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MS é o 2º estado com menor índice de furto de celulares no país

Governo Federal passará a notificar ladrões via mensagem de texto e Whatsapp nos próximos dias

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Mato Grosso do Sul é o 2º estado com menor índice de furto de celulares no país, é o que apontam os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024. O debate acerca do tema ganhou força recentemente após o presidente Lula subir o tom de declarações contra os responsáveis por esse tipo de crime, quando disse que o Governo Federal não permitirá que a “república de ladrões de celular” assuste as pessoas nas ruas.

O endurecimento do discurso cresceu em meio à atualização do programa Celular Seguro, criado pelo governo Lula (PT) em 2024, e que passará a notificar, via mensagem, aparelhos furtados e roubados que foram habilitados em uma nova linha telefônica.

A ação deve começar nesta semana, e quem não acatar a medida poderá ser alvo de um inquérito por furto, roubo, receptação ou associação criminosa.

Conforme os números, o Estado é segundo com menor índice de furtos, sendo 41 a cada 100 mil habitantes, à frente apenas do Rio Grande do Sul, que registrou 32,3 roubos nesta mesma proporção.

Presentes no Anuário de 2024, os números se referem a 2023, primeiro ano de mandato do presidente Lula. À época, foram roubados 3.428 celulares em todo o Estado.

No mesmo sentido, o índice de roubos de celulares, também se manteve entre os menores do Brasil no mesmo período, 1.129 ao todo, porcentual de 124 a cada 100 mil habitantes, números que colocam Mato Grosso do Sul como o 3º estado com menos registros deste tipo de crime, à frente apenas dos índices proporcionais de Maranhão e Paraíba.

Os dados elencam que a maioria dos furtos realizados em Mato Grosso do Sul ocorreram em vias públicas e estabelecimentos comerciais, ambos com 26%, seguido por furtos em residências (20,9%). 

Em âmbito nacional, os roubos de celulares caíram 10% no Brasil. Em contrapartida, os furtos dos aparelhos superaram os roubos pela primeira vez, com 494.295 contra 442.999 casos, respectivamente. Entre 2018 e 2023, enquanto os roubos de celular tiveram queda de 21%, os furtos de celular tiveram crescimento de 13,7%.

De modo geral, os furtos apresentam maior incidência nos finais de semana: sábados e domingos somam 35% dos registros. Os roubos, por sua vez, são mais frequentes entre terça e sexta-feira.

De acordo com o parecer do Anuário de Segurança Pública, o movimento dos furtos de celulares pode estar diretamente relacionado a uma tática comum entre os criminosos “para subtrair aparelhos desbloqueados das mãos das vítimas, que é o uso de bicicletas e motos para abordar as vítimas e arrancar de suas mãos os aparelhos de forma abrupta e com pouco tempo de reação.

Celular Seguro

O Programa Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), visa combater o roubo e o furto de aparelhos celulares no país. Uma das saídas propostas pelo MJSP para reduzir esse tipo de crime é a utilização de uma tecnologia para comunicar o crime e, ao mesmo tempo, acionar bloqueios do próprio aparelho, dos aplicativos bancários e de eventuais acessos disponíveis no dispositivo móvel.

Uma das saídas propostas pelo MJSP para reduzir esse tipo de crime é a utilização de uma tecnologia para comunicar o roubo ou o furto e, ao mesmo tempo, acionar bloqueios do próprio aparelho, dos aplicativos bancários e de eventuais acessos disponíveis no dispositivo móvel.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Instituições Financeiras e as Operadoras de Telefonia colaboraram com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para o desenvolvimento do projeto.

A partir do programa, os parceiros dessa iniciativa serão alertados e tomarão providências necessárias para evitar maiores problemas. O Programa Celular Seguro é destinado a todos os cidadãos brasileiros. Para registrar o aparelho celular é preciso estar cadastrado no Gov.br.

Nova etapa 

A ação de bloqueio do aparelho será possível para usuários que, logo após sofrerem o roubo ou o furto, acionarem o recurso “Modo recuperação” no programa Celular Seguro.

A função bloqueia todo o aparelho, como aplicativos de banco, mas mantém ativo o código IMEI, número de identificação do celular.

O bloqueio total também está disponível para os usuários do programa. Neste caso, a linha telefônica é completamente desativada, assim como todas as contas vinculadas às instituições parceiras. O programa pode ser baixado via loja de aplicativos tanto para os usuários de IOS e Android. 

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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