Cidades

sem licença ambiental

MPE abre inquérito para investigar duas obras de Patrola no Pantanal

Projetos estão parados, mas promotoria deve exigir que empresas e servidores públicos reparem os possíveis danos causados à natureza

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Embora estejam paralisadas desde o começo de agosto, quatro dos 15 contratos do Governo do Estado para “reconstrução” de estradas no Pantanal viraram alvo de Inquérito Civil do Ministério Público Estadual, conforme publicação do diário oficial do MPE desta quarta-feira (8). A investigação começou porque as autoridades estaduais foram provocadas pela superintendência do Ibama no Estado. 

Dois dos quatro trechos sob investigação estavam sendo tocados pelo empreiteiro André Luiz dos Santos, o André Patrola, que também responde a inquérito por desmatamento ilegal na Fazenda Alegria, de sua propriedade, na mesma região onde estava refazendo as estradas, em um total de 78 quilômetros.

Com os dois contratos, ambos na região do Pantanal de Paiaguás, receberia quase R$ 68 milhões, caso fossem concluídas sem reajuste. Pelo menos uma delas estava com mais de 70% dos trabalhos concluídos.

Os outros dois trechos, sob responsabilidade das empreiteiras BTG Empreendimentos e Galassi Empreendimentos, somam 94 quilômetros e a previsão inicial de investimentos era de R$ 64,8 milhões, conforme o inquérito.

Um destes contratos já estava com quase 80% dos trabalhos concluídos e justamente por conta disso  é que foi instaurado o inquérito, pois, segundo a promotora Ana Rachel Borges de Figueiredo Nina, ao poluidor cabe a “obrigação de reparar ou indenizar o dano causado, bem como ao usuário a contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos”. 

E, ao fundamentar a instauração do inquérito, a promotora deixou bem claro que “o desrespeito ao meio ambiente pode dar ensejo à responsabilização criminal das pessoas físicas e jurídicas, privadas e públicas”. Ou seja, ao abrir a investigação ela irá em busca de punição tanto dos servidores públicos que autorizaram as obras quanto das empresas que as executaram. 

A principal irregularidade, segundo o inquérito, é que nenhuma delas foi precedida de licenciamento ambiental e, segundo a investigação, qualquer obra em estradas só pode ser executada depois da realização dos estudos de impacto ambiental. 

O Ibama, ao tomar conhecimento de que 612 quilômetros de estradas estavam sendo refeitos, inclusive com até três metros de aterro para que ficassem transitáveis nos períodos de cheia, foi em busca dos estudos de impacto ambiental e descobriu que nada havia sido feito neste sentido.

Entre os principais temores está a possibilidade de estas obras atrapalharem o fluxo normal das águas em anos de cheia. E, se isso ocorrer, regiões que antes ficavam submersas poderiam escapar dos alagamento a partir de agora. Porém, outras regiões que normalmente não eram atingidas, passariam a ficar submersas, o que colocaria boa parte do bioma sob risco. 

Para o Ibama, que é o autor das denúncias de irregularidade que deram origem ao inquérito, existe necessidade de remoção das milhares de toneladas de terra que foram colocadas principalmente na estrada de acesso à MS-214, no extremo norte do Estado.

Por falta de licenciamento ambiental, o pacote de obras nas estradas pantaneiras foi embargado em julho pelo Tribunal de Contas do Estado.

No final de agosto, a Agesul afirmou que "os processos de licenciamento ambiental de todas as obras já foram iniciados e devem ser concluídos em um prazo de até 120 dias. Conforme as licenças forem sendo liberadas, as obras serão retomadas", informou uma nota enviada ao Correio do Estado.  

CALORÃO

Calor aumenta em MS e chuva deve ficar longe até o fim de agosto

Após Corumbá registrar 38,2°C e sensação térmica de 42°C neste domingo, temperaturas seguem elevadas nos próximos dias

16/08/2026 17h00

Calor intenso marcou a tarde deste domingo em Mato Grosso do Sul, com temperatura de 38,2°C e sensação térmica de 42°C em Corumbá

Calor intenso marcou a tarde deste domingo em Mato Grosso do Sul, com temperatura de 38,2°C e sensação térmica de 42°C em Corumbá Gerson Oliveira

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O calor castigou Mato Grosso do Sul na tarde deste domingo (16), com temperatura de 38,2°C e sensação térmica de 42°C em Corumbá. Além das temperaturas elevadas, a umidade relativa do ar atingiu níveis críticos em diferentes regioões do Estado, chegando a apenas 14% em Dourados.

De acordo com o meteorologista Natálio Abraão, em Campo Grande os termômetros chegaram a 34,8°C, com umidade relativa do ar de 32% e sensação térmica de 38°C. Já em Corumbá, além da máxima de 38,2°C, a umidade caiu a 19%, enquanto a sensação térmica alcançou 42°C.

Ponta Porã registrou 33,6°C, umidade de 21% e sensação de 37°C. Em Dourados, a máxima chegou a 34,1°C e a sensação térmica a 37°C, mas o destaque ficou para a umidade, que despencou para 14%, o menor índice entre as cidades informadas pelo meteorologista.

Em Bonito, foram registrados 33,1°C, umidade de 26% e sensação térmica de 36°C.

E o calor ainda não chegou ao fim. Segundo Natálio as temperaturas devem continuar aumentando nos próximos dias, com manutenção do cenário de calor intenso até quarta-feira (19). O meteorologista também prevê ausência de chuva até o fim de agosto.

A perspectiva de temperaturas elevadas é reforçada pelos dados apresentados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) que aponta a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, responsável por favorecer o predomínio de tempo firme, sol e baixa umidade.

Entre sexta-feira (14) e segunda-feira (17), conforme o Cemtec, as máximas podem variar entre 37°C e 42°C, principalmente nas regiões Pantaneira, Norte e Nordeste. Nessas áreas, a umidade relativa do ar pode oscilar entre apenas 10% e 30%.

Para esta segunda-feira (17), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais um dia de calor intenso. Em Campo Grande, os termômetros devem variar entre 21°C e 38°C, com umidade mínima de apenas 10%.

Corumbá pode novamente atingir 40°C, enquanto Porto Murtinho tem máxima prevista de 38°C. Em Ponta Porã, a temperatura pode chegar a 37°C, e Três Lagoas e Jardim têm previsão de máxima de 36°C.

A previsão do Inmet indica ainda que o calor permanecerá forte em diferentes regiões durante os próximos dias, embora haja queda acentuada das temperaturas em parte do Estado posteriormente. Em Campo Grande, por exemplo, a máxima prevista é de 36°C na terça-feira (18), 37°C na quarta-feira e 27°C na quinta-feira (20).

A mudança será mais significativa no sul e sudoeste. Ponta Porã pode passar de 34°C de máxima e 11°C de mínima na quarta-feira (19) para temperaturas entre 8°C e 22°C na quinta (20). Em Porto Murtinho, a previsão para esta quinta é de mínima de 10°C e máxima de 24°C.

Apesar da queda prevista, o cenário continua sendo de atenção por causa da combinação de calor e ar extremamente seco. O Cemtec alerta que temperaturas elevadas, baixa umidade e ventos favorecem o ressecamento da vegetação e aumentam o risco de ocorrência e rápida propagação de incêndios florestais.

A recomendação é reforçar a hidratação evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e secos e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

 

três lagoas

Homem invade residência da mãe e morre após ser baleado por PM

Contra o rapaz havia medida protetiva que o impedia de se aproximar da mãe; durante atendimento da ocorrência, ele ameaçou policiais com uma faca

16/08/2026 15h00

Foto: Divulgação Policia Militar

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Um homem de 37 anos, identificado como Jessé de Souza, morreu na madrugada deste domingo (16), após ameaçar policiais militares com uma faca e ser baleado por um dos agentes, em Três Lagoas.

O confronto aconteceu por volta das 4h, quando a Polícia Militar (PM) foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica.

A denúncia foi feita por uma mulher de 70 anos, mãe de Jessé, que informou aos militares que havia uma medida protetiva contra o filho, mas que ela ouviu barulhos na porta da residência e acreditava ser ele tentando entrar na casa.

Uma equipe foi até o local e encontrou o rapaz escondido em um dos quartos. Ao ser ordenado que se levantasse e mostrasse as mãos, ele obedeceu aos policiais, não sendo encontrado nada ilícito durante revista pessoal.

No entanto, os policiais verificavam a situação da medida protetiva e confirmaram que a determinação judicial que proibia a aproximação de Jessé da mãe ainda estava em vigor.

Segundo informações do site RCN67, ao perceber que seria preso, o suspeito pegou uma faca e avançou contra um dos policiais.

Inicialmente, o policial determinou que ele soltasse a faca, mas a ordem não foi atendida e o militar efetuou disparos que atingiram Jessé.

Ele foi socorrido pelos próprios policiais até o Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada na unidade de saúde.

A Polícia Civil foi acionada e irá apurar as circunstâncias da intervenção policial.

A ocorrência foi registrada como descumprimento de medida protetiva de urgência e morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

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