Cidades

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MS supera média do Centro-Oeste no acompanhamento do Bolsa Família

MS supera média do Centro-Oeste no acompanhamento do Bolsa Família

Redação

26/08/2009 - 21h00
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Os municípios de Mato Grosso do Sul superaram as médias apresentadas pela região Centro-Oeste para o acompanhamento das condicionalidades do programa Bolsa Família no primeiro semestre deste ano. O acompanhamento escolar de crianças de 6 a 16 anos realizado no Estado foi de 89,28%, superior à média nacional, que é de 75,72%, e os 85,85% apresentados pela região Centro-Oeste.

 

A superioridade das médias alcançadas também se destaca no acompanhamento da saúde, que foi de 59,41% das 113.780 famílias beneficiadas pelo programa no Estado, pouco abaixo dos 63,08% da média nacional apresentada. O percentual de acompanhamento da saúde em toda a região Centro-Oeste foi de 56,07%. Em todo o País foram visitadas mais de 6,1 milhões de famílias, sendo 59 300 em Mato Grosso do Sul.

 

O objetivo das condicionalidades é responsabilizar, caso não sejam cumpridas, de forma conjunta os beneficiários e o poder público, implementar políticas de acompanhamento para garantir o acesso aos serviços das famílias mais excluídas e vulneráveis.

 

O acompanhamento é realizado de forma conjunta pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde e da Educação. Nos municípios, deve ser feito de forma articulada entre as áreas de Assistência Social, Saúde e Educação.

 

O Programa Bolsa Família tem três tipos de benefícios: o Básico, no valor de R$ 62,00 pago às famílias consideradas extremamente pobres, com renda mensal de até R$ 69,00 por pessoa; Variável - no valor de R$ 20,00 -  pago às famílias com renda mensal de até R$ 137,00 (por pessoa), desde que tenham crianças e adolescentes de até 15 anos; e o Variável Vinculado ao Adolescente (BVJ), no valor de R$ 30,00 pago às famílias com adolescentes de 16 e 17 anos freqüentando a escola.

 

INVESTIGAÇÃO

Avião ligado a empresário de MS é apreendido com ouro contrabandeado

Aeronave teria sido utilizada em tentativa de envio de carga avaliada em U$ 25 milhões para Dubai

27/07/2026 09h30

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro DTV 8.1

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Uma aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, passou a ser investigada pelas autoridades bolivianas após a interceptação de uma carga com 189 kg de outro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra.

O material, avaliado pelas autoridades locais em aproximadamente US$ 25 milhões, teria como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O caso ocorreu na quarta-feira (22), e ganhou repercussão nacional na Bolívia diante da suspeita de participação de agentes públicos na tentativa de retirada irregular do minério do país.

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro

Segundo informações do portal Diário do Conesul, o ouro estava distribuído em quatro malas e seria transportado em um voo fretado. Um homem identificado como Ádrian Lema Roca, de 22 anos, foi apontado como responsável pela carga. 

Após passar por audiência, ele teve a prisão preventiva decretada pelo período de 150 dias e foi encaminhado ao complexo penitenciário de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra. A unidade prisional conta com mais de 8 mil detentos. 

Outras cinco pessoas chegaram a ser detidas durante a operação, mas foram posteriormente liberadas. Entre elas estariam três servidores públicos, incluindo representantes da Alfândega e do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais.

As autoridades investigam se funcionários de órgãos bolivianos teriam contribuído para facilitar a liberação da carga e a saída do voo sem a documentação exigida.

Rota teria começado em Campo Grande

Documentos relacionados ao caso apontam que a aeronave de matrícula PS-ZRZ teria entrado na Bolívia no dia 21 de julho. O voo teria saído de Campo Grande, realizado uma escala em Corumbá e, posteriormente, seguido para o Aeroporto de Viru Viru.

O avião estaria sob o comando de Jim Clark D’Angelo Macedo, profissional ligado à Dallas Alimentos, empresa sediada em Nova Alvorada do Sul, a cerca de 120 quilômetros de Campo Grande.

Até o momento, não houve manifestação pública do piloto sobre o episódio. Tentativas de contato mencionadas nas informações iniciais não tiveram retorno.

A defesa da Dallas Alimentos apresentou uma versão diferente da divulgada pelas autoridades bolivianas. Conforme o advogado da empresa, a aeronave não teria sido apreendida e estaria em Cuiabá, onde passa por serviços de manutenção e reparos.

O representante jurídico também afirmou que o homem citado como piloto não possuiria atualmente licença para comandar aeronaves em razão da idade, embora tenha exercido a função anteriormente.

Ainda segundo a defesa, a empresa não participa de operações clandestinas e deverá realizar uma reunião no dia 27 para levantar informações sobre o caso e definir as medidas necessárias para colaborar com as autoridades.

As circunstâncias do voo, a propriedade da carga e a eventual participação dos servidores públicos continuam sob investigação. Também deverá ser esclarecida a divergência entre a versão divulgada na Bolívia, que relaciona a aeronave à operação, e a posição da empresa, que afirma que o avião permanece no Brasil.

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CORUMBÁ

Operação que busca suspeitos na execução de PM chega ao sexto morto

A Sejusp aponta que já ocorreram 75 mortes por intervenção de agentes do Estado em 2026, sendo julho o mês com maior número de vítimas (15).

27/07/2026 09h00

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais Divulgação: BPMChoque

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Um homem, de 49 anos, identificado como Joilson Souza de Oliveira, conhecido pelo vulgo “Chacal”, morreu após entrar em confronto com equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPMChoque) durante a Operação Jovem Guerreiro, em Corumbá.

Segundo informações policiais, as equipes realizavam buscas para localizar um indivíduo que havia rompido a tornozeleira eletrônica e estaria envolvido em crimes recentes.

Durante a ação, os militares localizaram o suspeito nos fundos de uma residência. Conforme o registro da ocorrência, ele estava armado e não obedeceu as ordens para deixar o revólver, permanecendo em posição de confronto.

Assim, os policiais efetuaram disparos, desaramaram o homem e, na sequência, o levaram para receber atendimento médico no Hospital de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos.

Com mais esta morte, são 75 óbitos por intervenção legal de agentes do Estado em 2026, sendo julho o mês com maior número de vítimas (15), de acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública.

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais

No local, foi apreendido um revólver calibre .38 municiado, além de expressivas porções de entorpecentes, embalagens e materiais relacionados ao tráfico de drogas.

Também foi localizada uma tornozeleira eletrônica rompida, mas que não era de Chacal e sim do seu filho, que também tem monitoração eletrônica.

Uma testemunha encontrada no imóvel relatou que havia ido até a residência para fazer uso de entorpecentes junto com o homem.

A Perícia Criminal realizou os levantamentos necessários, e todo o material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes.

Chacal possuia extensa ficha criminal, com delitos entre os anos de 2007 e 2025. Entre os crimes estão:

* 3 delitos de tráfico de drogas (incluindo associação para o tráfico);
* 6 delitos de furto/furto qualificado;
* 2 delitos de receptação;
* 3 delitos de porte ilegal de arma de fogo;
* 2 delitos de disparo de arma de fogo;
* 3 delitos de tentativa de homicídio;
* 3 delitos de ameaça;
* 2 delitos de lesão corporal dolosa;
* 2 delitos de injúria;
* 2 delitos de difamação;
* 1 delito de dano;
* 2 delitos de perturbação da tranquilidade/sossego;
* 1 delito de posse irregular de arma de fogo;
* 1 delito de violação de domicílio.

Operação Jovem Guerreiro

A operação recebeu este nome após o homicídio do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, morto com tiro de fuzil em Corumbá, enquanto perseguia bandidos na noite do dia 30 de junho. A ação tem o objetivo de combater o crime organizado na região de Corumbá e Ladário. 

Com a morte de Chacal, a operação chega a seis óbitos. Todos os suspeitos são apontados como envolvidos direta ou indiretamente com crimes e disputas na fronteira. São eles: Everton da Silva Viana, Rubens Zilio Neto, Luis David Justiniano FloresAlixberto Vasquez Corrales, o "Coiote", e Marlon de Souza Silva.

Além dos confrontos, a operação cumpriu dezenas de mandados de prisão e apreendeu armas de fogo e drogas.

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