Cidades

CAMPO GRANDE

MP dá ultimato para Prefeitura e Solurb darem condições dignas na coleta seletiva

Ministério destaca situação nos sete barracões da Unidade de Tratamento de Resíduos, que sofrem com alagamentos que geram danos aos equipamentos e materiais, e expõem catadores de recicláveis a descargas elétricas em tempos de chuva

Continue lendo...

Com a atual situação degradante dos sete barracões da Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) de Campo Grande, a Prefeitura da Capital e a CG Solurb Soluções Ambientais acabam de receber um ultimato através de recomendação publicada hoje (11) no Diário Oficial do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, com dois meses para adequação, por exemplo, das telhas da unidade, que atualmente não protegem os materiais recicláveis da chuva e expõem os catadores a riscos até de descargas elétricas.

Como bem destaca o texto, a chamada UTR é administrada pela empresa CG Solurb Soluções Ambientais – SPE Ltda. e, atualmente, conta com a atuação de quatro organizações de catadores de materiais recicláveis, sendo três cooperativas ( Coopermaras, Novo Horizonte e CATA-MS) e uma associação. 

Ao todo, a Unidade de Tratamento de Resíduos de Campo Grande conta com sete barracões com os mais variados fins, que vão desde a triagem da coleta seletiva até para o armazenamento de materiais, acondicionamento de esteiras e separação de materiais finos, por exemplo. 

Entretanto, as condições de conservação do espaço estão longe de ser das melhores, expondo tanto os materiais à ação do tempo, como também trazendo riscos até mesmo de descargas elétricas aos trabalhadores em dias mais chuvosos, já que alguns pontos de trabalho onde há maquinários chegam a alagar. 

Entenda

A recomendação em si traz quatro apontamentos para nortear as ações a serem desempenhadas pelo Executivo de Campo Grande e a concessionária responsável, já que enquanto cabe ao poder público a gestão integrada e fiscalização desse manejo de resíduos sólidos, é responsabilidade da Solurb: "prestar serviço adequado — regular, eficiente e seguro — e manter instalações e equipamentos em condições de continuidade e segurança operacional, respondendo objetivamente por falhas e danos, sem prejuízo do dever reparatório ambiental". 

Porém, o cenário constatado através do relatório de vistoria elaborado pelo Núcleo Ambiental de Apoio ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, da Habitação e Urbanismo e do Patrimônio Histórico e Cultural (Nuamb/Caoma), do Ministério Público. 

Quanto às recomendações, o MPMS dá o período de até 60 dias para as partes adotarem "as medidas necessárias para implementar infraestrutura adequada que garanta a proteção dos cooperados,
o armazenamento correto dos materiais manuseados e a operação eficiente" da UTR, o que compreende: 

  1. | Adequação da cobertura e telhas; e a vedação lateral dos barracões para impedir a entrada de águas pluviais nas áreas de triagem, de modo que o ambiente de trabalho e os materiais não fiquem expostos às intempéries;
     
  2. | Disponibilização de local adequado para armazenamento dos materiais destinados à triagem, compatível com o volume da coleta seletiva recebido pela unidade, evitando sua disposição fora de área coberta;
     
  3. | Realização de reparos e manutenção periódica nas coberturas e na rede de drenagem pluvial (limpeza/desobstrução, caixas de passagem, grelhas, caimento e pontos de lançamento), dentre outros necessários, a fim de sanar problemas de transbordamento e alagamento;
     
  4. | Adoção de medidas imediatas para que os equipamentos elétricos não fiquem alojados em áreas com acúmulo de água ou sujeitas a alagamentos, garantindo a segurança dos cooperados e a adequada utilização dos equipamentos.

Através de visita à Unidade de Tratamento de Resíduos, que fica localizada no Parque do Lageado, em Campo Grande, foi possível constatar o verdadeiro estado do setor de operações da UTR, onde até mesmo a elevada altura das estruturas contribui para aumento dos problemas. 

Devido à altura elevada, há grandes aberturas no topo das estruturas, onde os materiais armazenados acabam prejudicados, pois mesmo em área coberta permanecem úmidos e acabam comprometendo a qualidade desse material. 

Além disso, as estruturas de operação da UTR possuem uma série de telhas que precisam de reparos, o que por sua vez expõe o ambiente de trabalho a toda sorte de intempéries climáticas, desde o escaldante sol da Cidade Morena até chuvas intensas.  

"A cobertura disponível nos barracões mais altos se mostrou insuficiente para impedir a entrada de águas pluviais, fazendo com que a água adentre os barracões inferiores, contribuindo para o alagamento do piso das áreas internas, onde se encontram esteiras, materiais recicláveis e prensas, bem como tendo sido identificado coletor pluvial que direciona o fluxo da água para dentro de um dos barracões", cita o MPMS em consideração

Justamente nos períodos mais chuvosos essa água adentra aos barracões e molha os materiais, impedindo que as atividades operacionais sigam normalmente, o que segundo o Ministério Público gera prejuízo direto aos catadores de recicláveis. 

Ainda conforme o MPMS, a situação se agrava na UTR de Campo Grande pois, em períodos chuvosos, constatou-se que o sistema de drenagem fica comprometido graças ao transbordamento da rede de drenagem pluvial, o que causa o alagamento da área onde se encontra a prensa que é utilizada pelos catadores. 

O relatório de vistoria do Núcleo Ambiental de Apoio ao Caoma deixa claro que quem trabalha na UTR de Campo Grande está submetido a condições precárias, correndo risco de descargas, já que esses alagamentos atingem especialmente a área onde ficam as máquinas alimentadas por energia elétrica, "levando os catadores a manuseá-las com os pés na água, o que compromete a segurança dos trabalhadores", frisa o texto. 

Diante do exposto, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul estabelece o prazo de 30 dias para que as partes se manifestem a respeito do acolhimento, ou não, do que se refere a recomendação. 

 

Assine o Correio do Estado

BENEFÍCIO

Inscrições para auxílio de Bolsa Atleta encerram hoje

Amanhã (12) a Fundesporte abre as inscrições para Bolsa Técnico, que segue mesmo modelo e oferece valor de até R$ 3,1 mil aos treinadores

11/03/2026 12h30

Gerson Oliveira / Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

As inscrições para o programa Bolsa Atleta, que incentiva e auxilia os desportistas do Estado se encerram hoje. Vinculada ao Governo de Mato Grosso do Sul por meio da Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte), o auxílio oferece entre R$ 523 e R$ 7,3 mil conforme categoria do atleta.

De acordo com o edital divulgado em 28 de janeiro no Diário Oficial (DOMS), as inscrições podem ser feitas via online por meio do site oficial: https://www.bolsa.fundesporte.ms.gov.br/.

O período de vigência da bolsa são de 12 meses, com o objetivo de garantir condições mínimas de preparação e participação dos atletas em competições de alto nível. Ao todo são 13 categorias:

  • estudantil;
  • universitária;
  • máster;
  • nacional;
  • nacional paralímpica;
  • nacional surdolímpico;
  • pódio complementar;
  • pódio complementar paralímpico;
  • pódio complementar surdolímpico;
  • internacional;
  • pré-olímpico, paralímpico e surdolímpico;
  • olímpico, paralímpico e surdolímpico;
  • atleta-guia, assistente e similar.

Ainda segundo o edital, é necessário declarações de filiação nacional e/ou internacionais, plena atividade esportiva e comprovação de atuação no ano de 2025.

A avaliação dos candidatos será feita por meio da comprovação dos resultados alcançados nas disputas do ano passado e a pontuação será atribuída conforme nível de relevância dos campeonatos. Posteriormente os atletas ainda participarão de uma entrevista.

No dia 24 de março será a divulgação do resultado preliminar de inscrições deferidas e indeferidas, com direito a interposição do resultado. Após esse período de interposições, divulgações de inscrições aceitas e pontuação dos candidatos, de 20 a 29 de maio ocorrerá as entrevistas.

O resultado final de atletas selecionados será divulgado em 02 de junho, por meio do Diário Oficial Eletrônico do Estado de Mato Grosso do Sul, com assinatura do termo de adesão no dia 15 de junho.

Ainda de acordo com o edital, quando beneficiados, os bolsistas devem prestar contas e manter atualizados os seus dados cadastrais e documentos durante todo o período de bolsa, sob pena de suspensão da bolsa e/ou devolução do benefício, com instauração de processo administrativo pelo Comitê Gestor da Bolsa Atleta e Bolsa Técnico (COGEB).

Bolsa Técnico

Com fim das incrições para o Bolsa Atleta, a Fundesporte abre as incrições para o Bolsa Técnico amanhã (12) e também realizada no site oficial: https://www.bolsa.fundesporte.ms.gov.br/, com prazo final em 23 de março.

Os valores do auxílio variam entre R$ 1 mil, R$ 1,5 mil e R$ 3,1 mil conforme categoria. Seguindo o mesmo modelo, para os técnicos são apenas duas categorias, que também será necessário comprovar a atuação e resultados nas competições e disputas do ano anterior.

A divulgação de inscrições deferidas e indeferidas será por meio do Diário Oficial do Estado no dia 31 de março, com direito a interposição, e no dia 16 de abril o resultado definitivo. Após isso, o cronograma segue com a divulgação das interposições, período de avaliação e divulgação das pontuações.

Assim como para atletas, os treinadores também terão a fase de entrevistas, do dia 09 a 10 de junho, com assinatura do termo de adesão em 15 de junho.

> Serviço

- Inscrições Bolsa Atleta: 09 de fevereiro a 11 de março;
- Valores Bolsa Atleta: R$ 523 a R$ 7,3 mil, conforme categoria;

- Inscrições Bolsa Técnico: 12 a 23 de março;
- Valores Bolsa Técnico: R$ 1 mil a R$ 3,1 mil conforme categoria;

Para se inscrever, participar de todas as etapas e conferir todas as informações, é possível consultar o manual do Bolsa Atleta e Técnico aqui.

Acesse também o edital completo com as informações aqui.

Assine o Correio do Estado

Operação Pombo Sem Asas

Operação corta "tentáculos" do PCC em presídios de Campo Grande

Ação cumpre mandados de busca e apreensão em quatro estados contra esquema de corrupção de servidores para facilitar a entrada de drogas em presídios

11/03/2026 11h33

Imagem Divulgação

Continue Lendo...

Operação cumpre 35 mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão contra ação do PCC em presídios em Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a operação Pombos Sem Asas.

O esquema envolveu a corrupção de um servidor público que recebia propina para facilitar a entrada de drogas em presídios de Campo Grande.

Corrupção de servidor

A investigação teve início após o compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior, que levou à expulsão de um policial militar pela prática de corrupção, revelando um esquema estruturado que garantia a entrada de entorpecentes e celulares no complexo penitenciário de Campo Grande.

O servidor era responsável pela vigilância externa das torres do presídio e recebia propina de internos, familiares e integrantes da facção criminosa para “deixar passar” o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

Imagem Divulgação

Segundo a investigação, ele recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares ligados à facção criminosa para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares para dentro da unidade.

O trabalho investigativo demonstrou que detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade.

O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar valores do tráfico e realizar o pagamento de subornos, visando à manutenção da comunicação com o meio externo e ao fortalecimento da facção no Estado.

Além dessa atuação, a rede criminosa também articulava o envio de entorpecentes para outras unidades da federação.

A investigação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen.

As diligências contam com o apoio operacional da Polícia Militar, por meio de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas do 1º Batalhão de Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Saiba: “Pombo Sem Asas” faz alusão ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nomear os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio (“pombos”), seja por arremessos manuais, seja com o uso de drones, e à ação do Estado em interromper esse fluxo, neutralizando a logística de comunicação e o abastecimento de materiais ilícitos para a organização criminosa.

Assine o Correio do Estado

 

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).