Cidades

Cidadania

MS instala postos para emissão da nova identidade em aldeias indígenas e assentamento

Parceria entre a Sejusp e a SED levará o serviço de emissão da Carteira de Identidade Nacional a escolas estaduais em Dourados, Caarapó, Aquidauana e Ponta Porã

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED), iniciou a implantação de novos Postos de Identificação para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em quatro unidades da Rede Estadual de Ensino localizadas em comunidades indígenas e no Assentamento Itamarati, em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa contempla escolas estaduais nos municípios de Dourados, Caarapó, Aquidauana e Ponta Porã, com o objetivo de descentralizar o serviço de identificação civil e ampliar o acesso da população à emissão do novo documento de identidade.

Os novos postos funcionarão na Aldeia Jaguapiru, em Dourados; na Aldeia Te’yikue, em Caarapó; na Escola Estadual Indígena Pastor Reginaldo Miguel – Hoyenó’O, em Aquidauana; e no Distrito de Nova Itamarati, no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã.

Segundo a Sejusp, a implantação das unidades busca atender moradores que enfrentam dificuldades para se deslocar até os postos convencionais de identificação, reduzindo barreiras geográficas e facilitando o acesso ao serviço.

Além de aproximar o atendimento da população, a medida fortalece a política de inclusão social e de garantia de direitos, uma vez que a Carteira de Identidade Nacional é um documento essencial para o acesso a diversos serviços públicos, programas sociais, matrícula escolar, atendimento na rede de saúde e demais políticas públicas.

A expectativa do governo estadual é que a descentralização do serviço contribua para ampliar a cobertura da emissão da CIN em regiões mais afastadas dos centros urbanos, especialmente entre populações indígenas e famílias residentes em assentamentos rurais, promovendo cidadania e facilitando o exercício de direitos fundamentais.
 

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

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