Mato Grosso do Sul entrou na rota de chuvas intensas previstas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para este final de semana e a trégua de dois dias deve chegar ao fim.
Na manhã deste sábado (7), por volta das 10h, a entidade meteorológica emitiu dois alertas de chuvas intensas que abrangem municípios do Estado. O primeiro é um alerta amarelo (perigo potencial), do qual apresenta chances de chuvas de “20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia”, além de ventos fortes de até 60 km/h. Neste, todas as 79 cidades sul-mato-grossenses estão incluídas.
Já o outro aviso é um pouco mais severo, sendo um alerta laranja (perigo), que prevê precipitação entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos que podem alcançar os 100 km/h. Pelo nível maior de gravidade caso aconteça, o Inmet orienta à população:
- Não se abrigar debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas
- Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
- Caso precise, obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Ao todo, são 33 municípios de Mato Grosso do Sul envolvidos neste alerta, incluindo Anastácio, Aquidauana, Campo Grande, Corguinho, Coxim e São Gabriel do Oeste, que estão no centro da situação do Rio Aquidauana, que chegou ao pico de 8,43 metros no decorrer da madrugada deste sábado (7) e, em caso de aumento no nível da água, pode causar consequências aos habitantes destas cidades.
Mês chuvoso
Como reportado pelo Correio do Estado na quarta-feira (4), fevereiro começou de forma intensa em todas as regiões de Mato Grosso do Sul e indicou que iria superar as médias históricas da maioria dos municípios. Em apenas sete dias, oito cidades já alcançaram essa marca mensal: Corguinho, Campo Grande, Camapuã, São Gabriel do Oeste, Coxim, Aquidauana, Porto Murtinho e Miranda.
Para o meteorologista Vinícius Sperling, a tendência é que a primeira quinzena de fevereiro realmente seja chuvosa, como vem demonstrando no decorrer dos dias.
“A gente consegue perceber que essa primeira quinzena de fevereiro tende a ser mais chuvosa mesmo, embora o pico estivesse previsto entre domingo e terça-feira até quarta-feira desta semana. Há algum apontamento que na quinta e na sexta a tendência é de diminuir um pouco essas chuvas. Mesmo assim, dá a entender que teremos uma primeira quinzena de fevereiro mais chuvosa”, explica o especialista.
Sperling também comenta que as condições climáticas com as quais a população da região central do Estado está sendo obrigado a conviver durante o início deste mês começaram no último dia de janeiro, quando foi observado o avanço de uma frente fria que resultou nas chuvas registradas até o momento.
“No dia 31 [de janeiro], começamos a perceber o avanço de uma frente fria entre sábado e domingo, o que favoreceu acumulados significativos aqui no Estado. E, entre segunda e terça, trouxe toda essa chuvarada, mas com uma outra situação meteorológica, com sistema de baixa pressão, cavados, transporte intenso de umidade em direção a Mato Grosso do Sul, que fica retroalimentando essas nuvens e a chuva fica muito contínua”, comenta.
Mesmo com essa chuvarada neste início de ano, Sperling destaca que ainda não é o suficiente para recuperar o deficit de chuvas que ocorreu no ano passado. “Já estamos devendo chuva em janeiro e não atingimos a média em fevereiro, embora tenhamos todo este mês ainda para chegar na média, o que é bem provável que aconteça”, analisa.
No mês passado, milhares de pessoas lotaram a Central do Cidadão para reclamar do IPTU - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

