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4 dias

Confira o que abre e o que fecha no feriadão de Dia do Servidor e de Finados

Dia do Servidor foi transferido para o dia 30 de outubro, enquantro Dia de Finados será na segunda-feira, gerando feriadão de quatro dias

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No dia 2 de novembro é celebrado o Dia de Finados. A data é feriado nacional e, neste ano, irá cair em uma seguda-feira.

O feriado irá emendar com o fim de semana e, em Mato Grosso do Sul, também com a sexta-feira (30), devido ao dia do servidor, celebrado no dia 28 de outubro, mas transferido para o dia 30, gerando um feriadão de quatro dias para os servidores públicos.

Na sexta-feira, não haverá funcionamento apenas nas repartições públicas municipais e estaduais.

Já na segunda-feira, alguns estabelecimentos não abrem, enquanto outros terão horário de funcionamento alterado em razão da data.

Confira o que abre e o que fecha:

Supermercados

Os supermercados e hipermercados podem abrir normalmente durante o feriadão.

Comércio

O comércio de Campo Grande não poderá abrir no Dia de Finados, conforme consta em Convenção Coletiva de Trabalho. No dia do servidor não haverá alteração.

Mercadão Municipal

O Mercadão Municipal irá abrir das 6h30 às 18h na sexta-feira e das 66h30 ao meio-dia na segunda-feira.

Shoppings

  • Campo Grande

Abre das 10h às 22h na sexta. No Dia de Finados, as lojas físicas permanecerão fechadas, enquanto as áreas de alimentação e lazer funcionarão normalmente, das 10h às 22h. 

  • Norte Sul Plaza

Abre das 10h às 22h na sexta. A estrutura estará aberta das 11h às 21h para operações de alimentação e lazer. A abertura das lojas de varejo ficará a critério de cada lojista.

  • Bosque dos Ipês

Abre das 10h às 22h na sexta. No Bosque dos Ipês, as operações de lazer e alimentação funcionarão normalmente, das 10h às 22h., enquanto as demais lojas não abrem.

  • Pátio - O shopping do Centro

Abre das 8h às 20h na sexta. Não haverá funcionamento do Pátio - o Shopping do Centro no feriado de Finados.

Feira Central

Abre das 16h às 23h na sexta-feira e não abrirá na segundas-feira.

Bancos

As agências bancárias não terão atendimento presencial ao público na segunda-feira. Como alternativa, os clientes poderão utilizar aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos, atendimento telefônico e correspondentes

Unidades de saúde

Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, Centros Regionais de Saúde 24 horas irão funcionar normalmente em regime de plantão no feriadão.

Judiciário

No Judiciário, de sexta-feira a segunda apenas o plantão judicial estará em funcionamento para os casos considerados urgentes, como mandados de segurança, habeas corpus, requerimento de realização de corpo de delito, ação cautelar de busca e apreensão e aqueles que exijam providência imediata.

Órgãos Públicos

Não haverá expediente nas repartições públicas municipais e estaduais na sexta-feira (30) e no dia de Finados.

A exceção fica por conta dos serviços considerados essenciais, como saúde e segurança, que funcionarão em escala de plantão.

Lotéricas

As casas lotéricas não devem abrir na segunda-feira, pois não haverá sorteio de loteria no Dia de Finados.

Detran

As agências do Detran de Mato Grosso do Sul não irão funcionar nos quatro dias de feriadão.

Correios

As agências dos Correios estarão fechadas na segunda-feira, mas funcionam normalmente, conforme o horário de cada unidade, na sexta.

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Exclusivo

Agora vai! Shopping Cidade Morena anuncia terraplenagem e prazo de entrega

Após anos de espera, empresa confirma terraplenagem em breve, revela investimento de R$ 165 milhões e estima conclusão em 36 a 42 meses.

29/10/2026 16h26

Terreno destinado à construção do Shopping Cidade Morena, que deverá receber os primeiros trabalhos de terraplenagem após a liberação da licença ambiental.

Terreno destinado à construção do Shopping Cidade Morena, que deverá receber os primeiros trabalhos de terraplenagem após a liberação da licença ambiental. Foto: Correio do Estado.

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O Shopping Cidade Morena, um dos empreendimentos comerciais mais aguardados de Campo Grande, deverá iniciar em breve os primeiros trabalhos no terreno destinado à construção do centro comercial, na região sul da Capital.

A informação foi confirmada com exclusividade ao Correio do Estado pela empresa responsável pelo projeto, que também revelou um investimento atualizado de R$ 165 milhões e novos detalhes da estrutura prevista para o empreendimento.

A confirmação ocorre um dia após a reportagem revelar que o shopping recebeu da Prefeitura de Campo Grande a licença ambiental de instalação, válida por 12 meses, a partir de 21 de outubro de 2026.

A autorização foi publicada na edição de quarta-feira (28) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Em resposta aos questionamentos encaminhados pela reportagem, a administração do empreendimento informou que o processo de licenciamento foi concluído e que a próxima etapa será a terraplenagem do terreno, procedimento necessário para preparar a área que receberá a construção.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região sul de Campo Grande concentra aproximadamente 218 mil moradores.

A implantação do Shopping Cidade Morena deverá ampliar as opções de compras, alimentação e lazer para essa população, que aguarda há anos a chegada de um empreendimento comercial desse porte."

"Estamos autorizados a iniciarmos os trabalhos e logo será feita a terraplenagem do terreno. Até o primeiro trimestre de 2027, soltaremos o cronograma de obras, muito embora os primeiros passos já estão sendo dados", informou a empresa.

Com a licença ambiental concedida, a empresa já está autorizada a iniciar os trabalhos e prevê realizar a terraplenagem em breve. O cronograma oficial das obras será divulgado até março de 2027, com o detalhamento das próximas etapas de construção do Shopping Cidade Morena.

Shopping poderá ser entregue em até 42 meses

Outra novidade revelada ao Correio do Estado é a estimativa de prazo para a conclusão do empreendimento. Segundo a empresa, a previsão atual é de 36 a 42 meses, o equivalente a três anos a três anos e meio.

A administração afirma que existe a possibilidade de antecipar a entrega, mas prefere trabalhar com uma projeção conservadora diante da complexidade da construção.

"Estamos estimando um prazo entre 36 e 42 meses, mas existe a possibilidade de entregarmos a obra antes dessa previsão. Por hora, seremos conservadores e trabalharemos com a real expectativa", declarou.

Novo projeto terá mais de 150 lojas e cinema com cinco salas

Além do início dos trabalhos, a administração apresentou detalhes das modificações realizadas no projeto original do Shopping Cidade Morena.

De acordo com as informações encaminhadas à reportagem, o empreendimento contará com mais de 150 lojas e mais de 800 vagas de estacionamento, além de espaços destinados à alimentação, lazer e entretenimento.

Uma das principais mudanças está prevista para o primeiro piso, que terá uma área semicoberta destinada à instalação do cinema e de dois restaurantes. A proposta, segundo a empresa, é oferecer um ambiente moderno e agradável aos visitantes.

“Fizemos algumas adaptações no projeto: no primeiro piso teremos uma área semi-coberta que receberá o cinema e dois restaurantes. Teremos um empreendimento com características modernas e agradáveis para o público.”

O cinema contará com cinco salas de exibição. Também haverá uma área de jogos voltada ao público infantil, ampliando as opções de entretenimento para famílias.

Na área gastronômica, o projeto prevê 18 operações de alimentação rápida na praça de alimentação, além de oito restaurantes distribuídos pelo empreendimento.

A nova configuração representa uma atualização da proposta apresentada nos últimos anos, período em que o shopping passou por diferentes alterações de estrutura e planejamento.

Investimento atualizado será de R$ 165 milhões

O valor necessário para a implantação do Shopping Cidade Morena também foi atualizado. Em resposta em primeira mão, a empresa informou que o investimento total previsto atualmente é de R$ 165 milhões.

O montante é inferior aos aproximadamente R$ 300 milhões mencionados em divulgações anteriores sobre o empreendimento, conforme histórico já publicado pelo Correio do Estado. A administração não detalhou, nas respostas encaminhadas, os fatores responsáveis pela diferença entre as estimativas.

O empreendimento será construído na Avenida Gury Marques, nas proximidades da Avenida dos Cafezais, na região do Bairro Centro-Oeste, na região sul de Campo Grande, ao lado do Atacarejo Fort Atacadista.

A localização foi novamente confirmada pela assessoria do shopping à reportagem, após a publicação da licença ambiental de instalação.

Empresa explica demora para tirar shopping do papel

O Shopping Cidade Morena acumula um histórico de anúncios, reformulações e adiamentos desde a apresentação inicial do empreendimento, em 2017.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, o projeto recebeu alvará de construção em 2023, quando havia expectativa de que os trabalhos começassem ainda naquele ano. Posteriormente, novas previsões foram anunciadas, mas não se concretizaram.

Questionada sobre os motivos que impediram o avanço da construção, a empresa explicou que desenvolve o empreendimento no terreno atual desde meados de 2019 e que a pandemia de Covid-19 provocou mudanças no planejamento.

Segundo a administração, o período também foi utilizado para reformular o projeto e adequá-lo a novas exigências ambientais e sociais.

A empresa reconheceu que o licenciamento demandou um processo prolongado, em razão do impacto que a implantação do shopping poderá representar para a região sul e para Campo Grande.

“Por ser um projeto com grande impacto para a região Sul e para a cidade de Campo Grande, tivemos um trâmite longo, porém, contamos com o apoio técnico da Prefeitura para eliminar todos os obstáculos.”

De acordo com a administração, houve apoio técnico da Prefeitura durante a tramitação, o que contribuiu para superar os obstáculos relacionados à obtenção das autorizações.

Após anos de espera, empresa reafirma compromisso com construção

Mesmo diante dos sucessivos adiamentos, a administração afirma que mantém o compromisso de executar o empreendimento e entregar o novo espaço comercial à população.

Em resposta ao Correio do Estado, os responsáveis destacaram a importância do projeto para os moradores da região sul, que aguardam há anos a implantação de um centro comercial de grande porte.

"Estamos ansiosos para a entrega do Shopping Cidade Morena. Sabemos o quanto a população da região Sul de Campo Grande espera e necessita de um local como o que estamos projetando", afirmou a empresa.

A administração acrescentou que as adequações foram necessárias para garantir um planejamento mais consistente, especialmente em relação às responsabilidades ambientais.

Com a licença de instalação concedida, a previsão de terraplenagem e a divulgação do novo investimento, o Shopping Cidade Morena entra em mais uma etapa de sua trajetória.

A expectativa agora se concentra no início efetivo dos serviços no terreno e na apresentação do cronograma oficial, prometido para o primeiro trimestre de 2027.

crime ambiental

Lama da mineração invade fonte que abastece comunidade pantaneira

Cerca de cem moradores da comunidade Antônio Maria Coelho amanheceram nesta quinta-feira com a água de consumo doméstico totalmente tomada pela lama

29/10/2026 14h10

Água da chuva foi direcionada para o córrego que abastece a comunidade Antônio Maria Coelho na noite desta quarta-feira (28)

Água da chuva foi direcionada para o córrego que abastece a comunidade Antônio Maria Coelho na noite desta quarta-feira (28)

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Os cerca de cem moradores do povoado Antônio Maria Coelho e praticamente toda a estrutura turística do Balneário Menck, a cerca de 45 quilômetros da área urbana de Corumbá, foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira (29) com a água que abastece a comunidade totalmente tomada pela lama procedente das atividades da mineração desenvolvidas pela LHG Mining, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Segundo Edevaldo Santana de Oliveira, a água que abastece a comunidade é captada e canalizada a partir do Córrego Piraputanga, a cerca de 3,5 quilômetros de distância. E, de acordo com ele, próximo ao local de captação existe uma espécie de muro de arrimo para impedir que água barrenta das estradas chegue ao córrego.

Na noite passada, porém, algum funcionário da mineradora, utilizando uma máquina, destruiu esta proteção e direcionou a água da chuva em direção ao local onde ocorre a captação, explica Edevaldo, que há 58 anos mora na comunidade Antônio Maria Coelho.

E, de acordo com ele, a chuva não foi intensa e não existe explicação lógica para fizesse a manobra. “Acho que foi para desviar a água que ficava empossada próximo de uma guarita da mineradora. Isso é um crime ambiental e alguém precisa ser responsabilizado por isso”, opina Edevaldo. 

Historicamente a comunidade, instalada às margens da desativada ferrovia (estação Antônio Maria Coelho) captava água de córregos mais próximos. Mas, por conta da mineração, estas nascentes secaram e eles tiveram de improvisar a tubulação para trazer a água de longe.

Na comunidade existe um reservatório de dez mil litros e a partir dele a água é direcionada para as caixas dos moradores. Por volta do meio dia desta quinta-feira a coloração da água procedente do Piraputanga já havia melhorado, mas os reservatórios estão todos tomados pela lama, reclama Edeltrudes Correia Olveira, mais conhecida como Edil.

Por conta da lama, a água dos reservatórios foi despejada nesta quinta-feira. Porém, as escorrer ela invadiu o pátio da escola da comunidade, inviabilizando até mesmo as atividades lúdicas das crianças, reclamaram os vereadores (veja vídeo). 

Os moradores da região consomem a água do Corrego Piraputanga sem qualquer tipo de tratamento. Eles chegaram a receber filtros, mas praticamente todos já abandonar os equipamentos, pois a cada semana eram obrigados a substituir os refis, pois ficavam tomadas pela lema e a água simplesmene não passava mais, segundo Edevaldo. 

"Antigamente tinhamos água mineral aqui. Prova disso é que vinha gente de tudo que é lado para buscar água, já que que tinha a fama se ser medicinal. Hoje, não temos água mineral, mas temos água com minério de ferro", lamenta a senhora Edil antes de enviar uma série de vídeos mostrando a água avermelhada. 

O Correio do Estado procurou a LGH Mining e a informação que obteve é de que uma equipe que fica na área urbana de Corumbá foi enviada à comunidade para tentar entender o que ocorreu

Mas, a água barrenta não é o único problema da comunidade. Mais grave que isso, reclamam, é a poeira procedente da atividade de mineração. Na região circulam diariamente em torno de 300 carretas que levam minério de ferro até o Porto Esperança, localizado a cerca de 45 quilômetros de distância, às marges do Rio Paraguai.

Além da poeira procedente da extração de minérios, eles convivem com a fuligem da siderúrgica da empresa Vetorial, que utiliza dezenas de toneladas de carvão carvão diariamente para produzir ferro gusa.

Por conta das reclamações, a LHG Mining assumiu o compromisso de umidificar as estradas, o que ameniza, mas não acaba com o problema da poeira. E a tendência é de que a situação se agrave, pois a mineradora conseguiu autorização para aumentar a extração anual de 12 para 25 milhões de toneladas de minério.

Neste projeto, porém, existe a previsão de que boa parte dos caminhões seja retirada das estradas. O projeto prevê a construção de uma correia de 12 quilômetros para levar o minério até a estação ferroviária. Esta correia, conforme o projeto, será coberta e praticamente elimina a poeira que existe atualmente.

Depois, tudo será carregado em vagões e levado pela ferrovia até o Porto Gregório Curvo, em Porto Esperança, onde estão previstos investimentos de R$ 1,9 bilhão para ampliar a modernizar o sistema de carregamento do minério nas barcaças que descem pelo Rio Paraguai. A meta da LHG é despachar até 15 milhões de toneladas de minério por ano a partir deste porto.

Os investimentos bilionários previstos na mineração da região se explicam pela qualidade do material. O minério extraído no Maciço do Urucumpossui alto teor de pureza e qualidade excepcional, sendo uma das principais províncias minerais do Brasil. Como a região é rica tanto em ferro quanto em manganês, os níveis de pureza variam de acordo com o mineral, entre 62% e 67%. Em outras minas, este teor é da ordem de 40%.

Nos primeiros oito meses deste ano foram ocorreu aumento de 11% nas exportações de minério feitas a partir de Corumbá, passando de 6,349 milhões de toneladas para 7,080 milhões de toneladas, tudo sendo escoado pela hidrovia do Rio Paraguai. É o maior volume da já exportado neste período e praticamente tudo isso passou pela comunidade Antônio Maria Coelho. 

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