Cidades

riquezas naturais e minerais

Multa milionária após incêndio dá origem a "teorias conspiratórias" sobre a Serra do Amolar

Dono de pousada foi multado em R$ 9,6 milhões e depois disso registrou BO na polícia dizendo que está sendo alvo de uma espécie de conspiração

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A multa de R$ 9,6 milhões imposta pela Polícia Militar Ambiental ao dono da pousada Dois Corações, Roberto Carlos Conceição de Arruda, por supostamente ter iniciado um incêndio que destruiu 1,2 mil hectares na região da Serra do Amolar, no final de janeiro, trouxe à tona uma espécie de “guerra” entre Ongs ambientalistas e uma série de “teorias conspiratórias” sobre aquela região do Pantanal. 

Entre as teorias estão o suposto interesse em dominar as terras da região para faturar com a venda de créditos de carbono, supostos incêndios criminosos provocados por Ongs para conseguir ajuda internacional e, principalmente, apropriar-se das terras para uma futura exploração das riquezas minerais da Serra do Amolar. 

Conforme a versão oficial e reproduzida uma série de vezes nas redes sociais do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), o fogo que provocou a “multa da discórdia” começou no dia 27 de janeiro na propriedade de Roberto Carlos, uma área de 142 hectares às margens do Rio Paraguai e no pé da Serra do Amolar. 

No dia 5 de fevereiro, a PMA divulgou nota informando que, com base em imagens de satélite e georeferenciamento, ele havia sido multado em R$ 9,6 milhões por ter provocado o incêndio. 

No dia 14 de fevereiro, porém, Roberto Carlos procurou a Polícia Civil em Corumbá para registrar Boletim de Ocorrência denunciando que estava sendo alvo de calúnia. “Afirma o comunicante/vítima que o Instituto do Homem Pantaneiro, através do Coronel Rabelo, seria o responsável por o acusar de colocar fogo na região de preservação”, diz trecho do BO. 

Também ressalta “que foi estipulada a ele uma multa exorbitante no valor de aproximadamente R$ 9.700.000,00, como se o comunicante/vítima fosse pecuarista, o que não procede, uma vez que é apenas ribeirinho, sabe apenas assinar o primeiro nome, sendo analfabeto”. 

Em entrevista por telefone, Roberto Carlos também reclamou do fato de ter sido “taxado” de  empresário pela Polícia Militar Ambiental, sendo que cria em torno de 35 bovinos e tem uma pousada com dois quartos, nos quais consegue abrigar, no máximo, seis pessoas. A pousada fica a cerca de três horas de barco de Corumbá, rio acima.

Ao aplicar a multa, a PMA escreveu que ele teria colocado fogo para renovar a pastagem. Roberto Carlos, que tem 51 anos, e nega ter dado início ao incêndio, diz que nasceu naquele local e nunca morou em outro. Que “ganhou” a escritura das terras do Incra e tem conhecimento suficiente para saber que em janeiro não se coloca fogo para limpar pastagem. 

“Se eu quisesse fazer isso, teria feito em agosto ou setembro, época em que o fogo realmente serve para esse fim. Além disso, aqui é tudo aberto, tem pasto para milhares de bois e eu só tenho 35 vacas e bezerros. Não faz o menor sentido eu colocar fogo, ainda mais nesta época do ano”, afirmou  à reportagem do Correio do Estado. 

Se o fogo realmente começou no local onde a PMA e o IHP dizem (em um baceiro a cerca de 400 metros da pousada), ele acredita que possa ter sido provocado por isqueiros que estavam capturando iscas na região naqueles dias, vésperas de reabertura do pesque e solte no Rio Paraguai.

Indagado sobre os possíveis motivos que teriam levado o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) e o Coronel Rabelo (PM aposentado) a fazerem a denúncia, ele acredita que seja porque o IHP quer “tomar minhas terras e assim ganhar dinheiro com a venda de créditos de carbono. Ao longo de 150 quilômetros do Rio Paraguai quase já não existe mais ribeirinho. Tomaram as terras de todo mundo”, afirma. 

Ele acredita que a multa exorbitante tenha sido “encomendada” para inviabilizar sua permanência no local. “Já falei mais de uma vez, não vendo minhas terras, só sei tirar meu sustento daqui. Se eu tiver que ir para a cidade, vou morrer de fome”. 

Em meio a essa disputa, o “empresário” que é dono de uma pousada com seis vagas conseguiu até um advogado voluntário, Nelson Araújo Filho, para tentar derrubar a cobrança da multa pelo Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Pousada multada fica no pé de um dos morros da Serra do Amolar, mas o proprietário nega que tenha causado incêndio no final de janeiro

Em sua argumentação, o advogado indaga sobre as razões que levaram as autoridades ambientais a ignorarem o fato de um incêndio em 25 de setembro de 2020 ter começado “distante 30 metros da sede do IHP, nos Novos Dourados, o qual consumiu entre 500 mil e 1 milhão de hectares”. A denúncia de que o fogo teria começado naquele local também consta do BO registrado na Polícia Civil no dia 14 de fevereiro.

E é nestes seguidos incêndios no Pantanal que reside outra suposta "teoria conspiratória". Segundo Roberto Carlos, “é muito estranho que estes incêndios que estão destruindo o Pantanal tenham aumento justamente ao longo do mesmo período em que determinadas Ongs estão ganhando força. Você sabe que sem tragédia, Ong não ganha dinheiro internacional. Ong não cuida do Pantanal, quem cuida e preserva é gente igual eu, minha família, os outros ribeirinhos e os fazendeiros que há séculos ganham a vida aqui”, desabafa. 

O incêndio que deu origem à “multa da discórdia” foi combatido por cerca de duas dezenas de homens dos bombeiros e brigadistas do IHP e de moradores da região que receberam treinamento para atuarem como brigadistas. Até aeronaves do Governo do Estado foram mobilizadas para controlar o fogo. 

Incialmente o IHP chegou a divulgar que cerca de 5 mil hectares haviam sido destruídos, mas a multa emitida pela PMA e anexada a um inquérito instaurado na semana passada pelo Ministério Público Estadual  (8/03) evidencia que foram pouco mais de 1,2 mil hectares. O MPE quer descobrir se o dono da pousada foi ou não o resposável pelo incêndio. 

RIQUEZAS MINERAIS

Mas a teoria mais intrigante em meio a esta troca de acusações é o suposto interesse pelos minérios da Serra do Amolar, apontada por uma fonte que pediu anonimato ao Correio do Estado. De acordo com esta fonte, as terras do Seu Beto, como é conhecido o dono da pousada que levou multa de quase dez milhões, estão em local chave e que seria fundamental para uma possível exploração e embarque de minérios no Rio Paraguai. 

“A Serra do Amolar recebeu essa denominação pela presença abundante de uma pedra muito dura e escura, capaz de amolar facas, enxadas e machados. É minério de ferro”, a frase entre aspas faz parte de uma publicação do site da Ong ambientalista Ecoa, que tem uma espécie de base de estudos próximo à pousada do senho Beto. 

Ainda conforme esta mesma publicação “em 1937, passou por lá o alemão Otto Willi Ulrich, a serviço do governo britânico. Suas pesquisas apontaram a presença de minério de ferro com pureza de 56%.” Este alemão teria escrito um livro que “traz o desenho de um mapa com todos o morros da Serra do Amolar. O pesquisador apontou as seguintes porcentagens de peso nos metais encontrados: ferro, 56,3%; manganês, 10,6%; Titanoxydo, 2,2%; cromo, 1%; e Estanho, 0,15%”. 

E, inicialmente, segundo a publicação do Ecoa, estes minérios interessavam ao empresário Eike Batista, que é filho de Eliezer Batista, uma espécie de “pai da mineração brasileira”, pois em diferentes períodos comandou a Vale do Rio Doce e foi ministro de Minas e Energia antes e durante o regime militar. Foi ele o principal responsável pela identificação das reservas minerais brasileiras, inclusive as de Corumbá. 

E, conforme publicação do Ecoa,  “em decadência econômico-financeira, Eike está se desfazendo dos seus negócios. Para não perder o controle sobre a reserva, arrendou a propriedade, com opção de compra, para o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que tem como diretor-presidente o coronel reformado Ângelo Rabelo, o “xerife” do Pantanal".  Rabelo trabalhou para a EBX durante dois anos como consultor de riscos ambientais”. 

A Serra do Amolar está localizada na fronteira do Brasil com a Bolívia, entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS). É bem maior que as morrarias que estão sendo exploradas há décadas em Corumbá. Só no ano passado foram retiradas em torno de 8 milhões de toneladas de minério destas morrariras A  altitude da Serra do Amolar chega a mil metros e os morros se estendem ao longo de 80 quilômetros.

A reportagem do Correio do Estado procurou o IHP na sexta-feira da semana passada (8), mas não obteve retorno oficial do Instituto. Informalmente, porém, pessoas ligadas ao Instituto deram a entender que o senhor Beto é ligado à Ong Ecoa e que a venda de créditos de carbono não tem qualquer relação com uma possível compra ou posse de qualquer propriedade na região e que o Instituto não compra terras. 

COM A PALAVRA O IHP

Nesta terça-feira (12) a assessoria do IHP enviou nota ao Correio do Estado dizendo:

"Considerando inverdades publicadas na imprensa e vinculações sobre teorias não fundamentadas que contribuem negativamente para ações de conservação e desenvolvimento sustentável no Pantanal. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) esclarece:

- O IHP atua diretamente para prevenir e combater incêndios florestais na região do Alto Pantanal, em área que forma corredor de biodiversidade, tanto com a atuação ao longo de todo o ano com a Brigada Alto Pantanal, bem como com o monitoramento por meio de câmeras, usando inteligência artificial, a partir do sistema Pantera, para detecção de focos de fumaça. Não responde ao IHP o papel de denúncia ou realização de fiscalização.

- Cabe informar que as autoridades possuem sistemas de geotecnologias operacionais para identificar origem e tamanho da área de incêndios florestais.

- Projetos que envolvem crédito de carbono são desenvolvidos em áreas particulares e envolvem parcerias entre setor de pesquisa e proprietários de terras. O IHP possui um projeto certificado de crédito de carbono no Pantanal e seu papel nesse processo é desenvolver a pesquisa para identificar mensurações de conservação. Além disso, tem a parceria de proprietários e é desenvolvido em Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). Atendendo às especificidades técnicas necessárias e viabilidade econômica, qualquer proprietário que tiver interesse pode integrar projeto de carbono que seja executado pelo IHP ou outra instituição ou empresa. Qualquer projeto precisa passar por certificação para garantir sua comercialização."


 

Corrida do Choque

Corrida do Choque terá treinão aberto ao público neste domingo em Campo Grande

Atividade será aberta ao público e marca a preparação para a 7ª edição da prova promovida pelo Batalhão de Choque em Campo Grande

21/08/2026 17h48

Participantes se concentram para edição anterior da Corrida do Choque, em Campo Grande; prova volta ao Parque dos Poderes em setembro.

Participantes se concentram para edição anterior da Corrida do Choque, em Campo Grande; prova volta ao Parque dos Poderes em setembro. Foto: Divulgaçaõ.

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Corredores de Campo Grande terão um compromisso diferente na manhã deste domingo (23). O Parque dos Poderes recebe o Treinão da VII Corrida do Choque, atividade preparatória para a tradicional prova promovida pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O encontro será realizado em frente à sede do Batalhão de Choque, no Parque dos Poderes, e será aberto a corredores interessados em participar, independentemente de integrarem ou não as forças de segurança.

A proposta é reunir atletas e praticantes de corrida para ajustar o ritmo e iniciar a preparação para a sétima edição do evento.

Em vídeo de divulgação, integrantes do Batalhão de Choque aparecem em preparação física e convidam a população para participar do treinamento.

A mensagem destaca que o encontro antecede a realização da corrida e funciona como uma oportunidade para os participantes entrarem no clima da prova.

 

Além do caráter preparatório, o treinão também busca aproximar os corredores da estrutura e do ambiente que envolvem a Corrida do Choque.

O Parque dos Poderes, conhecido por concentrar praticantes de corrida, caminhada e ciclismo, será novamente o ponto de encontro dos participantes.

Preparação para a prova

O treinamento deste domingo integra a programação que antecede a VII Corrida do Choque, que chega à sétima edição reunindo esporte e a participação de integrantes das forças de segurança e da comunidade.

A orientação da organização é para que os interessados compareçam preparados para a atividade física, com roupas e calçados adequados. Como o treinamento é aberto ao público, não é necessário pertencer à Polícia Militar para participar.

A concentração será realizada em frente ao Batalhão de Choque, no Parque dos Poderes, neste domingo, 23 de agosto.

O treinão funciona como uma prévia da corrida e permite que os participantes iniciem a preparação coletiva para o evento, além de conhecerem outros corredores que estarão na prova.

Serviço

O Treinão da VII Corrida do Choque será realizado neste domingo (23), no Parque dos Poderes, em frente ao Batalhão de Choque, em Campo Grande. A participação é aberta aos corredores.

Corrida será disputada em setembro

A VII Corrida do Choque será realizada no dia 12 de setembro de 2026, um sábado, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Organizada pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, a competição terá largada noturna, às 19h, e promete reunir corredores profissionais, amadores, integrantes das forças de segurança e famílias em uma programação voltada ao esporte e à integração com a comunidade.

A prova contará com percursos de 5 km e 10 km, contemplando participantes com diferentes níveis de preparação, além de categorias exclusivas para policiais militares e caminhada participativa.

A estrutura preparada para o evento prevê pontos de hidratação, arena de apoio aos atletas e premiação.

Com a chegada da sétima edição, a Corrida do Choque busca manter a tradição construída nos anos anteriores e transformar o Parque dos Poderes em um dos principais pontos de encontro dos corredores da Capital.

A realização do treinão deste domingo (23) faz parte da preparação para a prova e oferece aos participantes a oportunidade de ajustar o ritmo pouco mais de duas semanas antes da largada oficial.

Oportunidade

Prefeitura de Campo Grande abre cadastro com bolsa de um salário mínimo

Serão distribuídas 400 senhas; selecionados também terão alimentação, cesta básica e transporte

21/08/2026 17h12

Prefeitura de Campo Grande abre cadastro para programa que oferece bolsa equivalente a um salário mínimo aos participantes convocados.

Prefeitura de Campo Grande abre cadastro para programa que oferece bolsa equivalente a um salário mínimo aos participantes convocados. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande abrirá, a partir da próxima segunda-feira (24), inscrições para o cadastro reserva do PRIMT (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho), destinado a moradores desempregados e em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, serão distribuídas 400 senhas em cinco regiões da Capital.

O edital foi publicado nesta sexta-feira (21), no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). A seleção não representa contratação imediata, pois os inscritos formarão um cadastro reserva e serão chamados conforme a demanda apresentada pelas secretarias municipais.

Os trabalhadores convocados receberão uma bolsa-auxílio mensal equivalente a um salário mínimo. O programa também prevê alimentação, uma cesta básica por mês, transporte até o local de trabalho, quando necessário, e cobertura de seguro coletivo contra acidentes pessoais.

Além do auxílio financeiro, os beneficiários deverão participar de atividades de qualificação profissional e social, com o objetivo de ampliar as possibilidades de ingresso no mercado formal de trabalho.

Quem pode participar

Para se inscrever, o interessado precisa ter entre 18 e 67 anos, morar em Campo Grande há pelo menos um ano e estar desempregado há três meses ou mais. Também é obrigatório estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).

A renda familiar por pessoa não poderá ultrapassar meio salário mínimo. O candidato deverá apresentar a folha-resumo do CadÚnico, o NIS (Número de Identificação Social), comprovante de residência e documentos pessoais.

O edital exige ainda que o interessado tenha uma conta-corrente ou poupança ativa em seu próprio nome. Caso não possua, deverá providenciar a abertura até o prazo estabelecido para a entrada no programa. Contas bancárias de terceiros não serão aceitas para o pagamento da bolsa.

Apenas uma pessoa de cada núcleo familiar poderá ser inscrita. No atendimento, será necessário apresentar os documentos originais do candidato e dos demais integrantes da família, como certidões de nascimento dos filhos e documentos do cônjuge ou companheiro.

Inscrições começam na segunda-feira

As inscrições serão realizadas entre os dias 24 e 31 de agosto, sempre das 7h às 13h. Cada unidade disponibilizará 80 senhas, totalizando 400 atendimentos.

Confira o calendário:

  • 24 de agosto: Cras Valéria Lopes da Silva, na Rua Marçal de Souza, nº 25, Vila Popular;
  • 25 de agosto: Cras Vida Nova, na Rua Jaci de Azevedo Môro, nº 164, Jardim Vida Nova;
  • 27 de agosto: Cras Aero Rancho, na Rua Globo de Ouro, nº 860, Jardim Aero Rancho;
  • 28 de agosto: Funsat Polo Moreninhas, na Rua Anacá, nº 699, Moreninha III;
  • 31 de agosto: Cras Canguru, na Rua dos Topógrafos, nº 1.175, Bairro Canguru.

Embora sejam distribuídas 400 senhas, o edital não informa quantas pessoas serão efetivamente convocadas. O preenchimento ocorrerá de acordo com as necessidades dos órgãos municipais, e as futuras chamadas serão publicadas no Diário Oficial.

Critérios de prioridade

A classificação considerará o grau de vulnerabilidade socioeconômica dos candidatos. Terão prioridade pessoas com menor renda por integrante da família, mulheres chefes de família, trabalhadores há mais tempo desempregados e candidatos de maior idade.

Também serão considerados o número de crianças de até 6 anos no núcleo familiar e a presença de pessoas com deficiência ou idosos que não consigam garantir o próprio sustento.

Parte das futuras vagas será reservada a grupos específicos. O edital prevê percentuais para mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência, pessoas com Transtorno do Espectro Autista, egressos do sistema prisional, negros, indígenas, imigrantes, refugiados e pais ou responsáveis por filhos com deficiência.

Mulheres vítimas de violência deverão comprovar que são acompanhadas pela Casa da Mulher Brasileira. Pessoas com deficiência e candidatos com autismo precisarão apresentar laudo, enquanto egressos do sistema penitenciário deverão levar documento emitido pela Agepen.

Atuação em serviços municipais

Os convocados poderão trabalhar em serviços emergenciais, eventuais e de interesse da administração municipal. Entre as atividades previstas estão limpeza e conservação de praças, escolas, unidades de saúde, centros infantis e espaços públicos.

O programa também contempla serviços de roçada, capina, poda, varrição, retirada de entulhos, limpeza de bocas de lobo, desobstrução de córregos e trabalhos emergenciais contra enchentes.

Outras frentes incluem pavimentação, tapa-buracos, instalação de sinalização, pintura de meios-fios, construção e manutenção de calçadas e execução de obras públicas em regime de mutirão, como casas populares, muros e praças esportivas.

Os beneficiários ainda poderão atuar em campanhas emergenciais de saúde, levantamentos de dados, atividades administrativas, atendimento a situações de calamidade pública e ações de combate a surtos endêmicos.

Permanência pode chegar a dois anos

A convocação será inicialmente por seis meses, com possibilidade de renovação por períodos iguais, até o limite de dois anos. No caso dos trabalhos realizados em regime de mutirão, a permanência será de até 180 dias, sem prorrogação.

A Funsat alerta que os inscritos deverão acompanhar as publicações oficiais do programa. A ausência na data e no horário definidos em uma futura convocação será considerada desistência, salvo se houver justificativa formal aceita pela administração municipal.

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