Cidades

CRUELDADE

Mulher de 41 anos é degolada pelo companheiro no interior de MS

Este foi o décimo sétimo feminicídio do ano no Estado. Vítima é uma mulher de 41 anos que morava em Bonito e foi morta em Costa Rica

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Rose Antônia de Paula, de 41 anos, foi vítima do 17º feminicídio ocorrido neste ano em Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu na noite desta sexta-feira (27) na cidade de Costa Rica, mas foi descoberto somente na manhã deste sábado (28). Rose foi praticamente decapitada com um golpe de faca e o suspeito, identificado como Juliano, de 38 anos, está foragido. 

A mulher, que era de Bonito e neste sábado pretendia retornar para sua cidade, foi vista pela última vez por volta das 20 horas desta sexta-feira, em uma casa nos altos da Avenida José Ferreira da Costa, próximo de uma antiga empresa armazenadora de grãos. 

Juliano, que é natural de Minas Gerais mas que reside em Costa Rica faz alguns anos, estava com ela na casa e por volta das 21 horas foi visto deixando o local em uma moto vermelha, conforme informações do site Mstododia.

Existe a suspeita de que ele não aceitasse o provável retorno de Rose para Bonito, cidade onde ela estava morando atualmente, e por conta disso tenha praticado o crime.

Na manhã deste sábado, vizinhas estranharam o fato de ela não ter aparecido para tomar café em uma lanchonete que costumava frequentar todas as manhãs desde que chegou à cidade, há cerca de duas semanas. 

Por conta disso, de acordo com o site, decidiram procurá-la e antes mesmo de abrirem a porta já perceberam uma poça de sangue sob a porta. Antes mesmo da chegada da polícia elas abriram o imóvel e constataram que a mulher estava morta, praticamente decapitada.

De acordo com as vizinhas, ela mantinha um relacionamento antigo, mas conturbado com o suspeito, chegando inclusive a registrar denúncia na polícia por conta de violência doméstica contra ele.

Até o começo da tarde, conforme informações da PM de Costa Rica, diligências estavam sendo feitas na região para tentar encontrar Juliano, que trabalhava como chapeiro na cidade.

Com mais este caso, subiu para 17 o número de feminicídios no Estado neste ano. No ano passado, foram 19 registros nos primeiros seis meses do ano no Estado. 

Em Costa Rica, desde 2022, quando foram dois casos, que não era registrado crime desta natureza. 
 

Operação Octano

PF investiga lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de facção criminosa em MS

Foram cumpridos mandados em Ponta Porã e Campo Grande, onde os indivíduos utilizavam "laranjas" para cobrir transações comerciais e compra de veículos

22/04/2026 15h30

Foram cumpridos mandados em Campo Grande e Ponta Porã

Foram cumpridos mandados em Campo Grande e Ponta Porã FOTO: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Octano, que investiga práticas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de indivíduos ligados ao crime organizado na região da Fronteira em Mato Grosso do Sul.

Foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã e 1 em Campo Grande. 

Diligências anteriores identificaram imóveis, veículos e outros bens registrados em nomes de terceiros, o que reforça as suspeitas de incompatibilidade patrimonial. 

De acordo com a Polícia Federal, "os elementos reunidos até o momento apontam para a possível utilização de interpostas pessoas e de empresas com a finalidade de ocultar patrimônio, bem como para a facilitação de transações suspeitas mediante compra e venda de veículos automotores". 

A apuração da PF apontou que a ocultação dos bens ocorreria através do registro formal de bens em nome de terceiros (laranjas) ou de pessoas jurídicas, sem que os nomes fossem os donos ou beneficiários reais do patrimônio. 

Segundo a Políca, a descoberta do crime de lavagem de dinheiro dos suspeitos se deu a partir do desdobramento de outra operação. 

A reportagem entrou em contato com a PF para obter informações sobre a operação que resultou o desdobramento da Octano e o valor monetário dos bens apreendidos. Até o fechamento da matéria, essas respostas não foram informadas. 

 

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BR-163

PRF apreende R$ 580 mil em notas de R$ 100 com motorista em MS

Homem não tinha CNH e dirigia uma caminhonete na BR-163, quando foi flagrado com mais de meio milhão de reais em um mochila

22/04/2026 15h00

Flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina na BR-163, em Coxim

Flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina na BR-163, em Coxim Foto: Arquivo / PRF

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi flagrado com mais de meio milhão de reais em cédulas de R$ 100, sem comprovaão de origem, nessa terça-feira (21), na BR-163, em Coxim. O montante foi apreendido.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), policiais realizavam fiscalização de rotina na rovodia, quando abordaram uma Toyota Hilux.

Durante a fiscalização, os policiais descobriram que o motorista da caminhonete não tinha carteira nacional de habilitação (CNH) e iniciaram vistoria no veículo.

Na revista, foi encontrada uma mochila, onde havia R$ 580 mil em dinheiro, tudo em notas de R$ 100.

O motorista confessou ser o proprietário do dinheiro e disse ter recebido a quantia por compra e venda de mercadorias, mas sem apresentar comprovantes ou documentos que comprovassem a afirmação.

O homem viajava com uma passageira e acompanhado por um casal, que seguia em outro veículo. Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil em Coxim para prestar esclarecimentos.

Transportar muito dinheiro é crime?

Atualmente no Brasil, a Receita Federal não impõe um limite específico para a quantidade de dinheiro em espécie que pode ser transportado em viagens dentro do País, desde que o valor tenha origem lícita e comprovada.

Mesmo sem a delimitação de quantitativo, em caso de abordagem policial, se a pessoa não tiver documentação que comprove a origem legal do dinheiro, o montante pode ser apreendido, mesmo que temporariamente, para investigação.

Isto porque manter grandes valores fora de instituições financeiras pode estar associado a crimes, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

O valor pode ser devolvido após a conclusão da investigação e comprovação da origem lícita do dinheiro.

Para combater a criminalidade, um projeto de lei (PL 3.951/2019), que busca restringir o uso de dinheiro vivo em grandes montantes foi aprovado no Senado Federal em março deste ano e foi encaminhado para a Câmara dos Deputados, onde aguarda despacho.

A proposta, de autoria do  senador Flávio Arns (PSB-PR), autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a definir valores máximos e regras para pagamentos em espécie, com o objetivo de reforçar o combate à lavagem de dinheiro.

O PL 3.951/2019 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613, de 1998) para determinar que o Conselho Monetário Nacional (CMN), ouvido o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), definirá os valores máximos e as condições para pagamentos e transações realizadas em espécie, inclusive no caso de cheques e boletos bancários. 

Do senador Flávio Arns (PSB-PR), o projeto foi aprovado na forma de substitutivo do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR). O substitutivo  mantém a emenda aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que proíbe, de forma expressa, o uso de qualquer valor em espécie em transações imobiliárias.

A versão original do projeto estabelecia diretamente, entre outros pontos a restrição à circulação de dinheiro vivo em montantes superiores a R$ 100 mil, salvo com comprovação de origem e destino lícitos.

No entanto, para o relator Oriovisto, além de "excessivamente detalhadas", as regras extrapolariam os limites do poder normativo do Congresso. Ele argumenta que a definição dos parâmetros operacionais e limites financeiros deve ser feita por órgão técnico competente, com base em critérios atualizados e flexíveis, justificando a transferência dessa atribuição ao Conselho Monetário Nacional.

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