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MS vai ter impacto de R$ 465 milhões com reajuste do piso

Confederação Nacional dos Municípios recomendou cautela aos gestores municipais enquanto não houver solução legislativa para a nova medida

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O reajuste do piso nacional do magistério de 14,95%, anunciado no dia 17, vai causar impacto de R$ 465 milhões aos cofres dos 79 municípios sul-mato-grossenses, de acordo estudos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

O piso, que foi elevado para R$ 4.420,55, é questionado pela entidade, que recomenda aos gestores municipais o não pagamento do reajuste com o argumento de que não há contrapartida do governo federal.

Este posicionamento começou a ganhar força no ano passado, quando a CNM afirmou ser inconstitucional o aumento do piso concedido pelo Ministério da Educação, que anunciou o reajuste de 33,24% para o referido ano, apesar de haver parecer contrário da Advocacia-Geral da União (AGU).

O argumento é de que existe um vácuo legislativo “que coloca em risco a segurança jurídica de aplicação do reajuste do piso nacional do magistério”, por ter como base critérios da Lei 11.494/2007, do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), revogados pela Lei 14.113/2020, de regulamentação do novo Fundeb.

Por esse motivo, em nota, a CNM recomendou “cautela e prudência aos gestores municipais enquanto não houver solução legislativa para o critério de reajuste do piso. Em 2023, a entidade mantém a orientação dada no início de 2022 de que os municípios não estão obrigados a dar o reajuste baseado em dispositivo sem validade legal e que concedam reajuste aos professores considerando a inflação de 2022 e as condições fiscais do município, com igual tratamento dado ao conjunto dos servidores municipais”.

MEDIDA

Homologada na Portaria 17/2023, publicada no Diário Oficial da União do dia 17, a medida vai causar impacto anual de R$ 19,4 bilhões aos cofres municipais de todo o Brasil, sem considerar os governos estaduais. Em Mato Grosso do Sul, o impacto será de R$ 465 milhões para os 79 gestores municipais.

A entidade explicou que “os governos Bolsonaro e Lula têm, portanto, a mesma posição em relação ao reajuste do piso do magistério, preferindo não considerar o pacto federativo para não confrontar o movimento sindical dos professores. Destaca-se que o piso do magistério não impacta as contas do governo federal, pois quem paga são estados e municípios. Já quando se trata de medidas que impactam as finanças da União, como o salário mínimo e o valor per capita do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), há indefinição sobre o reajuste”.

CAPITAL

O reajuste nacional de 14,95% do piso salarial dos professores entrará nas negociações entre o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e a Prefeitura de Campo Grande sobre a Lei 6.796/22, do piso municipal de 20 horas.

Segundo a ACP, a Lei do Piso de 20 horas, à qual a categoria cobra o cumprimento desde o mês de novembro do ano passado, não estabelece aumentos fixos, mas define um cronograma para integralização do valor do piso nacional ao piso municipal.

Quando a lei foi aprovada, ainda na gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PSD), o documento já previa a aplicação dos reajustes nacionais anuais de 2023 e 2024.

O atual presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, informou em entrevista ao Correio do Estado que o sindicato buscará o cumprimento deste novo reajuste.

“O reajuste do piso salarial é um evento anual e atualiza o valor do vencimento do magistério. Temos um piso que agora é de R$ 4.420,00 e vamos trabalhar com isso”, declarou Bronzoni.

As correções do porcentual do piso salarial nacional dos professores que trabalham na Rede Municipal de Ensino (Reme) estão garantidas na Lei 6.796/22, para o mês de maio de 2023 e maio de 2024, nos valores de 10,56%.

No entanto, com a falta de pagamento na correção do piso salarial no mês de novembro, as incertezas sobre o cumprimento do reajuste nacional prevalecem por parte da prefeitura da Capital.

ESTADO

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), destacou que o Estado vai seguir a adequação e cobrir o piso salarial.

A declaração foi realizada em coletiva de imprensa na manhã de terça-feira. O reajuste anunciado pelo ministro Camilo Santana inclui a cobertura do piso salarial nacional, que passa de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55.

“Mato Grosso do Sul vai seguir a orientação do reajuste junto à categoria. Vamos lembrar que, no ano passado, foram 33% e, hoje, 15%. Então, é um reajuste grande, mas que o Estado vai seguir”, destacou o governador.

Com relação ao comprometimento de caixa, Riedel afirma que terá um impacto importante na folha, algo que será ajustado no Orçamento de 2023.

O salário do professor efetivo sob regime de 40 horas semanais no Estado passou a ser de R$ 10,3 mil no fim do ano passado, o que coloca Mato Grosso do Sul como o estado com o melhor salário de professores no País. (Colaborou Judson Marinho)

Saiba: Valores - Conforme decisão do ministro da Educação, Camilo Santana, o piso terá reajuste de 14,95% e passará dos atuais R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55 para a jornada de 40 horas dos profissionais com nível médio.

Dos 79 municípios de MS, apenas nove pagam o valor acima do piso e deverão promover reajuste de 15% a 26% para se adequar.

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Quase Milionário

Por um número, apostador de Campo Grande perde bolada, mas leva R$ 30 mil na Mega-Sena

Aposta simples foi feita pela internet e acertou cinco das seis dezenas; prêmio principal acumulou.

06/09/2026 17h32

Sorteio da Mega-Sena foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Sorteio da Mega-Sena foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo. Foto: Reprodução.

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Um apostador de Campo Grande ficou a apenas um número de levar o prêmio principal da Mega-Sena e faturou R$ 30 mil ao acertar cinco das seis dezenas sorteadas no concurso 3054. A aposta foi registrada pela internet, por meio dos canais eletrônicos das Loterias Caixa.

O sorteio foi realizado na manhã deste domingo (6), no Espaço da Sorte, em São Paulo, e tinha prêmio principal estimado em R$ 47,4 milhões. Os números sorteados foram 08 - 17 - 24 - 43 - 47 - 58. Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, a bolada acumulou para o próximo concurso.

O bilhete sul-mato-grossense foi uma das 78 apostas que acertaram a quina no concurso. Nenhum jogador, porém, conseguiu cravar as seis dezenas, e o prêmio principal acumulou para o próximo sorteio.

Conforme o resultado das Loterias Caixa, a aposta de Campo Grande foi simples, com seis números marcados. O jogo não participou de bolão e garantiu sozinho o prêmio de pouco mais de R$ 30 mil ao apostador.

Mais de 5 mil acertaram a quadra

Além dos ganhadores da quina, milhares de apostadores conseguiram acertar quatro números. Ao todo, 5.268 apostas fizeram a quadra, e cada uma recebeu cerca de R$ 736.

Apesar da quantidade de premiados nas faixas inferiores, ninguém acertou todas as seis dezenas sorteadas. Com isso, o prêmio máximo da Mega-Sena segue acumulado.

Aposta pela internet

O jogo premiado em Campo Grande aparece no detalhamento oficial como registrado por meio do Internet Banking Caixa, da Caixa Econômica Federal. Por ter sido feito pelos canais digitais, o apostador não precisou procurar uma casa lotérica para registrar o bilhete.

Para receber prêmios de loteria, os ganhadores devem observar as regras e os procedimentos estabelecidos pela Caixa para cada faixa de valor.

Próximo sorteio

O próximo sorteio da Mega-Sena, pelo concurso 3055, será realizado na terça-feira (8), a partir das 20h. Para concorrer, as apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas ou pelos canais eletrônicos das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis dezenas escolhidas entre as 60 disponíveis, custa R$ 6, e há premiação para quem acertar quatro, cinco ou seis números.

 

Previsão do Tempo

Semana começa fria, mas calor volta e chuva pode atingir MS nos próximos dias

Temperaturas voltam a subir a partir de terça-feira, enquanto há possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas ao longo da semana.

06/09/2026 17h06

Pedestre enfrenta tarde de frio em Campo Grande, após queda nas temperaturas neste fim de semana.

Pedestre enfrenta tarde de frio em Campo Grande, após queda nas temperaturas neste fim de semana. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul inicia a semana entre segunda-feira (7) e domingo (13) sob um cenário de mudanças no tempo. Depois da chuva e da queda acentuada das temperaturas registradas durante o fim de semana, o frio perde força gradativamente e as temperaturas voltam a subir, enquanto novas áreas de instabilidade podem trazer chuva novamente nos próximos dias.

O início da semana ainda será marcado pelos efeitos da massa de ar mais frio que alcançou o Estado. A partir de terça-feira (8), entretanto, as temperaturas começam a subir, com maior aquecimento previsto para o meio da semana.

Em Campo Grande, a mudança será perceptível em poucos dias. A segunda-feira deve começar com temperaturas na casa dos 13°C, enquanto a máxima fica próxima dos 24°C. Na quarta-feira (9), os termômetros já podem alcançar os 30°C, com algumas projeções indicando até 32°C.

Além do aumento das temperaturas, a chuva volta a aparecer nas projeções para a Capital a partir do meio da semana. A instabilidade pode permanecer durante os dias seguintes e avançar pelo próximo fim de semana.

A previsão de médio prazo, no entanto, está sujeita a alterações, principalmente em relação ao volume e à localização das chuvas.

Previsão para Mato Grosso do Sul

O feriado da Independência, nesta segunda-feira (7), ainda será influenciado pelo ar mais frio que provocou a queda das temperaturas durante o fim de semana.

A mudança ocorre depois de um período de instabilidade provocado pela atuação de sistemas meteorológicos sobre o centro-sul do País.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia indicado que os maiores acumulados de chuva no Centro-Oeste entre 31 de agosto e 7 de setembro deveriam se concentrar justamente no centro-sul de Mato Grosso do Sul.

Segundo o instituto, os volumes poderiam chegar a aproximadamente 40 milímetros em algumas áreas, enquanto o sul do Estado aparecia com possibilidade de totais semanais próximos dos 50 mm.

Com o afastamento do ar mais frio, porém, a tendência é de que as temperaturas voltem a subir a partir de terça-feira. O calor deve ganhar força entre quarta e sexta-feira, principalmente nas regiões tradicionalmente mais quentes de Mato Grosso do Sul.

Ao mesmo tempo, a chuva pode voltar a ganhar força. A previsão aponta possibilidade de novas pancadas de chuva e trovoadas em diferentes pontos do Estado ao longo da semana.

A tendência está inserida em um mês que pode ser mais chuvoso que o habitual em grande parte de Mato Grosso do Sul.

Para setembro, o Inmet prevê precipitações acima da média climatológica em grande parte do território sul-mato-grossense. A exceção é o leste do Estado, onde os volumes devem ficar próximos da média histórica.

Em relação às temperaturas, o prognóstico mensal do instituto aponta valores acima da média climatológica em grande parte do Centro-Oeste durante setembro.

Campo Grande começa semana fria e volta a esquentar

Na Capital, a semana começa bem diferente dos dias de calor registrados antes da chegada da frente fria. Para segunda-feira (7), a previsão indica mínima em torno dos 13°C e máxima entre 24°C e 25°C, com sol entre muitas nuvens e sem indicação de volumes significativos de chuva.

Na terça-feira (8), o frio começa a perder força. A mínima deve subir para aproximadamente 17°C a 18°C, enquanto a máxima pode alcançar 28°C a 29°C. O dia ainda deve apresentar variação de nebulosidade.

A mudança fica mais evidente na quarta-feira (9). As projeções apontam mínima próxima dos 22°C e máxima entre 30°C e 32°C. Além do calor, volta a aparecer a possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas.

Para quinta-feira (10) e sexta-feira (11), a previsão indica que o tempo deve continuar instável, com possibilidade de chuva e trovoadas. As temperaturas e a quantidade de chuva esperada ainda podem variar ao longo dos próximos dias.

A instabilidade pode permanecer durante o próximo fim de semana. Para sábado (12) e domingo (13), a previsão aponta aumento da nebulosidade, possibilidade de chuva e temperaturas mais baixas em comparação com o calor esperado para o meio da semana.

Como se trata de uma previsão de sete dias, os valores, principalmente a partir de quinta-feira, podem sofrer alterações conforme a atualização dos modelos meteorológicos.

Chuva causa transtornos na Capital

A mudança no tempo ocorre depois de Campo Grande enfrentar um sábado (5) marcado por chuva intensa. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Campo Grande registrou 17,2 milímetros de chuva até as 10h de sábado.

No período da tarde, a Capital acumulou outros 54,4 mm, evidenciando a intensidade das precipitações que atingiram diferentes regiões da cidade.

Os efeitos da chuva puderam ser vistos nas ruas. No Bairro Los Angeles, uma moradora registrou a situação na Rua José Peixoto e nas proximidades da Rua Fernando Sardinha, onde a água tomou as vias e dificultou a circulação.

Nas imagens, veículos de passeio aparecem atravessando trechos alagados em meio ao grande volume de água acumulado.

 

O cenário reforça a atenção para novas mudanças nas condições meteorológicas ao longo da semana, principalmente diante da possibilidade de retorno das chuvas a partir dos próximos dias.

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