Cidades

MATO GROSSO DO SUL

MP manda 5° menor município do MS romper com quatro escritórios de advocacia

Ministério Público diz que cidade possui servidora nomeada como Procuradora Geral e só o fato de haver mais de um contrato já afastaria a dispensa de licitação

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Cidade distante aproximadamente 336 quilômetros de Campo Grande, Novo Horizonte do Sul acaba de entrar na mira do Ministério Público, que recomenda agora que o quinto menor município do Mato Grosso do Sul em número de habitantes dê fim a quatro contratos firmados com escritórios de advocacia.

Através da 1.ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, a recomendação foi publicada na edição desta quarta-feira (1°) do Diário Oficial do Ministério Público do Mato Grosso do Sul. Conforme o texto, o município têm o prazo de 30 dias para rescindir os contratos, tendo os seguintes escritórios contratados sem processo de licitação: 

  • Consalegis Consultoria Administrativa Tributária Ltda-EPP; 
  • Coimbra e Palhano Advogados Associados S/S; 
  • Câmara e Trevisan Advogados Associados S/S, e 
  • Cavalcante Reis Sociedade de Advogados. 

Entenda

Como bem frisa o texto, essas chamadas "recomendações" consistem em uma espécie de  notificação e alerta sinalizador da necessidade de que providências sejam tomadas por parte das administrações públicas. 

Caso descumpridas, os citados podem sofrer consequências, já que: "a Administração Pública deve pautar-se pelos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, os quais são de plena exigibilidade jurídica, devendo ser observados compulsoriamente pelo ente público das esferas federal, estadual e municipal", conforme descreve o  art. 25 da Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul.

Toda essa movimentação por parte do Ministério Público justifica-se porque, por via de regra, as contratações a serem feitas por parte dos poderes públicos precisam seguir antes um processo de licitação, com casos excepcionais sendo permitidas contratações diretas. 

O que não é o caso dos quatro escritórios de advocacia contratados pelo município de Novo Horizonte do Sul. Isso porque a chamada inexigibilidade, ou dispensa de licitação, se justifica em situações onde a competição é inviável, como nos casos em que os serviços necessitam de profissionais ou empresas de notória especialização, entre outros pontos. 

"Fica estabelecido que a notória especialização do profissional ou da empresa será demonstrada pela especialidade no campo de atuação que vai decorrer de desempenho anterior, estudos, experiência,  publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica ou requisitos relacionados com suas atividades, que permita inferir que o seu trabalho é essencial e reconhecidamente adequado à plena satisfação do objeto do contrato.

Ademais, fica vedada a subcontratação de empresas ou a atuação de profissionais distintos daqueles que tenham justificado a inexigibilidade", considera o MPMS com base nos parágrafos 3 e 4 da lei 14.133 de 2021.  

Além disso, o Ministério Público faz questão de reforçar que, como de costume, serviços jurídicos corriqueiros, que são rotineiros e comuns à toda administração, devem ser desempenhados pela Procuradoria do município. 

Nesse sentido, a recomendação faz questão de ressaltar que tanto o município possui Procuradoria Jurídica instituída, como também a própria natureza do serviço não exigiria uma especialização, portanto não caberia a dispensa sendo necessária a competição por meio de um processo licitatório. 

Ou seja, além de contar com uma servidora efetiva, nomeada para exercer a função de confiança de Procuradora Geral do Município, o próprio fato de quatro escritórios terem sido contratados já demonstra a viabilidade de uma competição, afastando assim a possibilidade de inexigibilidade como esclarece o MPMS. 

Como se não bastasse, uma análise aos contratos evidencia que, em sua maioria, os termos revelam "objetos amplos, genéricos e reiterados", que vão, por exemplo, desde consultoria; assessoria jurídica, entre outros que seriam funções típicas da advocacia pública municipal e não poderiam ser terceirizadas de forma "ampla, contínua e indistinta", cita. 

Portanto, o MPMS recomenda que o prefeito Aldenir "Guga" Barbosa do Nascimento (do Partido Da Social Democracia Brasileira - PSDB) promova a rescisão dos contratos que envolvam: 

  1. Atividades típicas e ordinárias da procuradoria
  2. Objeto genérico ou indeterminado;
  3. Ausência de demonstração concreta de singularidade;
  4. Multiplicidade de contratações para o mesmo objeto;

Além disso, Novo Horizonte do Sul deve abster-se de novas contratações, ou fazer aditivos aos contratos existentes, de serviços jurídicos com objeto genérico, amplo ou indeterminado e que envolvam práticas rotineiras aos serviços da administração pública, ainda mais se tratando de casos de dispensa de licitação. 

Fica estabelecido o prazo de aproximadamente um mês (30 dias) para revisar integralmente todos os contratos vigentes, encaminhando até o fim desse período um relatório ao MP sobre as providências adotadas. 

 

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Feirão do Cincão

AACC promove feirão com itens a R$ 5 em Campo Grande

Mais de 8 mil itens estarão disponíveis, com parcelamento no cartão para compras a partir de R$ 100

01/04/2026 12h42

Divulgação AACC

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Em mais uma edição do Feirão do Cincão, a Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) promove, entre os dias 7 e 8 de abril, o evento com mais de 8 mil produtos, em Campo Grande.

Os produtos serão vendidos pela bagatela de R$ 5. São itens como brinquedos, acessórios, roupas, calçados e artigos para casa, entre outros.

Durante esta edição, também haverá oferta de 30% de desconto em produtos adquiridos no brechó da instituição, que conta com peças criteriosamente selecionadas.

Entre as formas de pagamento estão dinheiro, cartões de débito e crédito (com parcelamento para compras a partir de R$ 100) e Pix.

Arrecadação

O valor arrecadado será revertido para a manutenção dos serviços da instituição, que atua no atendimento de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, além de seus familiares. A AACC/MS auxilia com despesas como alimentação, transporte, exames e medicamentos não oferecidos pelo SUS.

Instituição

Ao longo de 2025, a instituição prestou atendimento a 323 pacientes, incluindo 82 novos casos. Foram realizados 17.910 atendimentos multiprofissionais nas áreas de Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Odontologia, Fisioterapia, Enfermagem, além de atividades em espaços como salão de beleza e brinquedoteca. No período, também foram oferecidas 31.676 refeições, 6.346 hospedagens e distribuídas 1.525 cestas básicas e assistenciais. O Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil (CETOHI) contabilizou 688 internações.

Segundo a presidente da instituição, Mirian Comparin Corrêa, os recursos arrecadados também contribuirão para a reforma completa da Casa de Apoio, ampliando a estrutura e o conforto oferecido às famílias durante o período de tratamento.

Devido à grande adesão do público, a organização orienta que os visitantes cheguem com antecedência e estejam preparados para eventuais filas. Recomenda-se levar itens como água, protetor solar e chapéu. A iniciativa é uma oportunidade de adquirir produtos a preços acessíveis e, ao mesmo tempo, colaborar diretamente com uma causa social relevante.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Serviço


Evento: Feirão do Cincão – AACC/MS
Data: 7 e 8 de abril
Horário: das 8h às 17h (sem intervalo para almoço)
Local: Av. Ernesto Geisel, 3475 – Orpheu Baís
Contato: (67) 3322-8000 (telefone e WhatsApp)

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INTERIOR

Com cachê mais 'gordo', Jads & Jadson ganham R$160 mil para show em 5.ª à noite

Dupla chegou a engrossar coro de cantores que pediam fim da meia-entrada em reunião com Jair Bolsonaro, com contrato R$20 mil mais caro agora do que show feito janeiro de 2026

01/04/2026 12h32

Donos de hits como

Donos de hits como "Ressentimento" e "Cara na Porta", a dupla têm história com Mato Grosso do Sul, tendo inclusive morado em Ponta Porã após saírem da cidade natal Catanduvas (PR) Reprodução/Prefeitura Ribas do Rio Pardo

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Conforme divulgado através da edição desta quarta-feira (1°) do Diário Oficial Eletrônico do Mato Grosso do Sul, o show de Jads & Jadson realizado no último dia 19 de março, uma quinta-feira à noite durante o Expo Ribas 2026, custou R$160 mil aos cofres públicos, além de ser mais caro que apresentação feita pela dupla em janeiro deste ano. 

Aberto à população, o show da dupla que já se declarou até mesmo contra a meia-entrada aconteceu Rua Conceição do Rio Pardo, 1725, no centro de Ribas do Rio Pardo, distante aproximadamente 87 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul. 

Com um cachê de 160 mil reais, Jads & Jadson foram atração no segundo dia da Exposição, sendo esse um valor mais "gordo" que o pago para a dupla pelo show realizado em Antônio João, durante a 36ª Edição do Encontro de Clubes de Laço, em que foram remunerados com R$ 140.000,00 por uma hora e meia de show. 

Nome fortemente ligado ao agronegócio, a dupla, que inclusive é dona de fazendas em território brasileiro, esteve inclusive junto ao grupo de sertanejos que se reuniu-se no Palácio do Planalto em 29 de janeiro de 2020. 

Ao lado de Doreni Caramori Júnior, então presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), a categoria chegou a alegar que a meia-entrada (Lei nº 12.933/2013) incentiva o aumento de preço do ingresso inteiro por parte dos produtores, como forma de compensar a perda, pedindo desde um novo modelo, incluindo subsídios federais ou até mesmo o fim da obrigatoriedade.

Shows e dinheiro público

Donos de hits como "Ressentimento" e "Cara na Porta", a dupla têm história com Mato Grosso do Sul, tendo inclusive morado em Ponta Porã após saírem da cidade natal Catanduvas (PR), e possui cerca de uma dúzia de contratos celebrados com o Estado no último ano. 

Em outras palavras, levando em consideração o antigo valor de R$140 mil, com apenas dez shows no último ano em Mato Grosso do Sul a dupla conseguiu angariar a quantia de R$1,4 milhão, como mostra a série de extratos publicadas em nome da dupla no Diário Oficial do Estado. 

Vale lembrar que, pelo menos desde meados de 2025 o assunto "corte de gastos" chegou a ganhar força, com estimativa do Governo a época de que a ação alcançasse R$800 milhões até o fim do ano, com um plano concentrado em despesas de custeio. 

Já no dia 05 de agosto, em meio a um agravamento da crise fiscal que atinge o Estado, o governador Eduardo Riedel anunciou um corte de despesas no governo estadual, por meio da redução de 25% no custeio da máquina pública que atingiu todas as secretarias. 

Entretanto, o regime não limitou as contratações de atrações para a mais variada sorte de eventos espalhados por Mato Grosso do Sul, que vão desde celebrações em fortes históricos e até para a Marcha para Jesus. 

Em agosto de 2025, por exemplo, o Governo do Estado publicava o contrato de um pastor que esteve que esteve presente na Marcha para Jesus de Campo Grande um dia após o evento, ocasião em que o cantor e compositor Antônio Cirilo recebeu 90 mil reais dos R$355 mil empenhados dos cofres públicos para o evento religioso. 

No Estado, o setor cristão da sociedade há tempos têm movimentado os cofres públicos que, a exemplo do movimento "Clamor do Brasil" - como acompanhou o Correio do Estado - somente nos oito primeiros meses do ano embolsou quase R$ 1,2 milhão, para eventos normalmente associados ao "bolsonarismo" com fundo religioso. 

Já em em 20 de setembro do mesmo ano, até mesmo Almir Sater foi contratado por R$ 250 mil, para a celebração de 250 anos do Forte Coimbra, festividade histórica no coração do Pantanal que trouxe 90 minutos do talento do compositor e cantor regional.

Cerca de duas semanas depois, exatos 14 dias depois, o violeiro campo-grandense foi novamente contratado pelo mesmo valor através da Fundação de Cultura, para abertura da 1ª Bienal do Pantanal, fazendo Almir Sater faturar meio milhão de reais em duas semanas por shows em MS.

 

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