Cidades

Liderança indígena

MPF e entidades promovem atividades em memória a Marçal de Souza

Em alusão aos 40 anos do assassinato da liderança Guarani e Kaiowá diversas entidades participam de ações em municípios de MS

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O Ministério Público Federal, iniciou nesta quarta-feira (22), atividades em alusão aos 40 anos do assassinato de uma das mais emblemáticas lideranças indígenas do Brasil: Marçal de Souza, morto na Aldeia Campestre, em Antônio João.

 

Imagem Divulgação

Serão realizadas entre os dias 22 e 25 diversas atividades em memória dos 40 anos, nos municípios da Caarapó e Dourados. Serão promovidas pela Aty Guasu, Grande Assembleia dos Povos Kaiowá e Guarani, Ministério Público Federal (MPF), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD) e familiares de Marçal de Souza.

Semana de Atividades

Inicia hoje a semana de homenagens à memória de Marçal, serão apresentadas atividades lúdicas com exibição de amostras audiovisuais nas escolas indígenas da Reserva Indígena de Dourados.

Estas atividades são organizadas pela coordenadoria de cultura da UFGD e pelo Projeto de Extensão “Aproximando universidade e escola, teoria e prática: oficinas de história e cultura indígena nos campos de estágio”, com a colaboração de estudantes de graduação e pós-graduação do curso de História da UFGD.

Carta do Papa Francisco

Imagem Arquivo

Foi em 1080, em um discurso, o líder Guarani Nhandeva, ao Papa São João Paulo II, em Manaus (AM) evidenciou a realidade não apenas do seu povo, mas como de todos os povos originários do Brasil. A intensidade de suas palavras marcaram o Brasil e o mundo.

O Papa Francisco respondeu a uma carta enviada pelo povo Guarani e Kaiowá deixada em mãos com o pontífice em maio deste ano. A resposta de Francisco, destinada à Aty Guasu, será entregue de forma simbólica pelo Bispo de Dourados, Dom Henrique Aparecido de Lima, no Tekoha Kunumi, para Vera, na Assembléia Geral dos Kaio´w e Guarani, na sexta-feira (24), em Caarapó.

 

 

 

Leia a Carta do Papa Francisco

Queridos irmãos e irmãs do povo Kaiowá Guarani,

Em primeiro lugar desejo agradecer a todos pela carta, com a qual quiseram partilhar comigo as tribulações por que passam, mas também o empenho para viver em harmonia com a natureza, na "Casa Comum" que nos preparou o Criador.

Quero exprimir a minha proximidade nestes momentos de sofrimento, assegurando-lhes de meus sufrágios por todos os membros do povo Kaiowá e Guarani já falecidos e de minhas preces ao Altíssimo para que se encontrem caminhos que possam garantir-lhes uma vida tranquila e pacífica na terra em que vivem.

Faço votos que o seu clamor seja ouvido pelas autoridades competentes a fim de que a esperança renasça em seus corações.

Invocando a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, abençoo de coração a todos e a cada um.

Por favor, continuem a rezar por mim; eu rezarei por vocês. 

 


A resposta do Papa Francisco foi enviada em junho desta ano e agora integra de forma simbólica às atividades

Confira, abaixo, a programação completa:

Dia 22/11

Atividades lúdicas, audiovisuais e festivas sobre a vida e as lutas de Marçal de Souza, Tupã’i
Horário: 8h
Local: Escola Municipal Indígena Agustinho, aldeia Bororó, Reserva de Dourados

Dia 23/11

Atividades lúdicas, audiovisuais e festivas sobre a vida e as lutas de Marçal de Souza, Tupã’i
Horário: 8h
Local: Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatu, na aldeia Jaguapiru, Reserva Indígena de Dourados

Atividades lúdicas, audiovisuais e festivas sobre a vida e as lutas de Marçal de Souza, Tupã’i
Horário: 14h
Local: Escola Municipal Indígena Ramão Martins, na aldeia Jaguapiru, Reserva Indígena de Dourados

Dia 24/11

Aty Guasu – entrega da carta do Papa Francisco aos Kaiowá e Guarani
Horário: 8h
Local: Tekoha Kunumi Vera, Caarapó (MS)

Ato público: Apyka’ i Vive! Damiana Presente!
Horário: 11h30
Local: Tekoha Apyka’i, rodovia MS-463

Tarde formativa


Missão junto aos povos indígenas em tempos de sinodalidade
Horário: 14h
Local: Instituto Pastoral da Diocese de Dourados (IPAD)

Memória martirial encenada: Vida e história de Marçal Tupã’i
Encenado pelo grupo Teatro Imaginário Maracangalha
Horário: 18h
Local: Praça central Antônio João, Dourados (MS)

Celebração da Missa da Terra Sem Males
Celebrada por Dom Leonardo Ulrich Steiner, cardeal-arcebispo de Manaus e presidente do Cimi, e por Dom Henrique Aparecido de Lima, bispo de Dourados
Horário: 18h30
Local: Catedral de Dourados (MS)

Dia 25/11

Resistência e memória: Marçal 40 anos, presente!

Abertura

Reza tradicional dos Nhanderu e Nhandesy Kaiowá e Guarani
Horário: 8h
Local: Cine-auditório Central, Unidade 1, UFGD

Mesa de debate
Marçal: história, presença e futuro nas lutas indígenas

Participantes:
Edina de Souza, filha de Marçal de Souza
Teodora de Souza, sobrinha de Marçal
Inaye Kaiowá
Jorge Kaiowá, liderança do tekoha Pirakua

Horário: 8h30
Local: Cine-auditório Central, Unidade 1, UFGD

Mesa de debate
Justiça por Marçal e para os mártires da causa Guarani

Participantes:
Paulo Suess, assessor teológico do Cimi
Egydio Schwade, membro-fundador do Cimi
Marco Antonio Delfino, procurador da República do Ministério Público Federal (MPF/MS)
Egon Heck, membro-fundador do Cimi

Horário: 10h30
Local: Cine-auditório Central, Unidade 1, UFGD

Tekoporaha: memória, luta e resistência de Marçal de Souza
Horário: 14h
Local: Casa do Marçal de Souza na aldeia Jaguapiru, Reserva Indígena de Dourados

(Agenda divulgada pelo Cimi)

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Infraestrutura

Avenida Ernesto Geisel começa a receber novo asfalto em Campo Grande

Primeira etapa prevê aplicação de 860 toneladas de massa asfáltica; melhorias integram pacote de R$ 22,1 milhões no entorno do Córrego Anhanduí.

18/08/2026 19h57

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação.

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação. Foto: Divulgação de Campo Grande.

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Uma das principais avenidas de Campo Grande começou a receber novo asfalto nesta terça-feira (18). A Avenida Ernesto Geisel entrou na etapa de restauração funcional, serviço que consiste na recuperação do asfalto já existente, no trecho entre as ruas Bom Sucesso e da Abolição. A intervenção faz parte do pacote de obras executado no entorno do Córrego Anhanduí.

Os trabalhos começaram pelo segmento entre as ruas Bom Sucesso e dos Andes. Somente nessa primeira frente, estão previstas 860 toneladas de massa asfáltica, que serão aplicadas ao longo de três dias.

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação.Recapeamento da Avenida Ernesto Geisel começou nesta terça-feira (18), em Campo Grande. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

Por se tratar de uma via de grande circulação e que acompanha parte do Córrego Anhanduí, a intervenção deverá alterar temporariamente a rotina de quem utiliza a região.

O recapeamento integra uma obra mais ampla, que inclui desde melhorias viárias até intervenções destinadas ao controle de inundações e processos erosivos.

Na sexta-feira (21), conforme o cronograma divulgado pela Prefeitura de Campo Grande, os serviços devem avançar para o trecho entre a Rua dos Andes e a Rua da Abolição. Posteriormente, os trabalhos também chegarão à região da Rua Bom Sucesso.

Além da recuperação do pavimento, estão previstas intervenções na ciclovia e a execução de meio-fio, sinalização, implantação de grama, plantio de árvores, instalação de defensas metálicas e outros serviços de infraestrutura.

R$ 2,9 milhões em asfalto e ciclovia

A etapa destinada especificamente à pavimentação e à ciclovia representa investimento de R$ 2,9 milhões. Desse montante, a maior parcela será aplicada no revestimento asfáltico, enquanto aproximadamente R$ 120 mil serão destinados à ciclovia.

A previsão do município é de que essa fase seja concluída até dezembro.

A prefeita Adriane Lopes afirmou que a recuperação da Ernesto Geisel faz parte da transformação planejada para a região do Anhanduí e destacou a importância da avenida para os deslocamentos na Capital.

Durante o início das obras, a prefeita Adriane Lopes destacou a importância da Avenida Ernesto Geisel para a mobilidade de Campo Grande e afirmou que as intervenções representam mais uma etapa da transformação da região, com melhorias nas condições de circulação e segurança para motoristas, ciclistas e pedestres.

Obra maior chega a 80% de execução

O recapeamento é apenas uma das etapas de um contrato que soma R$ 22,1 milhões em intervenções na região.

O projeto também contempla serviços para controle de inundações e de processos erosivos no fundo de vale do Córrego Anhanduí, no trecho atendido pelas obras, além do reforço estrutural da ponte localizada na Rua do Aquário.

De acordo com a Prefeitura, mais de 80% do conjunto das obras já foi executado. Com o início da recuperação do pavimento da Ernesto Geisel, o projeto entra em uma etapa que passa a ter impacto mais direto para motoristas e demais usuários da avenida.

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação.Trecho da Avenida Ernesto Geisel passa por recuperação do pavimento às margens do Córrego Anhanduí. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

A conclusão do recapeamento e das intervenções na ciclovia está prevista para dezembro, enquanto o avanço das demais frentes seguirá o cronograma do contrato.

Problemas se arrastam há mais de uma década

As intervenções atuais acrescentam mais um capítulo a um problema antigo da Avenida Ernesto Geisel. Há registros de erosões avançando sobre o asfalto às margens do Anhanduí pelo menos desde 2009.

Em dezembro de 2016, a Justiça chegou a determinar a realização de obras emergenciais de contenção nos pontos mais críticos e, em abril de 2018, teve início uma ampla revitalização da região, inicialmente orçada em quase R$ 49 milhões.

O projeto, porém, atravessou atrasos e paralisações: em setembro de 2019, os serviços foram interrompidos diante de problemas nos repasses federais e, em 2020, ainda havia trechos com trabalhos parados ou executados em ritmo lento.

Anos depois, a aveida continua recebendo intervenções para conter erosões, reduzir os efeitos das cheias e recuperar sua infraestrutura viária.

acidente

Polícia confirma quinta morte em colisão seguida de explosão na BR-163

Família saiu de Assis e seguia para um casamento no norte do País, quando houve o acidente, em Bandeirantes

18/08/2026 19h22

Após colisão, houve explosão na BR-163

Após colisão, houve explosão na BR-163 Foto: Reprodução

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A Polícia Civil confirmou mais uma morte na colisão entre uma carreta-tanque e dois carros de passeio, ocorrida no último domingo (16), na BR-163, em Bandeirantes. Com isso, o acidente deixou cinco mortos.

O delegado da Polícia Civil de Bandeirantes, Antenor Batista da Silva Júnior, disse ao Correio do Estado que, como houve explosão e incêndio após a batida, os corpos acabaram carbonizados e após trabalhos periciais, foi possível constatar que em um dos carros de passeio, um Toyota Etios, havia quatro pessoas da mesma família, e não três como inicialmente divulgado, além do motorista de um Ônix, Valderlanio Daniel, 49 anos, que também veio a óbito.

Valderlânio invadiu a pista contrária em uma ultrapassagem e colidiu de frente com uma carreta. Com o impacto, motorista da carreta perdeu o controle do veículo e invadiu a outra pista, batendo de frente com um caminhão-tanque, carregado de óleo diesel, que explodiu com a força do impacto.

O Toyota Etios seguia atrás do caminhão, não conseguiu parar a tempo e acabou atingido pelos veículos e pelo fogo, assim como um quarto carro que seguia depois.

Segundo o delegado, no Etios estava a família que saiu de Assis, em São Paulo, e seguia para o casamento de um familiar no norte do País.

O motorista foi identificado como Sérgio Doná. Ele seguia com o pai, José Doná, a mãe, Natalina Petrelini Doná Marques, e a irmã, Ana Maria Doná Marques, todos mortos no acidente.

Sérgio era pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) de Assis, unidade que dirigiu e desenvolveu e participou de pesquisas com mandioca, fruticultura, soja, milho e cana de açúcar, voltadas às condições de produção da região e às demandas dos agricultores.

 A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) emitiu nota de pesar, onde afirma que Doná era engenheiro agrônomo e mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, e dedicou sua carreira à pesquisa pública e ao desenvolvimento da agricultura no Médio Paranapanema.

"A trajetória de Sergio Doná evidencia a importância da pesquisa pública regional para o desenvolvimento da agricultura. Seu trabalho contribuiu para gerar conhecimento adaptado às condições do Médio Paranapanema e levar os resultados das pesquisas diretamente aos produtores rurais", diz a nota.

O acidente

O acidente ocorreu entre os quilômetros 568 e 569 da BR-163 por volta das 15h do último domingo (16). De acordo com as informações levantadas pela equipe policial, o Onix de Valderlânio trafegava no sentido crescente da BR-163, quando teria invadido a pista contrária e provocado a colisão que envolveu diversos veículos.

Valderlândio morreu no acidente, assim como os qutro ocupantes do Toyota Etios.

Além das cinco mortes, outras três pessoas ficaram em estado grave e uma pessoa teve ferimentos moderados.

Os motoristas dos caminhões e os ocupantes do terceiro carro de passeio foram levados ao hospital.

O trecho onde o acidente aconteceu na BR-163 deverá ser duplicado pela concessionária que administra a rodovia, a Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia.

De acordo com a empresa, a obra está prevista para ser concluída até o sétimo ano do novo contrato de concessão da rodovia, assinado em agosto, ou seja, só em 2033.

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