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Flagrante

Motorista é flagrado com 28 kg de cocaína em estepe e acaba preso em MS

Caso ocorreu na rodovia BR-262, no município de Três Lagoas; entorpecente e o suspeito foram encaminhados para a delegacia de Polícia Civil

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Um motorista acabou preso em flagrante após ser pego com 28 quilos de cocaína na rodovia BR-262, em Três Lagoas, a 334 quilômetros de Campo Grande. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) comandaram a ação.

A ocorrência começou durante patrulhamento de rotina na estrada durante a noite dessa segunda-feira (17). No momento em que decidiram abordar uma caminhonete Toyota Hilux, os agentes notaram que o condutor estava nervoso e não soube explicar os motivos de sua viagem.

Diante disso, a equipe policial decidiu fazer uma vistoria interna no veículo. Quando analisaram o pneu estepe do veículo, a surpresa: o objeto estava muito mais pesado que o normal.

Antes de vistoriar o estepe, os agentes ainda perguntaram para o motorista sobre o excesso de peso no objeto. Após o questionamento, o motorista confessou que o mesmo estava "recheado" de droga.

Ao analisar a peça, a equipe da PRF constatou 28 quilos de cocaína, divididos entre 16,4 quilos de pasta base e 11,5 quilos de cloridrato de cocaína.

Após a apreensão, o entorpecente e o suspeito foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Três Lagoas.

MS é responsável por 1/3 das apreensões de drogas no Brasil 

Conforme balanço divulgado na tarde da última sexta-feira (14) pela Polícia Federal, 275 das 825 toneladas (33%) de toda a droga apreendida no país ao longo de 2024, ocorreram em Mato Grosso do Sul.

Os dados trazem um comparativo entre o montante de drogas e apreensões realizadas entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro de 2024 e 2025.

Entre janeiro e  fevereiro do último ano, foram apreendidas 5,78 toneladas de maconha e 1,058 tonelada de cocaína, além de 502.932 maços de cigarros, 10 armas de fogo, 402 munições, 44 veículos foram recuperados e 338 pessoas foram detidas.

Cabe destacar que os números deste ano são igualmente assustadores, visto que em apenas 44 dias, foram apreendidas 24,283 toneladas de maconha, 1.396 toneladas de cocaína, além de seis armas de fogo, 881 munições, 903.633 maços de cigarro, 41 veículos recuperados e 352 pessoas foram detidas. Com 25,5 toneladas de droga apreendida apenas neste início do ano.

Superintendente da PRF/MS, João Paulo Pinheiro Bueno, em coletiva - Foto: Gerson Oliveira

Superintendente da PRF/MS, João Paulo Pinheiro Bueno disse que outro ponto bastante sensível no mapeamento das ações de combate ao crime organizado e ao tráfico foi a Rota Bioceânica.

“A gente entende hoje que no contexto da Rota Bioceânica,tem que estar atento.  Mato Grosso do Sul está crescendo, é o estado com a projeção de 2025 que mais vai crescer no país”, disse João Paulo Bueno, que aproveitou a ocasião para dizer que desenvolvimento só acontece com a consolidação da segurança pública. 

“Nós não esperávamos tanta quantidade de droga e contrabando, descaminho, apreendido, veículos recuperados, não esperávamos tanto.”, finalizou.

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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