentos ocorreram em meio a celebração de 114 anos de Porto Murtinho Saul Schramm / Governo de MS

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O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou um novo pacote de investimentos na cidade de Porto Murtinho, localizado a aproximadamente 430 quilômetros de Campo Grande. O município, que completa 114 anos, recebe um montante de R$ 72,9 milhões voltados a investimentos nas áreas de mobilidade, aviação regional e habitação. 

O objetivo, segundo o governo, é de reforçar o papel estratégico da cidade na Rota Bioceânica. 

"Nós vamos dar sequência na pavimentação dos bairros de Porto Murtinho. É uma transformação muito grande, fruto da Rota Bioceânica. A gente está comercializando com o mundo inteiro, principalmente com a Ásia e aqui vai ficar todo o desenvolvimento que a gente quer ver para o município", afirmou o governador Eduardo Riedel durante evento na cidade. 

As obras vão ampliar a segurança viária, melhorar o acesso às áreas rurais, fortalecer o atendimento à população e porporcionar melhores condições de transporte, além de valorizar a área urbana e consolidar Porto Murtinho como uma das principais portas de entrada da Rota Bioceânica na América do Sul. 

Uma das principais obras concluídas foi a pavimentação, drenagem de águas pluviais e duplicação do trecho urbano da BR-267, principal acesso ao município. 

O investimento foi de R$ 8,4 milhões e incluiu mais de 17 mil metros quadrados de pavimentação e cerca de 1,2 quilômetro de drenagem. 

Também foi entregue a nova ponte sobre o rio Amonguijá, que custou R$ 3,3 milhões. A estrutura substitui uma travessia considerada precária, oferecendo mais segurança para moradores, produtores rurais e transportadores responsáveis pelo escoamento da produção. 

Além disso, foi implantado o revestimento primário da Estrada do Firme, contemplando 83,5 quilômetros entre Porto Murtinho e o entroncamento com a MS-458. A obra de melhora da logística foi realizada com recursos de R$ 44,5 milhões. 

Na área urbana, foram investidos R$ 290 mil na iluminação pública no trecho urbano da BR-267. Ao todo, foram instalados 41 postes metálicos com luminárias de LED, aumentando a segurança e visibilidade no acesso à cidade. 

O Hospital Municipal Oscar Ramires Pereira passou por reforma e ampliação a partir de um investimento de R$ 3,94 milhões. Destes, R$ 3,3 milhões vieram do Governo do Estado. A nova estrutura conta com duas salas cirúrgicas, enfermaria com 18 leitos e um laboratório. 

Por fim, a ponto sbre o rio Tereré também recebeu melhorias a partir de R$ 2,2 milhões em recursos, melhorando as condições de tráfego e segurança. 

"Tudo o que estamos fazendo para melhorar a vida da população que vive em Porto Murtinho e para receber a Rota tem o apoio do Governon do Esado. Por isso, agradeço", afirmou o prefeito da cidade, Nelson Cintra.

Novos investimentos

Entre as ações anunciadas está a autorização para a licitação do sistema de balizamento norturo no aeródromo de Porto Murtinho, com investimentos que superam os R$ 4,1 milhões. 

Além disso, também foi autorizada a execução da sinalização viária da cidade, com recursos de R$ 868 mil. O projeto prevê sinalização vertical e horizontal, instalação de semáforos e construção de travessias elevadas em frente às unidades escolares. 

Na área habitacional, foi firmado convêncio para construção de 50 moradias do loteamento Vila Piloto. O investimento supera R$ 5,2 milhões, sendo que R$ 3,1 milhões serão aportados pelo Governo do Estado. 

A ponte Bioceânica, que interliga Porto Murtinho e a cidade de Carmelo Peralta, no Paraguai, continua em andamento. 

No lado brasileiro, estão em execução obras federais de acesso à ponte, como a ligação à BR-267. O projeto está orçado em 472 milhões e inclui uma alça de acesso de 13,1 quilômetros, um contorno rodoviário de Porto Murtinho e a construção de um Centro Aduaneiro, que será o responsável pelo controle da fronteira entre Brasil e Paraguai. 

 

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