Cidades

BENEFÍCIO

Inscrições para auxílio de Bolsa Atleta encerram hoje

Amanhã (12) a Fundesporte abre as inscrições para Bolsa Técnico, que segue mesmo modelo e oferece valor de até R$ 3,1 mil aos treinadores

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As inscrições para o programa Bolsa Atleta, que incentiva e auxilia os desportistas do Estado se encerram hoje. Vinculada ao Governo de Mato Grosso do Sul por meio da Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte), o auxílio oferece entre R$ 523 e R$ 7,3 mil conforme categoria do atleta.

De acordo com o edital divulgado em 28 de janeiro no Diário Oficial (DOMS), as inscrições podem ser feitas via online por meio do site oficial: https://www.bolsa.fundesporte.ms.gov.br/.

O período de vigência da bolsa são de 12 meses, com o objetivo de garantir condições mínimas de preparação e participação dos atletas em competições de alto nível. Ao todo são 13 categorias:

  • estudantil;
  • universitária;
  • máster;
  • nacional;
  • nacional paralímpica;
  • nacional surdolímpico;
  • pódio complementar;
  • pódio complementar paralímpico;
  • pódio complementar surdolímpico;
  • internacional;
  • pré-olímpico, paralímpico e surdolímpico;
  • olímpico, paralímpico e surdolímpico;
  • atleta-guia, assistente e similar.

Ainda segundo o edital, é necessário declarações de filiação nacional e/ou internacionais, plena atividade esportiva e comprovação de atuação no ano de 2025.

A avaliação dos candidatos será feita por meio da comprovação dos resultados alcançados nas disputas do ano passado e a pontuação será atribuída conforme nível de relevância dos campeonatos. Posteriormente os atletas ainda participarão de uma entrevista.

No dia 24 de março será a divulgação do resultado preliminar de inscrições deferidas e indeferidas, com direito a interposição do resultado. Após esse período de interposições, divulgações de inscrições aceitas e pontuação dos candidatos, de 20 a 29 de maio ocorrerá as entrevistas.

O resultado final de atletas selecionados será divulgado em 02 de junho, por meio do Diário Oficial Eletrônico do Estado de Mato Grosso do Sul, com assinatura do termo de adesão no dia 15 de junho.

Ainda de acordo com o edital, quando beneficiados, os bolsistas devem prestar contas e manter atualizados os seus dados cadastrais e documentos durante todo o período de bolsa, sob pena de suspensão da bolsa e/ou devolução do benefício, com instauração de processo administrativo pelo Comitê Gestor da Bolsa Atleta e Bolsa Técnico (COGEB).

Bolsa Técnico

Com fim das incrições para o Bolsa Atleta, a Fundesporte abre as incrições para o Bolsa Técnico amanhã (12) e também realizada no site oficial: https://www.bolsa.fundesporte.ms.gov.br/, com prazo final em 23 de março.

Os valores do auxílio variam entre R$ 1 mil, R$ 1,5 mil e R$ 3,1 mil conforme categoria. Seguindo o mesmo modelo, para os técnicos são apenas duas categorias, que também será necessário comprovar a atuação e resultados nas competições e disputas do ano anterior.

A divulgação de inscrições deferidas e indeferidas será por meio do Diário Oficial do Estado no dia 31 de março, com direito a interposição, e no dia 16 de abril o resultado definitivo. Após isso, o cronograma segue com a divulgação das interposições, período de avaliação e divulgação das pontuações.

Assim como para atletas, os treinadores também terão a fase de entrevistas, do dia 09 a 10 de junho, com assinatura do termo de adesão em 15 de junho.

> Serviço

- Inscrições Bolsa Atleta: 09 de fevereiro a 11 de março;
- Valores Bolsa Atleta: R$ 523 a R$ 7,3 mil, conforme categoria;

- Inscrições Bolsa Técnico: 12 a 23 de março;
- Valores Bolsa Técnico: R$ 1 mil a R$ 3,1 mil conforme categoria;

Para se inscrever, participar de todas as etapas e conferir todas as informações, é possível consultar o manual do Bolsa Atleta e Técnico aqui.

Acesse também o edital completo com as informações aqui.

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CAMINHOS

Veja como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

Assunto ganha importância durante o Setembro Verde, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante

20/09/2026 08h47

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim Divulgação

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Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024, mais de 32 mil brasileiros já usaram os cartórios para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos. 

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

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SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

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