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MS tem 152 mil usuários de cigarros eletrônicos, diz pesquisa

Em uma espécie de lobby pela legalização do consumo, estudo divulgado pela USP e bancado pela Philip Morris aponta perda fiscal de R$ 245 milhões por ano

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Levantamento inédito feito pela Escola de Segurança Multidimensional (ESEM) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto IPSOS, e divulgado nesta quarta-feira (22) revela que 152 mil pessos em Mato Grosso do Sul consomem cigarros eletrônicos regularmente. 

Além disso, a pesquisa, bancada pela Philip Morris Brasil, que é fabricante de cigarros eletrônicos, também aponta que outros  313 mil sul-mato-grossenses admitiram ter usado de forma ocasional cigarros eletrônicos e sachês de nicotina nos últimos 6 meses. Pelo fato de no Brasil o produto ser proibido, a Philip Morris só faz a produção em outros países.

Se este comércio fosse legalizado, aponta a pesqusia, somente em Mato Grosso do Sul poderiam ser arrecadados em torno de R$ 245 milhões por ano em impostos estaduais e federais.

O 1º Levantamento Nacional sobre a Demanda por Bens e Serviços Ilícitos detalha que o valor dos impostos estaduais e federais que deixam de ser arrecadados desses itens é majoritariamente atribuído aos cigarros eletrônicos, que respondem por R$ 242,63 milhões .

Os sachês de nicotina, por sua vez, representam R$ 1,729 milhão do montante não arrecadado em Mato Grosso do Sul, conforme esta pesquisa da USP. 

Além dos produtos de tabaco e nicotina, o levantamento também mapeia a demanda frequente, bem como a propensão dos consumidores ao uso de itens ilícitos nos segmentos de cigarros tradicionais, bebidas alcoólicas, combustíveis, eletrônicos e vestuário — evidenciando a abrangência e complexidade do mercado ilegal no país.

A pesquisa demonstra que, apesar de estarem proibidos ou sem regulação no país, esses produtos seguem em expansão. Nacionalmente, são 10 milhões de brasileiros que fazem uso de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina frequentemente. Já os consumidores que afirmaram ter utilizado esses produtos nos últimos 6 meses somam 15,4 milhões de pessoas
 
O estudo mostra que a ausência de regulação desses produtos contribui diretamente para o crescimento do mercado ilegal, que movimenta, somente no estado do Mato Grosso do Sul, cerca de R$ 140 milhões por ano, sem qualquer recolhimento de tributos, com recursos que alimentam atividades criminosas. 

Nacionalmente, são R$ 7,81 bilhões por ano que podem estar financiando o crime organizado. Se regulados, estes produtos poderiam trazer R$ 244,4 milhões/ano para os cofres do Mato Grosso do Sul, R$ 1,48 bilhão/ano para a região Centro-Oeste e R$ 13,7 bilhões/ano para o Brasil. 

Para Leandro Piquet, coordenador da ESEM e da pesquisa, especialista em segurança pública e mercados ilícitos, e docente do Instituto de Relações Internacionais da USP, as redes criminosas têm encontrado no comércio ilegal uma fonte lucrativa e estratégica de financiamento.

 “O comércio ilícito de bens e serviços está sujeito a uma lógica econômica simples: se existe qualquer tipo de demanda, sempre haverá alguém, ou alguma organização, dedicada a atender essa demanda. O regime de proibição, em vez de eliminar os mercados de bens e serviços ilegais, acaba por transferi-los para a esfera do crime organizado, que se estrutura como agente econômico racional, em busca de lucro, controle territorial e corrupção sistêmica”.
 

Metodologia

O Levantamento Nacional sobre a demanda por Bens e Serviços Ilícitos, conduzido pela IPSOS Brasil para a Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (ESEM/USP) é um estudo Quantitativo Nacional que dimensiona o grave problema do comércio ilegal no Brasil.

 Para garantir a validade e a abrangência dos resultados, a pesquisa utilizou uma amostra representativa de 3 mil pessoas adultas, assegurando uma margem de erro total de 1,8% para o conjunto da população brasileira em todas as regiões e classes sociais.

 A coleta de dados foi realizada por meio de uma estratégia híbrida, que combinou entrevistas online via painel e abordagens presenciais em domicílios, refletindo a proporção real da população por meio da aplicação de cotas demográficas baseadas em dados do IBGE. 
O Levantamento é patrocinado pelo programa PMI IMPACT, financiado pela Philip Morris Brasil. A iniciativa, criada pela PMI, apoia projetos de organizações públicas, privadas e acadêmicas voltados ao combate ao comércio ilegal.

Sobre a Escola de Segurança Multidimensional (ESEM)

A ESEM é um centro de formação profissional e pesquisa vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, dedicado a temas de segurança, defesa e justiça criminal.


 

ADOTE!

Primeira feira de adoção do ano tem cães e gatos à espera de um lar

Fim de semana terá duas feiras de adoção, sendo uma no sábado (7) e outra no domingo (8)

05/02/2026 11h45

Gatinhos disponíveis para adoção neste fim de semana

Gatinhos disponíveis para adoção neste fim de semana DIVULGAÇÃO/Cobasi

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Feiras de adoção de animais estão de volta e abrem a temporada de 2026.

Haverá duas feiras de adoção neste fim de semana, sendo uma no sábado (7) e outra no domingo (8). Confira:

SÁBADO, 7 DE FEVEREIRO

  • Local: Cobasi
  • Endereço: Avenida Afonso Pena, número 3665, Centro
  • Horário: 9h às 15h
  • Data: sábado, 7 de fevereiro
  • Pets: 15 cães e gatos filhotes resgatados em situação de abandono e maus-tratos
  • Os animais estão vermifugados

DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO

  • Local: Praça Bolívia
  • Endereço: Rua das Garças com Aníbal de Mendonça, bairro Coophafé, em Campo Grande
  • Horário: a partir das 9h
  • Data: domingo, 8 de fevereiro de 2026
  • Pets: cães e gatos resgatados em situação de abandono e maus-tratos
  • Os animais estão vermifugados

Interessados em adotar um animal devem apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência. Também é importante levar coleira ou caixa de transporte.

O objetivo é encontrar um novo lar para animais que foram resgatados em situação de abandono e maus-tratos, além de oferecer uma nova oportunidade para cães que sofreram no passado, mas que agora estão prontos para viver em um lar cheio de carinho e responsabilidade.

SRD

Os animais vira-latas, também conhecidos como SRD (sem raça definida), são os pets mais comuns entre os adotados pelos brasileiros.

Espertos, agitados, cheios de amor, carinhosos e fiéis aos seus tutores, estão presentes na maioria dos lares do país. Mas, são os que mais sofrem abandono e maus-tratos.

O dia do cachorro vira-lata é celebrado, anualmente, em 31 de julho.

Segundo censo realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em 2021, a estimativa de animais em situação de abandono naquele ano, em Campo Grande, foi de aproximadamente 12.500.

Dê uma chance a um animal de rua. Não compre, adote!

TRAGÉDIA

Após matar amigo a facadas em restaurante, homem se entrega à polícia

Crime ocorreu no estacionamento de um restaurante na saída para Paranaíba; vítima foi atingida por ao menos seis golpes após desentendimento iniciado horas antes

05/02/2026 11h25

O homicídio foi iniciado a partir de um conflito horas antes do crime

O homicídio foi iniciado a partir de um conflito horas antes do crime Divulgação

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O homem acusado de matar a facadas Eivayner Paula da Silva, de 29 anos, na manhã desta quarta-feira (5), em Cassilândia, se entregou à Polícia Militar na tarde do mesmo dia. O crime ocorreu no estacionamento de um restaurante localizado na avenida Presidente Dutra, na saída para Paranaíba. 

Conforme noticiado pelo portal  Cassilândia Notícias, a Polícia Militar informou que o acusado apresentou-se espontaneamente e foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia para a realização de exame de corpo de delito. Em seguida, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

De acordo com o relato do sargento Magalhães, da PM, o homicídio foi iniciado a partir de um conflito horas antes do crime. Autor e vítima estiveram juntos em uma casa de prostituição, onde houve um desentendimento comercial relacionado ao valor da consumação. No local, o acusado teria sido agredido pela vítima e pelo proprietário do estabelecimento.

Após o episódio, os dois chegaram ao restaurante por volta das 5h28. Imagens de câmeras de segurança mostram que, inicialmente, ambos conversavam no balcão de forma aparentemente amistosa. No entanto, ao se dirigirem ao estacionamento, uma nova discussão teve início.

Ainda conforme as imagens e o relato policial, o acusado foi até o próprio veículo, pegou um canivete e desferiu o primeiro golpe contra a vítima. Mesmo após Eivayner cair no chão, o homem continuou a atacar, totalizando cerca de seis ou sete perfurações. Em seguida, fugiu do local.

Após o crime, o suspeito procurou atendimento médico na Santa Casa, onde teria mentido sobre a origem dos ferimentos que apresentava. Logo depois, deixou a cidade. Informações da Polícia Rodoviária Federal indicam que ele passou pelo posto de Paranaíba por volta das 6h, seguindo em direção ao estado de São Paulo.

Já no período da tarde, o homem retornou a Cassilândia e se entregou à polícia. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo de Freitas, informou que estava relatando o auto de prisão em flagrante. O acusado deverá passar por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção ou não da prisão.

A Polícia Civil segue investigando o caso. 

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