Cidades

Operação Aurora

MS vê mais feminicídios em 2024 diante de queda nas tentativas desse crime

Policiais foram à campo para o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão em MS

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Desde as primeiras horas da manhã de hoje (18), agentes das policiais de Mato Grosso do Sul foram às ruas para cumprimento de buscas e apreensões pela Operação Aurora, em ano onde o Estado viu o índice de  feminicídios crescer apesar da queda nas estatísticas de tentativas desse crime. 

Na manhã desta terça-feira (18), na sede da Delegacia Geral de Polícia Civil (DGPC), em Campo Grande, o delegado-geral da PC de Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lúcio, que inclusive sugeriu o nome de batismo da operação, convocou coletiva de imprensa para o repasse das informações. 

Com ele estavam também a titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Elaine Cristina Ishiki Benicasa, além da substituta responsável pelo Núcleo Institucional de Cidadania (NIC), Silvia Elaine Santos.

Benicasa destaca que, se tratando de uma operação do Núcleo Institucional de Cidadania, que por sua vez abrange toda a área de Mato Grosso do Sul, praticamente todas as cidades do Estado receberam operação de combate à violência contra a mulher. 

"Tivemos o cuidado de fazer esse levantamento com todas as regionais do Estado, sendo 12 e cada uma inclui uma delegacia de atendimento à mulher", explica. 

Ao todo, os policiais foram à campo para o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, sendo um indivíduo preso na Capital até o fim da manhã de hoje. 

Em complemento, Lupérsio Lúcio ressaltou que, inclusive por se tratar de um período de festas familiares, nessa época de fim de ano é importante que a sociedade e os Poderes, lance os olhos para o combate à violência contra a mulher. 

"Importante terminarmos o ano simpatizando com essa temática, após essa identificação desse pequeno índice de aumento [dos feminicídios], com maior consumo de bebidas alcoólicas pode ser visto mais casos", expõe o delegado-geral. 

Situação em números

Segundo repassado pela titular da DEAM, Campo Grande registrou em 2023 um total de 29 tentativas de feminicídios, sendo sete casos consumados nesse Período do ano passado. 

Ainda que neste ano a Capital tenha registrado dois casos a mais, deste tipo de crime, a delegada reforça que os casos de tentativa de feminicídio em 2024 caíram para 17 até o momento. 

Ou seja, se colada na ponta do lápis o comparativo entre os índices de tentativas de feminicídios, a Cidade Morena registrou queda de aproximadamente 41% neste índice. 

Quando observada a situação dos casos de violência contra a mulher, em todo o território de Mato Grosso do Sul, como bem aponta o delegado-geral, o Estado viu os números de tentativas de feminicídio caírem cerca de 23 pontos percentuais. 

Isso porque, durante todo o período de 2023, o Estado registrou um total de 111 tentativas de feminicídio em Mato Grosso do Sul, com esse número indo para 85 até então em 2024.

Vale lembrar que, mais recente, uma mulher de 40 anos foi esfaqueada por seu ex companheiro, homem de 33, que viajou cerca de 1.180 quilômetros para cometer esse crime na Cidade Morena, no bairro São Francisco, o que pode elevar o número de feminicídios deste ano. 

Quando ainda restava pouco mais de um mês para o fim de 2024, em 28 de novembro, Mato Grosso do Sul já ultrapassava o total de feminicídios registrados no Estado em 2023, sendo Vanderli Gonçalves dos Santos a 31ª mulher morta em MS neste ano. 

30º feminicídio registrado em 2024 foi a morte da mulher de 56 anos, identificada como Sueli Maria, assassinada ainda no último dia 17 de novembro, quando Mato Grosso do Sul alcançou o mesmo índice  que havia registrado no ano passado. 

Desde a instituição da "Lei do Feminicídio" (n.º 13.104/2015), os números desse crime em Mato Grosso do Sul apresentam perfil oscilante, com o primeiro ano dessa legislação à época encerrando com 18 mulheres mortas. 

De lá para cá, o índice teve altos e baixos, com o pico de feminicídios em 2022, quando 44 mulheres foram vítimas em território sul-mato-grossense. 

Atrás, o segundo pior índice foi anotado em 2022 (41 feminicídios), seguido pelos anos: 

  • 2016: 37 feminicídios 
  • 2018: 36 feminicídios 
  • 2021: 36 feminicídios
  • 2017: 33 feminicídios. 

 

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Maus-Tratos

Mulher é presa após agredir cachorro em cidade de MS; Veja o vídeo

Animal foi resgatado pela Polícia Civil e está recebendo cuidados após agressões

10/09/2026 14h15

O caso ocorreu no município de Aquidauana

O caso ocorreu no município de Aquidauana Divulgação: PCMS

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Um cachorro foi resgatado pela Polícia Civil após ser vítima de agressões em Aquidauana, cidade localizada a 140 quilômetros de Campo Grande. A mulher apontada como responsável pelos maus-tratos foi presa em flagrante nesta quarta-feira (9), depois que um vídeo registrou o momento em que ela arremessa o animal ao chão e o agride com chutes.

As imagens chegaram à Primeira Delegacia de Polícia de Aquidauana durante a manhã e levaram os policiais a iniciar imediatamente as buscas pela suspeita. Com apoio da Delegacia de Polícia de Anastácio, a mulher foi localizada e presa em flagrante.

O cachorro também foi encontrado e retirado do local. Segundo a Polícia Civil, o animal está bem e recebe os cuidados necessários após ser resgatado.

O caso veio à tona após a circulação de um vídeo que registra as agressões contra o cachorro. A gravação mostra a mulher arremessando o animal ao chão e, na sequência, desferindo chutes contra ele.

A violência contra o animal foi suficiente para provocar uma resposta imediata da Polícia Civil, que iniciou diligências para identificar e localizar a responsável.

O episódio reforça que animais não podem ser submetidos a agressões ou situações de violência. Maus-tratos contra cães e gatos são crime e podem resultar em prisão e outras medidas previstas pela legislação.

Prisão em flagrante

A mulher foi presa em flagrante pela equipe da Primeira Delegacia de Polícia de Aquidauana após ser localizada com apoio dos policiais de Anastácio.

A Polícia Civil também conseguiu retirar o cachorro da situação de violência e encaminhá-lo para receber os cuidados necessários.

A corporação reforçou a importância das denúncias para que casos de violência contra animais sejam comunicados rapidamente às autoridades e possam resultar na identificação dos responsáveis e no resgate dos animais.

LATROCÍNIO

Homem condenado a mais de 23 anos por latrocínio é preso em Campo Grande

Crime aconteceu em Catolé do Rocha, em Paraíba, e homem estava foragido desde a definição da sentença

10/09/2026 12h40

Divulgação / Polícia Civil

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Um homem foragido foi preso em Campo Grande durante a última quarta-feira (9) pelo crime de latrocínio cometido na Paraíba. A captura foi feita por uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

Conforme informações, o homem identificado como J.E.T.S.L., de 48 anos, foi condenado pela Justiça de Paraíba a 23 anos e 5 meses de reclusão pelo crime de assalto seguido de homicídio, cometido em Catolé do Rocha, no sertão paraibano.

O crime, classificado como latrocínio, foi julgado por juiz singular como manda a regra válida em território nacional, e desde então criminoso está foragido.

Com as investigações, a 1ª Delegacia de Polícia Civil, da 44ª Circunscrição da cidade de Goiana/PE operou em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pela prisão do foragido escondido em território sul-mato-grossense.

O homem foi localizado no bairro Mata do Segredo, em Campo Grande e a prisão foi comunicada às autoridades judiciárias de Mato Grosso do Sul e da Paraíba. O preso agora está à disposição da Justiça para as providências cabíveis.

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