Cidades

FATALIDADE

Mulher morre em acidente envolvendo três veículos na MS-338

Colisão na noite deste domingo ocorreu entre as cidades de Santa Rita do Pardo e Batagussu, na região leste de Mato Grosso do Sul

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Motorista de um HB20, Natália Cristina Oscar morreu em um acidente na noite deste domingo (16) na MS-338, entre as cidades de Santa Rita do Pardo e Bataguassu, na região leste de Mato Grosso do Sul. 

Ela estava sozinha no carro e, segundo declarações de ocupantes de outros dois veículos que se envolveram no acidente, ela perdeu o controle da direção e atingiu uma caminhonete S10 que seguia no sentido contrário. 

Após a colisão, a S10 capotou e o condutor teve de ser levado ao hospital de Bataguassu. Logo atrás da caminhonete seguia um Gol, que acabou sendo atingido pelos destroços dos dois veículos. Os três ocupantes do Gol saíram ilesos. 

E, conforme declarações do ocupante da S10 e do motorista do Gol, a condutora do HB20 inicialmente saiu da pista, conseguiu retornar para o asfalto e acabou  invadindo a faixa na qual trafegava o utilitário.

A colisão ocorreu por volta das 21:30 e a provável causa que fez a mulher perder o controle da direção ainda é desconhecida. 

A rodovia na qual aconteceu o acidente é continuação da MS-040, que por sua vez liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo. O trajeto serve de rota alternativa para quem quer fugir do pedágio e do tráfego intenso das BR-163 e da BR-267. 

Os três veículos têm placas de outros estados. O Hyundai HB20 foi emplacado em Arapongas, cidade da região norte do Paraná. A Chevrolet S10 tem placas de Dracena (SP) e o Gol, de Marabá Paulista (SP). 

Conforme informações do site Cenário MS, um caminhoneiro que trafegava à frente da caminhonete e do Gol relatou que o HB20 quase o atingiu segundos antes do acidente. Segundo ele, a motorista conseguiu retornar à sua pista, mas logo depois perdeu o controle novamente, ocasionando a colisão fatal. 

O motorista do Gol, que viajava de Santa Rita do Pardo para Marabá Paulista, contou que trafegava em baixa velocidade quando foi surpreendido pelo impacto. 

"Tanto eu quanto a caminhonete estávamos em baixa velocidade. Escutei um estrondo e, quando vi, meu carro já estava atingindo os destroços", relatou. 

A rodovia precisou ser interditada para os trabalhos da perícia e remoção dos veículos. O HB20 ficou no meio da pista e a caminhonete capotada, no acostamento.

O tráfego chegou a ser totalmente interrompido durante o trabalho de retirada da vítima das ferragens do HB20 de Arapongas

Pesquisa

Mato Grosso do Sul tem mais de 200 crianças "invisíveis", aponta IBGE

Taxa de sub-notificação de nascidos vivos no Estado atingiu o menor número da série histórica, de 0,58%

20/05/2026 17h45

Em todo o Brasil, taxa de sub-notificação de nascidos vivos ficou abaixo de 1% pela primeira vez

Em todo o Brasil, taxa de sub-notificação de nascidos vivos ficou abaixo de 1% pela primeira vez FOTO: Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul atingiu em 2024 o menor índice de sub-registros de nascimentos desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015. Apesar do avanço, cerca de 220 crianças vivem sem identidade legal no Estado. 

Dados divulgados nesta terça-feira (20) através do estudo "Estimativas de sub-registros de nascimentos e óbitos 2024" do Instituto, mostraram que a taxa de sub-registro de nascidos vivos em Mato Grosso do Sul caiu para 0,58%, índice inferior à média nacional, que ficou em 0,95% - primeira vez abaixo de 1%. 

Isso significa que dos 38.018 nascidos vivos no Estado em 2024, 221 não tiveram o registro realizado dentro do prazo legal, o que dificulta o acesso a serviços básicos fundamentais garantidos desde os primeiros anos de vida. 

"O registro civil garante os direitos da criança à proteção, acesso à escola, saúde e a programas sociais", explicou Jailson Assis, analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais (Cops) do IBGE. 

O próprio levantamento aponta que os sub-registros revelam obstáculos enfrentados por parte da população, especialmente em regiões mais vulneráveis e por mães mais novas. Embora a emissão da certidão de nascimento seja gratuita, o acesso ainda não é igual em todas as regiões do Estado, principalmente em comunidades rurais, indígenas e localidades afastadas dos centros urbanos. 

De acordo com os dados, os maiores percentuais de sub-notificação de nascidos vivos no Estado estão entre as mães entre 0 a 19 anos. A pesquisa revelou que, no ano do estudo, 240 crianças nasceram de mães com menos de 15 anos e 2,92% não foram registradas (aproximadamente 7 crianças). 

Outras 4.806 crianças nasceram de mães com idade entre 15 e 19 anos, com taxa de sub-notificação de 1,15% (aproximadamente 55 crianças). 

Apesar do desafio, o IBGE destaca que Mato Grosso do Sul apresentou redução de 1,97% no sub-registro desde 2015, quando o índice era de 2,55%. O resultado acompaha uma tendência nacional de melhora na cobertura dos sistemas de estatísticas vitais, já que o índice também caiu na cobertura nacional, de 4,21% para 0,95%. 

Para o analista José Eduardo Trindade, os números aproximam o Brasil e Mato Grosso do Sul da meta de cobertura universal de registro de nascimentos defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

"Essa evolução indica avanços significativos na cobertura do sistema de Estatísticas do Registro Civil. Era um patamar buscado e esperado por muitos, principalmente ao levar em consideração a busca da erradicação do sub-registro", afirmou. 

Assim como em Mato Grosso do Sul, mesmo com a redução significativa ao longo dos anos, o Brasil possui aproximadamente 22.902 crianças sem identidade legal. 

CNH

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para tirar CNH A e B em MS

Nova exigência vale para processos de primeira habilitação abertos a partir de 18 de maio e segue determinação da Senatran após mudança no Código de Trânsito Brasileiro

20/05/2026 17h32

Foto: Rachid Waqued/Detran

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A obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B passou a exigir exame toxicológico em Mato Grosso do Sul para candidatos que abrirem o processo a partir de 18 de maio de 2026.

A nova regra foi implementada pelo Detran-MS após determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), baseada em alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A orientação foi oficializada por meio de ofício-circular encaminhado aos Departamentos Estaduais de Trânsito de todo o país.

Até então, o exame toxicológico era obrigatório apenas para motoristas das categorias C, D e E, utilizadas principalmente para transporte de cargas e passageiros.

Com a mudança na legislação federal, a exigência passa a alcançar também os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, destinadas à condução de motocicletas e veículos de passeio.

Segundo a Senatran, embora a regulamentação específica pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda esteja em fase de análise técnica, os Detrans estaduais já devem aplicar a nova regra nos processos abertos após 18 de maio.

De acordo com a orientação federal, o exame deverá ser realizado em laboratórios e clínicas credenciadas pela Senatran. A comprovação do resultado negativo ocorrerá de forma sistêmica no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), durante a etapa de emissão da Permissão para Dirigir.

Na prática, isso significa que o candidato poderá fazer o exame em qualquer fase do processo de habilitação, desde que o resultado negativo esteja regularizado antes da emissão da PPD. Caso o sistema não registre um exame válido, o documento não poderá ser emitido.

O Detran-MS orientou os candidatos a buscarem informações apenas nos canais oficiais e verificarem se o laboratório escolhido possui credenciamento regular junto à Senatran.

Ainda conforme a Secretaria Nacional de Trânsito, a medida busca ampliar a segurança viária e garantir o cumprimento das novas disposições previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Como funciona o exame toxicológico

O exame toxicológico de larga janela de detecção utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas para identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período retrospectivo mínimo de 90 dias.

Atualmente, o procedimento já é obrigatório para motoristas habilitados nas categorias C, D e E, conforme previsto na Lei Federal nº 13.103, de 2015, e regulamentado pela Resolução Contran nº 923/2022.

A validade do exame é de 90 dias a partir da data da coleta do material biológico. Nos casos em que o candidato não possuir cabelos ou pelos, a coleta poderá ser feita pelas unhas, mediante apresentação de laudo dermatológico que comprove alopecia universal.

A lista completa de laboratórios credenciados pode ser consultada no portal oficial da Senatran.

Segue o link, com os laborátorios autorizados a realizar o exame toxicológico: https://www.gov.br/transportes/pt-br/pt-br/assuntos/transito/conteudo-Senatran/exame-toxicologico

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