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MPMS firma acordo para dar fim a maus-tratos em fazenda com 8 mil bovinos

Proprietário de terras em Paraíso das Águas deverá pagar R$40 mil como forma de indenização por dano moral coletivo ambiental após flagra de animais desnutridos

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Após uma série de animais desnutridos serem identificados em uma propriedade rural no interior do Mato Grosso do Sul, o Ministério Público Estadual (MPMS) firmou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o proprietário da Fazenda Boemia II, em Paraíso das Águas, que seria dono de mais de 8,8 mil cabeças de gado. 

Esse TAC foi assinado há cerca de uma semana antes de sua publicação, na edição de sexta-feira (25) do Diário Oficial do MPMS, pelo promotor titular da 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Chapadão do Sul, Thiago Barile Galvão de França, com o agropecuarista Ivan Martins de Souza. 

Como bem esclarece o termo, além da terra em Paraíso das Águas, ele seria responsável por administrar outras propriedades vizinhas "sob a mesma unidade produtiva", sendo as seguintes fazendas: 

  • Boemia I, 
  • Boemia III e
  • Sucuri 

Esse ajustamento de conduta busca dar fim aos danos ambientais que estão associados a maus-tratos a bovinos por omissão no dever de cuidado, bem como impedir que práticas semelhantes tornem a acontecer, além de tentar reparar e diminuir os danos causados. 

Como é descrito pelo MPMS, que busca promover a adequação do manejo pecuário e a recuperação de pastagens degradadas, através de fiscalização ambiental e sanitária realizada nas propriedades de Ivan constataram uma série de irregularidades. 

Bovinos desnutridos

Segundo o texto, o rebanho desse produtor apresentava "baixo escore corporal", o que quer dizer que além de magros estariam com reservas de gordura e massa muscular abaixo do ideal, com sinais de desnutrição que culminaram até mesmo na ocorrência de morte desses animais que pastavam em uma área "severamente degradada". 

Assumindo a responsabilidade, esse produtor tem o prazo de cerca de quatro meses (120 dias a contar da assinatura do TAC) para comprovar uma série de pontos que indiquem um bom cuidado para com os animais da propriedade. 

Será necessária a comprovação de: 

  1. - disponibilidade contínua de água potável ao rebanho, com instalação/adequação de bebedouros (pilhetas/caixas) e manutenção operacional;
     
  2. - Fornecimento de alimentação suplementar compatível com o tamanho do rebanho e condição corporal observada, incluindo volumoso (feno/silagem) quando necessário;
     
  3. - Disponibilização de sal mineral e/ou proteinado, em cochos adequados e em número suficiente para evitar competição e exclusão;
     
  4. Distribuição dos pontos de água e alimentação assegurando acesso efetivo a todos os lotes;
     
  5. Adoção de manejo diferenciado para animais com escore corporal crítico, a serem segregados em lote específico e suplementação adequada;

Além disso, o proprietário precisará apresentar um Plano Técnico de Adequação de Lotação Animal, que deve conter, por exemplo, a taxa atual por hectare, taxa recomendada tecnicamente e eventual cronograma de redução, caso seja necessário. 

Essa comprovação se dará através de relatório técnico simplificado, com assinatura de assinatura de médico-veterinário ou zootecnista, mais o registro fotográfico que esteja devidamente datado e georreferenciado, além das  notas fiscais e/ou recibos referentes às rações; silagem; sal mineral; insumos, etc. 

Se esses animais ainda permanecerem com escore corporal considerado crítico após os quatro meses, será necessária a adoção de medidas adicionais de manejo e suplementação específica. 

Esse proprietário ainda têm 90 dias, contados desde a assinatura do termo, para realizar e comprovar a adequada destinação sanitária ambiental das carcaças dos animais que já morreram pela desnutrição, seguindo orientação do órgão competente. 

O texto do termo de ajustamento de conduta é claro quanto à proibição de que os corpos desses animais mortos permaneçam deixados a céu aberto. 

Haverá um monitoramento bimestral desse rebanho por um ano, que deverá observar as condições corporais, de alimentação, água, sanidade e situação das pastagens. 

Fica decretado o pagamento a título de compensação e indenização por dano moral coletivo ambiental e pelos custos sociais de prevenção e recuperação, no montante de R$40.000,00 que pode ser quitado até janeiro em quatro parcelas consecutivas de dez mil reais. 

Caso seja constatado o descumprimento, há ainda a previsão de uma multa diária de mil reais, que deve ser revertida ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Se optar por transferir a posse da propriedade, Ivan fica obrigado a deixar o comprador ciente das obrigações a serem cumpridas. 

 

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INTERIOR | MS

Arauco doa conjunto milionário de coleta seletiva para Inocência

Parte do Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, investimento contempla caminhão com gaiola, prensa hidráulica, triturador de resíduos verdes urbanos e mais

27/09/2026 14h30

Triturador de resíduos verdes urbanos foi o primeiro equipamento entregue ao Executivo de Inocência

Triturador de resíduos verdes urbanos foi o primeiro equipamento entregue ao Executivo de Inocência Reprodução/Divulgação/Acervo Arauco

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Iniciativa presente nas diretrizes do Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, distante aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, a megafábrica da Arauco apresentou investimento de R$1 milhão referente à doação de um conjunto completo de equipamentos de coleta seletiva, para a futura  Unidade de Triagem de Resíduos (UTR) em Inocência.

Ao todo, essa entrega contempla os seguintes itens: 

  1. Balança industrial
  2. Caminhão com gaiola;
  3. Empilhadeira;
  4. Esteira de triagem,
  5. Prensa hidráulica e,
  6. Um triturador de resíduos verdes urbanos

Justamente esse triturador de resíduos verdes urbanos foi o primeiro equipamento entregue ao Executivo de Inocência, ainda em 23 de setembro, que servirá para o trato das sobras e podas de árvores, contribuindo para a limpeza pública de Inocência. 

Esse destino adequado previne riscos de queimadas e, consequentemente, diminui os focos de doenças caso esses materiais terminem descartados em aterros sanitários. 

Conforme a companhia, que pretende inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em 2027 em Inocência, os demais repasses devem acontecer quando terminarem as obras da Unidade, que por sua vez são executadas pelo poder municipal, o qual prevê início de operações até fevereiro do ano que vem.

Nas palavras da gerente executiva de Meio Ambiente da Arauco, Camila Paschoal, essas iniciativas demonstram seu valor ao longo prazo, com ganhos socioambientais serão ainda mais expressivos já a partir de quando a Unidade de Triagem de Resíduos estiver em pleno funcionamento. 

"Além de aprimorar a gestão dos resíduos sólidos, com a redução do volume destinado a aterros e a ampliação das oportunidades de reaproveitamento de materiais, a estrutura contribuirá para a proteção do solo e dos recursos hídricos, reduzindo riscos de contaminação.

Esse investimento vai além da entrega de equipamentos: nosso compromisso é contribuir para a construção de um legado socioambiental duradouro para Inocência, apoiando o desenvolvimento sustentável e fortalecendo a economia circular no município”, cita ela em nota.

Em balanço repassado pelo secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Inocência, Valdenir Queiroz Mariano, a área comprada onde um barracão para a coleta seletiva será implantada terá capacidade para armazenar até 60 toneladas de resíduos. 

Atualmente, o município gera cerca de 22 toneladas diárias, e a implantação dessa estrutura de triagem será fundamental para melhorar a separação, o aproveitamento dos materiais e a destinação final adequada”, diz

Megafabricas em MS

Esse projeto da Arauco em Inocência, abastecido com cerca de 400 mil hectares de floresta de eucalipto, tem previsão de produzir eletricidade em larga escala e em um ciclo fechado. Os investimentos da Arauco já registraram um salto da ordem de 40% desde o anúncio do empreendimento, indo de US$3 bilhões (R$16,5 bilhões) na primeira etapa para US$4,6 bilhões (R$25 bilhões) no projeto Sucuriú.

Atualmente Mato Grosso do Sul abriga três fábricas de celulose em atividade, sendo a da Suzano, que está em operação desde 2009 em Três Lagoas, a primeira entre as gigantes do setor.

Na mesma cidade, a Eldorado, do grupo J&F, funciona desde 2012, enquanto a terceira pertence à Suzano e fica em Ribas do Rio Pardo. 

E, além do projeto da Arauco em Inocência, existem estudos para instalação de uma quinta unidade, desta vez em Água Clara, que deve ser erguida pela Bracell, o que apesar do acordo de confidencialidade, foi também confirmada em nove de abril pelo diretor da Energisa.

 

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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Saúde em MS custa R$ 1,61 bilhão para Governo do Estado em 2026

Cerca de 28% do montante foi destinado para o custeio da Secretaria da Saúde e 20,35% para pagamentos de encargos sociais e pessoal

27/09/2026 10h00

Fachada da Secretaria de Estado de Saúde - SES/MS

Fachada da Secretaria de Estado de Saúde - SES/MS FOTO: Divulgação

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) prestou contas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), em evento realizado no Plenarinho, nesta semana. De acordo com a divulgação dos dados, no acumulado do ano, mais de R$ 2,01 bilhões foram empenhados e R$ 1,61 bilhão foram pagos até agora. Somente de recursos estaduais foram pagos R$ 1.326.551.942,88 em 2026.

Neste 2° quadrimestre de 2026, foram aplicados R$ 934 milhões através de recursos estaduais e federais para ações e serviços em saúde. O período referente é entre os meses de maio e agosto. 

O Poder Executivo detalhou os gastos à Comissão Permanente de Saúde do Legislativo, em que demonstrou que todas as fontes de recursos somadas, estadual e federal, foram empenhados R$ 1.011.876.236,01 e liquidados R$ 947.212.732,99 no 2° quadrimestre.

Onde foi aplicado?

Na representatividade de desembolso por fonte, 28,07% de despesas correntes foram destinadas para o custeio da Secretaria, como água, luz, locação de máquinas, entre outros e 20,35% de encargos sociais e pessoal. Transferências a instituições privadas sem fins lucrativos somaram 16,99% do montante e os demais somam menos de 2% cada um.

O secretário Estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, participou da audiência e afirmou que a consolidação da política estadual de financiamento hospitalar e o avanço da regionalização da saúde foram alguns dos principais resultados do segundo quadrimestre de 2026.

"Houve um aumento da oferta de procedimentos no interior e a ampliação da capacidade dos municípios para atender pacientes que antes precisavam ser transferidos para os grandes centros. Na minha ótica, a gente está consolidando a política estadual de financiamento hospitalar. A Pé-Hosp está se consolidando como uma política muito interessante de financiamento hospitalar para todo o Estado, principalmente para o interior, o que nos ajuda definitivamente a desafogar os principais centros, Campo Grande, Dourados e Três Lagoas", considerou. 

Foi feita uma comparação entre os valores efetivamente pagos do 2º quadrimestre nos últimos três anos:

Fachada da Secretaria de Estado de Saúde - SES/MS
Comparativo dos 2° quadrimestres de 2024 à 2026 / Divulgação

Atendimentos hospitalares

Vários servidores da Saúde apresentaram seus relatórios por setor. Segundo a auditoria, foram realizados 7.897.950 procedimentos de saúde estimados pela revisão da produção ambulatorial e 18.429 internações contabilizadas pela revisão da produção hospitalar, número menor do que no quadrimestre passado, que foi justificado pelo secretário de Saúde, Maurício Simões, como um ganho após o programa MS Saúde.

"Com o incremento da oferta de procedimentos atendemos uma demanda reprimida, ampliamos vastamente a rede, o que, naturalmente, reduziu a pressão nesse quadrimestre. Essa questão ainda precisamos aprofundar, mas minha impressão inicial é essa", explicou.

Fachada da Secretaria de Estado de Saúde - SES/MS
Oferta e produção de serviços na rede assistencial própria / Divulgação

Mato Grosso do Sul tem cadastrados 94 estabelecimentos de saúde, sendo 45 em gestão dupla, com parceria do Estado com os municípios e outros 49 de gestão somente estadual. Os 10 vacimóveis adquiridos do semestre também estão cadastrados nessa soma.

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