Cidades

PRÁTICA CRIMINOSA

MS ainda tem 20 empresas na lista suja do trabalho escravo no Brasil

MS ainda tem 20 empresas na lista suja do trabalho escravo no Brasil

DA REDAÇÃO

27/05/2011 - 15h32
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O Brasil ainda tem cerca de 20 mil trabalhadores que atuam em condição análoga à escravidão e os atuais métodos de combate à prática criminosa ainda não são suficientes para zerar a conta. Quem admite a situação é o Ministério Público do Trabalho (MPT) que lançou hoje (27) uma campanha nacional para sensibilizar a sociedade desse problema que persiste mais de um século depois do fim da escravidão no país. A campanha busca atingir empresários, sociedade e trabalhadores por meio de propagandas de TV, rádio e uma cartilha explicativa. Apesar dos dados não serem muito atualizados na lista suja do trabalho escravo ainda constam 20 empresas de Mato Grosso do Sul.

A ideia é mostrar que o trabalho escravo não se configura apenas pela situação em que o trabalhador está preso em alguma propriedade no interior, sem comunicação. “A legislação penal brasileira mudou em 2003 e incluiu condições degradantes de trabalho e jornadas exaustivas como situações de trabalho escravo. O trabalho escravo não é só o que tem cerceio de liberdade, pode ser psicológico, moral”, explica Débora Tito Farias, coordenadora nacional de erradicação do trabalho escravo do MPT.

Essa mudança na percepção está levando os órgãos fiscalizadores a encontrar novas situações de trabalho degradante também no meio urbano, como em confecções e na construção civil. A campanha pretende ajudar a sociedade a identificar e denunciar essas práticas. “A pressão social hoje é um fator muito importante em qualquer tipo de campanha. É importante que a sociedade perceba que a comida, o vestido pode ter um componente de trabalho escravo”, afirma o procurador-geral do Trabalho, Otávio Lopes.

Segundo o procurador, a compra de produtos que respeitem a dignidade humana deve ser vista da mesma forma que já ocorre com produtos orgânicos e com a preservação da natureza. Atualmente, uma lista do Ministério do Trabalho detalha os empregadores que submeteram trabalhadores à condição análoga a de escravo. Mais conhecida como lista suja do trabalho, a publicação tem hoje 210 empregadores listados.

Lopes afirma que o principal problema para zerar o trabalho escravo no Brasil é a reincidência, uma vez que muitos trabalhadores resgatados e não qualificados acabam voltando para a situação que tinham antes. “Quando tiramos aquela pessoa da situação de trabalho e não damos uma alternativa de qualificação, não estamos ajudando, estamos enganando.”

De acordo com o MPT, as parcerias para qualificação do trabalhador estão sendo firmadas com administrações estaduais e locais, de acordo com a necessidade econômica de cada região.

 

(com informações da Agência Brasil)

CAMPO GRANDE

Homem passa mal e morre durante desfiles das escolas de samba

Rapaz estava assistindo aos desfiles, quando, em determinado momento, fechou as mãos, esticou os braços e caiu no chão

18/02/2026 08h35

Arquibancada da Praça do Papa no desfile das escolas de samba - Imagem de ilustração

Arquibancada da Praça do Papa no desfile das escolas de samba - Imagem de ilustração Foto: PMCG

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Última noite dos desfiles das escolas de samba terminou em tragédia.

William Roas Batista, de 36 anos, morreu após passar mal, na noite desta terça-feira (17), durante os desfiles das escolas de samba, na Praça do Papa, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o rapaz estava assistindo aos desfiles, quando, em determinado momento, fechou as mãos, esticou os braços e caiu no chão.

Ele foi levado até a tenda médica instalada no evento e foi reanimado por cerca de duas horas, mas, não resistiu e faleceu no local.

Após confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito para os exames necessários.

De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz faz uso de entorpecentes e bebida alcoólica, mas, segundo o irmão, ele não havia bebido na presente data e estava sem usar drogas há 15 dias.

Além disso, ressaltou que seu irmão já havia passado mal em outras ocasiões, mas não havia buscado atendimento médico.

A morte foi constatada às 1h53min e o boletim de ocorrência foi registrado como "morte natural" às 5h57min na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

Ao todo, 20 mil pessoas marcaram presença na última noite de desfile das escolas de samba de Campo Grande, onde se apresentaram Os Catedráticos do Samba, Deixa Falar e Cinderela Tradição.

Quarta-Feira de Cinzas

Órgãos municipais só abrem à tarde hoje (18) em Campo Grande

Devido ao feriado de Quarta-Feira de Cinzas (18) e ao corte de gastos, o horário do funcionalismo público será vespertino

18/02/2026 08h34

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Excepcionalmente, devido ao feriado de quarta-feira de Cinzas (18), conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o expediente dos órgãos públicos funcionará no período vespertino.

A publicação altera o turno dos servidores para a tarde, das 13h às 17h30.

Em outubro de 2025, a Prefeitura Municipal de Campo Grande, com a justificativa de corte de gastos e tentativa de reequilíbrio financeiro, reduziu a jornada dos funcionários públicos para seis horas diárias, estabelecendo o funcionamento dos órgãos municipais das 7h às 13h30.

Essa medida de contenção de gastos tem prazo de 120 dias, com previsão de término ainda neste mês ou no começo de março.

No entanto, como a medida não havia sido aplicada às unidades e aos serviços considerados essenciais, ela não se aplica ao atendimento à população durante o feriado do dia 18.

O atendimento desses serviços segue os horários anteriores, das 7h às 17h, em regime de plantão.

Unidades de saúde

Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, Centros Regionais de Saúde 24 horas irão funcionar normalmente em regime de plantão.

*Saiba

No ano passado, a Prefeitura de Campo Grande implantou um plano de contingência de gastos, com diversas medidas que visavam à redução de despesas, na tentativa de reequilíbrio financeiro.

Com o decreto, foram reduzidas as cargas horárias de funcionários e servidores municipais para 30 horas semanais. Antes, eles trabalhavam das 7h às 17h e, desde então, atendem das 7h às 13h30.

Além da redução salarial, com corte de 20% no salário da prefeita Adriane Lopes e de todo o alto escalão, foi solicitado a cada secretaria municipal um plano para redução de 20% nos custos com a folha de pagamento.

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