Cidades

ANUÁRIO

MS tem a segunda menor taxa de golpes do Brasil, mas subnotificação preocupa

Apesar da queda de registros entre 2024 e 2025, Estado tem, em média, mais de 1 mil golpe por mês; muitos casos não são registrados e há dificuldade em identificar os golpistas

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul registrou a segunda menor taxa de estelionatos em 2025, com queda de -14,5% entre 2024 e 2025, passando 13.998 casos para 12.061. Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), foram 13.998 casos em 2024 e 12.061 no ano passado.

Os estelionatos praticados por meio eletrônico também apresentaram redução, de -4,5%. Foram 5.503 registros em 2024 e 5.299 no ano passado.

Apesar da segunda menor variação no Brasil, os números ainda são altos, correspondendo a, em média, mais de 1 mil golpes por mês no Estado.

O documento ressalta que é preciso ter cautela ao analisar os dados, pois a taxa mede registros e, não necessariamente, ocorrências reais, e que os registros policiais revelam é uma provável "enorme subnotificação.

Pesquisa produzida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em março de 2023 mostrou que  15,8% da população com 16 anos ou mais foi vítima de um golpe ou perdeu dinheiro pela internet/celular no último ano, o que corresponde a 26,3 milhões de pessoas no País.

"Neste sentido, se os registros administrativos já demonstram um cenário alarmante de crescimento dos golpes e fraudes, as pesquisas de vitimização apontam que o problema é muito maior do que o que efetivamente vira estatística nas delegacias do país", diz o anuário.

A análisa aponta ainda que os estelionatários têm deixado de agir de forma isolado e aumentando as operações estruturadas, de organizações criminosas com divisão de trabalho e infraestrutura tecnológica dedicada.

"Para agravar esse cenário, diferentes investigações vêm confirmando o envolvimento direto de facções criminosas — como o PCC e o Comando Vermelho (CV) — na exploração desse mercado", analisa o documento, acrescentando que ambas as facções, que têm atuação em Mato Grosso do Sul, mantêm  “escritórios do crime” dedicados a fraudes digitais, tratadas como linha de negócio de baixo risco e alta rentabilidade em comparação ao tráfico de drogas. 

No Brasil, em 2025 foram registradas 2.261.055 ocorrências de estelionato. Em comparação com 2018, primeiro ano da série históricao, o número de registros cresceu 429,8%.

Conforme o Anuário, os golpes se tornaram o crime que mais desperta medo entre os brasileiros, com 83,2% da população afirmando temer ser vítimas de uma fraude pela internet ou pelo celular.   

O anuário também aponta a dificuldade em identificar e responsabilizar os  estelionatos.

"A maior 'prova' desta afirmação está no funil que se forma ao compararmos as quantidades de boletins de ocorrências lavrados, processos penais iniciados e pessoas presas em 2024 e em 2025".

Dos 2.261.055 de boletins de ocorrência registrados no País no ano passado, apenas 52.649 viraram processos penais e 4.819 criminosos foram presos.

Tipos de golpes

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgada em junho de 2025, o ranking dos golpes e fraudes mais comuns sofridos pelos brasileiros são:

  • clonagem/troca de cartão (45%);
  • golpe do WhatsApp (34%);
  • falsa central bancária (31%);
  • golpe do Pix (24%);
  • uso indevido de CPF via SMS (13%);
  • leilão ou loja falsa (10%).

Os golpes mais comuns no Brasil utilizam de engenharia social, um conjunto de técnicas de manipulação utilizadas para convencer a vítima a revelar dados, instalar aplicativos, entregar cartões, fornecer códigos de autenticação ou realizar transferências.

"Em vez de superar diretamente os sistemas de segurança, o golpista explora emoções como medo, urgência, confiança, solidariedade ou expectativa de ganho, levando a própria vítima a executar uma operação que aparenta ser legítima", analisa a publicação.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).