Cidades

Covid-19

Mato Grosso do Sul vive o pior aumento de casos da pandemia do novo coronavírus

Entre 29 de novembro e 5 de dezembro foram 7.122 casos registrados no Estado

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A semana epidemiológica que terminou no sábado foi a pior em número de casos desde o início da pandemia em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre 29 de novembro e 5 de dezembro, foram 7.122 casos registrados no Estado.

O pior período em número de casos da pandemia havia ocorrido em julho, na 35ª semana, quando 6.135 confirmações ocorreram no Estado. Naquela época, Mato Grosso do Sul vivia o pico da doença também em número de internações e mortes.

O valor da semana passada é 20% maior que o do período anterior, quando haviam sido registrados 5.923 episódios de Covid-19 em Mato Grosso do Sul.

O Estado contabiliza 105.223 casos da doença. Ontem, a SES somou mais 496 episódios, primeiros dados da semana epidemiológica 50. Campo Grande segue como o principal foco, com 193 novos casos. Dourados teve 64 casos confirmados. Corumbá registrou novos 46 casos, Naviraí teve mais 33 casos e São Gabriel do Oeste adicionou 22 casos confirmados.

O relatório também trouxe seis novas mortes pela Covid-19, cinco delas de residentes da Capital e uma morte de Amambai. Desde o início da pandemia, já morreram 1.833 pessoas em Mato Grosso do Sul, das quais 806 em Campo Grande.

Com o aumento das últimas semanas, é possível afirmar que o Estado entrou na segunda onda da doença.  

Por causa desse crescimento, a prefeitura determinou o aumento do período do toque de recolher, que a partir de hoje passa a vigorar das 22h às 5h. O horário especial do comércio para o fim de ano foi alterado. Os comerciantes, que antes poderiam permanecer abertos até as 22h, podem ficar de portas abertas até as 21h.

As restrições, porém, deveriam ser maiores, na opinião do médico infectologista Julio Croda, que é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para ele, todos os eventos com mais de 10 pessoas deveriam ser suspensos. 

Saúde

HU notificou 12 vezes empresa por má qualidade de alimentação

Somadas, as notificações também aplicaram cerca de R$ 60 mil em multas à empresa mineira Cook Brasil; nova licitação deve sair até novembro deste ano

18/09/2026 08h05

HU busca nova empresa para fornecer alimentação ao hospital

HU busca nova empresa para fornecer alimentação ao hospital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), enviou 12 notificações à empresa responsável pelas refeições aos pacientes por má qualidade no serviço. Até por isso, a direção do hospital planeja lançar uma nova licitação ainda este ano.

A empresa responsável pela prestação do serviço de alimentação, nutrição e copeiragem hospitalar da instituição é a Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda., conhecida como Cook Brasil, de Belo Horizonte (MG). De acordo com o site da empresa, ela é especializada no fornecimento de refeições corporativas, empresariais e hospitalares.

Porém, ao que parece, este serviço de qualidade prometido pela empresa não está surtindo efeito no complexo do Humap. De acordo com Rosimeire Faccio, chefe do departamento de hotelaria da instituição, há denúncias que chegam à ouvidoria como temperatura inadequada e qualidade insatisfatória da refeição fornecida aos funcionários e pacientes.

“A equipe de fiscalização do Humap-UFMS abriu 12 processos sancionadores em desfavor à empresa Cook [Brasil] em razão ao não cumprimento de cláusulas contratuais. Além disso, há um termo de ajustamento de conduta [TAC] em desfavor à empresa Cook impetrado pela instituição, que fala sobre a inconformidades da prestação dos serviços de fornecimento de refeições”, disse à reportagem.

Diante deste cenário, o grupo fiscalizador das refeições, formada por nutricionistas, enfermeiras e assistentes administrativos, estão realizando visitas semanais à cozinha da empresa, a fim de verificar se estão sendo respeitados os critérios organolépticos, gastronômicos e higiênico-sanitários.

Além das visitas semanais, esta mesma equipe também faz a fiscalização das seis refeições diárias, que são o café da manhã, o lanche da manhã, o almoço, o lanche da tarde, o jantar e a ceia, dos quais todas devem atender as especificações dietéticas qualitativas e quantitativas contidas no Manual de Dietas do Humap.

Durante este período de reclamações e notificações, houve duas tentativas de processo licitatório para buscar uma nova empresa para realização do serviço, mas ambas resultaram em fracassadas “em virtude da não comprovação de documentação das licitantes”, conforme explica a chefe do setor de hotelaria do hospital.

Porém, há um novo processo licitatório em andamento, cuja abertura do certame está previsto para novembro. A tendência é que tenha prazo de vigência inicial de três anos e seja prorrogável até o limite de cinco anos. Ainda não foi confirmado o preço desse novo certame.

IMPEDIMENTO

O gerente administrativo do Humap-UFMS, Carlos Coimbra, afirmou ao Correio do Estado que, na penúltima notificação enviada, além do pedido de pagamento de multa, também solicitou que a Cook Brasil fosse impedida de participar da nova licitação.

Porém, a empresa judicializou e conseguiu uma liminar para que continuasse apta a participar da próxima disputa pelo serviço alimentício do hospital.

“Eles judicializaram e o juiz, liminarmente, deu para eles o direito de poder participar novamente do processo de licitação, só que o juiz também deu prazo para o hospital se manifestar, onde colocamos todos os nossos embasamentos. Então, talvez o juiz reveja a posição dele e determine o impedimento”, disse.

PROBLEMA ANTIGO

Em dezembro de 2019, quando já era responsável pelo fornecimento das refeições do Humap, a cozinha da Cook Brasil foi interditada por agentes da antiga Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco) por não possuir alvará de funcionamento.

Direitos Humanos

Ambiente de informação deve piorar no mundo, alertam especialistas

Maior ameaça é a falta de responsabilização das plataformas digitais

17/09/2026 21h00

Arquivo

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O ambiente de informação deverá se tornar pior no mundo no próximo ano. Essa é a análise feita por pesquisadores de 71 países em um relatório do Painel Internacional sobre o Ambiente da Informação divulgado esta semana. 

Entre maio e junho deste ano, o painel entrevistou 470 estudiosos e 76% deles estão pessimistas quanto à melhora no ambiente informacional.

Para a maioria dos pesquisadores entrevistados(78%), a maior ameaça à circulação de boas informações é a falta de responsabilização das plataformas digitais.

Em seguida, vem a desinformação (73%), a polarização (69%), o domínio de algumas plataformas de redes sociais (64%) e as chamadas “bolhas de filtro” ou “câmaras de eco” (53%), que é quando o usuário recebe apenas conteúdos que corroboram com seu ponto de vista.

Uso de Inteligência Artificial

O relatório também aponta que quase metade dos especialistas (47%) consideram a Inteligência Artificial (IA) generativa como uma ameaça ao ambiente informacional. Isso porque os resumos gerados por IA devem ajudar, cada vez mais, as pessoas a encontrar respostas rapidamente. 

O problema é que isso deve reduzir a utilização de sites de notícias e limitar a variedade de pontos de vista com os quais as pessoas se deparam.

Uma pesquisa do laboratório de ideias norte-americano Pew Research Center mostrou que, no início de 2026, 60% dos adultos nos Estados Unidos afirmaram que liam os resumos gerados por IA que agora aparecem no topo da maioria dos resultados de pesquisas.

Pressão e censura

Quase um terço dos especialistas entrevistados (60%) relataram que encontram dificuldades em seus países para encontrar informações importantes para pesquisas, já que grande parte dos dados são restritos. 

A pressão dos governos e empresas sobre investigações na área de informação também cresceram. Entre 2025 e 2026 a pressão para alinhar pesquisas à agenda dos governos subiu de 21% para 33% e a censura governamental de 11% para 23%.

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