Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Mortes por intervenção policial e violência contra mulher crescem em MS

De acordo com os dados Sejusp, 2026 já tem 74 vítimas decorrentes de mortes por intervenção legal de agentes do Estado e 15 casos de feminicídios

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Em 2025, as mortes por intervenção policial e os casos de feminicídios subiram no Brasil. Estas duas subcategorias foram as únicas com alta, de acordo com a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Todas as demais relacionadas com Mortes Violentas Intencionais (MVI) caíram, reforçando uma tendência iniciada em 2018.

Mato Grosso do Sul teve destaque justamente nestas duas subcategorias que tiveram crescimento nos casos em 2025. 

Crescimento da Letalidade Policial

Nos últimos meses, Mato Grosso do Sul teve confrontos de policiais contra os criminosos, principalmente após o assassinato do PM Marcelo Pimenta, em Corumbá, no dia 30 de junho. O ano de 2026 já tem 74 vítimas decorrentes de mortes por intervenção legal de agentes do Estado, de acordo com os dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP).

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, foram registradas 67 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2024 e 75 em 2025, o que representa uma variação de 11,1%.

Além disso, no ano passado, 12,7% de todas as mortes violentas intencionais ocorridas no MS foram decorrentes de intervenção policial, indicando que mais de 1 em cada 8 MVIs no Estado envolveu a força pública. 

Mortes decorrentes de intervenções policiais (civis e militares) em 2025

  • Policiais Civis em serviço - 24 
  • Policiais Militares em serviço -  49
  • Policiais Militares fora de serviço - 2
  • Policiais civis fora de serviço não teve registro de morte

Violência contra mulheres

O estudo também revela que, em Mato Grosso do Sul, os crimes contra mulheres aumentaram, seja em feminicídios ou lesão corporal em contexto de violência doméstica. Em 2025, teve 63 vítimas de homícidios contra elas, com uma altade 10,2% em relação ao ano anterior. O número de feminicídio também subiu, de 35 em 2024 para 39 em 2025. Neste ano, 15 mulheres já foram vítimas deste crime.

Um outro delito que aumentou significamente em MS foi o de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica. Em 2025, foram registrados 2.871 casos, alta de 19,4% em comparação com 2024, quando teve 2.385 casos.

Mato Grosso do Sul esteve muito acima de média nacional em casos de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica e ocupou a segunda colocação em crescimento. O Brasil teve alta de 2,6% em relação ao ano anterior, o que significa uma taxa de 261,7 registros por grupo de 100 mil mulheres. Isto é pelo menos 1 agressão a mulher a cada 2 minutos.

Acre teve o maior crescimento do país (21,1%), seguido por Mato Grosso do Sul (19,4%) e Amazonas (17,4%). As principais quedas foram observadas em Roraima (40,5%), Ceará (23,2%) e Amapá (19,3%).

Medida protetiva de urgência 

As mais altas taxas de medida protetiva de urgência  em 2025 foram registradas no Paraná (195,3 por 100 mil, taxa mais de três vezes acima da nacional), Rio Grande do Sul (123,7) e Rondônia (108,7). Mato Grosso do Sul teve uma taxa de 96,0. A variação foi de 21,5% em relação ao ano anterior, quando registrou uma taxa de 79,1 a cada 100 mil habitantes.

Violência psicológica

No caso do crime de violência psicológica, o crescimento à nível nacional foi de 16,9%, fechando o ano com uma taxa de 55,6 registros por 100 mil mulheres. Em números absolutos, foram 60.830 mulheres registrando esse crime.

Roraima é o estado que, em mais um ano, chama atenção, com uma taxa de 1.173,5 por 100 mil mulheres - mais de vinte vezes a média nacional - e que ainda assim teve uma queda de 27,6% dos registros em relação ao ano anterior. Mato Grosso teve a segunda pior taxa do país (192,3) e um crescimento de 70,3% dos
registros.

Mortes violentas intencionais

O Brasil registrou 40.775 casos de MVI em 2025, o que equivale a uma taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, queda de 8,2% em relação ao ano de 2024 e de 31,0% em relação a 2012, primeiro ano da série histórica publicada pelo FBSP. E essa expressiva redução é puxada, sobretudo, pela diminuição dos homicídios dolosos.

Porém, a redução observada não foi geral, sendo que sete Estados tiveram um aumento nos casos de MVI, comparado com os dados de 2024. Em termos gerais, as unidades federativas que tiveram um aumento na variação de um ano foram: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%). 

Os casos de homicídio doloso em MS somaram 486 vítimas em 439 ocorrências no ano de 2025, o que representa uma alta de 6,2% em comparação com o ano anterior.

O crime de lesão corporal seguida de morte fez 17 vítimas em 17 ocorrências no ano de 2025. Neste caso, a variação foi pequena, já que em 2024 houve 16 mortes em 15 ocorrências.

Os casos de latrocínio, roubo seguido de morte, tiveram 13 vítimas em 13 ocorrências em 2025. Número menor que as 22 vítimas e 17 ocorrências em 2024. A variação neste crime foi de -41,4%.

Segurança Pública

Maior apreensão de cocaína era apenas madeira, diz perícia da PF

As 8 carretas interceptadas em MS e MT, carregadas com 260 toneladas de toras de madeira e que levariam até 50 toneladas da droga, um recorde no Brasil, na verdade, não tinham entorpecentes

23/07/2026 08h00

Foto: Divulgação

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O resultado da perícia em 260 toneladas de madeira apreendidas em oito carretas em Corumbá e em Cáceres (MT), em junho deste ano, sob suspeita de conterem também cocaína, concluiu que a carga, na verdade, não levava nenhum tipo de droga.

Na época da apreensão, feita em parceria por Receita Federal, Polícia Federal (PF), Exército Brasileiro e forças de segurança da Bolívia, com apoio dos Estados Unidos, ela foi anunciada como a maior já realizada no Brasil.

De acordo com dados obtidos pelo colunista do Estadão Fausto Macedo, o laudo de perícia criminal da Polícia Federal diz que não havia nenhum grama de cocaína oculto na carga de 260 toneladas de aroeira apreendidas pela Operação Timber Shield no dia 20 de junho, que só foi divulgada no dia 22 daquele mês. 

No início deste mês, a polícia boliviana já havia emitido relatório que também apontava para o fato de a carga de madeira conter apenas madeira, como mostrou matéria do Correio do Estado.

Quando ocorreu a Operação Timber Shield, havia mobilização na Bolívia e no Brasil, além de apoio dos Estados Unidos, em razão de dados de inteligência terem apontado que havia um carregamento de cocaína a ser levado para diferentes países a partir de território boliviano. 

Houve mobilização no Aeroporto de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, bem como na fronteira da Bolívia com o Brasil. Durante esse trabalho investigativo, houve a localização das toras de madeira nos caminhões.

Nessa averiguação, nota da Polícia Federal apontou que havia a suspeita de haver escondido nas madeiras até 50 toneladas de cocaína em forma líquida.

Quatro carretas com toras de madeira foram apreendidas em Corumbá e outras quatro, em Cáceres (MT) - Foto: Exército Brasileiro/Divulgação

Essas suspeitas ocorreram porque houve uma apreensão recorde de cocaína em território chileno no dia 6 de junho deste ano. No país, foram localizadas 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia, que seriam distribuídas para diferentes países. 

A droga estava escondida em toras de madeira na forma líquida.

LAUDO

Apesar de o fato ter ganhado notoriedade no País inteiro, já que era a maior apreensão de cocaína já registrada na história dentro do território nacional, o fato não se confirmou durante a perícia da carga.

Conforme a coluna Estadão, o laudo foi produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da PF em Mato Grosso do Sul e concluído na sexta-feira. 

“Todos os testes e exames instrumentais descritos resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, diz o documento, conforme a coluna.
Inicialmente, eles submeteram a reagentes químicos três fragmentos sólidos de madeira comercial secos, com formato irregular e características anatômicas macroscópicas semelhantes – cor, textura e linhas de crescimento.

Os retalhos de aroeira foram encaminhados como amostras da carga de madeira que estava no semirreboque acoplado a um dos caminhões.

A suspeita era de uma possível contaminação de cocaína ou de outras substâncias proscritas, impregnadas no interior ou aplicadas em forma líquida na superfície da madeira.

A coluna ainda traz que o laudo pericial destaca que os fragmentos de madeira foram observados atentamente, buscando-se verificar suas principais características naturais e indícios macroscópicos que pudessem indicar a adsorção de substâncias em seu interior ou em sua superfície.

Os exames foram realizados no Laboratório de Química Forense do Setor Técnico-Científico e no laboratório do Instituto de Análises Laboratoriais Forense (Ialf) da Coordenadoria-Geral de Perícias para análises instrumentais complementares.

A matéria ainda traz que, após a primeira etapa dos testes, os peritos da PF se deslocaram, entre o dia 30 de junho e o dia 3 deste mês, a Corumbá para acompanhar a movimentação da carga e realizar exames adicionais, por meio coleta de novas amostras para envio ao Instituto Nacional de Criminalística.

Os caminhões com a aroeira se encontravam no porto seco dos Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa), localizado no Anel Viário de Corumbá.

A inspeção foi efetuada em campo com auxílio de cães farejadores, treinados pelo 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas da Marinha.

Também foram mobilizados soldados da 18ª Brigada de Infantaria do Pantanal para movimentação da carga e do 3º Grupamento Bombeiros Militar, para operação de motosserras e coleta de amostras da madeira.

No dia 2, entre o fim da manhã e o início do período da tarde, foi realizada a descarga das toras e dos troncos. Os técnicos recolheram nove amostras, sendo cinco de pó de madeira (serragem) e quatro de madeira cortada (lascas).

A coluna do Estadão também trouxe que os cães farejadores não indicaram a presença de material entorpecente. Foram, então, selecionadas algumas peças, de forma aleatória, e com o auxílio de motosserras e furadeiras a equipe recolheu outras nove amostras. 

Os peritos usaram um espectrômetro com laser de comprimento de onda e teste de Scott – exame químico diretamente sobre o pó de madeira e em pontos diversos dos fragmentos sob análise.

Alíquotas das amostras de serragem foram submetidas a testes preliminares de constatação no próprio local.

“Os exames realizados nas amostras recebidas e coletadas resultaram negativos para a presença da substância cocaína ou de outras substâncias consideradas entorpecentes”, trouxe o laudo.

AFETADOS

A defesa das duas transportadoras que levavam a madeira e das quatro empresas importadoras da carga afirmou que ainda não recebeu o relatório da Polícia Federal, apenas o relatório da Polícia Boliviana, o qual também havia apontado que não havia drogas entre as toras.

Segundo o advogado Leandro Lobo, a PF ficou de encaminhar os dados finais da perícia até hoje e, caso seja confirmado que a carga se tratava apenas de madeira, ele vai pedir a restituição do produto.

“Nós vamos prosseguir com a tentativa de retirada da madeira, para que ela chegue até o destino final, que era o destinatário da carga. Mas, a princípio, a gente precisa aguardar o posicionamento da Receita Federal em relação ao pagamento de diárias, que hoje estão altíssimas”, informou o advogado.

Conforme o advogado André Borges, apesar de o produto já estar retido por mais de um mês, as empresas só poderão pedir indenização caso os policiais tenham agido de má-fé.

“Polícias têm a obrigação de agir em casos como o noticiado. Às vezes, ocorre de o crime suspeitado não se confirmar. Se policiais agiram de boa-fé, não há o que reparar. Se agiram de má-fé, cabe indenização e eventual responsabilização disciplinar dos envolvidos”, explicou o jurista.

* Saiba 

Nota da Receita Federal após a apreensão diz que informações compartilhadas pelos EUA davam conta de que as apreensões realizadas no Chile e no Brasil estavam relacionadas, tendo origem no mesmo local de produção na Bolívia.

Campo Grande

Novo dono do Consórcio Guaicurus deve buscar prorrogação da concessão

Grupo goiano aposta em modelo validado pelo STF que troca alongamento da concessão de transporte coletivo por investimentos sem novos aportes públicos

23/07/2026 05h00

Em Goiânia, Grupo HP já adota ônibus elétrico no sistema de transporte coletivo

Em Goiânia, Grupo HP já adota ônibus elétrico no sistema de transporte coletivo Carlos Júnior

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A recente aquisição do Consórcio Guaicurus, em Campo Grande, pela HP Mobilidade – operadora protagonista do sistema de transporte coletivo de Goiânia (GO) – marca um movimento estratégico no setor de transportes da Capital e também do Brasil. A operação demonstra ainda que o comprador, para viabilizar os investimentos pretendidos, tem interesses que vão muito além do cumprimento do contrato atual.

Sobre os planos nacionais, o grupo HP, por meio de seu proprietário, Edmundo Pinheiro, não esconde de ninguém que pretende se tornar o maior conglomerado de transporte urbano do Brasil até 2035.

A aquisição do Consórcio Guaicurus, concessionária do transporte coletivo de Campo Grande desde 2012, é um dos primeiros grandes movimentos desse plano, assim como o atual processo de intervenção conduzido pela Prefeitura de Campo Grande.

A tendência é que a capital sul-mato-grossense se torne um laboratório para a aplicação do modelo de negócios que já colhe resultados em Goiânia, cidade de origem do grupo HP. Em Campo Grande, o grupo HP e seu proprietário, Edmundo Pinheiro, abriram a Maas Transportes, empresa que comprou o Consórcio Guaicurus e que tem um capital social de R$ 10 mil. 

Na capital goiana, o grupo HP passou a investir pesadamente, nos últimos anos, na modernização da frota e na melhoria da experiência do usuário. Goiânia é considerada uma das poucas capitais brasileiras que não enfrentam uma grave crise de financiamento do sistema de transporte coletivo.

A transformação da cidade, que culminou na conquista do prêmio internacional UITP Awards 2026, não foi resultado apenas da renovação da frota, mas também de uma engenharia jurídica e financeira inovadora. O modelo baseia-se na relicitação ou na prorrogação antecipada e patrocinada.

É esse dispositivo que o grupo HP pretende implantar em Campo Grande. No caso da capital sul-mato-grossense, a prorrogação antecipada e patrocinada desponta como o caminho mais indicado.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, já deu algumas pistas ao falar sobre a renovação da frota e a melhoria dos serviços. O interventor do Consórcio Guaicurus, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, também sinalizou nessa direção ao afirmar que os caminhos da intervenção são dois: a aditivação do contrato, com alterações em suas cláusulas, ou a decretação da caducidade da concessão, o que abriria espaço para uma nova licitação.

A aquisição do Consórcio Guaicurus indica que a primeira alternativa é a mais viável. A concessão do transporte coletivo, iniciada em 2012, vence em 2032 e pode ser renovada por mais 20 anos. É justamente essa possibilidade que despertou o interesse do operador goiano.

A prorrogação antecipada, já adotada em Goiânia, permite estender contratos vigentes em troca de investimentos imediatos e da modernização do sistema, desde que o objeto original da concessão seja mantido.

O modelo pioneiro no Brasil foi o do BRT-ABC, em São Paulo, operado pela NEXT Mobilidade, seguido posteriormente por Goiânia. A legalidade desse mecanismo foi consolidada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024, ao validar a prorrogação antecipada como instrumento para viabilizar melhorias sem a necessidade de novos aportes diretos de recursos públicos.

Project Finance

No centro da estratégia da HP Transportes está o project finance non-recourse. Nessa modalidade, as garantias do financiamento são os próprios direitos emergentes da concessão e o fluxo de caixa gerado pela operação.

Para viabilizar esse modelo em Goiânia, o grupo HP criou a GreenMob, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) responsável por toda a modelagem e estruturação financeira.
Diferentemente dos modelos tradicionais, os riscos para o poder público são mitigados. O governo atua assegurando contratos robustos e segurança jurídica, o que melhora a financiabilidade do projeto perante as instituições financeiras e permite que o setor privado assuma integralmente os investimentos em frotas elétricas e infraestrutura.

O futuro de Campo Grande

Atualmente, o Consórcio Guaicurus enfrenta sérias dificuldades financeiras e está sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande, além de travar disputas judiciais envolvendo o bloqueio de recursos. No entanto, a entrada da HP Mobilidade abre a perspectiva de replicar, na Capital, o modelo bem-sucedido adotado em Goiânia.

Os movimentos recentes indicam que o caminho para a recuperação e a modernização do transporte coletivo de Campo Grande passa pela relicitação ou pela repactuação da concessão. Esse processo poderá ser estruturado durante o período de intervenção, permitindo a revisão do contrato com a inclusão de novos investimentos – como a aquisição de ônibus com ar-condicionado e a reforma de terminais – em troca da ampliação do prazo da concessão.

Seguindo a lógica do project finance, esses investimentos seriam financiados pela própria concessão, tendo como garantia um contrato estruturado de forma a proporcionar segurança jurídica e econômica. 

 

R$ 200 milhões

O Consórcio Guaicurus e o grupo HP não confirmam o valor da transação. Mas, há dois meses, o valor que estava na mesa de negociação pelo contrato de concessão de Campo Grande era de R$ 200 milhões. 

 

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