Cidades

MATO GROSSO DO SUL

MS oficializa nova chefia do Ministério Público Federal até 2028

Portarias foram publicadas nesta semana mas só entram em vigor a partir do dia 1° de agosto deste ano, já que o mandato dos atuais ocupantes terminam em 31 de julho

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Foram oficializados, nesta última quarta-feira (15), os nomes dos procuradores e procuradoras que devem chefiar as unidades do Ministério Público Federal (MPF) no Mato Grosso do Sul e em todo o País até 2028. 

Através do Diário Oficial da União (DOU), os escolhidos para cargos em comissão foram publicados em portarias assinadas pelo conselheiro vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho.

Ainda que as portarias (PGR/MPF n° 211 e 213) tenham sido publicadas nesta semana, cabe explicar que elas entram em vigor a partir do dia 1° de agosto deste ano, tendo em vista que o mandato dos atuais ocupantes terminam em 31 de julho de 2026. 

Esses novos nomes devem gerir as Procuradorias da República ou das Procuradorias Regionais da República como chefes administrativos, sendo escolhidos por membros das próprias unidades, com as designações feitas pelo procurador-geral da República. 

Para Mato Grosso do Sul foram escolhidos: 

  • Procurador-chefe: Luiz Gustavo Mantovani
  • Substituta: Damaris Rossi Baggio de Alencar

Nomes conhecidos

Ainda em 2021, Damaris Rossi Baggio de Alencar e Luiz Gustavo Mantovani foram designados para o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

Porém, Mantovani foi empossado como procurador da República em 2014, para substituir o procurador Davi Marcucci Pracucho no comando das operações Lama Asfáltica e Sangue Frio, que apuravam desvio de dinheiro em hospitais públicos.

Além disso, foi integrante da Operação Alcatraz, que denunciou políticos e criminosos por lavagem milionária, designado posteriormente de Rondônia para Mato Grosso do Sul em agosto de 2020.

Damaris Rossi Baggio de Alencar, por sua vez, foi uma das responsáveis pela Operação Status, que desarticulou a organização criminosa de tráfico de drogas, chefiada pelo “Clã Morinigo” em Mato Grosso do Sul.

 

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CAMPO GRANDE

TJMS condena empresa de transporte a pagar R$ 5 mil após filha perder velório da mãe

Viagem teve atraso de aproximadamente quatro horas, e mulher não chegou à tempo das cerimônias

16/04/2026 10h00

Foto: Divulgação / TJMS

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio da 16ª Vara Cível de Campo Grande, condenou uma empresa de transporte rodoviário a indenizar uma passageira após a mulher perder o velório da mãe.

O caso que motivou a indenização aconteceu em outubro de 2024. A mulher soube da morte da mãe no dia 12 de outubro, e comprou a passagem da viagem com saída da Capital para Presidente Epitácio, onde ocorreia o velório e sepultamento já para o dia seguinte.

De acordo com as informações foi acordado com a empresa de transporte o embarque às 4h10 do dia 13 de outubro, com chegada ao destino às 11h30, no horário de São Paulo. A cerimônia de velório iniciaria às 11h30 e o sepultamento estava previsto para às 15h, o que estava dentro do planejamento da mulher para participar da ocasião.

No entanto, a empresa teve o atraso de aproximadamente quatro horas, sem que fosse prestado qualquer tipo de asssitência, ou alternativa para a situação. Devido a demora na programação da viagem e embarque, a passageira não conseguiu chegar a tempo de se despedir da mãe.

Além da perda de um momento importante, a mulher tentou resolver administrativamente, com a solicitação de reembolso da passagem para a empresa, e não obeteve nenhum retorno.

Ao levar o caso para a Justiça, a defesa da empresa alegou que o atraso não configura dano moral, e que não havia comprovação de falha na prestação do serviço. Porém, a passageira comprovou à Justiça as acusações feitas a partir de documentos e mensagens anexadas ao processo.

A juíza Mariel Cavalin dos Santos, responsável pelo caso, destacou que o atraso foi incompatível com o serviço contratado, em especial pelo motivo e situação em que a viagem foi comprada.

Devido à perda da mãe e da última oportunidade da filha se despedir da ente, a situação foi configurada como dano moral diante do sofrimento causado pela impossibilidade de participar do momento. Com isso, a empresa foi condenada a realizar o pagamento no valor de R$ 5 mil, como forma de indenização.

Além disso foi determinado que fosse pago o reembolso de R$ 173,32 da passagem. Em cima desses valores serão incididos juros e correção monetária conforme critérios definidos na sentença.

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JULGADO

Réu é condenado a 44 anos de prisão por morte de adolescentes em Campo Grande

Com esse julgamento, passa de 112 anos a pena somada para os 4 envolvidos no ataque às vítimas, ocorrido em maio de 2024, no Jardim Aero Rancho

16/04/2026 09h45

Tribunal de Justiça

Tribunal de Justiça Arquivo Correio do Estado

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O Tribunal do Júri da Comarca de Campo Grande condenou mais João Vitor de Souza Mendes pelos homicídios de Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos, e pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, que sobreviveu ao ataque ocorrido em 3 de maio de 2024, no Jardim Aero Rancho. A pena aplicada é de 44 anos de reclusão.

O réu, identificado como o atirador que atingiu os jovens com disparos de pistola 9 mm, foi condenado por três infrações penais: tentativa de homicídio qualificado contra um jovem que era o alvo do ataque e por dois homicídios qualificados.

Os adolescentes não tinham relação com a situação, que tinha como motivo a disputa por venda de drogas, de acordo com as apurações realizadas pela Polícia Civil.

Pena

O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, fixou a pena em 11 anos, um mês e 10 dias de reclusão pela tentativa de homicídio, considerando a intensidade do dolo e a quantidade de disparos efetuados.

Para cada um dos homicídios, a pena foi estabelecida em 16 anos e oito meses de reclusão. Foi usada ainda a regra do concurso material de crimes, chegando à pena total de 44 anos, cinco meses e 10 dias, com determinação de cumprimento imediato da condenação.

No momento do crime, o alvo do atirador tentou se proteger correndo em direção a um grupo de adolescentes que estava em frente a uma residência. Mesmo com a presença dos jovens, os criminosos atiraram, atingindo fatalmente os dois adolescentes. A outra vítima sobreviveu após receber socorro médico.

Outros réus

Em novembro de 2025, o juiz Aluizio Pereira dos Santos também condenou os réus Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, Rafael Mendes de Souza e Nicollas Inácio Souza da Silva.

O crime planejado teve como mandante Kleverton da Silva, que segue preso. A maior sentença ficou para o Nicollas Inácio, condenado a mais de 43 anos de reclusão, pelos crimes de tentativa de homicídio (10 anos) de Pedro Henrique e pelos dois homicídios com atenuante pela menoridade (30 anos) de Aysla Carolina e Silas Ortiz. Além disso, foi condenado também pelo porte ilegal de arma de fogo (3 anos).

Kleverton fica condenado pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, em definitivo, à pena de 14 anos de reclusão.

Já Rafael foi condenado a 11 anos de prisão, pela tentativa de homicídio, receptação e posse irregular de arma de fogo.

George, outro envolvido no caso, foi absolvido. Ele foi pronunciado por auxiliar, na medida em que ficou responsável por levar e buscar os três acusados referidos na residência, dando-lhes fuga em seu veículo de aplicativo.

As famílias de Aysla e Silas receberam uma indenização no valor de R$ 15 mil cada, corrigidos monetariamente desde a data da decisão, e com juros de mora de 1% ao mês, contados da data do crime a serem pagos pelos acusados solidariamente. 

Pedro Henrique também recebeu uma indenização a título de dano moral ipso facto, no valor de R$ 5.000. 

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