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MS foi o destino de palestinos que fugiam da guerra no Oriente Médio

Analistas apontam que o conflito, que já dura mais de 55 anos, caracterizando a região pela violência, deve se manter por muito mais tempo, em virtude da falta de resolução entre os estados

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O conflito entre Israel e Palestina agravou-se no sábado, após ataque do grupo extremista islâmico Hamas, que foi um dos maiores já vistos contra o estado israelense. No entanto, a guerra por território foi originada em 1948, com a criação de Israel.

A violência em meio à guerra, que perdura há anos, foi um dos principais motivos para famílias palestinas abrigarem-se em Mato Grosso do Sul.

Paulo Filho, coronel da reserva do Exército Brasileiro, doutorando em Relações Internacionais e mestre em Estudos de Defesa e Estratégia, explica que o conflito começou imediatamente após a criação do estado de Israel, em 1948. 

"Houve a Primeira Guerra Árabe-Israelense, vencida por Israel. Depois, aconteceram mais três guerras, em 1956, 1967 e 1973, esta última chamada de Guerra do Yom Kippur, que ocorreu há exatamente 50 anos, e a ação terrorista do Hamas marcou exatamente essa efeméride", comenta o analista. 

Paulo Filho aponta que a região de conflito é considerada uma Terra Santa para ambos os povos, judeus e muçulmanos, e que a guerra dura até os dias de hoje porque as causas não foram solucionadas, com radicais de ambas as partes que não reconhecem nem mesmo a possibilidade da existência do estado rival. 

"Há os moderados de ambas as partes, que acreditam que a solução é a criação de dois estados separados, objetivo que até hoje não foi alcançado, visto que a Palestina não é um estado internacionalmente reconhecido", informa o especialista, que acredita que a solução para o conflito não está próxima.

"Já não era antes da atual crise, e agora, com o tremendo acirramento da violência, estará ainda mais longe", conclui. 

A violência foi um dos fatores que fez com que a família do comerciante Omar Faris se mudasse para Campo Grande.

O pai do palestino, que já tem nacionalidade brasileira, veio para Mato Grosso do Sul em 1960, pois já tinha um amigo que estava na Capital. Do Brasil, o pai de Faris enviava dinheiro para a família na Palestina, até a Guerra dos Seis Dias. 

"Quando aconteceu o conflito, começaram a surgir boatos, e a gente ficou com medo, qualquer coisa que a gente ouvia dava para acreditar. Falavam que se você tivesse alguém que mora fora da Palestina, não tinha condição nem de receber correspondência. Ora, se é isso, como que nós recebíamos recursos?", conta Omar Faris. 

Ismail Hassam também é comerciante e nasceu no Brasil. Seu avô veio para Campo Grande após ter conhecimento de um tio distante, que vivia em São Paulo.

Na época, a família já havia saído da Palestina e estava tentando se estabelecer na Jordânia, mas passava por muitas dificuldades financeiras. 

"Na época, o pai do meu avô tinha uma fazenda muito grande na Palestina, e ele conta que aconteceu todo o negócio de que a Palestina já ia virar Israel, e na fazenda começou a entrar um monte de gente armada, dando tiro para o alto. Meus avós saíram correndo apenas com a roupa do corpo e foram para a Jordânia, que era um país próximo e sem guerra", diz Ismail Hassam. 

O avô dele foi até São Paulo para conhecer o tio distante, que vivia bem no Brasil, deixando sua família em segurança na Jordânia, para conhecer o país sul-americano.

Já na capital paulista, o patriarca da família aprendeu a vender calçados de porta em porta, até que chegou a Campo Grande. 

A maior parte da família de Ismail, após chegar ao Brasil e se instalar em Campo Grande, não retornou à Palestina, por medo de arriscar a vida. 

"Meu pai já nasceu na Jordânia, então ele não tem muito apego à Palestina, mas, pela história dos meus avós, ele tem noção de tudo o que aconteceu e, na época, a família passou por muito aperto por causa disso. A família era rica e, de um dia para o outro, perdeu tudo, tinha uma fazenda gigante, perdeu tudo sem nem entender na época", comenta. 

Omar Faris também dá relatos de invasões de militares israelenses em casas de palestinos. Uma das irmãs do comerciante também sofreu com a ação. 

"Além de eles invadirem as casas na madrugada, eles queimavam lavouras palestinas, arrancavam ramos de oliveira. Ora, nós sabemos que o ramo de oliveira representa a paz, então, se alguém arranca ele, está praticamente renunciando a paz", relata Faris. 

O comerciante também aponta atos como envenenamento de água, bloqueio de cidades e impedimento de colheitas, feitos pelo exército israelense.

O Human Rights Watch acompanha o conflito na região há anos e realiza uma série de denúncias de crimes contra direitos humanos nessa guerra, entre eles, o assassinato de crianças palestinas por Israel. 

Além do Human Rights Watch, outras entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), também apontam uma série de crimes contra a humanidade cometidos por ambos os lados do conflito. 

Carlos Cinelli, coronel da reserva do Exército e professor de Direito Internacional Humanitário da Escola Superior de Defesa e da PUC Minas, informa que as condutas dos combatentes em um conflito armado são reguladas pelo Direito Internacional Humanitário (DIH). 

As normas do DIH são feitas por intermédio de tratados, que os estados têm a prerrogativa de adesão ou não. 

"O estado de Israel não é parte em alguns importantes tratados que versam sobre meios e métodos de combate, porém, está obrigado a seguir o costume de proteger os civis dos efeitos de seus ataques e de prevenir danos a instalações ou bens de natureza exclusivamente civil", relata o especialista. 

Cinelli aponta que o Hamas é um grupo armado não estatal, ou seja, se vale de práticas terroristas e faz uso de métodos expressamente proibidos pelo DIH, "como uso de civis como escudos humanos, o sequestro e a tomada de reféns". 

Mesmo assim, Cinelli relata que combatentes, tanto de Israel quanto do Hamas, mesmo sendo um grupo armado não estatal, podem ser responsabilizados por crimes de guerra, que foram constituídos pelo Estatuto de Roma para o Tribunal Penal Internacional. 

O especialista relata que, apesar de haver tratados, o Direito Internacional opera segundo uma lógica de coordenação, e não de subordinação.

Isto é, os estados continuam sendo soberanos sobre suas condutas e, apesar de haver uma pressão internacional e da opinião pública, não há uma "polícia do mundo", que possa exigir com que os estados ajam de acordo com as normas internacionais. 

"A ONU tem um papel muito relevante no aspecto de concitar os estados a adotar ou deixar de adotar determinadas condutas, mas mesmo seu poder coercitivo depende do Conselho de Segurança, em especial do posicionamento de seus cinco membros permanentes, os quais muitas vezes têm agendas políticas variadas. Em suma, o tema é bastante complexo. Se não fosse assim, não estaria remanescendo por décadas a fio sem uma solução definitiva", completa. 

BRASILEIROS 

Enquanto há muitos palestinos que escolheram o Brasil para fugir do conflito e ter uma vida em paz, há também brasileiros que fizeram o oposto.

O músico da Orquestra Filarmônica de Tel-Aviv Brenner Rozales, que mora em Israel há dois anos, relata que já viveu momentos de alarme, mas nunca viu algo como o que ocorreu no sábado. 

O violinista está atualmente em Campo Grande, mas tinha passagem comprada para retornar a Israel no dia 23, no entanto, diz que provavelmente não voltará, visando manter a sua integridade física e psicológica. 

"Nas vezes em que eu estava lá, os mísseis não chegaram até Tel-Aviv, por ser mais afastado da Faixa de Gaza, apesar de a sirene ter tocado algumas vezes. Dessa vez, caíram mísseis em Tel-Aviv, fiquei muito preocupado com meus amigos que estão lá, mas, felizmente, todos que conheço estão bem", aponta. 

Brenner Rozales lamenta muito ter de adiar o sonho de concluir os estudos em Israel, mas espera conseguir retornar após o encerramento do conflito. "Tenho esperança de que isso se resolva de forma mais pacífica". 

A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizará cinco aeronaves para buscar brasileiros em Tel-Aviv e trazê-los em segurança ao País.

A Operação Voltando em Paz teve a primeira aeronave, KC-30, pousando na capital israelense na manhã de ontem.

O voo de retorno ao Brasil com os primeiros 211 brasileiros resgatados após o Hamas atacar o país decolou ainda na tarde desta terça-feira. 

O segundo voo, também da aeronave KC-30 e direto, está com saída de Tel-Aviv prevista para hoje, às 12h, e chegada ao Rio de Janeiro às 23h do mesmo dia. 

A terceira aeronave prevista para a operação é o KC-390, que saiu do Brasil ontem e chegará à capital israelense amanhã, às 12h, com pouso em Guarulhos na sexta-feira, às 11h. A rota prevista tem paradas em Lisboa e na Ilha do Sal, em Recife. 

O quarto voo será realizado pelo KC-30, que tem previsão de saída de Tel-Aviv nesta sexta-feira, às 12h, e chegada ao Rio de Janeiro no mesmo dia, às 23h.

E a quinta aeronave também é o KC-30 e tem previsão de saída de Israel no sábado, às 12h, e chegada ao Rio de Janeiro no mesmo dia, às 23h. Ambos os voos serão diretos.

campo grande

Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e organização barra campanha política

Evento começou debaixo de chuva, mas precipatações deram uma trégua e público aumentou; politicos que levaram bandeiras foram orientados a guardá-las

26/08/2026 17h00

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Paulo Ribas

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A tradicional Marcha para Jesus reuniu milhares de fieis na tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. O evento começou com chuva, mas as precipitações deram uma trégua e o público aumentou ao longo da tarde. Políticos que tantaram usar o evento para campanha foram barrados pela organização.

A organização, Polícia Militar e Guarda Municipal não deram estimativa oficial do número de participantes, que passou da casa do milhar.

O evento começou às 13h, ainda sob chuva, na Praça do Rádio Clube, onde houve a concentração e show com a banda nacional Get Worship e outras três regionais. Com capas e guarda-chuvas, cerca de 400 pessoas acompanharam o início da Marcha.

O organizador do evento, presidente do Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande (Consepacg), Apóstolo Gladiston Amorim, disse que a expectativa era reunir, ao todo, cerca de 40 mil pessoas, contando as que participaram da concentração, da marcha, e as que esperavam no Parque das Nações Indígenas, onde será o encerramento e que, segundo ele, é onde há a maior concentração de público.

No entanto, com a instabilidade do tempo, a expectativa de participação foi reduzida. "Com a mudança no tempo, provavelmente vai diminuir esse número, mas isso não é problema, não dá para saber", disse.

O evento reuniu ainda alguns políticos, como a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na abertura, e o governador Eduardo Riedel (PP), no encerramento, além de alguns candidatos a deputados estaduais e federais.

Alguns chegaram a levar bandeiras e material de campanha, mas foram orientados pela organização a guardarem por não ser local para campanha. Não foi informado quais foram os candidatos advertidos, mas entre eles está Giselle Marques (PT), que concorre a deputada federal.

A prefeita disse a Marcha já é histórica e que neste ano, a chuva foi benção. "Campo Grande recebe não só uma palavra, mas recebe também homens e mulheres que oraram até aqui para que a cidade seja cada dia mais abençoada. Quero louvar a Deus pela vida de cada pessoa que se levantou em oração nesse período, em especial no dia de hoje, onde a marcha acontece mesmo com chuva, mas trazendo bençãos para as famílias da Capital e para a cidade", disse.

O pastor explicou que apesar de ser um movimento do segmento evangélico, a Marcha é aberta ao público em geral.

"Esse é um evento que a gente tem só uma vez por ano, é um evento que acontece não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo, milhares de cidades realizam a Marcha para Jesus, que é uma celebração da nossa fé, é um culto de adoração a Cristo Jesus. Cada igreja, seja evangélica ou católica, nós nos reunimos para cultuar o nosso Senhor, mas uma vez nós saímos da igreja para cultuar em ambiente público em unidade, então esse é um evento de união do corpo de Cristo, para adorar nosso Senhor", acrescentou.

Chuva não desanimou

A massoterapeuta Kelly Martins participou do evento e disse que os cristãos devem mostrar ao mundo a importância de louvar a Deus, além de também ir ao local para prestigiar a sua igreja, a Igreja Evangélica Irmãos Menonitas .

"A chuva não desanimou, tudo o que vem Deius é bem-vindo, se Ele quis assim, a gente tem que glorificar", disse.

A estudante Ana Clara Martins também enfrentou a chuva. Ela, que não conseguiu ir a Marcha para Jesus no ano passado por estar trabalhando, afirmou que sentiu no coração que deveria prestigiar a edição deste ano.

"Esse ano, mesmo com a chuva, eu senti no coração que eu devia estar aqui para louvar a Deus independente do tempo, por tudo o que Ele faz para a gente, não importa se está sol ou está chuva, Ele está sempre do nosso lado cuidando de nós, então nada mais justo do que estar aqui independente do tempo", afirmou.

Por volta das 16h, já sem chuva,  os fieis saíram da Praça do Rádio Clube e iniciaram a marcha, rumo ao Parque das Nações Indígenas, acompanhando trio elétrico, onde havia show e pregação ao longo do caminho. Com a trégua nas chuvas, o público aumentou.

Os fiéis seguiram pela Avenida Afonso Pena e pararam em frente ao Paço Municipal para fazer uma oração pela cidade e pela gestão municipal, continuando a marcha em seguida. 

No Parque das Nações Indígenas, foi montado um palco onde a programação segue até 21h. Estão previstos shows com John Dias e Maria Marçal e outras três regionais, além de uma palavra do Apóstolo Luiz Hermínio.

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube

Direitos autorais

Justiça barra repertório musical às vésperas do Festival de Inverno de Bonito

Por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad, decisão judicial proíbe músicas protegidas

26/08/2026 16h00

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano Foto: Reprodução

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A Justiça determinou a proibição e a suspensão da execução pública de músicas e fonogramas protegidos por direitos autorais durante o 25º Festival de Inverno de Bonito 2026.

A decisão liminar, expedida pela 2ª Vara da Comarca de Bonito, atende a um pedido incidental de urgência do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Apesar da restrição ao repertório musical, a organização do festival confirmou que a abertura oficial está mantida para as 20h desta quarta-feira (26).

De acordo com o magistrado Ronaldo Gonçalves Onofre, o município de Bonito e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) devem se abster de promover ou viabilizar a execução de obras musicais e lítero-musicais enquanto não comprovarem o licenciamento junto ao Ecad.

A medida também autoriza a presença de fiscais técnicos do Ecad no evento para monitorar o cumprimento da ordem. Caso a regularização seja apresentada nos autos do processo, a proibição é derrubada automaticamente. O juiz manteve ainda uma multa cominatória em caso de descumprimento.

O próprio despacho do juiz esclarece que a decisão não cancela o Festival de Inverno de Bonito 2026. O evento pode prosseguir normalmente com todas as atividades que não envolvam o uso de músicas protegidas e sem autorização.

Na prática, palestras, peças teatrais sem trilha protegida, exposições de artes visuais e a gastronomia operam sem restrições.

A Fundação de Cultura de MS tentou argumentar no processo que estava em negociações administrativas com o órgão de arrecadação, incluindo mediações por meio da Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (CASC/PGE-MS).

Apsar das alegações, o juiz Ronaldo Gonçalves Onofre destacou que tais providências revelam intenção de regularização, mas não equivalem ao licenciamento exigido pela legislação autoral. Oficiais de Justiça foram acionados para intimar os envolvidos com urgência devido ao início imediato do festival.

Programação 

A cerimônia oficial está prevista para as 20h, no Palco Sol. Antes, às 18h30, o Balé Municipal de Bonito e a Cia. Juvenil de Bonito apresentam o espetáculo “Luma”.

Depois da abertura, o Corpo de Dança Sesc MS apresenta “Te Amo”, às 20h30. No Palco Lua, DJ Mixxel toca a partir do mesmo horário e, às 21h, entra a Orquestra Jovem Sesc MS.

A programação segue com Karla Coronel, às 21h10, no Palco Sesc Estrela, e com a Cia. Selma Azambuja, que apresenta “Diálogo”, às 21h40, no Palco Sol.

Às 22h, o Grupo Municipal de Porto Murtinho apresenta o Touro Encantado. O show Canta Bonito começa às 22h30 e DJ Fred Canhão fecha a programação do Palco Lua, a partir das 23h30.

Shows principais

 Ferrugem está na programação de quinta-feira (27), com apresentação prevista para as 22h30, no Palco Lua.

Na sexta-feira (28), quem ocupa o mesmo palco e horário é Léo Foguete. A programação do dia também inclui atrações locais e regionais, apresentações de dança, teatro, DJs e atividades espalhadas por diferentes espaços de Bonito.

Seu Jorge é a principal atração musical de sábado (29). O cantor tem show previsto para começar às 22h30, também no Palco Lua.

O festival termina no domingo (30). Entre as atrações previstas para o último dia está a dupla Humberto e Ronaldo, com show das 21h30 às 23h.

Além dos shows, a programação dos cinco dias inclui atividades de gastronomia, artesanato, moda, literatura, cultura geek, dança, circo e artes visuais.

A identidade desta edição usa o udu-de-coroa-azul e o conceito “A Arte que Voa Alto, Pousa em Bonito”.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

  • 15h – Contação de história “Zeca Bigode e Tio Manoel”
  • 16h – Início das atividades do roteiro cultural
  • 17h – Live painting com Anelise Godoy
  • 17h30 – “Os Saltimbancos”, no Palco Sol
  • 17h30 – Cortejo de abertura, com saída da Prefeitura
  • 18h – Abertura do Lounge Geek-Literário e espaços de artesanato
  • 18h30 – Espetáculo “Luma”
  • 20h – Abertura oficial
  • 20h30 – Espetáculo “Te Amo” e DJ Mixxel
  • 21h – Orquestra Jovem Sesc MS
  • 21h10 – Karla Coronel
  • 21h40 – Espetáculo “Diálogo”
  • 22h – Touro Encantado
  • 22h30 – Canta Bonito
  • 23h30 – DJ Fred Canhão

 

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